No Perigo, Invencíveis

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    Vimos de muito longe, até  onde brotam as fontes de Água Viva.

   Compomos canções pelo caminho, como quem colhe flores bravas, para oferecer à chegada.

  Treinamo-nos para a liberdade futura, tratando-nos, desde já, como livres.

    Por isso o vento do nosso deserto arrasta consigo um perfume de maçãs e espalha adiante de nós trinados de rouxinol.

Com MA6A e SS6A  – Partilha de Inspirações – OE

As Palavras Cintilam

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    Voltar é reconhecer o caminho e recordar a Aventura da partida.

   Voltar é reconhecer-se grato; e recordar – trazer de volta ao coração – é  retomar o fôlego da Aventura interminável. 

   A úlitma Aventura: a que já não se avista daqui, mas se adivinha no fugidio brilho das palavras.

   As palavras cintilam, como as estrelas.

  Como os olhos das crianças, as palavras – deslumbrantes – perseguem-nos, orientam-nos.

   Estrelas-Guia, as palavras rodopiam no céu noturno do coração e seduzem-nos a dobrar o mais longínquo. 

     As palavras abrem espaço que não havia antes, para respirarmos o desafio que sopra do infinito e se aninha no estreito abrigo vazio que é o amor de escrever.

Com IF9D – Partilha de Inspirações – OE 

O Espelho do Dia

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     As Tarefas desdobram-se no Dia invisível e ele ganha uma forma única; não só se reveste delas como de um manto colorido, mas também as imprime em si mesmo, como um perfume, transforma-as numa memória pura do que nós vivemos plenamente.

    O Dia chega, transparente, como uma tela em branco, com o Sol nascente ao fundo envolto no hino que entoa uma coroa de nuvens inspirando as iniciativas dos seres mortais. 

   Puxamos um qualquer fio dos possíveis e logo saltam as ideias vivas para o espelho onde o Dia se remira e os seres mortais se maravilham. 

Com DB5A e MP5A, Partilha de Inspirações – OE

Francisco, o Amigo Incomum

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    Entramos na celebração do “Trânsito de Francisco”, precisamente na véspera da sua Festa na Igreja Universal.

   Chega-nos de há mais de 12 séculos o eco musical dos seus poemas, que não só escreveu mas agiu, que não só cantou mas transformou em amor prático, em vida desprovida de si e partilhada até ao infinito.

     De onde nos chega esta frescura de Presença envolvente, que inspira a prontidão para aceitar um sonho inesperado?

   De onde sopra este vento de Alegria que nos empurra para  trocar, quase de repente, o familiar abrigo, por uma caminhada incerta e encantada na nostalgia de um futuro outro?

    Francisco, o Amigo incomum, que, à distância de séculos, pertence a todos os tempos, continua a cativá-los na sua ternura, a comprometê-los  na sua pobreza, a fecundá-los no  inaudito anúncio como “Arauto” que é  “do Grande Rei”.

Com Teach Write em Outubro 20

Partilha de Inspirações – OE – Dia 3

 

“A Terra é Tua…” – “Um Respeito Amoroso e Humilde”

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     “… Esta comunhão sublime inspira-nos um respeito sagrado, amoroso e humilde…”

     Esta citação do texto “Laudato Si” encontra um eco vivo na sensibilidade das novas gerações; na verdade, elas estão “aparelhadas” para fazer desabrochar os infinitos possíveis capazes de elevar a vida de todos a “um máximo expoente de sentido”.

       A nossa aventura humana encontra um caminho amplo quando se deixa orientar pelo sentido desta  “comunhão sublime” entre tudo o que existe, na qual somos abrigados como em berço real e na qual cada um recebe a missão de levar tudo o que existe o mais longe que conseguir.

     Tudo e todos nos pertencem, desde a origem até ao fim dos tempos; assim como nós nos devemos a esta totalidade misteriosa e viva que conta connosco, nos impulsiona para diante, nos desafia secretamente e entrega a cada um o cuidado de todos.

       Tal é a nossa Terra livre, a nossa Casa aberta.

Com Teach Write – Partilha de Inspirações – OE

Progresso, não Perfeição

Progress not PerfectionImage by DarkmoonArt_de from Pixabay 

      Vive em nós um impulso espontâneo para “o mais perfeito”; ele  sempre espreita os projetos emergentes, ronda as esquinas das tomadas de decisão, chega mesmo a infiltrar-se na atmosfera dos sonhos  mais ingénuos.

   Contraria-mo-lo buscando simplesmente progredir, a cada pequeno passo das nossas determinações. A cintilação irresistível do perfeito deixa de exercer o seu poder hipnótico logo após os primeiros passos hesitantes em que se expressa a nossa opção pela aventura de progredir.  

        Uma expedição noturna, onde o mapa se desenha à medida em que se avança, a descoberta humilde do incerto e do inaudito: assim é o serpentear da escrita, tateando o movimento esquivo e grácil das palavras, aspirando a sua liberdade viva…

Com Teach Write Partilha de Inspirações – OE

“A Terra é Tua…” – Uma Comunhão Universal

The Earth is yoursImage by Ajay kumar Singh from Pixabay 

“As criaturas deste mundo não podem ser consideradas um bem sem dono: “Todas são Tuas, ó Criador que amas a vida”.

Se toda a variedade de seres inanimados e vivos que existem no Universo não estão abandonados, a quem pertencem?

  • Pertencem simplesmente a todos?
  • A quem as desenvolve e cuida?
  • A quem vive perto delas?
  • A quem precisa delas para viver?

“Estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal…”

Como poderíamos caracterizar este sentido de “família” entre tudo o que existe?

Como poderíamos cultivar estes laços?

  • Com as Estrelas
  • Com o Alimento
  • Com os Companheiros de Planeta…

 

Sugestões de Escrita – Laudato si – 89 e OE

Que “Casa” a Terra é?

naturezaImage par kangbch de Pixabay 

    A Terra sustenta-nos como mãe, ninho, lar, lugar de encontro e, ao mesmo tempo, por ela se difunde também o ininterrupto e múltiplo convívio entre os seres que ela permite existir.

   É através deste nosso enraízamento concreto no seu espaço, desta pertença da nossa espessura sensível ao fluxo do seu tempo, que, afinal, podemos comunicar entre nós.

   A Natureza não é, assim, “nossa casa”, num sentido “estático”, mas  antes num sentido dinâmico, de verdadeiro “lar”: é movimento e vida em pérpetuo crescimento, sempre rumo a mais vida; é um dinamismo orientado e protetor, que segue a direção de um misterioso excesso.

   Vivemos intensamente a nossa pertença filial à Terra também em momentos de contemplação tranquila; o magnetismo do por do sol que nos prende o olhar, ao fim de um dia enriquecido de encontros humanos e de trabalho intenso, parece oferecer à humanidade que se abriga na beleza inesperada, uma preciosa consolação.

Com Agenda CAD 2020 – Partilha de Inspirações – OE

Aprendizagem Sócio-Emocional 4 – A Roda da Vida

Sugestão de Escrita para realizar um exercício de “reflexão-emocional” com a ferramenta ” A Roda da Vida“.

sS6DGentileza de SS6D

1 – Distribuir 1 folha com o Octógono ou o Círculo dividido em oito partes e uma folha com uma lista de valores e temas ou referências de vida.

2. Convidar o aluno a escolher os termos com que pretende dar título a cada uma das secções do Octógono.

3. Pedir a cada um uma definição dos termos que escolheu.

4. Partilhar as definições criadas por cada um com os outros elementos do Grupo para apurar e enriquecer mutuamente as definições. 

5 – Dar um tempo de reflexão para cada Aluno calibrar a sua apreciação de cada Valor ou Tema de Vida que escolheu:

    • Qual a qualidade da sua vivência em cada valor ou Referência de Vida?
    • Em  que medida gostaria de projetar um progresso em alguma ou algumas dessas instâncias que considerou essenciais?
    • Como poderia empenhar-se para alcançá-lo?
    • Como seria mensurável o resultado?

ss6dGentileza da Autora

6. Deixar que cada Aluno redija o seu breve texto reflexivo que pode incluir os pontos acima sugeridos ou outros que ele próprio deseje acrescentar.

7. Talvez com uma música suave de fundo, permitir aos Alunos colorir as 8 divisões do seu Octógono, variando a altura e intensidade das cores até ao nível onde situam a sua vivência atual.

8. Encorajar a partilha e a publicação dos textos, como atitude livre e voluntária, sempre no respeito pela inviolável privacidade de cada pessoa.

Aprendizagem Socio-Emocional

Sugestões de Escrita – OE

Encontram-se outras variedades de aplicação desta ferramenta de Couching Educativo no livro de Juan Fernando Bou Pèrez Ferramentas de Coaching Educativo – Porto Editora.

“O M de MARIA” – A Paz do Serão Mariano

o M de MariaFacebook – Le Grand Pélérinage en Calèche

     A Paz deste serão Mariano é o indicador do silêncio que sobe nas nervuras da atenção enquanto ecoa ao longe a litania dos peregrinos que  invoca os amigos do Céu.

    A seiva da gratidão corre ao encontro desta disponibilidade que brota de um “dia-Outro”: o dia-que-há-de-vir, o Dia em cuja vinda se aprendeu a confiar pelo excesso do dom; o vir a desmaiar nas areias da noite humana a vaga impetuosa da manhã divina.

   Virá o Dia imenso e amplo, onde caberão todos os que se prestam a viver, os que se emprestam à vida sem retorno, os prontos a entregar-se.

  A Paz do serão Mariano vive nas franjas desse infinito; o marulhar da Vida, perpétuo efervescer da última questão, que suspira e murmura antes de se aquietar na Esperança.

15 de Agosto 2020 – Assunção da Virgem Maria

Com a Peregrinação “O M de Maria” –  Partilha de Inspirações – OE

A Paz Reconfirmada do Serão

“Migrantes explorados, pobres, refugiados e deslocados: todos têm direito à festa nupcial”

Bispo de Santarém – Fátima, 13 de Agosto 2020

migrantes peregrinação

   Image par LhcCoutinho de Pixabay 

    A Paz reconfirmada do Serão: para os que caminharam longe, os que não sabem como avançar amanhã.

 Mas há para eles uma pausa perfumada, um momento de desenrolar o manto húmido e deixar partir os pensamentos ou trocar pedacinhos de esperança, como a ração da noite, entre os companheiros de viagem.

  Que sabe o mundo organizado na segurança sobre este esforço comum dos que foram obrigados a partir no rodopio do conflito?

    Os seus milhares de passos peregrinos rumando à Paz… Ela expressa-se também neste serão: sobre o manto, no chão húmido, esta pausa entre irmãos.

Com a Peregrinação dos Migrantes e Refugiados – OE

 Agosto de 2020 – Partilha de Inspirações 

A Dança do Céu e da Terra

   dan

   Image par kordula vahle de Pixabay 

     O mar espraiava-se com suavidade e o contorno das franjas de espuma parecia imitar um céu coalhado de nuvens esfiapadas.

   Constança e Beatriz vinham saborear  aqueles instantes de rara beleza,  em que não distinguiam se era o enigma do céu espelhando o mar ou o reflexo ondulante do imenso azul que as cativava.

   Como podiam as rendas de espuma imitar assim a filigrana das nuvens?

  Um algodão líquido, penugento, parecia deslizar sobre a areia, formando pequenos sulcos de impecável brancura.

   Ao mesmo tempo, lá no alto, um vento manso dedilhava as fileiras de nuvens formando arcos de pura lã a desfiar-se no azul.

 Deliciavam-se assim, na frescura da manhã recém-nascida, adivinhando a  divina fantasia que convida a dançar a Terra com o Céu.

Com BF e CR 7A – Partilha de Inspirações – OE

Vivemos Vulneráveis Como Em Pátria Nossa

blue nightImage by Noel Bauza from Pixabay 

     Solidão que se interpreta como ausência: o caminhar de uma expectativa onde as perguntas lacerantes são acolhidas.

     A presença oculta da morte incontornável confere a cada passo o cunho do que é autêntico.

     Vivemos vulneráveis como em Pátria nossa; fazemos do que permanece aberto por incompletude o impulso para a demanda.

      A Solidão é então espessura em movimento e torna-se navegável.

    A dor de ser acrisolado é a de caminhar por dentro, para dentro, até onde se pode livremente abrir uma exterioridade absoluta, “mais íntima a mim que eu próprio”.

     Não há prestígio, poder, olhar alheio, autoconsciência, saber de si. O ser despiu-se, porque se apostou e já não se detém a si próprio, desincluiu-se de si.

Partilha de Inspirações – “Dilatados Horizontes” – Agenda CAD – OE

A Paz Inviolada do Serão

   

a paz do serãoImage by spectrumline from Pixabay 

    Reúnem-se as razões de agradecer: têm encontro marcado aqui, na escrita da noite, a que pertencem como a um abrigo pobre, mas seguro.

     Elas convergem das várias dobras do dia, dos seus recantos obscuros, das suas clareiras de Paz, do tinir de brinde dos seus encontros cordiais.

     Outras vêm rastejando de passagens estreitas, os olhos a piscar ante o imenso Sol do dia que as atraiu para a liberdade, ainda vacilante, do seu expressar-se.

      Mas todas formam um coro unânime: o seu “Obrigada” é um cântico d’alma que  a escrita encomenda, num impulso incontível, ao mais alto dos Céus. 

Com LF9 – Partilha de Inspirações – OE

CAD em Isolamento – Uma Questão Por Trás da Beleza

belezaImage par bianca-stock-photos de Pixabay

    A Beleza está presente em toda a parte: nos olhos dos amigos, na voz dos que nos amam, na nervura das folhas do jardim.

    A Beleza torna a nossa vida melhor, mais plena. Já pensaram o que seria a Vida sem Beleza?

    A vida sem Beleza não é concebível, como se nós, seres humanos, tivéssemos sido apetrechados, de raiz, para contemplar e saborear a Beleza.

    A Beleza existe nos seres e ações mais pequenos e, tantas vezes, nos mais insignificantes.

     Como nas antigas catedrais, o rendilhado da pedra no píncaro das torres não podia ser alcançado pela visão humana,  assim também, permanece oculta a Beleza em filigrana dos atos generosos de que ninguém se apercebeu.

     A Beleza é, para muitos, o que nos faz levantar da cama: como para Paul Klee, que dizia “A cor está viva em mim, sou pintor!” assim também a música está viva em compositores e o rosto do ser amado no coração do seu apaixonado.

Cad em Isolamento – Texto a 2 Mãos IM8B e OE

70 ANOS – CAD

Imagem: Oficina de Escrita    

     O nosso amado Colégio faz 70 anos. À exceção do pequeno oásis das Irmãs, a situação inédita que vivemos parece ter reduzido a nossa segunda casa a uma casca vazia: corredores escuros, salas desertas, janelas fechadas.

     Mas não é assim: tal como a Igreja não é formada pelos seus templos, mas pelas “pedras vivas” que são as Pessoas, assim também o verdadeiro Colégio não é o edifício sito na Avenida de Sintra, mas a Comunidade Viva que formam as nossas Irmãs, os nossos Alunos, as nossas Assistentes Educativas, os nossos Pais, os nossos Professores.

    O Colégio Amor de Deus é também, como cada Pessoa, a totalidade da sua História. O Colégio inclui o trajeto completo, de comunhão vivida entre tantos,  desde a remota origem no Monte Estoril, em 1950, depois o percurso pela  espessura dos seus 70 anos de vida partilhada, e ainda a clareira iluminada do nosso “Hoje” em que celebramos o caminho andado.

    O Colégio Amor de Deus está ainda misteriosamente voltado para a abertura de um Futuro desconhecido, que faz parte da sua essência e que – aconteça o que acontecer – sabemos estar “destinado à lei do Amor”, nas palavras do nosso Padre Usera.

   A Oficina de Escrita une-se à celebração de todos estes elementos que pulsam no coração da Escola, passando a publicar algumas vozes juvenis do passado, que conservam a frescura e a energia da primeira manhã.

     São as vozes preciosas dos nossos inesquecíveis Alunos, que com tantos outros, foram tecendo, passo a passo, na interminável paciência do trabalho vivido nas aulas, a alma vibrante do nosso Colégio.

70 Anos – CAD  OE

Um Crepitar de Luz

     pássaro em ramo florido

Image par dewdrop157 de Pixabay 

     As nossas mãos teceram a interminável tapeçaria do Dia, que vem sendo trabalhada por inúmeras mãos no desenrolar dos tempos.

   Um trabalho fraterno, a perder de vista, uma comunhão ativa de vida que configura a Família mesmo de quem não a tem e torna a Humanidade do presente mais real.

   Um passarinho explorou o labirinto dos ramos num incansável saltitar de curiosidade.

   Ele foi o grande companheiro na manhã dos salmos, o silencioso ouvinte de um crepitar de luz que eles acendiam.

Em isolamento, com o CAD – Partilha de Inspirações  – OE

Vida de Todos

     telhados abstração lírica

   Image par Denis Azarenko de Pixabay 

    “A Minha Vida” é uma expressão traiçoeira, pois a Vida real de cada um abre, em ângulo único, sobre a Vida de todos.

    Só esse prodígio, pelo qual Deus infiltrou secretamente todas as Vidas na Vida de cada um, já é uma expressão da Sua escrita criativa.

    Ela sobrenada o caos das linhas entrecruzadas: no que nos surge emaranhado e obscuro, Deus despista, num relance, o entremeado de todos os percursos que revela a inquebrantável união.

   Ele é não só o Criador das livres criaturas, como ainda permanece nos trajetos que elas desenham no tempo, mais íntimo a elas que elas próprias.

     Em Isolamento, com o CAD – Partilha de Inspirações – OE

Rumo ao Mar

barquinhos no marImage par Raheel Shakeel de Pixabay

     A Vida, humilde e soberana, irrompe e cumpre-se, diz-se e dá-se; é, não em si, mas em nós, a quem nutre e deixa ser.

   Quando nos aproximarmos do Mar, seremos já braços de Delta entrelaçados, cada um dando a vez a todos os outros.

   Aproximar-se é deixar ultrapassar, é refletir a luz que transforma e, por isso, permite aproximar.

    Distância infinita que a comitiva fraterna encurta.

Em Isolamento, Com o CAD,  – Partilha de Inspirações – OE

Aprendizagem Sócio-Emocional – II

Flickr.com Atribution:  CC BY -NC-ND 2.0 Author: Salzburg Global Seminar

                                        Apontamentos da Formação dada por Teresa Cabaço e Sara Simões

     No novo enfoque que reabilita a centralidade da qualidade das relações humanas no ecossistema da aula, o professor concebe-se ainda como um líder.

     Agora, ele deve gerir e dinamizar, para além do processo cognitivo de aprendizagem, outras três dimensões. Elas revelam -se como condições necessárias do êxito dessa mesma aprendizagem: o ambiente comum, as relações humanas e as tarefas em curso.     

          O AMBIENTE 

      O professor deve estabelecer as condições que permitam  deixar emergir um sentimento de segurança, de pertença e de acolhimento recíprocos entre todos os alunos.

    Esta primazia dada ao estabelecimento de um ambiente favorável à aprendizagem deriva do pressuposto de que  a energia para mobilizar as funções executivas da cognição brota da qualidade das relações entre os intervenientes no processo.

            Se os alunos se sentirem aceites, acolhidos e protegidos e a diversidade das expressões for valorizada, nenhum aluno se sentirá estranho à aventura comum de aprender e cada um se poderá sentir motivado a contribuir com o seu melhor.

           Na segunda Formação sobre Aprendizagem Sócio-Emocional seremos iniciados nas várias estratégias a que o Professor pode recorrer para instilar no ecossistema da aula esta atmosfera positiva e inspiradora para todos. 

Aprendizagem Sócio-Emocional – Formação do SPO