CAD em Isolamento – A Avalanche – III

avalanche iiWikimedia Commons Author: Loutherbourg    

   – Olá , eu sou a Zlina Lumni Plack Bilavia. Mas podes chamar-me Zlina e fiz doze anos há duas semanas.

   – Olá, Zlina. Eu sou a Érika Jasmina Tordil Laurin Blotsk. Mas podes chamar-me Érika. Eu também tenho doze!

  As duas entraram e Zlina mostrou-lhe a casa. Por mais que parecesse pequena vista do lado de fora, na realidade, a casa era enorme.

   O interior das paredes de gelo espesso criava um ambiente muito acolhedor para os Nebs. Entrava-se pela cozinha de paredes cor de gelo, um branco levemente azulado, onde mesmo os eletrodomésticos eram feitos de neve endurecida.

    Uma sala ampla,  iluminada por uma lamparina grande, de vidro transparente, suspensa no centro do teto, e outras pequeninas, sobre os móveis, onde ardiam chamas vivas, de um laranja avermelhado.

     Havia sempre uma lamparina de reserva em cada quarto, pronta para ser acesa e levada de um lado para o outro quando fosse preciso.

    Uma mesa de jantar com 6 cadeiras, dois sofás, entre os quais uma pequena mesa, utilizada para jogos de família, tudo no mesmo branco azulado. Não havia jogos eletrónicos, tv ou computadores. Os Nebs utilizavam o seu tempo disponível a conviver uns com os outros. Só havia um telefone antigo para emergências, onde vivia o Chefe e outro no hospital.  

     A Sala ficava ao centro da casa e dava acesso aos 4 quartos, cada um com a sua casa de banho; um dos quartos correspondia ao dos pais da Zlina, outro do irmão de cinco anos, outro era o dela e ainda um onde a Érika iria ficar.

   Em todas as casas de gelo, cada quarto incluía uma saída de emergência, que ia desembocar no mesmo local resguardado e fortalecido, para, em caso de invasão, se poderem refugiar.

    O mobiliário dos quartos era simples: uma cama, uma secretária com uma cadeira e um armário, do mesmo branco levemente azulado.

  Entretanto, os pais de Zlina chegaram do Parque de Gelo com o seu irmãozinho.

(Continua)

IM8B

CAD em Isolamento – Aventuras de SPongeBob

esponnjaPixhere.com

     Debaixo do Mar havia uma cidade, onde viviam uma Esponja, um Caranguejo e uma Estrela. Passam da cidade subterrânea para o mar através de 3 caminhos submersos: uma estrada a direito, outra ia dar um penhasco e um atalho com imensos perigos.

   A esponja tinha uma rocha como casa, o caranguejo tinha uma âncora e a estrela tinha a areia.

   Um dia, a esponja foi às compras e viu um caracol do mar. Decidiu ficar com ele.

   No dia seguinte, ela deu um nome ao caracol: Abelhudo.

   O Caranguejo tinha aberto um restaurante de Pizza. Decidiu contratar a Esponja e a Estrela.

 Quando a Esponja chegou a casa, o Abelhudo não estava lá. Esperou toda a noite por ele.

    Já era de dia e ela decidiu fazer uma aventura, indo á procura do Abelhudo. Ela convidou a Estrela e o Caranguejo para irem com ela.

     Eles tinham um carro, a Estrela ia a conduzir e foi por um atalho submarino, em vez de ir pela estrada direita. O atalho tinha imensos perigos: havia catos e bolhas de pressão.

   A Estrela disse à Esponja e ao Caranguejo que ainda não tinha tirado a carta de condução e era muito má a conduzir. Então eles ficaram a gritar.

   Conseguiram chegar à praia e viram um feijão gigante a dançar Break Dance. A esponja perguntou ao feijão:

    – Feijão, viu o meu Caracol, o abelhudo?

    Decidiram voltar para trás, porque a Esponja pensa que perdeu o seu Caracol para sempre.

     Agora foi o Caranguejo a conduzir e foi pela estrada direita. Cada um regressou às suas casas. O Caranguejo, ao entrar na sua casa, descobriu o Abelhudo a comer as suas batatas fritas.

   Telefonou logo á Esponja a dizer qu o Abelhudo estava em casa dele.

   O Abelhudo explicou à Esponja:

    – Eu vim aqui para casa do Sr. Caranguejo porque você não tinha batatas fritas.

Recriação Oral de Desenhos Animados – DS7B

CAD Em Isolamento – A Avalanche -II

 avalanche iiWikimedia Commons Author: Loutherbourg    

     – Eu chamo-me Érika Jasmina Tordil Laurin Blotsk. Mas pode chamar-me apenas Érika.

     – Então, Érika, o que te traz junto de nós, os Nebs?

    – Eu estava a subir a montanha para esquiar, e subitamente, vi uma avalanche vir em minha direção. Felizmente, eu abriguei-me atrás de uma grande rocha e fiquei lá por longas e duradouras nove horas. 

     – Nove Horas?! – exclamou Gobir muito espantado.

     – Sim, sim, nove horas. Eu mal me conseguia mexer; sentia o frio nos meus ossos, ou melhor nem sentia os ossos. Até que apareceu um Grupo de seres que me trouxeram até aqui.

     – E como te sentes agora? 

     – Estou melhor.

     – Que bom ouvir isso! Sabes como voltar para casa? 

    – Eu nem sei como vim aqui parar!

    – Não te preocupes. Irás ficar aqui até conseguirmos mandar-te de volta. Um dos meus guardas irá levar-te até a casa onde vais dormir. 

      Gobir murmura ao ouvido do guarda: 

      – Fica de olho nela e garanto-te que ela não pertence aos Vebs.

      Os Vebs são inimigos mortais dos Nebs e estão em guerra com eles. 

     O Guarda acompanhou Érika até uma casa que mais parecia as casas dos esquimós, mas só se conseguia ver a entrada, em forma de tubo branco de um diâmetro adaptado á altura dos Nebs mas que a iria obrigar a curvar-se para entrar.

     Érika perguntou ao guarda: 

     – É aqui que vou dormir? 

     – Sim – Respondeu o guarda, sério e sem expressar emoção.

     Quando Érika estava a falar com o guarda, um porta redonda  abriu-se na casa de gelo e saiu de lá uma Nebs muito surpreendida. Ela tinha cabelos brancos, olhos azuis, pele clara e parecia ter doze ano. 

     – Olá Senhor Guarda, a que devo esta visita?  – perguntou a jovem Nebs. 

      – Recebemos uma hóspede e o Chefe pediu se lhe podia dar alojamento.

       – Sim. mas é claro. A minha mãe tem um quarto amoroso e com certeza que não se irá importar. – respondeu a Nebs com um sorriso no rosto. 

        O Guarda deixou Érika e, sem se despedir, foi-se embora. 

IM8B

A Viola Que Tornava Invisível

     viola

   Pxfuel.Com

    Era uma vez uma menina chamada Beatriz que gostava muito de jogar. O que ela mais jogava era Minecraft, na sua X-Box. Andava sempre a construir casas.

     Houve um dia em que a Mãe da Beatriz foi a uma loja e comprou uma viola. Quando chegou a casa, chamou a Beatriz que foi logo ter com a Mãe e perguntou:

       – A Mãe vai começar a tocar guitarra?

       – Isto não uma guitarra, é uma viola e é para ti.

       A Beatriz levou a guitarra para o quarto e começou a pensar:  – “Por que é que eu tenho uma guitarra se nem sequer sei tocar?”

     A Mãe disse à Beatriz:

     – Beatriz, não é uma Guitarra, é uma Viola. E eu sei como resolver o teu problema.

      – Tu podes instalar Yousician  e Guitar Tuna. São ótimas para ti. Não te esqueças que é uma viola.

      – Ok, Mãe.

   A Beatriz instalou as suas Apps e começou a experimentar. Viu que a Guitar Tuna é para afinar a viola e a outra é para aprender a tocar músicas.

   No fim do dia, a Mãe pediu à Beatriz que tocasse uma música que tivesse aprendido.

    A Beatriz tocou e ainda não tocava bem, mas estava bom para principiantes.

    – Beatriz, vou-te por no Verão, num Campo chamado MusiCasa; e vais para a Viola.

     No verão, a Beatriz foi 20 semanas para o “Musicasa” e, quando acabaram as 20 semanas, a Mãe pediu para a Beatriz tocar. A Betriz tocou; já tocava bem e tornou-se invisível.

    A Beatriz e a Mãe descobriram que quem tocava bem na Guitarra tornava-se invisível.

BB5C

CAD em Isolamento – A Avalanche

avalanche

   Wikimedia Commons Autor: Loutherbourg

      Naquela manhã, Érika  estava impaciente para sair. Ela queria muito ir para a Montanha, para poder esquiar.

    Érika saiu de casa bem cedo, para ser a primeira a chegar.

    A Montanha era enorme, a neve tinha uma brancura intensa e luminosa, cada vez que se dava um passo em direção ao cume, sentia-se o vento fresco que cheirava a liberdade.

     Vindo do nada, o chão começou a tremer, Érika olhou para a montanha e viu uma avalanche a avançar na sua direção.

      Aterrorizada, só teve tempo de se pôr atrás de uma grande rocha perto dela.

     Érika ficou lá presa por nove horas; já estava a perder a esperança. Sentia o seu coração a bater, não conseguia controlar os seus dentes, não sentia os dedos dos pés.

   Inesperadamente, Érika ouviu um barulho que se assemelhava a alguém a escavar  a neve. Nesse momento, a Esperança voltou, gritou com todas as forças que ela tinha: “- Eu estou aqui, Ajudem-me”.

  Pouco tempo depois, apercebeu-se de que não estavam a escavar do lado de fora, mas dsim do interior da terra. Érika pensou que estava a delirar, mas não. De repente, o ruído terminou.

    Apareceram uns seres pequeninos, um pouco menores que Érika, que se moviam graciosamente, vestiam uma roupa leve de cores claras, e pareciam estar à vontade naquele clima gélido.

      Olhavam  com uma expressão curiosa e espantada, e falavam uma língua que ela nunca tinha ouvido. Apenas o chefe e outros cidadãos,  que não estavam ali, sabiam falar Inglês. 

         O Grupo que a tinha encontrado levou-a até à sua aldeia, por baixo  do chão, no interior da Montanha. 

      Érika estava na casa do Chefe, onde recebeu comida quente, roupas novas, pois estava encharcada, e mantas, porque estava cheia de frio. Quando já se começava a sentir melhor, o Chefe veio falar com Érika. 

     – Chamo-me Gobir Zulin Plet Vink Snowy, o IV. Mas pode chamar- me Gobir. 

                                        ( Fim da Parte I)

IM8B

CAD em Isolamento – Uma Sereia Invulgar II

     areia

Image par David Mark de Pixabay 

     A Sereia nadou pelas profundezas do mar, à procura do seu amor verdadeiro.

     Quando estava a nadar, encontrou um rapaz de cabelo louro, e, num impulso, beijou-o.

    Mas o feitiço não se concretizou.

     Ela, muito irritada, percebeu que ele não era o rapaz que ela tanto procurava.  De longe ouviu-se uma voz . A Sereia viu que era um Tritão que tinha ficado preso  a uma rocha e tentou ajudá-lo.

    Mas reparou que ele tinha um tridente na mão, e percebeu que era uma armadilha: que ele não estava nada aflito, era só para a apanhar, como ela era uma Sereia invulgar.

     Ela tentou escapar, mas não conseguiu. Gritava, gritava, mas ninguém a ouvia. Ele envolvia-a em cordas de navios afundados. De repente, apareceu outro Tritão que, escutando os gritos desesperados dela, tentava ajudá-la, mas não conseguia.

      Sofia reparou que os seus olhos eram como um mar claro, os seus braços fortes e morenos desfaziam os nós e, no último momento, quase já sem esperança, sente que ele consegue resgatá-la.

       Depois destes momentos trágicos, ele nadou vigorosamente, mantendo o braço à volta dela e conquistaram a margem sul. Pousou-a suavemente na areia fina e ela voltou a ser a jovem que era antes.

        O feitiço foi quebrado porque ela tinha beijado o amor da sua vida. 

MC9C

CAD em Isolamento – O Bebé Que Adivinhava Pensamentos

     menino que lia os pensamentos

Imagem de Reinhardi por Pixabay 

     Era uma vez um Bebé que tinha um ano; a Família dele era um pouco grande: havia 4 crianças a contar com o Bebé, e dois adultos, o Pai e a Mãe.

    O mais velho chamava-se Tomás e havia dois irmãos gémeos que eram o Henrique e o Afonso e o Bebé que se chamava Bernardo.

    Tomás tinha 16 anos e era um irmão muito responsável, que gostava de desporto. Os irmãos gémeos tinham onze anos e o Bernardo tinha um ano.

    Numa tarde chuvosa, o Afonso e o Henrique começaram a jogar a ver quem conseguia adivinhar o pensamento um do outro.

   Quando o Bernardo entrou no quarto, conseguiu adivinhar o pensamento do Afonso.

     O Afonso e o Henrique ficaram a olhar para o Bernardo com um ar de espanto e chamaram o Tomás porque os Pais tinham ido viajar.

      Quando o Tomás entrou, perguntou:

      – O que é que se passa?

      O Afonso disse:

     – O Bernardo conseguiu falar e adivinhar que eu estava a pensar em irmos andar de bicicleta!

       O Tomás sugeriu:

     – Já agora, vamos andar, para ver se o Bernardo consegue.

     – Mas o Bernardo não tem bicicleta! – Disse o Henrique.

    – Eu empresto a minha. – Disse o Afonso.

    Quando foram andar na rua, baixaram o banco, o Bernardo pôs-se na bicicleta e conseguia andar perfeitamente.

   – Vou telefonar à mãe para perguntar como é que é possível um Bebé de um ano  conseguir já falar e andar de bicicleta sem rodinhas! – Exclamou o Tomás.

      Quando o Tomás telefonou à Mãe, e perguntou, a Mãe explicou que ele tinha sido encontrado na rua, perdido.

    – Mas também não sei como é que o Bernardo consegue fazer isso tudo. Não te preocupes, amanhã nós voltamos para os anos do Bernardo. E vamos dar-lhe uma bicicleta.

CAD em Isolamento – BB5C

CAD em Isolamento – Consequências de Desprezar os Doces

moster cookiesFlickr.com Julie Elliot

    Em 2006, havia uma Lenda Urbana que dizia: “Se desprezares os doces pela sua qualidade, eles juntam-se e fazem-te pagar”.

     Uma menina, chamada Marta, era muito arrogante e   não sentia pena de ninguém.

     Um dia, disse:

      –  Eu sou muito melhor do que esses tais doces! E muito mais forte! Ando no Judo e já estou na faixa preta!

     Então começou a desprezar doces e a levar para casa só aqueles de melhor qualidade.

     À noite, os doces que não tinham sido escolhidos planearam vingar-se e matar a Menina. Mas um dos doces disse:

     – Não vamos fazer isso, pois podemos pôr em risco outras pessoas.

     Aquela Menina só se importa com a aparência!

     Então, com ar maldoso, acrescentou:

     – Vamos torná-la num ogre, com magia.

     Na noite seguinte, os doces foram ao quarto dela e disseram:

magia dos doces

     Nas semanas seguintes, ninguém a viu. E as gomas foram outra vez à sua casa e exclamaram:

      – É isto que acontece quando te metes com os doces! Ah ah ah!

       A Menina gritou:

       – Aaaaaaaah!

CAD em Isolamento – MF5B

CAD em Isolamento – A Papelaria de Sonho

livro mágicoImage par Yuri_B de Pixabay 

      Num dia perfeito, uma menina estava a caminhar na rua, tinha cabelos ruivos, olhos verdes, uma boca cor de pêssego e sardas. Chamava-se “A Menina dos Sonhos”.

     Estava muito triste, pois já tinha ido a tantas papelarias, mas era tudo igual; tinha sempre o mesmo material: as mesmas canetas, os mesmos marcadores, etc.

       Foi aí que lhe apareceu um sapo mágico muito gordo chamado Michael, vira-se para ela e diz:

     – Minha Querida Menina, porque choras tanto?

     – Choro, porque nunca encontro nada de novo nas papelarias.

      O sapo, com um olhar de gozo,  disse-lhe:

       – Sabes, eu sou mágico. Posso dar-te a papelaria que sempre quiseste.

       A Menina, com um ar muito feliz, disse-lhe:

       – Sim, por favor! Estou farta de ver as mesmas coisas.

       Com as palavras mágicas, “aparece-papelaria-aparece-aqui-e-faz-esta-menina-muito-feliz”, ali estava a sua Papelaria de sonho.

       Sem pensar duas vezes, entrou. Mas, ao entrar, lembrou-se que não tinha dinheiro. Virou-se para o Sapo e disse:

     – Mas, sapo, eu não tenho dinheiro. Sou uma criança, lembras-te?

     O sapo riu-se e disse:

     – Minha Querida, é a tua Papelaria de sonho, é tudo de graça!

      A Menina saiu disparada e começou a comprar tudo o que podia. Do nada ouviu uma voz que a chamava assim:

     – “Menina dos Sonhos, Menina dos Sonhos!”

     E acordou. Apercebeu-se que tinha sido um sonho. Levantou-se da cama e foi tomar banho. Enquanto tomava banho estava o sapo ao lado da sua cama.

      Com o final da história, ele acabou por soluçar.

CAD em Isolamento  – Criação Oral de Texto – MF5B

CAD em Isolamento – Uma Sereia Invulgar I

sereiaPixabay by Messy

     Uma jovem de 19 anos, os seus cabelos louros como a lua, com um vestido branco que ondulava ao vento, estava a apanhar conchas, na praia, junto ao mar.

    Entre as rochas, encontrou um colar de pérolas, pequeno, perfeito, a brilhar. Encantada, pegou nele, não hesitou em experimentá-lo.

    Mal o colocou ao pescoço sentiu que algo diferente estava a acontecer: sentiu o corpo flexível, as pernas presas mas ondulantes, uma enorme atração pelo mar.

    Assustou-se, havia muita gente a olhar para ela. Correu para o mar, depois apareceu uma uma rapariga viu-a a transformar-se foi a correr ter com ela e disse:

   – Eu vi tudo! E tirei fotos!

    Ela respondeu:

   – Por favor não digas a ninguém!

     Tentava tirar o colar, mas já não conseguia, parecia que fazia parte dela, como se fosse um feitiço.

     A jovem tinha medo de sair da água então foi nadar para as profundezas e quando estava a nadar encontrou um peixe falante que dava orinentações:

     – Estamos aqui, há aqui uma espécie de casa onde está toda a gente – porque havia mais animais falantes.

    A jovem foi com eles, mas estava muito assustada, porque não sabia para onde é que ia.

    Começaram todos a falar; ela contou que, ao apanhar as conchas, tinha encontrado o colar e se tinha transformado. Logo todos os outros disseram que queriam ver o colar para perceber o que se tinha passado.

      Ela mostrou o colar e todos disseram que ela o tirasse rápido, que era uma maldição que, se ela o pusesse, algo de mau ia acontecer.

   E aconteceu: ela transformou-se numa sereia.

    O colar não saía. Ela perguntou:

   –  Como é que esta maldição pode acabar?

      E todos responderam: 

    – O colar só sai se tu beijares o amor da tua vida.

    Era preciso que fosse um rapaz  também do mar, um tritão.

    Então, ela, desesperada…

CAD em Isolamento – Criação Oral de Texto MC9C

A Menina Vestida de Branco – II

menina de branco

Imagem livre Pxfuel.com

     Quando subiu para um sótão, começou a ter uma lembrança estranha. Começou a dizer para si mesma:

     – Falta aqui alguma coisa?

    Estava sempre a olhar para todos os lados do sótão e não encontrava nada. A caixa onde vinha a sua melhor Amiga de infância tinha desaparecido!

     Carolina, começou a recordar o passado: quando tinha ido apresentar a sua melhor amiga aos pais, dissera:

   – Mãe, Pai, olhem! Tenho uma melhor Amiga!

    Enquanto os pais ficaram a olhar, como que  a dizer: “- Onde está ela?”

    Carolina tinha explicado:

    – Está mesmo aqui ao meu lado! Vocês não a veem?

    Enquanto os pais olhavam em suspense…

    Carolina continuou a recordar que, passado o segundo dia, quando os Pais se despediram dela para irem trabalhar, Carolina, tinha-se despedido e ficado um pouco triste. Mas depois pensou assim: “  – Já sei quem me pode animar!”

 Então foi a correr para o sótão, chegou logo e abraçou a amiga.

    Nesse segundo dia, Carolina tinha perguntado com expectativa:

   – Estranho! Nós somos amigas, como é que eu ainda não sei o teu nome?

    –  Bem, o meu nome é Lucy.

   Então Carolina disse:

   – O teu nome é Lucy? Que prazer conhecer-te, Lucy!

     –  E já agora, quantos anos tens?

     – Tenho oito anos!

     Carolina disse assim:

    – Eu tenho seis anos. Então isso quer dizer que eu posso chamar-te de irmã mais velha!! Sempre quis ter uma irmã mais velha, ou uma irmã mais nova, ou a irmã do meio!

     As duas, sempre a conversar, até desenhavam nas paredes, pulavam no velho colchão que havia lá no sótão…

    Então, Carolina veio a correr até à cozinha, onde estavam o Pai e a mãe, e gritou, nervosa:

     – Pai, Mãe, onde está a caixa escura que eu tinha lá no sótão?

    A Mãe esclareceu:

    – Está na venda de garagem. Porquê?

     – O QUÊ???

     Largou a correr, desesperada, com medo que alguém tivesse levado a caixa e, ao chegar à garagem, a caixa já não estava lá!!!!

   Então Carolina, lamentou-se, com lágrimas nos olhos:

    – Por que é que eu desisti dela????

    Os Pais acorreram, preocupados com o que se passava com ela. Já em casa, Carolina estava a chorar e os Pais perguntaram:

    – O que é que aquela caixa tinha assim de tão importante?

    Carolina respondeu:

    – Vai ser um bocado confuso para vocês. Eu conheci uma menina chamada Lucy, que ainda tem oito anos. Ela tem sempre oito anos.

    Os Pais interromperam:

    – Uma menina chamada Lucy? Tu antes tinhas uma irmã mais velha… de cabelo escuro, encaracolado… usava um vestido branco com um chapéu branco e um laço amarelo…

CAD em isolamento

 Conversas na Oficina – Criação oral de Contos – CR7A

Tobias, o Gato Voador

     o gato voador

     Imagem: Needpix.com

     Era uma vez um Gato chamado Tobias. O Gato Tobias era laranja, de riscas pretas.

     A sua maneira de ser era muito brincalhona. Gostava de estar sempre a saltar para cima das pessoas.

     O Tobias vivia numa mansão com piscina e muitas árvores. A mansão tinha sete andares; cada andar tinha 100 metros quadrados.

     Todos os dias, quando o Tobias acordava, ia parar à piscina, porque o seu dono brincava com ele: atirava o Tobias para a piscina de uma janela do primeiro andar.

     Mas o Tobias não se importava, por acaso até gostava, porque a água da piscina era morna.

     Também o Tobias era o contrário dos outros gatos, porque ele gostava de ir à piscina.

     A única coisa de que o Tobias não gostava era de ir à parte mais funda, que tinha 10 metros de profundidade.

     Só gostava de ir à parte da piscina de 20 cm de profundidade. E, por sorte, o dono atirava o Tobias para a parte de 20 cm.

    O Tobias tinha uma capacidade que mais nenhum gato do mundo possuía: era falar. Por isso, o Tobias tinha aulas em casa e era um excelente aluno. Os professores até ficavam a pensar que ele não precisava das aulas.

    Houve um dia em que descobriram que o Tobias, desde que tinha nascido, a sua Mãe já lhe tinha ensinado tudo, até “coisas” que ninguém sabia!

   O Tobias era muito esperto, conseguia fazer com que os outros fizessem aquilo que ele pedisse. Como ele era esperto, a sua Mãe  tinha-lhe ensinado a voar; assim, Tobias apanhava toda a gente antes de o verem a voar.

    O Tobias, graças a conseguir voar chegava sempre a horas a todos os sítios.

CAD em Isolamento  – BB5C

A Menina de Vestido Branco – I

   menina de branco   Imagem livre Pxfuel.com

    Havia uma menina que estava sempre sozinha em casa. Ela queria uma amiga para brincar, então um dia conheceu uma menina.

     Foi ao sótão e encontrou uma caixa de música escura. Quando a Carolina pôs a música a tocar, apareceu uma menina vestida de branco e com um chapéu branco, que tinha um laço amarelo.

     Era uma menina com o cabelo curto, encaracolado, preto; olhos grandes, cintilantes, tinha sempre um sorriso muito brilhante no rosto.

    Esta menina vinha do Passado; era uma criança a quem também tinha acontecido a mesma situação.

    Enquanto a Carolina estava a ouvir música, a menina de branco lhe disse:

    – Olá, quem és tu?

    E a Carolina gritou de espanto:

     – Meu Deus! Como vieste parar aqui?

    Depois Carolina acrescentou:

    – Tu és um fantasma?

    E a Menina disse-lhe:

     – Bem, mais ou menos… Queres ser minha amiga?

     Carolina, com um ar confuso, respondeu:

    – Está bem, sou tua amiga, mas tens de parar de me assustar!

     A partir daí, Carolina começou a habituar-se mais à Menina de Branco e ia sempre visitá-la ao sótão enquanto os Pais saíam de casa.

    Quando a Carolina já tinha 15 anos, estava mais ligada às cenas da internet, e truques de adolescentes, e a telemóveis, a Menina de Branco começou a sentir-se mais isolada no seu sótão.

    Até que um dia, o Pai de Carolina lhe pediu para ir ao Sótão. Carolina disse com um tom arrastado:

    – Ok, pai, eu voooouuu…

(Fim da I Parte) 

CAD em Isolamento – Criação Oral de Contos – CR7A

Em Busca de um Amigo

pássaro azul voandoImage by David Mark from Pixabay 

      Havia um pássaro na Floresta que era diferente de todos outros.

     O pássaro era todo azul, mas de um tom azul-esverdeado; tinha o bico amarelo e direito, as asas do pássaro tinham estrias douradas, as patas eram boas para se agarrar nos ramos, media dois palmos de ponta a ponta das asas.

        O Pássaro gostava muito de passear pela Floresta fazendo círculos por cima das copas das árvores. Ele ia sempre à procura de sementinhas perto das raízes das árvores, ia beber a um lago no centro da Floresta e abrigava-se num buraco de um tronco de um castanheiro jovem, mas também voava durante a noite.

     O Pássaro sentia-se sozinho, sonhava em ter um amigo. Gostava de poder brincar à apanhada no ar, poder conversar no ninho dentro do tronco, a olhar para as estrelas.

      Durante uma tarde de chuva, estava ele a fazer um dos seus passeios, quando viu um pássaro da mesma espécie,, mas com a pata presa num ramo, a esvoaçar e a chilrear muito alto, mas ninguém ouvia por causa da chuva.

      Fez um voo rápido até ao ramo e, com o seu bico amarelo, conseguiu quebrar os ramos fininhos.  Então salvou o outro pássaro que tinha as penas do mesmo tom de azul.

       Ele ficou muito agradecido por ter sido salvo. e perguntou:   

      – Como é que eu posso retribuir?

     O nosso pássaro respondeu: 

     – Podíamos ser amigos e partilhar a vida, o voo, o ninho…TUDO! 

       Então os dois pássaros, cheios de Alegria,  começaram a fazer as atividades a dois e passaram a ser os MELHORES AMIGOS.

CAD em Isolamento – Criação Oral de Texto –  CA8A

A Revolta das Guitarras

guitarrasImagem: Piqsels.com

     Era uma vez uma Escola de Música onde só havia 27 Alunos. Quando os alunos iam tocar, tocavam sempre desafinados.

    Houve um dia  em que as guitarras tentaram afinar-se umas às outras, porque pensavam que tocavam mal, pois nunca mais tinham sido afinadas.

    Mas quando os alunos voltaram a tocar, ainda tocavam mal. E cada vez mais desafinados.

    Então, chegou um certo dia em que as Guitarras se fartaram. Foi aí que aconteceu a revolta. A revolta começou com elas a desafinarem-se e as cordas a rebentarem.

   A seguir, nas pautas dos cadernos dos Alunos, começaram a trocar-se as notas: os “Mis” trocavam-se por Dós” agudos, os Rés por “Fás”, os Fás por “Soles”, os Fás sustenidos por Rés sustenidos!

    Quando os Alunos chegaram, não notaram nada; quando foram tocar nos Xilofones, as Guitarras esconderam-se. O professor começou a ralhar com os Alunos por estarem a tocar tudo mal.

   No fim das aulas, os Xilofones foram ter com as Guitarras e perguntaram:

       – Por que é que foram trocar as notas? 

     – Porque já estávamos fartas de os ouvir a tocar mal. Por isso agora chegou a hora da nossa Revolta! – Exclamaram as Guitarras.

  As Guitarras deixaram as notas como elas tinham posto e esconderam gravadores pela sala; assim, quando os Alunos fossem tocar, os gravadores iam gravar.

   Quando os alunos chegaram à sala, começaram a tocar e os gravadores puseram-se a gravar.

   No fim da Aula, as Guitarras puseram, como alarme e toque nos telemóveis dos Alunos, a gravação deles a tocarem. E foi assim que os Alunos resolveram tocar melhor.

Com o CAD –  em Isolamento – BB5C

A Coelha Mágica

coelhinhoImagem de Simona Robová por Pixabay

     Era uma vez uma Coelha mágica, chamada Milly; ela adorava brincar, saltar, cantar, dançar, pintar, abraçar e de receber festas.

     Esta Coelha não era uma coelha normal, era uma coelha Mágica, sobretudo, e também era uma boneca que estava numa loja cheia de objetos estranhos e antigos, com mais de 200 anos, numa caixa cor de rosa, com um laço à volta e flores.

     Dentro dessa caixa estava Milly; ela estava desligada, já durante dias à espera que alguém a adotasse.

     Um dia, uma menina chamada Isabel, andava pela loja, à procura de algo muito adorável, talvez um peluche fofo como Milly.

     Então, Isabel começou a mexer em prateleiras para ver se encontrava algo e… BUM!

    Assustada, Isabel foi ver o que tinha caído: uma caixa cor de rosa! Isabel, curiosa, foi ver o que era; mal abriu a caixa, fez uma cara feliz, dizendo:

     – Oh, meu Deus! Que coisa adorável! É uma coelha com pelo branco e de olhos fechados!

     Isabel tentava tirá-la da caixa, mas não conseguia. Então resolveu levá-la para casa. Ao chegar, gritou:

    – Mãe, já encontrei o meu presente de anos!

(Continua) –  CR7A

A Lenda das Bolachas de Canela

canela e limão<a href=”https://pixnio.com/”>free images</a>

     Eu não sei se já ouviram falar, mas na minha aldeia, existe a Lenda das Bolachas de Canela do Continente. Onde eu vivo não há Continente, por isso, à minha volta, ninguém sabe se a Lenda é real.

     A Lenda conta que quem comer uma dessas bolachas fica com o espírito de criança dentro dela para o resto da vida.

    Também já ouvi falar de pessoas que ficavam engraçadas para sempre, que tinham uma vida maravilhosa, com trabalhos e emprego.

    Mas, por outro lado, também já ouvi falar de pessoas bebés e infantis que não conseguiram trabalhar nunca.

     Eu não sei bem, mas acho que esta Lenda não é verdadeira, pois a minha Mãe está sempre a dizer:

    – Não faças isso, pareces um bebé! Mas eu tenho que estar sempre a dizer para não fazeres isso?

    E tu, acreditavas nesta lenda?

  E se pudesses comer uma dessas bolachas de Canela do Continente, comias?

   Eu não sei bem.

BF7A

O Meu Amigo Panda Vermelho

panda vermelho comendo bambuImagem de kaz turner por Pixabay

     O habitat deste Panda era uma floresta na China, à beira de um lago cheio de nenúfares que largavam pólen para todo o lado, com suas pétalas voando e dançando  ao som do vento.

     Era uma manhã luminosa de Outono. Despertando de um sono delicioso, o Panda vermelho acordou com a cócega leve de uma pétala no focinho. 

     Mal acordou, esticou-se e abanou a barriga macia, peluda e gordinha. Todas as manhãs ele ia à caça de comida saborosa, como as tenras folhas de bambu.

     Nessa manhã, o Panda foi a casa de uma menina pequenina que vivia com os pais. Na mesa, havia panquecas, recheadas de manteiga, com um molho delicioso decorado com frutos vermelhos.

     O Panda chegou-se à bancada e tentou roubar as panquecas, mas não foi a tempo, porque a menina chegou à cozinha.

   O Panda tinha entrado pela janela da cozinha,  mas a menina, rapidamente, fechou-a: o Panda queria fugir, mas não conseguiu; então, escondeu-se debaixo da mesa.

     Quando a menina tirou a caneca do micro-ondas, deixou cair o chocolate quente e as bolachas! Ela ficou com uma cara!

     Entretanto, debaixo da mesa, ele estava a preparar-se para fazer das bolachas os seus alvos inocentes.

(Continua)

CR7A

Para Lá da Montanha – IV

pradaria florida e montanhaImage par adege de Pixabay

     Durante a caminhada, para a Vera supreendentemente fácil, ela apercebeu-se de que nem sequer tinha utilizado os seus materiais peculiares; pois é, nem sequer os lápis coloridos.

    A Vera sentiu-se ainda mais desapontada com ela mesma e sentiu que o seu plano, ao início tão bem estruturado, era um falhanço.

    E continuou a descer e a descer, a ver-se a si mesma, como se fosse no passado, a correr cheia de esperança de alcançar o seu objetivo.

    Mal ela sabia que depois de ter subido tudo aquilo, ia voltar a descer, mas não com entusiasmo de dizer aos amigos, o que estava para lá da Montanha, mas sim com vergonha de dizer-lhes que não conseguira. 

   A mãe da Vera conseguia vê-la a regressar, à distância, com muita preocupação. A Vera conseguia ver a mãe á distância, com esperança que ela não estivesse preocupada. 

   Ai, meu Deus, como é que estas duas se vão entender?

   Vera e sua mãe estavam cada vez mais perto.

  E chega o momento de as duas se encontrarem. Talvez para a Vera a emoção era um pouco diferente da que tinha sentido quando tinha colocado o pé  direito na rocha, na primeira vez.

(Continua) – CC9B

Para Lá da Montanha – III

pradaria florida e montanhaImage par adege de Pixabay

     A Vera apercebeu-se de que estava muito, muito alto, quando uma águia lhe passou ao lado e quase a derrubou, mas apareceu um cogumelo falante que a agarrou com as suas mãozinhas pegajosas. 

   Vera agradeceu-lhe, sem pensar duas vezes, e apercebeu-se de que ainda tinha o líquido pegajoso nas mãos.

   Porém, sem reparar no que estava a fazer, quando se foi agarrar a outra rocha para subir, escorregou, pela gosma do cogumelo nas suas mãos, e caiu, vendo o seu destino mais e mais pequenino e com o vento a passar-lhe pelos cabelos.

   Como uma pena caiu, curiosamente, com leveza, ao lado do sopé da montanha. Quando acordou do seu longo, mas não grave desmaio, o seu primeiro sentimento foi de raiva, por ter confiado naquele cogumelo pequenino mas traiçoeiro.

   (Ai, coitadinho do cogumelo, nem tem culpa, e de certeza que não o fez por mal, acho que a Vera está a ser um pouquinho injusta.)

    Sabia que não conseguia subir a montanha outra vez; então fez a escolha mais fácil: a de voltar e deixar para trás o seu sonho de descobrir o que está para lá da Montanha.

   E lá foi ela, de volta para casa, com a sua mochila e o seu lanchinho saboroso, à espera de um castigo e de um abraço de sua mãe.

(Continua) – CC9B