Gerir a Atenção – 1

espaço da atenção e nuvens da distraçãoImagem: Oficina de Escrita

     Cada um de nós é um feixe “de possibilidades praticamente inesgotáveis”* e cada um “se aprofunda pelo exercício do seu poder interrogante”*.

    Nesse experimentar-se destaca a constitutiva relação aos outros: em comunhão com todos é que se torna possível a descoberta vital de um sentido para cada um.

     Para Chris Bailey, autor de “Hyperfocus”, a ferramenta mais poderosa, mas limitada e sujeita a constrangimentos, para nos introduzir nesta aventura de construir sentido, é a atenção.

     “Gerir intencionalmente a nossa atenção é, como dizia o “Irmão Rafael” aprender a levar o pensamento pela mão.

   Num mundo “sobrecarregado de distrações como nunca houve outro na história da humanidade” (Crys Bailey) a nossa atenção é facilmente raptada, deixando-nos demasiado ocupados, dispersos e pouco produtivos.

    Aprender a focar o pensamento voluntariamente, dar-se conta do seu devaneio aleatório, reencaminhá-lo de volta, tirar partido do fluxo de ideias errantes que podem fecundar um raciocínio estreito,  eis alguns dos traços que podem gerar um ritual  de paciência, um abrigo para trabalho intenso e fonte de alegria nos nossos dias agitados.

     A Atenção revela a sua importância inestimável quando começa a viver-se como o projeto de uma intenção para lá do seu uso utilitário: mero funcionamento passivo da mente em que cumprimos hábitos de modo automático.

    Alguns hábitos – e suas tarefas adjacentes – podem ser realizados  simultaneamente em combinações estratégicas (“multitasking”), para rentabilizar o horário nobre do nosso tempo útil, constantemente ameaçado por urgências aparentes.

    Esta ocupação múltipla deixa ainda espaço livre de atenção onde a mente devaneia de modo indefinido ou aberto à invenção, se treinarmos como captar as ideias insólitas que gravitam na periferia da consciência.

     Mas as tarefas complexas, como o estudo dos nossos Alunos, uma atividade mais personalizada, o exercício de uma Arte, uma manufactura artesanal, uma reflexão ou uma construção de conhecimento convocam todo o espaço de atenção dispnível e só encontram o seu meio vital em concentração profunda.

   Este estado especial de atenção, a que o autor chama “Hiperfoco”,  que se desenvolve e fortalece com intenção deliberada e treino regular, permite tornamo-nos “mais produtivos, mais criativos e mais felizes”.

     O esforço exigido para gerir deliberadamente a nossa atenção é compensador, pois nos oferece um sentido de realização pessoal com o qual a distração mais sedutora não consegue concorrer.

*J Cerqueira Gonçalves, Itinerâncias de Escrita, Vol II, pag. 438

Fontes:Hyperfocus Autor: Chris Bailey;  Vídeo de Apresentação do livro      Vídeos do Autor

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Pseudo-Estratégias – 1: “Estilos”

Imagem: Oficina de Escrita

     Neste momento de viragem para a nossa Comunidade Educativa, tentamos recolher pistas orientadoras a partir da experiência preciosa daqueles que vão à nossa frente no caminho da Inovação da Escola.

   Os resultados validados cientificamente no âmbito das Ciências da Aprendizagem alertam-nos para o facto de se deverem evitar algumas formas de ensinar que se revelaram ser ineficazes para uma real aprendizagem dos alunos.

      Uma das abordagens de ensino mais intuitivas e, por isso, mais divulgadas, cujos efeitos na aprendizagem efetiva não tem resultados consistentes:

     Ensinar segundo os “Estilos de Aprendizagem” preferidos por cada aluno.

Recursos 

    1 – Artigos de Divulgação –

1.1. No excelente siteThe Learning Scientists”  – uma página de títulos de artigos que explicam, em detalhe e em linguagem acessível,  por que motivo a ideia dos “Estilos de Aprendizagem” não se traduz em práticas pedagógicas eficazes.

Página de Resumos de Artigos

1.2.  The Effortful Educator: Aprender Mitos versus Aprender Factos

1.3. Ted Talk sobre este assunto

1.4.   The Atlantic O Mito dos “Estilos de Aprendizagem

   2 –  Artigos Académicos –  fundamentação científica que denuncia a inconsistência desta abordagem.

2.1. Frontiers in Psychology– Site de psicologia educacional:

2.2. O Mito dos “Estilos de Aprendizagem” no Ensino Superior

2.3. Relatório Científico: O efeito na compreensão após a aplicação de “Estilos de Aprendizagem” no Ensino.

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Projeto Educativo e Escrita Pessoal

jovem dançando sobre livro giganteImage parJonny Lindner de Pixabay 

         O carisma educativo Useriano serve o ideal de cada aluno vir a ser pessoa integral, à imagem de Cristo, que abre, para o ideal de um humanismo cristão, o mais amplo horizonte de sentido.

      Projeto Educativo: espaço de vida em que se exercitam as  orientações comuns que visam a união harmoniosa dos esforços de todos os que estão ao serviço na nossa missão educativa.

    O seu “Porquê” é o próprio sonho do Fundador, mas inclui também toda a riqueza acumulada pela  experiência de vida das comunidades educativas que  seguiram na esteira deste sonho ao longo de mais de 150 anos.

      No recanto da Oficina de escrita, a criação de textos constitui a mediação entre a pessoa do aluno em formação e o seu advento como pessoa integral – ou pessoa “crística” no sentido do Carisma.

         Que efeitos reais tem esse exercício pessoal de escrita?

      Como é que ele contribui para deixar transparecer um novo Mundo que está neste, em gestação, e precipita o seu Advento? 

      O poder transformante da escrita oferece a possibilidade de criar as condições onde a inspiração única de cada um se possa tornar articulável. 

        Os exercícios sugeridos para desencadear a elaboração escrita mais livre possível favorecem que a intuição original de cada um se mostre viva.

       A energia da inspiração brota dessa intuição original; a sua força viva não é cega, mas inteligente: ela imprime uma forma inteligível à vivência de cada um e ao  próprio acontecer da sua escrita.

         Visamos proporcionar o meio vital onde os alunos possam dar forma à sua experiência do mundo, tornar nítido o seu próprio pensamento, articular com clareza  os tópicos para um projeto pessoal.

   Trata-se de criar o espaço humanizado onde possam emergir rostos únicos; o que também significa, segundo o Carisma, o sentido último, o advento da Pessoa.

    Esta resposta final já não é apenas humana, e, enquanto “resposta”, nada encerra, mas tudo abre  e liberta como esperança divina.

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Prática de Recordar – 2

dicionárioImagem:  Adivinha de uma Aluna de 5B –  2012

      Preparar os dados retidos na memória de longo prazo para a longa etapa da travessia até à memória de trabalho pode ser comparado com o domínio do Braille por uma pessoa cega, pois  trata-se de tornar  de novo legível o que se apagou há muito na superfície da mente.

     Uma vez que, na rotina tradicional da Escola, os programas são demasiado densos para as poucas semanas que medeiam entre testes de avaliação, os estudantes não chegam a cumprir o ciclo completo de uma aprendizagem personalizada.

     À 1ª etapa, de receção ativa de informação, em que a atenção se concentra na captação de novos dados, os estudantes passam rapidamente para uma última etapa de avaliação, sem terem tido tempo de processar as informações e de as assumir em compreensão refletida.

     Pelo meio, pode ganhar alguma consistência uma etapa intermédia de repetição:  apontamentos, esquemas, releituras… mas toda esta atividade acaba por limitar-se a refazer o percurso da 1ª etapa: uma receção ativa reiterada.

      Para além de uma aplicação prática que se pode expressar em exercícios, seria ainda preciso a etapa intermédia em que a maior parte do tempo de estudo é passada a recordar ativamente.

      Os estudantes reconstruiriam de raiz, o travejamento dos conhecimentos novos, relacionando-os com conhecimentos prévios, fazendo a prospeção de suas eventuais aplicações futuras.

         Pode utilizar-se o apoio de questões orientadoras, mas que sejam, de preferência, suficientemente abertas, para que se possa exercer o esforço laborioso de mobilizar os dados, tornados imperceptíveis na memória de longo prazo. 

           Segundo os pesquisadores das Ciências da Aprendizagem, quanto mais árduo for este trabalho de recordação, mais a memória de longo prazo se reorganiza e ativa, acrescentando, a cada viagem, novos detalhes que vêm enriquecer a organização dos dados resgatados para a memória de trabalho.

       Aqui ficam disponíveis para a inteligência que os reflete, conquistando a lógica da sua interelação, que os manipula como exemplos de princípios mais gerais, que os aplica na identificação de uma lei, que os transfere para novos contextos.

          Esta prática repetida com regularidade, torna o estudante capaz de encarar o momento de Avaliação como uma  oportunidade pessoal de construir conhecimento.

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Faíscas Aleatórias

   faísca aleatória

     Image parFree-Photos de Pixabay 

     No seu livro “Build your Business on Ideas” a autora, Jodie Newman, ensina a interromper bruscamente a sequência linear do pensamento lógico, quando este se esforça laboriosamente para enfrentar um desafio ou resolver uma questão difícil.

     Esta interrupção intencional visa infletir subitamente a linha do pensamento sequencial e gerar um fluxo de ideias inesperadas, capazes de encontrar uma solução imprevisível.

    A este elemento disruptivo, o autor chama a”Faísca Aleatória”

      O instrumento que provoca a ruptura pode ser uma palavra ou  frase, um som, uma imagem, um objeto, desde que não tenha nenhuma relação aparente com o assunto em debate.

     Dá-se um salto na forma de pensar sobre um assunto se for possível provocar uma associação imprevisível com  ele. 

    Esta adoção de um novo ângulo de visão quebra o molde antigo que aprisionava a mente; descentra cada um de nós dos nossos pontos de vista pessoais; as “faíscas” tornam-se ferramentas de um pensamento criativo.

    As três etapas deste processo são:

      1. Deflagração da “faísca” ou “ruptura inaugural”;

    2. A descoberta de uma relação inesperada com o assunto em questão;

    3. A configuração inédita que assume aquilo que se pretendia solucionar, aperfeiçoar ou recriar.

Fonte:Build Your Business On Ideas” 

Exemplo de aplicação de “Faíscas Aleatórias” no seu site, com o Gerador de Faíscas: http://thebusinessallotment.co.uk/spark

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Agendar os Momentos de Estudo

gestão do tempoImagem: Oficina de Escrita

     Os alunos que frequentam a Oficina partilham e aperfeiçoam o  seu modo de organizar o estudo e  de gerir o seu tempo de trabalho.

     Estes relatos de rotinas escolares ocorrem especialmente em momentos de viragem do ano, como no início e no final dos trimestres, e alguns ficam incluídos na rubrica “Conversas na Oficina” –  que recolhe uma variada miscelânea de temas.

       Alguns estudantes do 2º Ciclo, com o apoio preciosos dos Pais, conseguem elaborar um horário de estudo adequado às semanas letivas.

      Alternando o imprescindível convívio familiar com atividades livres, sessões de trabalho e intervalos breves, os estudantes conseguem cartografar, com alguma precisão, a ocupação das suas tardes, serões e fins de semana.

          Estes guias de estudo vão orientando o quotidiano dos mais jovens: favorecem a criação de hábitos de estudo e,  ao mesmo tempo,  libertam mais tempo vivo para os “hobbies” favoritos dos mais extrovertidos ou permitem aos mais introvertidos  recuperar energia, estando simplesmente consigo próprios.

         Alunos há que anda não conseguiram usufruir desta maestria sobre o fluxo do tempo que um bom agendamento de deveres e recreios lhes permitiria.

    Demasiado cansados depois de um dia bem carregado de aulas, evitam aproximar-se novamente dos livros e, antes ou depois de terminar os seus deveres apressadamente, dispersam-se numa agitação sem repouso.

     Outros experimentam a profunda segurança que o cumprimento  regular de um horário equilibrado proporciona a longo prazo: orientados no fluxo das horas, habituados a alternar o exercício físico com as práticas de estudo, os estudantes robustecem as suas  competências e ganham confiança e auto-estima.

Horário Semanal de Estudo em Casa

 (download)

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Que Razões para Aprender?

 o planeta como aldeia globalImage parskeeze de Pixabay

     “Uma maneira criativa de aprender ainda não é uma razão para aprender”

 Michael Wesch

     Este autor fala da importância crucial de uma Narrativa Global emergente que consiga convocar a pluralidade das culturas e unificar as energias desperdiçadas pela crise generalizada de sentido que atinge todas as gerações.

     Para este professor, estamos a tomar plena consciência de que a nossa situação real, no momento presente, consiste em estarmos globalmente conectados, em constituirmos todos juntos uma aldeia planetária comum, e em estar, assim, o destino futuro da nossa humanidade dependente de cada um, em estreita união com os outros. 

     Para Michael Wesch, esta é a Narrativa Global que se apresenta com a força de uma intimação suficientemente poderosa e atraente para substituir o papel que desempenharam, em épocas anteriores, outras narrativas globais, designadamente, as grandes religiões que difundiram a sua mensagem transversalmente a múltiplas culturas ou os ideais políticos que suscitaram impérios, unificando diferentes povos numa visão comum.

     Esta inspiradora visão de uma aldeia global,  ao repor o desafio da responsabilidade nas mãos dos simples cidadãos,  pode devolver-nos a vontade de construir o mundo de outra forma,  desencadear o esforço multifacetado por um desenvolvimento sustentável e mesmo, finalmente, motivar a Geração mais Jovem a Aprender.

     Que temos a dizer sobre esta Questão? Quais são as nossas Razões para Aprender?

Fontes: Youtube    http://anth101.com Anti-Teaching: Confronting the Crisis of Significance.pdf Uma perspetiva crítica: Prof Jake Keyel

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“Recordar” – Aplicação Prática 1

jovem estudando com os livros pelo arImagem de Pexels por Pixabay

    O professor Blake Harvard partilha, no seu blog,  com todos os colegas do mundo, as estratégias que vai elaborando para tornar o estudo dos seus alunos cada vez mais eficiente.

     Neste exemplo concreto, ele pretende tirar o máximo partido de uma questão de resposta múltipla, que pode ser utilizada no início de uma aula, como aplicação rápida da prática de recordar (Retrieval Practice).

     Esta atividade, facilmente adaptável a vários contextos de estudo, também simplifica a avaliação formativa de um assunto, a realizar pelos próprios alunos ou em conjunto com o professor.

     Esta modalidade de Questão de Escolha Múltipla apresenta as  vantagens de:

      • Tirar partido de todas as alíneas.
      • Mobilizar o esforço dos alunos para uma tarefa mais complexa do que simplesmente colocar um X. 
      • Permite percorrer um vasto domínio de conteúdos: com 10 questões de 5 alíneas, é possível rever 50 tópicos.

      tradução resposta múltipla blake harvard

aumentar-eficácia-questões-de-resposta-multipla

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Mapas Mentais – Tony Buzan

mindmap de um capítulo do livro "Linchpins"Imagem: Oficina de Escrita

     Como desenhar Mapas Mentais orgânicos, segundo Tony Buzan?

    1 – Coloca-se a ideia principal numa forma circular central, sobre papel branco, sob a forma de um desenho e escrita com letras maiúsculas, facultativamente (o papel não deve ter linhas).

2 – Desenham-se os ramos das ideias secundárias, em cores diferentes; é importante para o cérebro que as linhas sejam radiantes a partir do centro; que sejam diversamente ondulantes; que as cores sejam vivas e contrastantes.

     2.1. Ao longo da base, mais larga, de cada ramo, escreve-se a primeira ideia secundária de cada assunto a tratar.

     2.2. À medida que os ramos ondulantes se afinam, vão-se escrevendo ideias ou relações hierarquicamente inferiores.

     2.3. Esses ramos ondulantes podem ter ramificações mais finas, para as diversas subdivisões necessárias ao detalhe das ideias.

      3. No final de cada ramificação devem acrescentar-se elementos visuais, desde pequenos esboços, desenhos simbólicos, ou mesmo imagens nítidas.

         4. Para memorizar definitivamente os conteúdos de aprendizagem na memória de trabalho: elaborar o mapa horas depois de uma aprendizagem; refazer: um dia depois, uma semana depois, um mês depois, 6 meses depois.

mindmapa aumentadoImagem: Oficina de Escrita

Mapa-de-Ideias-1

Fonte: Mind Maps for Kids, by Tony Buzan

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Projeto Educativo e nossos “Como”e “Porquê”

o círuclo dourado de sinekFlickr.com Atribution: CC 2.0 Generic Author: Sticker Giant

     O nosso “Porquê” é a referência decisiva que orienta o agir de cada um no meio vital que é a Comunidade Educativa e que se ajusta, em harmonia com a diversidade de todos os outros “Porquês”, ao núcleo do nosso Projeto Educativo.

     Para o jovem autor Simon Sinek, é no interior de “O Círculo Dourado“, a camada interna do cérebro que não tem acesso a uma linguagem articulada, que pulsa o nosso “Porquê”.

     No íntimo desse coração símbólico, sede de convicções profundas e de intuições vitais, as experiências mais marcantes da nossa vida foram configurando o esboço de um sentido último que preside, frequentemente oculto, às grandes tomadas de decisão que modelam a existência e a tornam significativa.

    As nossas razões finais devem tornar-se explícitas, a fim de iluminarem o nosso modo único de agir que, por sua vez, se aplica, com o selo de um estilo inconfundível, àquilo que fazemos.

    Assim, o “Porquê” – a fonte inesgotável de sentido, o “Como” – o que nos torna únicos no agir – e o “O Quê” – aquilo com que realmente contribuímos e onde tocamos o concreto da vida a desenvolver em comum – são as 3 dimensões hierarquica e intimamente ligadas que estruturam a Pessoa, a Comunidade, a Organização.

    Como relacionar o “Porquê” e o “Como” de cada um, bem como os de cada equipa colaborativa dentro da Comunidade, com o “Porquê” e o “Como” do nosso Projeto Educativo? 

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Fontes: Simon Sinek Start with Why; “Find your Why

Refletir sobre a Aprendizagem

   pequena árvore invertida com seu reflexo

   Photo by Faye Cornish on Unsplash

    Quais as vantagens de se refletir sobre algo que se aprendeu?

     Ao refletir, o aluno pretende compreender as ideias por si próprio,  re-elaborar o trajeto de um raciocínio e assim conquistar o significado da sua conclusão.

    A reflexão sobre conteúdos aprendidos permite ir mais além dos níveis superficiais de aprendizagem,  podendo visar o seu nível mais elaborado,  a aprendizagem transformante. 

    Esta reflexão consiste em elaborar respostas para questões precisas, tais como:

  • Posso relacionar esta aprendizagem com algum conhecimento prévio? Quanto mais antigo for esse conhecimento, mais fácil será consolidar a nova aprendizagem.
  • A aprendizagem pode ligar-se ainda, eventualmente, não apenas a um conhecimento prévio, mas a uma aspiração, algo visado como um objetivo a alcançar.
  • Posso relacionar esta aprendizagem com alguma experiência relevante? Esta experiência pode ser, ela própria, de natureza imaginária; pode permanecer limitada ao âmbito escolar; pode superá-los em direção ao campo mais largo de “experiência de vida”.
  • A  aprendizagem pode não estar ligada a uma experiência passada, mas à possibilidade de uma experiência futura, cujos contornos, a aprendizagem em  curso pretende, precisamente, configurar, para lhe criar as condições de possibilidade.
  • Posso aplicar esta aprendizagem em alguma prática que tenha sentido para mim?

    A Aprendizagem, assim refletida, torna-se significativa. Por isso fica também retida, na memória a longo prazo, durante mais tempo e é mais facilmente mobilizável.

Fontes: Sheila Cameron MBA HandBook

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A Prática de Recordar – 1

A prática de recordar, aqui com suporte escritoImagem: Oficina de Escrita

     A eficiência da “Prática de Recordar“, enquanto  estratégia de estudo, está  amplamente validada por estudos científicos levados a cabo pelas Ciências da Aprendizagem, de forma sistemática e exaustiva.

    Esta estratégia consiste na simples evocação, concentrada e regular, de assuntos previamente memorizados –  podendo assumir uma expressão oral ou escrita – na ausência de qualquer apoio externo de consulta, fazendo regressar os conteúdos de uma aprendizagem prévia, desde a memória a longo prazo de volta para a memória de trabalho.

    Este ato  de recordar voluntária e regularmente, modela a própria memória a longo prazo; esta é ativa e reage ao esforço  de devolver os conteúdos memorizados, reconfigurando-se sempre que a mobilizamos.

    Para mobilizá-la, exige-se concentração e silêncio. Constitui uma prática mais eficiente do que reler ou refazer apontamentos consultando suportes externos. É uma etapa essencial na construção de cada aprendizagem e não deve ser reduzida às suas virtualidades como meio de avaliação.

     Exige um agendamento rigoroso e uma fidelidade paciente na regularidade da sua ativação:diferentes especialistas em Ciências da Aprendizagem sugerem que a recordação ativa deva exercer-se, no mínimo, em 5 etapas: no próprio dia da primeira aquisição de uma nova aprendizagem; algumas horas depois; no dia seguinte; na semana seguinte; um mês depois; seis meses depois.

    Para ser possível aos alunos aplicar esta estratégia de forma consistente, deveriam ser sujeitos a menos “in put” de informação, a fim de libertarem força e espaço de trabalho para mais “out put”, apoderando-se, como sujeitos ativos, do seu próprio processo de aprender.

    Aos testes, questionários, questões abertas, etc,  poderia ser retirada a característica de avaliação sumativa, para passarem a desempenhar a função de ferramentas de autoavaliação formativa para os próprios alunos, uma vez que podem ser pontos de apoio concretos para exercer a “Prática de Recordar”.

    Neste caso, os itens de resposta longa têm prioridade sobre os itens de resposta curta, uma vez que a recordação se torna muito mais viva e consistente se o conteúdo a recordar tiver de ser reconstituído de raiz e não apenas reconhecido a partir de questões de escolha múltipla ou de verdadeiro e falso.

     A efetiva dificuldade de cada ato voluntário de recordar é proporcional ao sucesso e duração da aprendizagem: quanto mais difícil a evocação, mais consistentes e duradouros serão, não só o seu armazenamento organizado, como também a rapidez e a facilidade com que as futuras mobilizações tornarão a aprendizagem disponível ao exercício da inteligência, sempre que esta necessitar dos respetivos conteúdos.

     A progressiva disponibilização dos conteúdos de aprendizagem na memória de trabalho, sempre que forem precisos, permite à inteligência refletir, abre a via a níveis de trabalho mais profundos, como a Aprendizagem Transformante“.

       Para iniciar os alunos nesta estratégia de estudo recorreremos à experiência que outros colegas partilham online.

      Fontes: The Learning Scientists; The Effortful Educator; Xavier Bénitez Blog

Um Diário de Trabalho

Imagem – Aluno do CAD 7º ano

     Michele Martin é especialista em acompanhar pessoas que transitam entre “dois mundos”, afastando-se da margem de um trabalho bem conhecido, para partir em demanda de um outro, mais conforme ao seu sonho, às suas competências, aos  valores que as orientam.

     Depois, resta ainda adaptar-se e abrir-se aos novos desafios de um trabalho mais livre e, por isso mesmo, mais exigente.

      Em múltiplos artigos do seu “The Bamboo Project”, a autora vem confirmar, com testemunhos de seus clientes e amigos,  os benefícios vitais que resultam da adesão à prática de acompanhar as transições e novas descobertas, com um Diário de Trabalho

     Na nossa última Reunião de Professores, partilhamos as preocupações inerentes ao iminente processo de transformação e mudança.

    Elas podem ser outros tantos tópicos de um “Diário de Trabalho” que dê corpo à reflexão que a “Viagem da Inovação” suscita em todos nós:

      • Cativar  e envolver os Alunos no processo da Mudança.
      • Os diversos modos de contribuir para a Realização Pessoal dos Alunos.
      • A adequação de novas Estratégias à estruturação do ano em semestres.
      • A disposição dos espaços físicos em consonância com novas formas de trabalho comum.
      • A cooperação com os Pais.
      • Formas de proporcionar a melhoria das Aprendizagens.
      • Necessidade de estarmos atualizados em relação às inovações que já deram provas da sua eficiência noutras Escolas.

     Elaborar e manter, com perseverança, um “Diário de Trabalho” pode revelar-se um apoio estimulante, para esclarecer hesitações, afinar decisões e registar surpresas, numa etapa de alterações em profundidade, como aquela em que já principiamos a navegar na nossa Escola.

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Estrelas do Mar entre as Rochas

Havia estrelas do mar entre as rochasImagem: Gentileza de HZ5D

     Vi duas estrelas do mar. Algumas espécies têm veneno. Vi as duas estrelas do mar na praia que fica ao fundo da rotunda, quando se vai sempre em frente.

     Quase não havia água: só havia poças entre rochas, muitas rochas, cobertas de limo. Fui saltando de pedra em pedra com a minha Mãe.

     Pequei numa estrela e achei que a minha mão estava muito fria. Depois, meti-a de novo na poça.

     Saltei de pedra em pedra com os chinelos e ia escorregando sem querer. Então, deixei-os perto da areia e fui descalço.

    Havia rochas instáveis, cheias de musgo, que escorregavam, mas outras eram mais planas. Achei que não devia haver tantas pedras, que o Mar devia estar mais para trás do que o normal.

    Fiz umas fotos no Instagram da minha Mãe: uma estrela do mar, um sítio esburacado cheio de poças, com bordas redondas, como a dos recifes de corais.

Conversas na Oficina – HZ5D

Enquanto Nado, Penso no Futuro

   quando nado penso no futuro

   Imagem de David Mark por Pixabay 

     Em EV participei num Projeto de um Animal: Era um gato – como a gata Ticha,  preta. Tem de se pôr a cabeça do animal ligada com o nosso corpo. Eu pus-me numa pose de Judo, embora eu não goste muito de Judo.

     Gosto muito de Natação, porque nos tornamos mais rápidos e porque gosto de mudar de elemento. 

       Estava a fazer uma prova de costas, cheguei em primeiro lugar, mas não sei se toquei numa corda;  alguns começaram a fazer “Buuu” e o Professor disse que ia reiniciar a contagem do tempo.

       Enquanto nado, penso no Futuro.

     Espero que no Futuro haja uns carros e umas motas menos poluentes, ou que andem sozinhos, sem o condutor.

    Espero que não haja guerras. A Paz é um processo difícil: obriga a que as pessoas não morram, a que os animais não se extingam. 

     A minha Bisavó e o meu Bisavô morreram, mas a Páscoa, que é quando Jesus morreu – significa que eles estão lá no Céu. Creio que nos acompanham e inspiram.

     Eu acho maravilhoso as plantas, as nuvens e o Sol…

Conversas na Oficina – DR5C

Aventuras de Onze Amigos – I

    a floresta húmida e sombria

    Image parSasin Tipchai de Pixabay 

     Num belo dia de sol, os onze amigos – Tiago, Martins, Martins 2, Sebastião, Filipe, Duarte, Tomás, Francisco, Laura, Teresa, Miguel – iam para o aeroporto apanhar o avião para dar a volta ao mundo.

     Esta viagem custou ao todo 900.00 euros. Quando os 11 amigos estavam já no avião, o piloto quis ir à casa de banho, mas esqueceu-se de pôr o piloto automático.

    O Tiago teve um pressentimento estranho e foi ver o que se passava com o copiloto. Mas não estava ninguém na cabine. Então gritou:

    – Piloto estúpido!

     Enquanto o avião estava a cair, o Tiago e o Martim continuavam a gritar. Passados uns momentos, o piloto decidiu aterrar na água e todos ficaram traumatizados.

    Quando o Martim e o Tiago souberam desta notícia, como eles estavam histéricos, gritaram:

     – Ooooohhh!

       E desataram a saltar e a sair do avião.

     Na selva onde caíram, havia seres maravilhosos, como por exemplo:

       Um riacho com peixes raros, umas cascatas limpinhas, animais incríveis e outras estranhas criaturas…

     Na selva passeavam animais fabulosos, como, por exemplo, um leão, uma chita, muitos antílopes.

     Os onze amigos ficaram superfelizes por estarem todos juntos na selva.

(Fim da I Parte)

TF5B

A Fada da Agricultura

colheita de maçãsImagem de lumix2004 por Pixabay 

     Um rapaz chamado Tomás, todo alegre, chegou a casa e foi para a cama. Imaginou uma fada: muito pequenina, com asas giras e velozes, com uma saia vermelha. Ela cantava e o Tomás ouviu-a pela primeira vez: 

     – Olá, Rapazinho! Chamo-me Susana e sou a Fada da Agricultura.

     Tomás deu um salto na cama. Nem queria acreditar!

      – Olá, Fada! Por que é que não te consigo ver? Porquê?

    – Porque sou discreta. De todos os seres vivos, só me veem aqueles em quem posso confiar. É que só falo com os Agricultores. É por isso que falo muito com a Família Siopa.

      O Tomás perguntou-lhe:

     – Qual é a tua Missão na Agricultura?

     A Fada respondeu:

    – É tratar do gado, lavrar as terras, trazer a farinha e espalhar as sementes. Tomás, espantado, disse que, com a Susana, ia continuar a “Tradição Siopa”, pois essa era a sua Missão.

   E acabou a praga preta e branca, a poluição desapareceu e o agricultor enriqueceu. 

TS5D

Memórias e Projetos

horta na escola

     Imagem de congerdesign por Pixabay 

       Os meus projetos de Férias são ir dormir em casa de um Amigo;  estar uma semana com o meu Pai num hotel de 5 estrelas no Algarve. E ficar em casa dos meus avós a ajudar na Agricultura.  

     Os melhores momentos do 5º ano foram quando fiz novos amigos; só tive duas negativas e tirei só 4 e 3. Gostei muito do passeio ao Zoo e de ter esta explicação ás quartas. 

       Gostava de protestar para que haja brinquedos em bom estado nas rifas da Festa da Comunidade. E às vezes perdemos bocados da aula por causa de alguns alunos. 

      Um contributo para inovar a Escola seria fazermos uma quinta pequenina. Aí podíamos ter atividades agrícolas de manhã e, à tarde, havia aulas.  Plantávamos uma horta, com tomateiros, batatas e batatas doces, limoeiros, laranjeiras, vinha, feijão branco e preto, salsa, coentros e marmeleiros.

      Como votos de férias, desejo aos Amigos que viajem sem trabalhos de férias;  aos Habitantes do planeta que não trabalhem durante o verão; às Famílias, que descansem em paz sem os filhos a arreliar.

TS5D

Sugerir Inovações

lápis de corImagem de JL G por Pixabay 

       Gostava que pudéssemos mudar de lugar no refeitório: os alunos que precisam da estufa poderem comer com os amigos. 

     Também poderia haver uma esplanada no telhado do refeitório.

     No recreio, devem separar-se as crianças dos mais crescidos, pois alguns deles têm má influência.

     O sistema dos esgotos pode ser melhorado; gostaria que houvesse ar condicionado onde fosse preciso.

      As professoras de substituição também poderiam ser substituídas, para não se cansarem.

     Nas férias, poderíamos ter atividades, como fazer pintura, barro, práticas em que aprendêssemos a fazer objetos, como por exemplo, pulseiras, porta-chaves.

HZ5D

Os Desafios da Dança

jovem dança na praiaImagem de inno kurnia por Pixabay

      Era uma vez uma jovem chamada Matilde; era uma rapariga alta e corajosa, de olhos verdes. Gostava muito de dançar e passava todo o seu tempo livre a dançar no seu quarto. 

     Preferia dançar Hiphop, Kizomba e Samba, mas o que a fazia mais feliz era mesmo o Hiphop.

     Em breve ia participar num concurso onde teria de dançar para muita gente. Pensava sempre que alguma coisa poderia correr mal, sentia-se muito nervosa.

    O local do concurso era uma sala de espetáculo enorme, com muita gente a assistir. O ambiente era louco e o público estava aos gritos, a aplaudir.

     Matilde começou a dançar e tudo corria bem, até que se enganou num passo e achou que toda a gente ficou a olhar para ela. Sentiu-se triste por se ter enganado, mas concentrou-se e continuou a dançar, mesmo com toda a gente a olhar. 

     Nesse instante ela compreendeu que podia aceitar o seu passo em falso e atirar-se com confiança aos desafios da dança.

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