A Menina que Comia Bolachas

cookies de amêndoaPhoto by Olenka Kotyk on Unsplash

     Era uma vez uma menina chamada Cláudia; tinha  o cabelo castanho e ondulado, os olhos cor de mel e usava sempre um vestido de fundo azul com bolachas desenhadas.

      Ela gostava de ler livros de aventuras e contos de fadas, gostava de desenhar pessoas, animais, mas também adorava desenhar bolachas e cozinhá-las.

     Um dia, a Mãe foi trabalhar e deixou a Cláudia sozinha em casa. Como estava sozinha, a Cláudia aproveitou para fazer as suas bolachas favoritas – as cookies – só que ela não tinha os ingredientes; então começou a inventar umas bolachas novas.

     Pegou em amêndoas e começou a triturá-las; em seguida, pegou em pepitas de chocolate branco, juntou tudo com farinha, açúcar, manteiga e foram para o forno.

     Entretanto, enquanto esperava pelas bolachas, foi ler um livro de aventuras. De repente, ouviu-se um toque: era o forno!

     A Cláudia foi ver: as deliciosas bolachas estavam prontas. Tirou-as do forno e provou uma:

      – Hum, é ótimo! Vou fazer mais.

     Quando abriu o armário, não tinha mais amêndoas nem pepitas de chocolate.

     Então a Cláudia foi para a rua, fazer uma venda de bolachas, a fim de ganhar dinheiro para comprar os ingredientes.

 (Fim da I Parte)

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O Jovem que Ouvia uma Fada

     escutando as fadas

     Image parLarisa Koshkina de Pixabay 

     Era uma vez uma Fada que tinha a missão de proteger os rapazes que andavam no liceu: ajudar nos tpc, a preparar os testes…

     Era loira, com caracóis, tinha os olhos verdes, usava um vestido até aos joelhos, de cor rosa; a sua varinha era um pauzinho com uma estrela pequenina…

     Ela fez amizade com um adolescente de 13 anos, chamado João; ele tinha o cabelo castanho, o tom de pele claro e os olhos castanhos; era magro, pouco musculado e usava óculos.

    Ele gostava imenso de jogar futebol com os amigos.

     Um dia, o João estava com muitas dificuldades a estudar para o teste de Ciências, porque ele ficava, nas aulas, muito distraído  com o som dos pássaros e então não aprendia nada.

    Quando chegou a casa, da escola, a Mãe perguntou como tinha corrido o dia.

– Correu muito mal – queixou-se ele. – Porque não consigo resistir ao canto dos pássaros, eles cantam maravilhosamente e depois acabo por não ouvir os professores.

     Nessa noite, o João estava no seu quarto a estudar, quando começou a escutar um canto irresistível: era como se estivesse a ouvir o céu cheio de estrelas a cantar.

     Levantou-se, vestiu o casaco e as galochas e saiu para o jardim; quanto mais perto estava, melhor ouvia. E começou a escutar uma voz muito fininha que era de uma menina.

     Pôs-se debaixo de uma árvore, na ponta dos pés, para ver, mas não via nada. Entretanto ouviu uma gargalhada suave, e, de repente, ficou sem dúvidas a Ciências.

     Sentiu-se mais aliviado para o teste e teve a certeza que essa sabedoria e esse alívio vinham da voz que estava a escutar.

     – Olá, quem está aí?  – Perguntou o João à Fada.

   – Olá João, já não tens dúvidas?  – respondeu a Fada com ironia.

     – Não, é extraordinário, já não tenho. Mas quem és tu que eu oiço e não vejo? E como é que me encheste com tanta sabedoria? – perguntou novamente o João.

    – Eu sou a tua Fada. Ajudo os rapazes que têm problemas na Escola.

     E ele, espantado:

    – Por que é que eu não te vejo?

  – Tu não me vês porque tu só “abriste mais o ouvido”, graças à tua atitude que te torna capaz de encontrar o desconhecido. – respondeu a Fada com alegria.

     – Queres ser minha Amiga?  – Perguntou o João com grande desejo.

     Sim! – respondeu a Fada, super alegre.

      Um mês depois, o João e a Fada eram os dois melhores amigos.

      Para a Fada, o João tornou-se o amigo mais especial, que ela nunca tinha tido, e passaram sempre a ajudar-se um ao outro.

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A Estrela que Caiu do Céu – 2

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      Então o João teve de dar abrigo a 3 Estrelas: a casa estava muito iluminada.

     Os dias iam passando e a Pingo, a Violeta e o Pai da Pingo estavam a ficar cada vez mais sem luz.

     – O que está a acontecer? – perguntou, assustada, Violeta.

     – Não  sei…- hesitou a Pingo.

    – Nós temos de voltar para o Céu. – Alertou o Pai da Pingo.

    Então, o João interveio e perguntou:

   – Por que é que têm de ir para o Céu?

   – Porque é onde estão as outras estrelas e temos de ir para lá para ganhar mais luz.  – Explicou o Pai da Pingo.

    No dia seguinte, eles saltaram para o Céu, já de noite, no jardim da casa do João, só que a Pingo não conseguia novamente.

     Então, o João pegou na Pingo  e estendeu os braços o mais alto que conseguia e depois a Pingo saltou – desta vez com sucesso.

     Aí, o Pai e a Violeta foram atrás dela e, num abrir e fechar de olhos, já estavam no Céu.

      Logo que chegaram, os Pais da Violeta abraçaram-na, cheios de Alegria e Saudade. O Pai e a Pingo também se abraçaram e ficaram outra vez cheios de luz.

     Agora, a luz era diferente: a luz era a da Alegria de estar outra vez no Céu e de ter percorrido esta Aventura.

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Aquecimento Global e Alternativas Criativas

gráfico do aumento gradual da temperatura no planetaEarth Observatory NASA

Introdução de CA7A

     Nos últimos cem anos, a média das temperaturas tem sido cada vez mais alta. Como sintoma, as espécies que só sobrevivem em climas mais frios, começam a extinguir-se. Zonas já muito quentes, começam a tornar-se desérticas, com risco para a flora e a fauna.

mapa da vegetação segundo o observatório da Nasa

Earth Observatory NASA

Desenvolvimento de AF7B

     O Aquecimento Global está a causar problemas no dia a dia  de todos nós. Mas se pensarmos bem, porque há estes problemas e por que é que nós sofremos com eles?

     Em primeiro lugar, os problemas acontecem pois o gasóleo, a gasolina, de que os carros fazem a combustão, podem levar à subida do nível da água do mar.

     Como? Estes gases vão destruir parte da camada de ozono permitindo passagem de mais luz solar. Isto, por sua vez, vai levar a derreterem-se os glaciares.

     E quem faz isto e quem é que sofre?

     Somos nós que sofremos e alguns sofrem, mas acham que não acontece nada. E quem faz com que nós soframos? Somos nós que estamos a causar estes problemas e sabemos disso. Mas a questão é que nos estamos “nas tintas” para o assunto, quer dizer, alguns de nós.

     Mas há uma vantagem, e, felizmente, alguns de nós já olham para ela: é que podemos mudar isto. A pergunta é: COMO?

     De várias maneiras: em primeiro lugar, arranjarmos outros modos naturais de pormos carros a andar. Consumimos demasiada carne de vaca e isso dá motivo a haver cada vez mais vacas. Elas também poluem com as emissões de metano que atacam o ozono.

     Por isso devíamos comer mais peixe, embora isso possa levar a um risco de extinção de algumas espécies de peixe.

     Mas estas maneiras de ajudar já são muito boas.

Colaboração da Oficina de Escrita

círculo nos círculos de kandinsky

   Wassily Kandinsky Fonte: Wikipedia Commons Public Domain

     Aproximamo-nos de um momento crucial na vida da Humanidade; melhor dizendo, já o atingimos.

    Segundo os autores do Instituto Momentum alcançamos o fim da “Era do Antropoceno”, isto é, conseguimos sair de uma época em que o ser humano dominou o planeta e o seu ambiente envolvente e vital como se de mero objeto manipulável se tratasse.

     Agora, face ao afundamento das estruturas que suportavam o mundo conhecido, os desafios lancinantes que se colocam às novas gerações pedem a todos nós o melhor da nossa solidariedade e espírito inovador.

Texto de AF7B

com duas colaboradoras

A Estrela que Caiu do Céu

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     Era uma vez uma estrela chamada Pingo. Ela vivia lá no Céu muito, muito alto, com o seu pai e com a sua amiga, a Violeta.

     A casa dela era ao pé de uma cintura de meteoritos. De noite, elas vinham brincar cá para fora e o pai da Pingo dizia para se afastarem dos meteoritos.

     Uma vez, em que já era de noite, a Pingo e a Violeta vieram brincar lá para fora. Estavam a brincar à apanhada e, de repente, a Pingo aproximou-se muito de um meteorito e…BUM!

     Ela começou a cair para a Terra, muito rapidamente e, de repente, um menino chamado João, apanhou-a e perguntou:

     – Quem és tu?

     Muito confusa, respondeu:

     – Eu sou uma estrela lá dos Céus. Chamo-me Pingo. E tu, como te chamas? 

     – Eu chamo-me João. Passadas umas semanas, eles eram os melhores amigos.

     A Pingo adorava Matemática, então ajudava-o nos seus testes de Matemática. Entretanto, o pai da Pingo e a sua amiga Violeta andavam a procurá-la na Terra.

     Num dia muito chuvoso, a Violeta viu a Pingo na janela e gritou:

    – Pingo, Pingo! Tio, é a Pingo!

    – Pingo, Pingo! – juntou-se o Pai à Violeta, a gritar. (Continua)

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O Canto dos Toribas

jovem contemplando o céu estrelado

     Photo by Greg Rakozy on Unsplash

     Master tinha cabeça e corpo de lince, asas de águia e patas de chita. Geralmente estava a voar, mas quando vinha para terra, as suas patas transformavam-se em patas de ganso, para aterrar na água, ao pé  de terra.

      Ele morava numa Floresta antiga, onde todos os animais ainda conheciam a linguagem das diversas espécies e as próprias árvores pareciam transmitir mensagens, aproveitando a música do vento ressoando por entre os seus ramos.

     De noite havia silêncio: não uma simples ausência de ruído, pois num habitat vivo há sempre sinais de movimento; era antes um silêncio espesso, que parecia descer diretamente das estrelas e aconchegava todos os seres vivos da Floresta como num manto protetor.

    O sonho de Master era era um dia encontrar um Planeta novo ainda por descobrir onde vivessem Toribas como ele. Mas era muito pequeno para poder ver os planetas que giravam à volta da Floresta.

    Master também tinha propriedades nunca ouvidas: cantava à noite, para chamar alguém que estivesse perto, mas o seu objetivo era encontrar os pais, que lhe tinham dado poderes, tais como, cantar para se ouvir ao longe, localizar humanos para não o descobrirem e tele-transportar-se por todo o Universo.

           Com o seu melhor amigo, ficava horas e horas a cantar, à procura dos Pais que ele tinha perdido em pequenino.

      Como ele tinha perdido os pais quando era muito novo, não sabia bem como utilizar os seus poderes.  Para sobreviver, precisava de comer peixe e javali, mas como não conseguia pescar, teve de pedir aos crocodilos que lhe diziam “-Bom Dia” cada vez que ele aterrava perto de terra.

      Master passeava sempre com o seu melhor amigo crocodilo, por essas noites claras,  fascinado pelos planetas longínquos que brilhavam lá no alto. 

     – Parecem inacessíveis, não achas? – perguntava o amigo deslumbrado. 

     – Nem tanto… – respondia Master num tom sonhador. 

     – Deve haver uma maneira de alcançar esses reinos de luz. Oh, que bela aventura seria visitá-los!                     

       O grande amigo de Master tentava tudo, com ele, para recuperar os seus poderes. Todos os dias treinavam os poderes, mas não conseguiam.

      Houve um dia em que Master sugeriu:

        – E se nós fecharmos os olhos, dermos as mãos e pensarmos como é que tudo isto aconteceu aqui entre nós?

      Eles assim fizeram, pensaram e chegaram à conclusão de que era a Amizade e gritaram ao mesmo tempo: 

      – É a Amizade!

        Assim, Master e o amigo conseguiram realizar os poderes e não só, o amigo também ficou com eles. 

      Então, no dia seguinte, prepararam as malas com comida e champô e partiram para um planeta chamado “Maravilhas” – pois tinham ouvido falar que lá aconteciam maravilhas.  E que havia uma imensa floresta com várias espécies de animais nunca vistos.

     Já com os seus poderes e com o seu amigo, o Master teletransportou-se a si e ao amigo para o espaço, à procura dum Planeta muito verde.

     Eles foram à noite, a cantar, mas desta vez cantavam mais alto e então, mais animais vinham com eles. Passaram duas noites e chegaram ao Planeta. 

      Viram que era todo coberto de árvores verdejantes, altíssimas, onde moravam seres da mesma espécie de Master.  Aproximaram-se, voando, do lago miosótis e prepararam as patas de ganso para aterrar. 

     Mas ele não encontrava os Pais. Na terceira noite, eles estavam a cantar tão alto, com tanta esperança, que, passados 7 minutos, apareceram animais Toribas, da mesma espécie do Master.

      Master viu dois Toribas iguais a ele que repararam nele também. Então, Master ficou tão surpreendido que nem se conseguia mexer:

     – Pais!

    – Master!

    E adotaram o amigo, passando a viver no Planeta “Maravilhas”.

CA7A AF7D e OE