CAD em Isolamento – À Beira da Liberdade

Estes dias vividos…

Image par PIRO4D de Pixabay 

    Quando começamos a Quarentena foi difícil, porque nunca tínhamos experimentado uma coisa assim tão diferente.

     Ao início, pensava que não ia fazer aquele esforço para sair de casa, que ia ficar tranquila aqui, mas, a certa altura, comecei a ficar muito stressada e a querer sair de casa.

    Já saí algumas vezes, fomos comer pão com chouriço a uma rulote…

 Abrir os Braços às Férias…

unicórnioImage par Kaitlyn Millet de Pixabay 

    A Mãe e eu podemos ir para o jardim do prédio, fazer um bolo, dormir bem, sem limites, ver um filme na Netflix, desenhar e pintar, arrumar o quarto, regar as flores.

    (Um dia, estava sozinha e o Tobias subiu para cima das plantas e deitou um vaso abaixo…)

   Também posso gozar a companhia do Tobias, tentar fazer coisas novas, como por exemplo, andar a cavalo, criar um diário de recortes e ainda as sugestões da Mãe.

Por um novo ano letivo “digital-presencial”…

   Tenho expectativas : aprender Espanhol e Inglês; contar estrelas em Físico-Química na imensidão dos céus; aprender a desenhar e a pintar pessoas; receber feed back dos Professores; aventurar-me mais na escrita.

Questões que surgem no coração…

heartImage par Martin Eklund de Pixabay

    Por que é que nós estamos no Planeta Terra, se vamos morrer? Por que é que nós morremos? Para onde vamos?

     Quando estamos a ler um livro, pensamos que a pessoa está mesmo ao pé de nós…

 Aprendendo a Viver em situações sempre novas…

Image par Annalise Batista de Pixabay

     Enquanto estivemos aqui todo o tempo, poluímos muito menos; em vez de testes, tarefas: ficamos mais autónomos com as nossas tarefas e conseguimos aprender mais por nós.

    Se continuarmos aqui dentro, aprendemos e não poluímos, mas em vez de estarmos em casa fechados, podemos alternar com as aulas e ir à Escola para ver e estar com as outras pessoas.

     A máscara é sufocante, mas protege-nos à mesma.

 Criação Oral de Texto CM6C

CAD em Isolamento – Carta ao Futuro Eu

    carta ao futuro

Image by Gerd Altmann from Pixabay 

           Querida J,

      Sou tu, quando tinhas onze anos, em 2020.

      Acho que o meu mundo, quando me leres, já não vai ser o mesmo. Já tens 17 anos.

      Não deves ser muito alta, mais de média estatura, como o comprimento do teu cabelo. Deves usar lentes de contacto, usar roupas desportivas, outras muito femininas, uma mistura de estilos.

     Espero que tenhas tido boas notas no Secundário e os exames nacionais tenham corrido bem. Sei como tu és, sei que gostas de te aplicar, que fazes histórias criativas quando tens inspiração, sei que os teus pontos fortes são História e Francês, que é a melhor língua para aprender ballet.

   De certeza que ainda adoras andar de patins, como quando tinhas onze anos. Sei que ainda andas no Ballet e que já fazes pontas, espargatas, cambré, pli …

  Pergunto-me se terás projetos sobre cursos de ballet…

   Talvez já tenhas um namorado: mereces que ele seja muito leal, compreensivo e meigo. 

   Sei que a tua relação com os amigos é muito boa. Espero que ainda continues a falar com os meus amigos atuais, os amigos do 6º ano, e os amigos das tuas escolas antigas.

Tarefa para EMRC: Carta ao Futuro Eu – JV6B

CAD em Isolamento – Verão 2020 e o Futuro Ano Letivo

stay safe

     Image by Annalise Batista from Pixabay

     O coronavírus provoca a Covid-19, que apresenta sintomas mais comuns: febre, tosse seca e cansaço; sintomas menos comuns: dores de garganta, conjuntivite, dores de cabeça. Sintomas graves que incluem falta de ar, dor no peito ou falta de capacidade motora.

     Nos gráficos de alteração diária, vê-se que atingimos o pico em Abril, com 1516 pessoas que morreram. Ontem. dia 15 de Junho, houve 346 infeções. No Alentejo, não está tão grave como no Norte, confirmados 266 casos sem mortes. Portugal em relação a Espanha, tem muitos menos casos  confirmados e mortes.

Image by Michael Schwarzenberger from Pixabay 

     Espero já estarmos livres antes do Natal, para termos prendas e visitarmos os avós.

   O meu aniversário é dia 20 de Junho, já estou segura que vou ter prendas, embora algumas atrasadas, pois com compras online já se sabe… Pedi uma pistola de cola quente, faz-me tanta falta! Não sei bem o que vou fazer, mas quero muito.

   Queria fazer um colar ou pulseira de missanga, mas as bolinhas não entram nos fios: então ponho um bocadinho de cola quente e as bolinhas ficam presas no fio. Queria fazer colares com pedras que apanhei na praia. 

   Estou mais preocupada com o Natal, espero que esta situação acabe logo, antes do Natal, senão não vai haver prendas, espero que já possamos ir visitar os avós. O Natal é importante, estamos com a Família, os avós vêm cá, temos um jantar com cada avó, uns no dia 24 outros no dia 25.

 face masks

Image by Paula Wood from Pixabay 

   Nas aulas presenciais vamos precisar de máscaras ou das que duram mais do que um dia. 

    Podemos usar uma mais levezinha, que é não assim tão boa, mas ao contrário das cirúrgicas deixa respirar; ou então usamos uma  máscara melhor, com uma bolinha, que permite respirar. As levezinhas dão para lavar mais de 40 vezes e há ainda outras –  que a minha avó nos vai fazer, com corações –  que também deixam respirar.

  Para o ano, podemos fazer os trabalhos no computador, usando o classroom.

     Espero que todos tenham uma boa saúde, pois alguns vivem em apartamentos e não conseguem sair de casa – ainda bem que tenho um jardim, até a minha cadela agradece! O que seria a quarentena para a minha cadela sem jardim? uma loucura! 

   Desejo que todos tenham a possibilidade de viver umas BOAS FÉRIAS!

Conversas na Oficina – CA5A

CAD em Isolamento – My Unforgettable Summer Holidays

   horse riding by the sea

Image par My pictures are CC0. When doing composings: de Pixabay 

    First of all I would go horse riding, in a beach, walking slowly, by the sea.

   Then, I and Sara would go play paintball in the park. It’s so funny!

  After that party, we would make a picnic, have lunch, under a rock, in a sort of natural shelter.

   As my friend Rita is a Surf expert, she is going to teach me.

   In another day, I will spend the whole weekend with my Mom and we will go camping and we will enjoy the beauty of the shining stars.

  At the end of the day, as it would be too hot, we would go Canoeing in a peaceful river.

Criação Oral de Texto – CM6C

CAD em Isolamento – Um Mundo Azul à Minha Volta

flowers  Photo by Zbynek Burival on Unsplash 

     Nas próximas férias depois desta prisão, eu vou para o Algarve 13 dias, com a Elisa, o Pai e o João Maria, que tem 15 anos.

    Vamos alugar uma casa com piscina num lugar solitário, como “no meio do nada”: à volta só se veem montanhas e árvores.

     Vou fazer churrasco para o almoço e jogar UNO com todos. Depois, vamos à piscina porque deve estar muito calor.

    Quando o meu corpo entra na água, sinto leveza e um mundo azul à minha volta; quando eu regresso à superfície, sinto o calor a dançar sobre mim.

     Quando entro em casa, vejo uma paisagem linda, cheia de flores pelo jardim fora e também muitas laranjeiras e flores cor de rosa.

      Fora de casa, há muitas árvores verdes, cores da Natureza; de manhã, dançam as nuvens perante nós.

   Quando escurece, um mundo escuro aparece, a piscina fica assustadora, mas muito bonita, o jardim fica sombrio e ouvem-se os grilos.

CM6C

CAD em Isolamento – Sonhar as Férias

caravanaImage par Jill Wellington de Pixabay 

     As férias que os meus Pais e nós planejávamos era alugarmos umas daquelas caravanas gigantes e irmos explorar as florestas, andar de bibcleta e cada dia ser uma nova aventura!

     Nós iremos andar de bicicleta, mas ao contário de ao pé da nossa casa, nós poderemos andar por todo o lado, pisando as folhas caídas no chão, observando a beleza nas árvores e respirando o ar puro da Natureza.
        O meu pai me ensinaria a utilizar a bússula….

     Eu sempre gostei de viagens e de aventuras, porque descubro novas culturas, novos monumentos entre outras coisas.

    Acho que todos têm um desejo em comum, que é viajar. Aposto que a maioria das pessoas tem uma viagem dos seus sonhos.

   A  viagem dos meus  sonhos sempre foi ir às Caraíbas – quer dizer, o país mais longe a que cheguei, foi Espanha-.

   Recordo-me quando eu tinha 6 ou7 anos, de colecionar panfletos de todo os sítios novos a que eu ia; depois, no final do ano, eu tinha uma pasta de panfletos abarrotada!

CA5A

As Minhas Férias de Verão Inesquecíveis

     

       Flickr.com Autor: Vítor Oliveira

      Eu, o meu pai, o meu amigo e os dois cães, partimos dia 27 de Junho. 

     Eu e o meu Pai já planeamos algumas atividades: por exemplo, vamos com duas redes apanhar caranguejos, mas bem cedo.

    Depois de os apanharmos, devolvemo-los ao mar, mas antes de os devolvermos à lagoa, nós pegamos no balde onde estão, despejamos na areia, eles começam a correr e nós fazemos apostas a ver quem chega primeiro ao mar, mas os cães acabam por torturar os caranguejos: ou pisam-nos com as patas ou agarram-nos com a boca e atiram-nos para onde eles quiserem.

    Também vai haver Praia, todos os dias, muito cedo de manhã, vamos para a praia; para não apanharmos muita gente, instalamo-nos nas dunas com as nossas coisas: toalhas, guarda-sol, etc.

    O meu Pai vai levar só um dos cães de cada vez para a praia, enquanto eu e o meu amigo vamos apanhar ondas nas nossas pranchas de bodyboard.

   Vão ser momentos muito divertidos e inesquecíveis, porque, quando estamos dentro da onda, não nos apetece sair de lá, pois é calmo.

     Quando acabarmos, vamos relaxar para a piscina com as nossas boias, a apanhar sol; também vamos jogar golfe e vai ser formidável, porque já não jogamos há muito tempo.

     Vamos andar de Buggy pelo jardim inteiro da casa que é enorme, com relva, algumas palmeiras e figueiras; vou apanhar figos para a minha Mãe.

     Mais à noite, cansados, vamos ver filmes na Netflix, de terror, de aventura e ação, de comédia, com os cães deitados ao pé do sofá.

    E o melhor de tudo, vamos dormir com os nossos cães nos nossos quartos! Vamos usá-los como peluches; o Jungle, que é o pastor alemão, tem mais cara de ir dormir ao nosso lado, enquanto o Stark, tem cara de ir refastelar-se em cima de nós e mexe-se imenso até adormecer!

TB6A

CAD em Isolamento – Fazem-me Sentir Livre

galopeImage par ArtTower de Pixabay 

      Os cavalos são muito lindos e têm várias raças.

    Eu admiro-os porque eles, quando estão a correr, fazem-me sentir que sou livre e posso fazer o que eu quiser.

    Estive num Campo de Férias, na Quinta da Bicuda, onde se podia cuidar, lavar, andar, fazer aulas com os cavalos. Era muito divertido!  Lá também havia cães de guarda: dois pequenos e um grande e meigo.

     Havia um cavalo que se chamava Bacaton, que eu montava, e outro que se chamava El-Dorado, que eu não montava, mas era muito lindo. 

    O Bacaton era castanho escuro e olhos claros, mas tinha um defeito: era cego de um olho, mas eu adorava montá-lo e nunca me deixava cair.

    O El-Dorado tinha pêlo branco, e crina dourada. Gostava dele porque era bonito e gostava de montá-lo.

Gentileza da Autora

     No primeiro dia, em que fui para o Campo de Férias, estava muito nervosa, não sabia fazer nada, escovava com a escova errada, não sabia pôr a sela, não sabia levar o cavalo para picadeiro…  Mas no último Dia, já sabia tudo!

     Às quintas feiras sempre fazíamos jogos com os cavalos – por exemplo, com uma égua chamada Penélope e uma taça no meio do picadeiro, cheia de rebuçados, nós tínhamos de montar sem sela – eu não sabia, estava muito nervosa; uma menina ajudou-me e tínhamos de agarrar nos rebuçados com um pau que tinha uma tacinha na ponta, e voltar a trepar.

     Também fazíamos uma Festa de Pijama no picadeiro: comíamos uma ceia, montávamos as tendas no picadeiro, ficavam cheias de areia e dormíamos lá!

   Havia um cavalo chamado Chocolate, que náo deixava fazer nada: cada vez que eu ia tentar tirar a terra dos cascos, com a ferramenta que tem um bico não muito afiado, ele não deixava. 

     O meu cavalo ideal seria de pelo preto ou castanho, olhos claros, crinas de médio comprimento, um pouco mais claras que o pêlo e muito meigo.

    Quando os cavalos selvagens correm, eu sinto que posso fazer tudo e penso que cada cavalo tem o seu jeito de ser. É tal como acontece com os humanos.

CM6C

No Paraíso de Vale de Vargo

brasão

      Meu irmão e eu vamos ficar separados: os meus pais acham que é bom; ele vai duas semanas ao Alentejo e depois trocamos.

    No Alentejo dou passeios de bicicleta; vamos de bicicleta pelos caminhos de uns terrenos, com oliveiras, que são do meu avô.

    À noite vejo netflix e com a minha avó também vejo filmes, é muito melhor ver filmes em família. Comemos Gaspacho e açorda à Alentejana!

    O meu outro avô, lá na sua pequenina aldeia pouco conhecida, tem “a baixa”, com um banco onde os homens se reúnem para conversar. Vou a pé entre as duas casas dos meus avós.

     Nos meus avós paternos é que existe um terreno gigante, só tem uma galinha pois o meu cão comeu-as. Cultivam nêsperas, tomate, fruta e legumes.

    O meu avô materno, o avô das olivieiras, tem um limoeiro e  ainda lhe pôs uma pernada de tangerineira e agora a árvore dá limões e tangerinas! Ele tem também uma pequena oliveira que tem o tronco todo entrançado.

   O meu cão é um pastor Alemão e teve de ir viver com o meu avô paterno por ser muito grande. Quando estamos de férias e vamos lá, ele conhece o barulho do carro, empina-se no portão assim que nos ouve. Aquele cão come tudo, empina-se à árvore que é uma nespereira e come nêsperas. Come nozes, quando eu lhas parto. Não pode sair do quintal pois ataca outros cães.

    Se passa um cão na rua ele vai logo ao portão e ladra, ladra, ladra até o cão desaparecer. A minha avó é que o vai acalmar. Mas com as pessoas é simpático.

     A vida na aldeia é mais calma, algumas pessoas trabalham muito, o meu avô acorda às seis da manhã e passa o dia todo no quintal. Os dois avós passam lá o dia todo, têm sempre muito que fazer lá fora.

     Uma vez, nós, lá no quintal, apanhamos um piriquito que andava à solta. Pusemos numa gaiola durante uns dias, e o meu avô disse:  – Coitado do Animal! – E soltou-o. O Piriquito não saía de lá, ficava sempre no jardim. Porque sabia que na gaiola havia sempre comida, então entrava e saía pela porta aberta.

   Todos os dias, ele estava do lado dos cães; há um terreno com terra lavrada, depois um terreno separado por muro onde estão os cães. O piriquito estava do lado dos cães, e todos os dias ia comer dentro da gaiola.

    O pastor alemão – o Jaguar –  dá-se bem com os outros cães: o Terréu, – este nome é porque os pais do meu avô tinham um cão chamado assim; há um muito velhinho que é surdo, é pequenino; e no nosso lado, temos ainda uma fêmea, pequenina, muito minha amiga: tem muito pelo e é amarelado, chama-se “Minie” .

     Havia ainda um labrador que morreu, porque um carro lhe bateu e desde aí ficou mal; o meu pai e o meu avô não me deixavam tocar nele.

    Os meus primos que vivem em França também vão lá, pois têm lá a sua avó que é a irmã do meu avô paterno. Encontramo-nos numa parte do verão, porque lá em França as férias são diferentes.

Conversas na Oficina  – AS6C