Coaching na Escola

  coaching

     Imagen de Tumisu en Pixabay Pixabay License

     No contexto da renovação que inspira a nossa Escola, concluiu-se, no passado dia 4, uma Formação em “Coaching para Docentes”, oferecida pela plataforma ClickProfessor e orientada pela Formadora Giovana Pires.

   A arte do Coaching só é realizável na verdade da existência, isto é, ela implica, tal como a verdadeira filosofia, a entrada num dinamismo interior em vista de uma mudança real na pessoa do coach, antes de, por sua vez, poder apoiar os outros.

    Durante a Formação, somos despertados para um novo nível de atenção às reações emocionais; para uma preocupação mais descentrada sobre a importância de mantermos relações sustentáveis e respeitadoras mesmo no seio de conflitos laborais ou pessoais.

     A indicação inicial que nos foi dada “Pensar, Sentir, Agir” – a contracorrente da sequência intuitiva “Sentir, Agir, Pensar”-  continua viva e atuante, apesar do ritmo sacudido em que a Escola avança para uma renovação desejada, com alguma ansiedade e multiplicadas solicitações vindas de diferentes momentos de formação.

    Todas as Formações de qualidade trazem ideias e exemplos inovadores, que devem ainda ser interiorizados e só depois, implementados, ajustando-se ao nosso contexto; mas a Formação de Coaching traz, de raiz, um desafio concreto que tem “mordente sobre a vida” e lança o formando num compromisso radical de mudança que é, ao mesmo tempo, íntimo e relacional.

    Enquanto pessoas, somos nós próprios únicos e singulares, mas enxertados num feixe de relações vivas, isto é, somos-com-os-outros.

      Daí, a abertura de um espaço exterior – a arte do Coaching supõe também que a arena da vida quotidiana se torne o laboratório experimental onde aprendemos a reconhecer o trabalho de fatores aliados e o outro, incontornável, de fatores a desenvolver.

    É na proximidade de pessoas com quem já aprofundamos laços de amizade, bem como na de pessoas com quem comungamos nos esforços e vitórias do exercício docente que podemos encontrar o apoio, a partilha e o encorajamento mútuos para tornar operante a nossa iniciação na caminhada transformante que é o Coaching.

     Assim, poderíamos partilhar os livros do autor Juan Bou Pèrez e alguns materiais oferecidos na Formação, criando-se um minigrupo de colegas interessados, na Escola,  a fim de aproveitar e incorporar, com tempo, os ensinamentos da Formação, para tentar replicar os seus desafios, no contexto concreto que estamos a viver.

    Podemos certamente aproximar a abordagem do Coaching à da aprendizagem Sócio Emocional, que está a ser apresentada pela nossa equipa do SPO em ações de formação internas; ambas visam a pessoa integral do aluno e colocam ênfase nas suas dimensões de realização pessoal e relacional. 

     A Oficina de Escrita pode beneficiar da aplicação das inúmeras  Ferramentas de Coach Docente que foram transmitidas e que estão prontas para o trabalho com os Alunos. Estas Ferramentas podem ser ainda partilhadas com as diferentes comunidades de trabalho educativo que constituem a Família Amor de Deus. 

OE

O Ninho

ninho-susana

Imagem: Oficina de Escrita

      Eis um lugar que procuramos, uma e outra vez, não só como a origem, mas sobretudo como um fim último, que recupera aquela e a transforma num eterno recomeço.

      Eis um lugar que pode ser entretecido por fios de tempo, de penugens de afeto, de palhinhas de conversas, com raminhos partidos das decisões marcantes.

      Eis um lugar ao abrigo da intempérie, camuflado de folhagem, ousadamente equilibrado no cruzamento de  dois ramos sobre o abismo, como um desafio que a confiança ingénua do ser opõe ao nada.

     Eis um lugar frágil e, ao mesmo tempo, inexpugnável, que ninguém pode tomar de assalto, e é apenas acessível por convite, mas que o primeiro vento da tarde pode derrubar, na sua desarmada exposição a qualquer força errante.

Com SL – Partilha de Inspirações – 05/17 – OE

Sondando as Fontes da Energia Humana

ecologia das emoçõesGentileza de Edicare.com

     Continuamos a partilhar a leitura do livro de Ecologia Emocional para Crianças  – “Energias e Relações para Crescer” de Mercé Conangla e Jaume Soler –  dedicado às  várias modalidades de energia que influenciam o destino do Mundo.

    Já vimos que as fontes de energia emocional, que subtendem o nosso agir e pensar  e orientam a qualidade da nossa comunicação, têm analogia com o dinamismo vivo da Natureza.

   Todos reconhecemos as energias básicas: alegria, amor, raiva, medo… mas para além do ato em que transbordam em nós e nos conduzem, podemos acolhê-las quando afluem e sermos nós a conduzi-las?

   Vimos que as energias limpas e superabundantes podem ser utilizadas sem limite: não cessam de promover a vida, de harmonizar o equilíbrio dos ambientes, de suscitar o convívio dos seres.

    Mas a natureza escondida das suas fontes implica um esforço para encontrá-las; depois outro para trazê-las à superfície: desejamos canalizá-las para agirmos de um modo transformador.  

     De que natureza é esse esforço que faz a prospeção das energias? 

   Conseguimos distinguir como crescem e sobem em nós, influenciando ou até dominando a nossa reação, a nossa comunicação com os outros?

    Conseguimos reconhecer a maré crescente de uma emoção pelas reações do nosso próprio corpo?

    Poderá ser útil investigar em nós as alterações que a maré de uma emoção provoca?

    Conseguimos explicar como o que sentimos influencia o nosso agir?

    • Podemos fazê-lo através de um diário? 
    • Podemos tentar uma reflexão através de  diálogos com amigos?
    • Pode ajudar-nos a experiência de um adulto em quem confiamos?

Com Prof Paula Xv – Partilha de Inspirações OE

Escrever a Si Próprio

escrever-a-si-propiroImagem: Oficina de Escrita

    Escrever a si próprio, muito tempo depois, quando as expectativas se cumpriram ou tomaram um perfil inesperado que nos transformou.

      Escrever a si próprio, muitos anos passados, quando a curva do último limite está à vista e temos de fazer adivinhar à jovem de outro tempo o que lhe permanece invisível na subida.

    Escrever a si próprio, dirigindo ao que ficou inconsolado uma energia que compensa o fracasso porque já o pressupõe.

     Escrever a si próprio, tomando nos braços a criança que tropeçou à beira-mar, no ímpeto da sua correria alada.

      Dizer-lhe, no canto do vento que sopra do mar, como se funde na alegria de todos os mundos o tão simples mistério de ela existir.

        Escrever a si próprio, acender os portões de luz que abrem para todos os outros. 

Com IM10 – Partilha de Inspirações – OE

O Desafio Internacional de Blogs de Estudantes

Desfio Internacional de Estudantes

Image:m: The Students Blogging Challenge

     O Desafio de Blogs de Estudantes é um evento digital de amplitude Global que a Comunidade Virtual “Edublogs”, dedicada à causa da Educação,  promove a cada semestre, desde há cerca de 11 anos, reunindo milhares de Alunos de todo o mundo.

      A partir de 6 de Outubro, ao longo de 8 semanas, cerca de 1200 Estudantes de 23 Países, inscritos individualmente ou por Turma, pelos seus Professores, escrevem, gravam, ou filmam sobre um tema comum semanal.

       Ao mesmo tempo, comentam nos artigos publicados pelos Colegas, visitando-se entre países e continentes diferentes. Envolvem-se em conversas enriquecedoras e estabelecem laços duradouros de amizade. Aperfeiçoam a sua literacia digital  ao aprender a utilizar novas formas de comunicação colaborativa e de expressão criativa.

     Entretanto, uma equipa de Comentadores Voluntários visita os blogues que foram atribuídos a cada um, encorajando o trabalho dos estudantes e as múltiplas conversas que se vão entrelaçando nos comentários.

    Em 2008,  teve lugar o 1º Desafio Internacional – em que duas Turmas de 6º ano do nosso Colégio participaram – fundado por Sue Wyatts, uma Professora da Tâsmania, agora reformada, mas que continua a apoiar incansavelmente o Desafio nos bastidores, depois de entregar a sua gestão visível à Professora Primária Kathleen Morris

Desafio de 2019Comentador no Desafio de Blogs de Estudantes 2019

    Após anos de participação como Comentadora, a Oficina de Escrita do CAD participa, desta vez, a partir do próprio site, a fim de partilhar, com os nossos Alunos, esta experiência de viva camaradagem Global.

    Na verdade, cremos que ela contribui para abrir aos mais jovens um espaço seguro de partilha generosa e esboçar um Futuro mais aberto à confiança entre todos os povos.

OE 

A Largada do 7º Ano

corrida de motos de águaImage parHerbert Aust de Pixabay 

     O que dá sentido à Viagem deste novo Ciclo são os Amigos. 

   Brincar, ganhar ou perder, magoar-me ou não me magoar… 

   O que me faz sentir bem são jogos de computador: conseguir umas “skin” no “Counter-Strike” e também GTA 5 online, com um cartão de 50 euros. 

    Jogar online é como voar: uma espécie de sonho acordado que parece real, uma forma descontraída de tornar mais rápidos os nossos reflexos. 

     O que me faz avançar é estudar, prestar atenção às miúdas… Para a Viagem do 7º, estou nervoso, porque tenho a certeza que é mais difícil.

     Quanto ao Francês, estou mais preocupado, porque não estou habituado e não consigo perceber muitas vezes as palavras e as frases.

    Mas também avançamos a fazer Projetos: em TIC – que, como é tecnologia, é a minha disciplina favorita – estamos a fazer um “Power Point” no Classroom. Vou fazer Gifs de Gatos a saltar e a falhar o salto.

    Na Viagem do 7º ano,  vêm connosco o Pepe, os Amigos, a Família, algum Ovni que nos observa escondido e… o Pewdipie, o Sven, o Jorgen e Ikea Tower!

    As adversidades estão a salpicar o 7º ano todo, a começar por não conseguirmos parar de falar na Oficina, porque as ideias saltam pelo ar como panquecas loucas.

    Como por exemplo, a ideia de irmos em viagem pela Austrália, viajarmos pela Europa, por vezes jogarmos Club Penguin e levarmos os nossos melhores Amigos.

    O calor do susto faz-te transpirar instantaneamente: é quando cai uma caneta de ponta fina, apanhas um susto da “Setôra” e quase morres do coração – Brincadeira!

      Entre Amigos, podemos ser genuínos, podemos falhar, vencer ou improvisar no meio dos truques da Vida.

Texto a 3 Mãos – LJ7A, VE7C e OE

Recordar – Aplicação Prática II:”2 Coisas”

jovem estudando com os livros pelo arImagem de Pexels por Pixabay

     No seu  precioso livro “Powerful Teaching“, Pooka Agarwal e Patrice Bain – a 1ª Doutorada em Ciências da Aprendizagem e ambas Professoras –  partilham algumas Estratégias simples de pôr em prática no quotidiano da aula e que se revelam essenciais para os alunos construirem uma Aprendizagem consistente.

    Para  oferecerem o seu máximo potencial, estas “Práticas de Recordar”, a realizar pelos Alunos, devem:

      • Ser escritas ou verbalizadas, não apenas pensadas.
      • Devem ser suscitadas pelo Professor ou Tutor, de modo regular, intencional e sistemático. 
      • Todas elas aceitam variantes e podem ser adaptadas, de forma flexível, ao tipo de aula, à personalidade da Turma, às preferências de cada Aluno ou de pequenos Grupos.

1 – Duas Coisas – questão a colocar no meio ou perto do final de uma aula. Consiste em pedir, por exemplo:

    • Escrevam duas “coisas” que aprenderam hoje.       
  •   Quais as 2 ideias principais desta Unidade, que retiveram ?
    • Duas “coisas” deste tópico que gostariam de aprofundar.
    • Dois exemplos da vossa experiência pessoal que possam relacionar com esta lição.

     Os alunos escrevem de imediato, sem consulta de manual ou de apontamentos. A aula segue o seu curso imediatamente.

1.1. Variante 1

    Depois de terem escrito o que foi pedido, cada aluno  troca com o seu par: cada um pode acrescentar a contribuição do colega, recebendo, assim, um “feedback” informal.

1.2. Variante 2

    Depois de terem partilhado com  o seu par, os alunos podem, ainda, partilhar em pequeno Grupo ou em Grupo-Turma apenas uma das suas escolhas. 

BENEFÍCIOS

     Os Alunos verificam a adequação das suas respostas e aprendem outras, uns com os outros; participam ativamente na exposição do assunto em estudo; criam apontamentos fora da interação da aula, recordando-a; aplicam o esforço a uma “dificuldade desejável” – o que imprime durabilidade ao que está a ser aprendido.

OE

Fontes:

Powerful Teaching

Retrieval Pratice

 

 

 

Para Dirigir o Nosso Barco

barco entre nuvensPixabay License Imagem de Johannes Plenio por Pixabay

 “Para que uma coisa seja verdadeira é preciso que, além de ser verdadeira, entre na nossa vida.” 

Christian Bobin

    A Arte de conduzir um pequeno veleiro pode exigir a longa paciência de uma aprendizagem capaz de chegar a fazer corpo com a vida.

    Foi assim para Laura Dekker, a jovem navegadora que aprendeu com seu pai a velejar sozinha e a sentir-se em casa no mar alto, desde os onze anos.

    Tão entranhadamente incorporou as competências práticas de liderar a bordo como se confiou à paixão pela vida no Mar, acabando por tornar-se a pessoa mais jovem a dar a volta ao Mundo, sozinha, no seu pequeno veleiro.

     Assim, na aprendizagem da vida, há-de haver “um pai” que nos transmita o amor de um sonho exigente e o saber prático que o  torne realizável.

     Como colabora a nossa Escola na transmissão deste “saber viver”  – que vai muito para além de um saber técnico, embora também o integre?

     Como chega a voz dos Alunos mais velhos –  na sua experiência incipiente mas lúcida – à expectativa sonhadora dos mais novos?

     A Comunidade viva – que forma a Escola – como inspira os mais jovens a reconhecer no seu íntimo os traços do ideal que hão-de configurar o seu destino?

     Viver… Arte de Navegar.

Visita a 6B e 6C – Partilha de Inspirações – OE

Gerir a Atenção – 1

espaço da atenção e nuvens da distraçãoImagem: Oficina de Escrita

     Cada um de nós é um feixe “de possibilidades praticamente inesgotáveis”* e cada um “se aprofunda pelo exercício do seu poder interrogante”*.

    Nesse experimentar-se destaca a constitutiva relação aos outros: em comunhão com todos é que se torna possível a descoberta vital de um sentido para cada um.

     Para Chris Bailey, autor de “Hyperfocus”, a ferramenta mais poderosa, mas limitada e sujeita a constrangimentos, para nos introduzir nesta aventura de construir sentido, é a atenção.

     “Gerir intencionalmente a nossa atenção é, como dizia o “Irmão Rafael” aprender a levar o pensamento pela mão.

   Num mundo “sobrecarregado de distrações como nunca houve outro na história da humanidade” (Crys Bailey) a nossa atenção é facilmente raptada, deixando-nos demasiado ocupados, dispersos e pouco produtivos.

    Aprender a focar o pensamento voluntariamente, dar-se conta do seu devaneio aleatório, reencaminhá-lo de volta, tirar partido do fluxo de ideias errantes que podem fecundar um raciocínio estreito,  eis alguns dos traços que podem gerar um ritual  de paciência, um abrigo para trabalho intenso e fonte de alegria nos nossos dias agitados.

     A Atenção revela a sua importância inestimável quando começa a viver-se como o projeto de uma intenção para lá do seu uso utilitário: mero funcionamento passivo da mente em que cumprimos hábitos de modo automático.

    Alguns hábitos – e suas tarefas adjacentes – podem ser realizados  simultaneamente em combinações estratégicas (“multitasking”), para rentabilizar o horário nobre do nosso tempo útil, constantemente ameaçado por urgências aparentes.

    Esta ocupação múltipla deixa ainda espaço livre de atenção onde a mente devaneia de modo indefinido ou aberto à invenção, se treinarmos como captar as ideias insólitas que gravitam na periferia da consciência.

     Mas as tarefas complexas, como o estudo dos nossos Alunos, uma atividade mais personalizada, o exercício de uma Arte, uma manufactura artesanal, uma reflexão ou uma construção de conhecimento convocam todo o espaço de atenção disponível e só encontram o seu meio vital em concentração profunda.

   Este estado especial de atenção, a que o autor chama “Hiperfoco”,  que se desenvolve e fortalece com intenção deliberada e treino regular, permite tornamo-nos “mais produtivos, mais criativos e mais felizes”.

     O esforço exigido para gerir deliberadamente a nossa atenção é compensador, pois nos oferece um sentido de realização pessoal com o qual a distração mais sedutora não consegue concorrer.

*J Cerqueira Gonçalves, Itinerâncias de Escrita, Vol II, pag. 438

Fontes:Hyperfocus Autor: Chris Bailey;  Vídeo de Apresentação do livro      Vídeos do Autor

OE

Pseudo-Estratégias – 1: “Estilos”

Imagem: Oficina de Escrita

     Neste momento de viragem para a nossa Comunidade Educativa, tentamos recolher pistas orientadoras a partir da experiência preciosa daqueles que vão à nossa frente no caminho da Inovação da Escola.

   Os resultados validados cientificamente no âmbito das Ciências da Aprendizagem alertam-nos para o facto de se deverem evitar algumas formas de ensinar que se revelaram ser ineficazes para uma real aprendizagem dos alunos.

      Uma das abordagens de ensino mais intuitivas e, por isso, mais divulgadas, cujos efeitos na aprendizagem efetiva não tem resultados consistentes:

     Ensinar segundo os “Estilos de Aprendizagem” preferidos por cada aluno.

Recursos 

    1 – Artigos de Divulgação –

1.1. No excelente siteThe Learning Scientists”  – uma página de títulos de artigos que explicam, em detalhe e em linguagem acessível,  por que motivo a ideia dos “Estilos de Aprendizagem” não se traduz em práticas pedagógicas eficazes.

Página de Resumos de Artigos

1.2.  The Effortful Educator: Aprender Mitos versus Aprender Factos

1.3. Ted Talk sobre este assunto

1.4.   The Atlantic O Mito dos “Estilos de Aprendizagem

   2 –  Artigos Académicos –  fundamentação científica que denuncia a inconsistência desta abordagem.

2.1. Frontiers in Psychology– Site de psicologia educacional: (https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpsyg.2015.01908/full)

2.2. O Mito dos “Estilos de Aprendizagem” no Ensino Superior (https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpsyg.2015.01908/full)

2.3. Relatório Científico: O efeito na compreensão após a aplicação de “Estilos de Aprendizagem” no Ensino.

  OE

Faíscas Aleatórias

   faísca aleatória

     Image parFree-Photos de Pixabay 

     No seu livro “Build your Business on Ideas” a autora, Jodie Newman, ensina a interromper bruscamente a sequência linear do pensamento lógico, quando este se esforça laboriosamente para enfrentar um desafio ou resolver uma questão difícil.

     Esta interrupção intencional visa infletir subitamente a linha do pensamento sequencial e gerar um fluxo de ideias inesperadas, capazes de encontrar uma solução imprevisível.

    A este elemento disruptivo, o autor chama a”Faísca Aleatória”

      O instrumento que provoca a ruptura pode ser uma palavra ou  frase, um som, uma imagem, um objeto, desde que não tenha nenhuma relação aparente com o assunto em debate.

     Dá-se um salto na forma de pensar sobre um assunto se for possível provocar uma associação imprevisível com  ele. 

    Esta adoção de um novo ângulo de visão quebra o molde antigo que aprisionava a mente; descentra cada um de nós dos nossos pontos de vista pessoais; as “faíscas” tornam-se ferramentas de um pensamento criativo.

    As três etapas deste processo são:

      1. Deflagração da “faísca” ou “ruptura inaugural”;

    2. A descoberta de uma relação inesperada com o assunto em questão;

    3. A configuração inédita que assume aquilo que se pretendia solucionar, aperfeiçoar ou recriar.

Fonte:Build Your Business On Ideas” 

Exemplo de aplicação de “Faíscas Aleatórias” no seu site, com o Gerador de Faíscas: http://thebusinessallotment.co.uk/spark

OE

Que Razões para Aprender?

 o planeta como aldeia globalImage parskeeze de Pixabay

     “Uma maneira criativa de aprender ainda não é uma razão para aprender”

 Michael Wesch

     Este autor fala da importância crucial de uma Narrativa Global emergente que consiga convocar a pluralidade das culturas e unificar as energias desperdiçadas pela crise generalizada de sentido que atinge todas as gerações.

     Para este professor, estamos a tomar plena consciência de que a nossa situação real, no momento presente, consiste em estarmos globalmente conectados, em constituirmos todos juntos uma aldeia planetária comum, e em estar, assim, o destino futuro da nossa humanidade dependente de cada um, em estreita união com os outros. 

     Para Michael Wesch, esta é a Narrativa Global que se apresenta com a força de uma intimação suficientemente poderosa e atraente para substituir o papel que desempenharam, em épocas anteriores, outras narrativas globais, designadamente, as grandes religiões que difundiram a sua mensagem transversalmente a múltiplas culturas ou os ideais políticos que suscitaram impérios, unificando diferentes povos numa visão comum.

     Esta inspiradora visão de uma aldeia global,  ao repor o desafio da responsabilidade nas mãos dos simples cidadãos,  pode devolver-nos a vontade de construir o mundo de outra forma,  desencadear o esforço multifacetado por um desenvolvimento sustentável e mesmo, finalmente, motivar a Geração mais Jovem a Aprender.

     Que temos a dizer sobre esta Questão? Quais são as nossas Razões para Aprender?

Fontes: Youtube    http://anth101.com Anti-Teaching: Confronting the Crisis of Significance.pdf Uma perspetiva crítica: Prof Jake Keyel

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“Recordar” – Aplicação Prática 1

jovem estudando com os livros pelo arImagem de Pexels por Pixabay

    O professor Blake Harvard partilha, no seu blog,  com todos os colegas do mundo, as estratégias que vai elaborando para tornar o estudo dos seus alunos cada vez mais eficiente.

     Neste exemplo concreto, ele pretende tirar o máximo partido de uma questão de resposta múltipla, que pode ser utilizada no início de uma aula, como aplicação rápida da prática de recordar (Retrieval Practice).

     Esta atividade, facilmente adaptável a vários contextos de estudo, também simplifica a avaliação formativa de um assunto, a realizar pelos próprios alunos ou em conjunto com o professor.

     Esta modalidade de Questão de Escolha Múltipla apresenta as  vantagens de:

      • Tirar partido de todas as alíneas.
      • Mobilizar o esforço dos alunos para uma tarefa mais complexa do que simplesmente colocar um X. 
      • Permite percorrer um vasto domínio de conteúdos: com 10 questões de 5 alíneas, é possível rever 50 tópicos.

      tradução resposta múltipla blake harvard

aumentar-eficácia-questões-de-resposta-multipla

OE

Projeto Educativo e nossos “Como”e “Porquê”

o círuclo dourado de sinekFlickr.com Atribution: CC 2.0 Generic Author: Sticker Giant

     O nosso “Porquê” é a referência decisiva que orienta o agir de cada um no meio vital que é a Comunidade Educativa e que se ajusta, em harmonia com a diversidade de todos os outros “Porquês”, ao núcleo do nosso Projeto Educativo.

     Para o jovem autor Simon Sinek, é no interior de “O Círculo Dourado“, a camada interna do cérebro que não tem acesso a uma linguagem articulada, que pulsa o nosso “Porquê”.

     No íntimo desse coração símbólico, sede de convicções profundas e de intuições vitais, as experiências mais marcantes da nossa vida foram configurando o esboço de um sentido último que preside, frequentemente oculto, às grandes tomadas de decisão que modelam a existência e a tornam significativa.

    As nossas razões finais devem tornar-se explícitas, a fim de iluminarem o nosso modo único de agir que, por sua vez, se aplica, com o selo de um estilo inconfundível, àquilo que fazemos.

    Assim, o “Porquê” – a fonte inesgotável de sentido, o “Como” – o que nos torna únicos no agir – e o “O Quê” – aquilo com que realmente contribuímos e onde tocamos o concreto da vida a desenvolver em comum – são as 3 dimensões hierarquica e intimamente ligadas que estruturam a Pessoa, a Comunidade, a Organização.

    Como relacionar o “Porquê” e o “Como” de cada um, bem como os de cada equipa colaborativa dentro da Comunidade, com o “Porquê” e o “Como” do nosso Projeto Educativo? 

OE

Fontes: Simon Sinek Start with Why; “Find your Why

Refletir sobre a Aprendizagem

   pequena árvore invertida com seu reflexo

   Photo by Faye Cornish on Unsplash

    Quais as vantagens de se refletir sobre algo que se aprendeu?

     Ao refletir, o aluno pretende compreender as ideias por si próprio,  re-elaborar o trajeto de um raciocínio e assim conquistar o significado da sua conclusão.

    A reflexão sobre conteúdos aprendidos permite ir mais além dos níveis superficiais de aprendizagem,  podendo visar o seu nível mais elaborado,  a aprendizagem transformante. 

    Esta reflexão consiste em elaborar respostas para questões precisas, tais como:

  • Posso relacionar esta aprendizagem com algum conhecimento prévio? Quanto mais antigo for esse conhecimento, mais fácil será consolidar a nova aprendizagem.
  • A aprendizagem pode ligar-se ainda, eventualmente, não apenas a um conhecimento prévio, mas a uma aspiração, algo visado como um objetivo a alcançar.
  • Posso relacionar esta aprendizagem com alguma experiência relevante? Esta experiência pode ser, ela própria, de natureza imaginária; pode permanecer limitada ao âmbito escolar; pode superá-los em direção ao campo mais largo de “experiência de vida”.
  • A  aprendizagem pode não estar ligada a uma experiência passada, mas à possibilidade de uma experiência futura, cujos contornos, a aprendizagem em  curso pretende, precisamente, configurar, para lhe criar as condições de possibilidade.
  • Posso aplicar esta aprendizagem em alguma prática que tenha sentido para mim?

    A Aprendizagem, assim refletida, torna-se significativa. Por isso fica também retida, na memória a longo prazo, durante mais tempo e é mais facilmente mobilizável.

Fontes: Sheila Cameron MBA HandBook

OE

A Prática de Recordar – 1

A prática de recordar, aqui com suporte escritoImagem: Oficina de Escrita

     A eficiência da “Prática de Recordar“, enquanto  estratégia de estudo, está  amplamente validada por estudos científicos levados a cabo pelas Ciências da Aprendizagem, de forma sistemática e exaustiva.

    Esta estratégia consiste na simples evocação, concentrada e regular, de assuntos previamente memorizados –  podendo assumir uma expressão oral ou escrita – na ausência de qualquer apoio externo de consulta, fazendo regressar os conteúdos de uma aprendizagem prévia, desde a memória a longo prazo de volta para a memória de trabalho.

    Este ato  de recordar voluntária e regularmente, modela a própria memória a longo prazo; esta é ativa e reage ao esforço  de devolver os conteúdos memorizados, reconfigurando-se sempre que a mobilizamos.

    Para mobilizá-la, exige-se concentração e silêncio. Constitui uma prática mais eficiente do que reler ou refazer apontamentos consultando suportes externos. É uma etapa essencial na construção de cada aprendizagem e não deve ser reduzida às suas virtualidades como meio de avaliação.

     Exige um agendamento rigoroso e uma fidelidade paciente na regularidade da sua ativação:diferentes especialistas em Ciências da Aprendizagem sugerem que a recordação ativa deva exercer-se, no mínimo, em 5 etapas: no próprio dia da primeira aquisição de uma nova aprendizagem; algumas horas depois; no dia seguinte; na semana seguinte; um mês depois; seis meses depois.

    Para ser possível aos alunos aplicar esta estratégia de forma consistente, deveriam ser sujeitos a menos “in put” de informação, a fim de libertarem força e espaço de trabalho para mais “out put”, apoderando-se, como sujeitos ativos, do seu próprio processo de aprender.

    Aos testes, questionários, questões abertas, etc,  poderia ser retirada a característica de avaliação sumativa, para passarem a desempenhar a função de ferramentas de autoavaliação formativa para os próprios alunos, uma vez que podem ser pontos de apoio concretos para exercer a “Prática de Recordar”.

    Neste caso, os itens de resposta longa têm prioridade sobre os itens de resposta curta, uma vez que a recordação se torna muito mais viva e consistente se o conteúdo a recordar tiver de ser reconstituído de raiz e não apenas reconhecido a partir de questões de escolha múltipla ou de verdadeiro e falso.

     A efetiva dificuldade de cada ato voluntário de recordar é proporcional ao sucesso e duração da aprendizagem: quanto mais difícil a evocação, mais consistentes e duradouros serão, não só o seu armazenamento organizado, como também a rapidez e a facilidade com que as futuras mobilizações tornarão a aprendizagem disponível ao exercício da inteligência, sempre que esta necessitar dos respetivos conteúdos.

     A progressiva disponibilização dos conteúdos de aprendizagem na memória de trabalho, sempre que forem precisos, permite à inteligência refletir, abre a via a níveis de trabalho mais profundos, como a Aprendizagem Transformante“.

       Para iniciar os alunos nesta estratégia de estudo recorreremos à experiência que outros colegas partilham online.

      Fontes: The Learning Scientists; The Effortful Educator; Xavier Bénitez Blog

Um Diário de Trabalho

Imagem – Aluno do CAD 7º ano

     Michele Martin é especialista em acompanhar pessoas que transitam entre “dois mundos”, afastando-se da margem de um trabalho bem conhecido, para partir em demanda de um outro, mais conforme ao seu sonho, às suas competências, aos  valores que as orientam.

     Depois, resta ainda adaptar-se e abrir-se aos novos desafios de um trabalho mais livre e, por isso mesmo, mais exigente.

      Em múltiplos artigos do seu “The Bamboo Project”, a autora vem confirmar, com testemunhos de seus clientes e amigos,  os benefícios vitais que resultam da adesão à prática de acompanhar as transições e novas descobertas, com um Diário de Trabalho

     Na nossa última Reunião de Professores, partilhamos as preocupações inerentes ao iminente processo de transformação e mudança.

    Elas podem ser outros tantos tópicos de um “Diário de Trabalho” que dê corpo à reflexão que a “Viagem da Inovação” suscita em todos nós:

      • Cativar  e envolver os Alunos no processo da Mudança.
      • Os diversos modos de contribuir para a Realização Pessoal dos Alunos.
      • A adequação de novas Estratégias à estruturação do ano em semestres.
      • A disposição dos espaços físicos em consonância com novas formas de trabalho comum.
      • A cooperação com os Pais.
      • Formas de proporcionar a melhoria das Aprendizagens.
      • Necessidade de estarmos atualizados em relação às inovações que já deram provas da sua eficiência noutras Escolas.

     Elaborar e manter, com perseverança, um “Diário de Trabalho” pode revelar-se um apoio estimulante, para esclarecer hesitações, afinar decisões e registar surpresas, numa etapa de alterações em profundidade, como aquela em que já principiamos a navegar na nossa Escola.

OE

155 Anos da Família Amor de Deus

     

Vídeo da Celebração  Gentileza de Hermanas del Amor de Dios.net

    Hoje estamos de Parabéns com as Irmãs do Amor de Deus: Unidos a toda Família, por todo o mundo, vamos a Fátima: queremos agradecer os 155 anos de vida desta Congregação.

   Festejamos o dom de uma forma de vida inteiramente empenhada numa missão que só se recebe do Amor. Esta vida  oferece-se, com predileção, aos mais pobres, aos mais pequeninos e aos mais jovens.

     No seu retiro de Griñon, em 1864, o nosso Fundador concebeu esta Família no carisma do “Amor de Deus”; contemplou, no silêncio, como este Amor forma “Sábios e Santos”.

     E pediu para si, as suas irmãs e os seus leigos, pelos tempos a vir, que o mistério deste Amor divino abrisse, sempre, adiante de todos, a surpresa de novos horizontes, a descoberta de uma vida que, ao mesmo tempo que nos ampara, também nos desafia a deixar-nos levar  cada vez para mais longe.

     O Carisma que viveu concretamente, no seu coração, e que deu forma ao dom de si mesmo na ação solidária, tornou-se, depois da sua morte, um dom aberto, ilimitado e sempre presente para toda a Família.

OE

O Mistério da Música

     guitarra composição de fantasia

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     A música não se pode dispensar: assim como o D. e o M. tocam piano, viola e guitarra, eu tenho de escutá-los, pois não toco. As melodias harmonizam as nossas emoções e suscitam também sentimentos novos.

      Para mim, a música é a inspiração porque quando for grande quero ser cantor.

     Ser cantor é deixar cantar a alma mais profunda, aquela parte de nós que consegue comunicar com todos os outros.

     A música é outra forma de linguagem, é uma espécie de escrita.

  Pois é. As músicas nas pautas são em escrita.

    Não só. Também há Matemática na música: para compor é preciso supor números que exprimem as relações entre os sons.

Eu gosto de tocar enquanto canto, pois é muito divertido, as músicas são aventuras, transmitem alegria.

     Ser cantor também é muito difícil, mas é super giro: podemos não saber cantar sozinhos, apenas em grupo: a nossa voz vai à boleia na dos outros – é como voar!

     As músicas fazem com que nós voemos, não é cantar que realiza os desejos, são as músicas que escrevemos.

Texto a 3 Mãos

MI5C, DJ5D e OE

O Grifo Voador na Gruta dos Dinossauros

    gruta de fantasia com lago interior

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     Era uma vez um Grifo,muito colorido, com olhos azuis e rosa, de pelo prateado; as patas de trás eram de leão e as da frente, de ave. Tinha asas de anjo com muitos brilhantes, cauda de leão e cabeça de ave. Era muito querido, amigável e amoroso.

    Ele vivia numa floresta diferente, onde as árvores debruçadas sobre o lago eram mais reais no seu reflexo.

     As cores alternavam nas pétalas das flores conforme a luz do Sol lhes tocava. De noite, eram iridiscentes e podia-se caminhar em segurança pelos estreitos carreirinhos iluminados.

     Os animais partilhavam o mesmo ideal de fantasia e passavam a vida em Festas.

     O lago era miosótis e as águas sempre calmas e quentes: aí se ouviam gritinhos e gargalhadas, logo pela manhã, quando os seres da Floresta tomavam o seu banho matinal.

     O sonho do Grifo era, desde sempre, fazer canoagem, pois uma antiga lenda dizia que ao fundo do Lago existia uma Gruta inundada que guardava um segredo. Mas não havia canoas. E ele não sabia como fazer.

      Até que um dia, teve uma ideia: pedir ajuda à sua amiga Preguiça. Não correu muito bem, pois a Preguiça não conseguiu fazer nada de jeito e ainda para mais deixou cair a madeira e as ferramentas ao chão. 

      A seguir, foi pedir aos Castores. 

        O Grifo, com muita facilidade, chegou ao pé dos amigos e pediu-lhes:

       – Meus Amigos Castores, podem-me fazer uma canoa, por favor? 

       – Sim! – Exclamaram os castores! Nós vamos fazer com todo o carinho e amor.

       O Grifo respondeu:

    – Muito obrigado, malta! Vocês são os maiores.  –  todo feliz, com lágrimas nos olhos, mas estava triste, porque não sabia como usar a canoa. 

        Eles puseram-se logo a trabalhar, cortando, com os seus dentes afiados, as cascas dos troncos mais macios.

       Quando a canoa ficou pronta, ele começou a remar. Ao anoitecer, sentiu-se cansado e, sem querer, foi  parar à Gruta das magias incríveis que tanto procurava!                            

     A Gruta era quentinha, de chão macio e um pouco escorregadio. As estalactites brilhavam no escuro, com aquela luminosidade que tinham as flores da Floresta à noite.

     O Grifo, sem medo, foi explorar a Gruta. Assim que saiu da canoa, encontrou uma arca cheia de poderes, oferecida pelos belos dinossauros voadores. 

     Havia uma lenda sobre a Gruta, de que nela havia um portal que dava para um mundo de Dinossauros, onde ele queria ir, para ver se era verdade ou não. E foi então que:

     – Aaaaaaaaaah!

     Viu que a lenda era verdade! Havia uma passagem que levava aonde milhares de dinossauros de todas as espécies se divertiam a saltar de vulcão em vulcão, como em Jacuzzis. 

     Foi uma Festa incrível! Todos os seres da Floresta se tornaram capazes de voar! Por cima do lago multiplicavam -se as acrobacias: havia castores alados, raposas que davam mortais e caíam para cima, pequenos coelhos que trotavam sobre a água sem se molharem. 

Contos da Floresta, Texto a 3 Mãos – BF6A, CR6A, OE