A Revolta das Guitarras

guitarrasImagem: Piqsels.com

     Era uma vez uma Escola de Música onde só havia 27 Alunos. Quando os alunos iam tocar, tocavam sempre desafinados.

    Houve um dia  em que as guitarras tentaram afinar-se umas às outras, porque pensavam que tocavam mal, pois nunca mais tinham sido afinadas.

    Mas quando os alunos voltaram a tocar, ainda tocavam mal. E cada vez mais desafinados.

    Então, chegou um certo dia em que as Guitarras se fartaram. Foi aí que aconteceu a revolta. A revolta começou com elas a desafinarem-se e as cordas a rebentarem.

   A seguir, nas pautas dos cadernos dos Alunos, começaram a trocar-se as notas: os “Mis” trocavam-se por Dós” agudos, os Rés por “Fás”, os Fás por “Soles”, os Fás sustenidos por Rés sustenidos!

    Quando os Alunos chegaram, não notaram nada; quando foram tocar nos Xilofones, as Guitarras esconderam-se. O professor começou a ralhar com os Alunos por estarem a tocar tudo mal.

   No fim das aulas, os Xilofones foram ter com as Guitarras e perguntaram:

       – Por que é que foram trocar as notas? 

     – Porque já estávamos fartas de os ouvir a tocar mal. Por isso agora chegou a hora da nossa Revolta! – Exclamaram as Guitarras.

  As Guitarras deixaram as notas como elas tinham posto e esconderam gravadores pela sala; assim, quando os Alunos fossem tocar, os gravadores iam gravar.

   Quando os alunos chegaram à sala, começaram a tocar e os gravadores puseram-se a gravar.

   No fim da Aula, as Guitarras puseram, como alarme e toque nos telemóveis dos Alunos, a gravação deles a tocarem. E foi assim que os Alunos resolveram tocar melhor.

Com o CAD –  em Isolamento – BB5B

A Coelha Mágica

coelhinhoImagem de Simona Robová por Pixabay

     Era uma vez uma Coelha mágica, chamada Milly; ela adorava brincar, saltar, cantar, dançar, pintar, abraçar e de receber festas.

     Esta Coelha não era uma coelha normal, era uma coelha Mágica, sobretudo, e também era uma boneca que estava numa loja cheia de objetos estranhos e antigos, com mais de 200 anos, numa caixa cor de rosa, com um laço à volta e flores.

     Dentro dessa caixa estava Milly; ela estava desligada, já durante dias à espera que alguém a adotasse.

     Um dia, uma menina chamada Isabel, andava pela loja, à procura de algo muito adorável, talvez um peluche fofo como Milly.

     Então, Isabel começou a mexer em prateleiras para ver se encontrava algo e… BUM!

    Assustada, Isabel foi ver o que tinha caído: uma caixa cor de rosa! Isabel, curiosa, foi ver o que era; mal abriu a caixa, fez uma cara feliz, dizendo:

     – Oh, meu Deus! Que coisa adorável! É uma coelha com pelo branco e de olhos fechados!

     Isabel tentava tirá-la da caixa, mas não conseguia. Então resolveu levá-la para casa. Ao chegar, gritou:

    – Mãe, já encontrei o meu presente de anos!

(Continua) –  CR7A

A Lenda das Bolachas de Canela

canela e limão<a href=”https://pixnio.com/”>free images</a>

     Eu não sei se já ouviram falar, mas na minha aldeia, existe a Lenda das Bolachas de Canela do Continente. Onde eu vivo não há Continente, por isso, à minha volta, ninguém sabe se a Lenda é real.

     A Lenda conta que quem comer uma dessas bolachas fica com o espírito de criança dentro dela para o resto da vida.

    Também já ouvi falar de pessoas que ficavam engraçadas para sempre, que tinham uma vida maravilhosa, com trabalhos e emprego.

    Mas, por outro lado, também já ouvi falar de pessoas bebés e infantis que não conseguiram trabalhar nunca.

     Eu não sei bem, mas acho que esta Lenda não é verdadeira, pois a minha Mãe está sempre a dizer:

    – Não faças isso, pareces um bebé! Mas eu tenho que estar sempre a dizer para não fazeres isso?

    E tu, acreditavas nesta lenda?

  E se pudesses comer uma dessas bolachas de Canela do Continente, comias?

   Eu não sei bem.

BF7A

O Meu Amigo Panda Vermelho

panda vermelho comendo bambuImagem de kaz turner por Pixabay

     O habitat deste Panda era uma floresta na China, à beira de um lago cheio de nenúfares que largavam pólen para todo o lado, com suas pétalas voando e dançando  ao som do vento.

     Era uma manhã luminosa de Outono. Despertando de um sono delicioso, o Panda vermelho acordou com a cócega leve de uma pétala no focinho. 

     Mal acordou, esticou-se e abanou a barriga macia, peluda e gordinha. Todas as manhãs ele ia à caça de comida saborosa, como as tenras folhas de bambu.

     Nessa manhã, o Panda foi a casa de uma menina pequenina que vivia com os pais. Na mesa, havia panquecas, recheadas de manteiga, com um molho delicioso decorado com frutos vermelhos.

     O Panda chegou-se à bancada e tentou roubar as panquecas, mas não foi a tempo, porque a menina chegou à cozinha.

   O Panda tinha entrado pela janela da cozinha,  mas a menina, rapidamente, fechou-a: o Panda queria fugir, mas não conseguiu; então, escondeu-se debaixo da mesa.

     Quando a menina tirou a caneca do micro-ondas, deixou cair o chocolate quente e as bolachas! Ela ficou com uma cara!

     Entretanto, debaixo da mesa, ele estava a preparar-se para fazer das bolachas os seus alvos inocentes.

(Continua)

CR7A

Para Lá da Montanha – IV

pradaria florida e montanhaImage par adege de Pixabay

     Durante a caminhada, para a Vera supreendentemente fácil, ela apercebeu-se de que nem sequer tinha utilizado os seus materiais peculiares; pois é, nem sequer os lápis coloridos.

    A Vera sentiu-se ainda mais desapontada com ela mesma e sentiu que o seu plano, ao início tão bem estruturado, era um falhanço.

    E continuou a descer e a descer, a ver-se a si mesma, como se fosse no passado, a correr cheia de esperança de alcançar o seu objetivo.

    Mal ela sabia que depois de ter subido tudo aquilo, ia voltar a descer, mas não com entusiasmo de dizer aos amigos, o que estava para lá da Montanha, mas sim com vergonha de dizer-lhes que não conseguira. 

   A mãe da Vera conseguia vê-la a regressar, à distância, com muita preocupação. A Vera conseguia ver a mãe á distância, com esperança que ela não estivesse preocupada. 

   Ai, meu Deus, como é que estas duas se vão entender?

   Vera e sua mãe estavam cada vez mais perto.

  E chega o momento de as duas se encontrarem. Talvez para a Vera a emoção era um pouco diferente da que tinha sentido quando tinha colocado o pé  direito na rocha, na primeira vez.

(Continua) – CC9B

Para Lá da Montanha – III

pradaria florida e montanhaImage par adege de Pixabay

     A Vera apercebeu-se de que estava muito, muito alto, quando uma águia lhe passou ao lado e quase a derrubou, mas apareceu um cogumelo falante que a agarrou com as suas mãozinhas pegajosas. 

   Vera agradeceu-lhe, sem pensar duas vezes, e apercebeu-se de que ainda tinha o líquido pegajoso nas mãos.

   Porém, sem reparar no que estava a fazer, quando se foi agarrar a outra rocha para subir, escorregou, pela gosma do cogumelo nas suas mãos, e caiu, vendo o seu destino mais e mais pequenino e com o vento a passar-lhe pelos cabelos.

   Como uma pena caiu, curiosamente, com leveza, ao lado do sopé da montanha. Quando acordou do seu longo, mas não grave desmaio, o seu primeiro sentimento foi de raiva, por ter confiado naquele cogumelo pequenino mas traiçoeiro.

   (Ai, coitadinho do cogumelo, nem tem culpa, e de certeza que não o fez por mal, acho que a Vera está a ser um pouquinho injusta.)

    Sabia que não conseguia subir a montanha outra vez; então fez a escolha mais fácil: a de voltar e deixar para trás o seu sonho de descobrir o que está para lá da Montanha.

   E lá foi ela, de volta para casa, com a sua mochila e o seu lanchinho saboroso, à espera de um castigo e de um abraço de sua mãe.

(Continua) – CC9B

Para Lá da Montanha – II

pradaria florida e montanhaImage par adege de Pixabay

    Então, lá foi ela com a sua mochilinha e o seu lanchinho saboroso, cheia de vontade de desvendar os mistérios do que está para lá da montanha.

    Depois de uma longa caminhada, Vera chegou ao sopé da montanha; olhou para cima e a primeira coisa que pensou foi voltar para trás, mas também não o conseguiu fazer; então, ficou sentada no chão a tentar ganhar coragem de subir ou voltar.

     Com o medo do desconhecido, Vera ficou parada, a pensar que já não era aventureira  como as pessoas da Vila a chamavam, mas sim uma medricas.

    Foi nesse momento que apareceu a Lara, uma Fada; a Vera gritou de surpresa, pois não sabia que as fadas existiam. A Fadinha era tão pequenina e delicada que teve de chegar pertinho da Vera para falar com ela. Então, sussurrou-lhe ao ouvido: 

    – Não resistas, tu consegues, sobe!

   Sem saber muito bem o que estava a acontecer, e antes de analisar melhor este fenómeno único, a Fadinha desapareceu, deixando-a com aquela frase reflexiva.

   Mas sem pensar muito, com todas as suas forças, Vera pôs o pé direito na rocha e, com as pernas fininhas a tremer, subiu mais e mais, mas sem olhar para trás.

(Continua) – CC9B

Para Lá da Montanha – I

pradaria florida e montanhaImage par adege de Pixabay

        Era uma vez, numa planície quase infinita, tão verde como um tapete a cobri-la e sempre com um pozinho mágico a vaguear pelos delicados sopros de vento de verão, uma rapariga tão inocente como aquela planície, mas com sonhos ainda mais bonitos.

    A menina chamava-se Vera e trazia sempre uma florzinha da cor do céu, que contrastava com as suas bochechas rosadas e sardentas, para não falar dos seus lindos cabelos longos e ruivos.

    A Vera era uma menina muito curiosa e aventureira; um dos seus sonhos era escalar a maior montanha do mundo e desvendar os mitos e mistéiros que a rodeavam.

    Depois de uma longa sexta-feira, Vera saltitou, cantando uma uma melodia sonhadora, até ao quarto da mãe e pediu-lhe que lhe preparasse um lanchinho saboroso e que não fizesse perguntas.

     A mãe, achando que era mais uma das traquinices da Vera, aceitou, com um doce sorriso nos lábios.

     A Vera, com seu longo e estruturado plano na cabeça, foi ao seu quarto fazer uma malinha de coisas de que poderia precisar, como: uma corda, uma tesoura, fita-cola e lápis coloridos.

    Pois, não sei bem onde ela vai usar esses materiais todos, mas mas ela parece muito segura do seu plano.

(Continua) – CC9B 

Um Ser Diferente

nasa head of horse Kindness of Nasa modified picture  

        Era uma vez um ser que não se sabe bem se era um animal.

     Ele cresceu sozinho, pois tinha sido abandonado. Não era de nenhuma espécie e também não era igual nem ao pai nem à mãe.

      Ele era roxo e parecia uma gosma ou um fantasma; não tinha braços e era inofensivo.

      Um dia, um menino viu esse ser – que toda a gente que passa acha feio – mas esse menino , quando olhou para ele, viu que era especial, era muito diferente dos outros todos.

     Quando olhou para ele, viu também um grande sorriso, uns olhos brilhantes e um ser muito fofinho e lindo.

    O menino implorou à Mãe para o levar para casa; a Mãe não achou muito bem, mas para o filho ficar feliz, deixou-o.

     Esse menino não era um menino qualquer, ele também não era perfeito, como o seu novo ser: ele andava de cadeira de rodas.

AF7A

Uma Luta Real

   Os noivos reais

     Era uma vez um Príncipe Guerreiro que amava uma Princesa Boa.

     Certo dia, uma Princesa Malvada, que era bonita, descobriu que o Príncipe Guerreiro amava a Princesa Boa.

     Ela convidou o Príncipe Guerreiro para o seu Castelo e ele aceitou.

    No dia seguinte, o Príncipe Guerreiro foi ter com a Princesa Malvada, tomar um chá com ela.

     A princesa Malvada, meteu no chá uma poção de amor, mas um certo macaco, como tinha super-poderes, descobriu que o chá estava enfeitiçado.

     O macaco foi a correr ter com o Príncipe guerreiro para o impedir de tomar o chá. Como o macaco ainda não tinha chegado a tempo, ele bebeu o chá e o macaco apanhou-os aos beijos.

    O macaco foi ter com a aia e disse-lhe que o Príncipe Guerreiro estava apaixonado pela Princesa Malvada. E a aia, nesse mesmo dia, tirou o feitiço ao Príncipe guerreiro , para poder casar com a princesa boa.

    No dia seguinte, o Príncipe Guerreiro casou-se com a Princesa Boa, tiveram 4 filhos e viveram felizes para sempre. 

JV6A

O Leão Que Comia Morangos

leão, modificadoImage parLulilanne de Pixabay 

     Era uma vez um Leão chamado Alberto. Era grande, tinha umas largas patas e uma juba cor de pêssego. Era um leão carinhoso, mas cauteloso.

     Ele vivia numa floresta onde havia muitos morangueiros e pessegueiros. Esse leão era muito diferente, pois ao contrário dos outros todos, não gostava de comer outros animais, como veados e vacas. Ele não comia carne, comia morangos!

     Mas um dia, ele comeu mais morangos do que devia comer. Então, começou a ficar com borbulhas cor de rosa em todo o lado. Alberto ficou desesperado, pois não sabia o que havia de fazer.

     Até que teve uma ideia: foi ter com o macaco que curava várias doenças com ervas.

     Quando chegou e explicou o que tinha acontecido ao macaco, este fez um chá de ervas. O leão bebeu e, ao fim de alguns dias, as borbulhas cor de rosa foram desaparecendo.

      Assim que desapareceram, o Alberto voltou a comer morangos. Quantos mais morangos comia, mais borbulhas lhe voltavam a aparecer.

     O Leão foi então ter outra vez com o macaco. Este, ao fim de muitos testes, chegou à conclusão que o Leão tinha ficado alérgico aos morangos.

     Alberto, ao receber a notícia, ficou muito triste, pois sempre que comesse morangos ficaria com borbulhas cor de rosa, mas também não podia fazer nada.

     Quando voltou para a floresta, a única coisa que então podia comer eram os pêssegos. Nunca lhe fizeram mal e deram à sua juba aquele tom de fogo vivo.

AB7A

A Raposa Cor de Rosa

 Foto: Miguel R   Grafiti Street Art – Lisboa

    Era uma vez uma raposa cor de rosa que tinha uma coroa e uma coleira com uma estrela. Ela adorava purpurinas e brilhantes e vivia no seu Reino.

     O nome dela era Rosa; o seu trabalho era passar tempo com crianças e brincar.

     Ela não era a única importante; havia outras três que se sentavam com ela e eram as guardiãs: a “Branco” que era uma leoa, a “Amarelo” que era um veado e a “Azul” que era uma coruja.

     Cada uma delas tinha um Mundo próprio: o mundo da “Branco” chamava-se “Terra Natal”, o mundo da “Amarelo” era “As Luzes de Outono” e o da “Azul” era “As Lágrimas do Oceano”.

     Mas a Rosa não tinha o seu próprio mundo; se ela tivesse um mundo, ela levaria para lá todas as crianças que não tinham casa, comida, e sentiam frio. Mas com o seu coração, ela aqueceria essas crianças; com o coração mais amável do mundo, o mais brilhante e lindo do mundo – assim o disse às guardiãs.

     Então, as Guardiãs começaram a olhar umas para as outras e disseram:

     – Sim, nós vamos deixar-te ter o teu próprio mundo.

      A Rosa começou a chorar lágrimas de felicidade. Chamou ao seu mundo “Onde os sonhos de todas as Crianças se tornam Realidade”.

      Depois de milhares de anos, o Reino continuava a evoluir, cada vez maior, cada vez com mais crianças, cada vez com mais amor no Mundo.

CR7A

Aventuras de Onze Amigos – II

II

As 11 Joias da Imaginação

as onze joias da imaginaçãoPixabay License Image parOpenClipart-Vectors de Pixabay

     Os onze amigos ficaram superfelizes por estarem todos juntos na Selva!

     Passados alguns dias, quando o Tiago estava a passear, viu  um Templo antigo e muito grande e foi  contar aos outros.

     Quando contou aos outros, eles não acreditaram; então o Tiago disse:

      – Olhem, vão ver o Templo antigo!

      Eles pensaram, pensaram e começaram a seguir o Tiago até ao Templo. Ao longo do caminho, repararam num animal que parecia inofensivo, mas, quando olharam bem, era um homem negro, chamado Breakfirst, que disse:

     – Eu vou apanhar as jóias da imaginação, para torná-las negras.

     – Não! Tu não vais apanhar as nossas jóias preciosas!  – exclamaram os amigos.

     Depois, o Breakfirst começou a correr muito rápido para apanhar as 11 jóias da imaginação.

     – Oh, Não! Ele vai fugir! Vamos atrás dele! – Gritou o Tiago.

     – Claro, que bela ideia! E os amigos seguiram em frente atrás do malvado homem Breakfirst.

17 – 18 TF5B

A Fada da Agricultura

colheita de maçãsImagem de lumix2004 por Pixabay 

     Um rapaz chamado Tomás, todo alegre, chegou a casa e foi para a cama. Imaginou uma fada: muito pequenina, com asas giras e velozes, com uma saia vermelha. Ela cantava e o Tomás ouviu-a pela primeira vez: 

     – Olá, Rapazinho! Chamo-me Susana e sou a Fada da Agricultura.

     Tomás deu um salto na cama. Nem queria acreditar!

      – Olá, Fada! Por que é que não te consigo ver? Porquê?

    – Porque sou discreta. De todos os seres vivos, só me veem aqueles em quem posso confiar. É que só falo com os Agricultores. É por isso que falo muito com a Família Siopa.

      O Tomás perguntou-lhe:

     – Qual é a tua Missão na Agricultura?

     A Fada respondeu:

    – É tratar do gado, lavrar as terras, trazer a farinha e espalhar as sementes. Tomás, espantado, disse que, com a Susana, ia continuar a “Tradição Siopa”, pois essa era a sua Missão.

   E acabou a praga preta e branca, a poluição desapareceu e o agricultor enriqueceu. 

TS5D

A Menina que Comia Bolachas

cookies de amêndoaPhoto by Olenka Kotyk on Unsplash

     Era uma vez uma menina chamada Cláudia; tinha  o cabelo castanho e ondulado, os olhos cor de mel e usava sempre um vestido de fundo azul com bolachas desenhadas.

      Ela gostava de ler livros de aventuras e contos de fadas, gostava de desenhar pessoas, animais, mas também adorava desenhar bolachas e cozinhá-las.

     Um dia, a Mãe foi trabalhar e deixou a Cláudia sozinha em casa. Como estava sozinha, a Cláudia aproveitou para fazer as suas bolachas favoritas – as cookies – só que ela não tinha os ingredientes; então começou a inventar umas bolachas novas.

     Pegou em amêndoas e começou a triturá-las; em seguida, pegou em pepitas de chocolate branco, juntou tudo com farinha, açúcar, manteiga e foram para o forno.

     Entretanto, enquanto esperava pelas bolachas, foi ler um livro de aventuras. De repente, ouviu-se um toque: era o forno!

     A Cláudia foi ver: as deliciosas bolachas estavam prontas. Tirou-as do forno e provou uma:

      – Hum, é ótimo! Vou fazer mais.

     Quando abriu o armário, não tinha mais amêndoas nem pepitas de chocolate.

     Então a Cláudia foi para a rua, fazer uma venda de bolachas, a fim de ganhar dinheiro para comprar os ingredientes.

 (Fim da I Parte)

CA7A

O Jovem que Ouvia uma Fada

     escutando as fadas

     Image parLarisa Koshkina de Pixabay 

     Era uma vez uma Fada que tinha a missão de proteger os rapazes que andavam no liceu: ajudar nos tpc, a preparar os testes…

     Era loira, com caracóis, tinha os olhos verdes, usava um vestido até aos joelhos, de cor rosa; a sua varinha era um pauzinho com uma estrela pequenina…

     Ela fez amizade com um adolescente de 13 anos, chamado João; ele tinha o cabelo castanho, o tom de pele claro e os olhos castanhos; era magro, pouco musculado e usava óculos.

    Ele gostava imenso de jogar futebol com os amigos.

     Um dia, o João estava com muitas dificuldades a estudar para o teste de Ciências, porque ele ficava, nas aulas, muito distraído  com o som dos pássaros e então não aprendia nada.

    Quando chegou a casa, da escola, a Mãe perguntou como tinha corrido o dia.

– Correu muito mal – queixou-se ele. – Porque não consigo resistir ao canto dos pássaros, eles cantam maravilhosamente e depois acabo por não ouvir os professores.

     Nessa noite, o João estava no seu quarto a estudar, quando começou a escutar um canto irresistível: era como se estivesse a ouvir o céu cheio de estrelas a cantar.

     Levantou-se, vestiu o casaco e as galochas e saiu para o jardim; quanto mais perto estava, melhor ouvia. E começou a escutar uma voz muito fininha que era de uma menina.

     Pôs-se debaixo de uma árvore, na ponta dos pés, para ver, mas não via nada. Entretanto ouviu uma gargalhada suave, e, de repente, ficou sem dúvidas a Ciências.

     Sentiu-se mais aliviado para o teste e teve a certeza que essa sabedoria e esse alívio vinham da voz que estava a escutar.

     – Olá, quem está aí?  – Perguntou o João à Fada.

   – Olá João, já não tens dúvidas?  – respondeu a Fada com ironia.

     – Não, é extraordinário, já não tenho. Mas quem és tu que eu oiço e não vejo? E como é que me encheste com tanta sabedoria? – perguntou novamente o João.

    – Eu sou a tua Fada. Ajudo os rapazes que têm problemas na Escola.

     E ele, espantado:

    – Por que é que eu não te vejo?

  – Tu não me vês porque tu só “abriste mais o ouvido”, graças à tua atitude que te torna capaz de encontrar o desconhecido. – respondeu a Fada com alegria.

     – Queres ser minha Amiga?  – Perguntou o João com grande desejo.

     Sim! – respondeu a Fada, super alegre.

      Um mês depois, o João e a Fada eram os dois melhores amigos.

      Para a Fada, o João tornou-se o amigo mais especial, que ela nunca tinha tido, e passaram sempre a ajudar-se um ao outro.

CA7A

   

O Reino de Edicorax

reino edicoraxImage parDarkWorkX de Pixabay

     Outrora, na época dos Reis e Rainhas, existia um lugar chamado Edicorax onde habitavam as mais diversificadas espécies, desde Humanos, Feiticeiros, Sereias, Tritões, Mestres dos Ferros, Anjos e Dragões, Guardiães das Florestas e Ninfas.

      Feiticeiros: Conhecidos por possuir e comandar os poderes dos demónios, com um áspeto igual aos dos humanos; uma única diferença eram os seus olhos negros como a guerra, com uma estrela roxo-claro no centro das suas retinas, mas eram mais simpáticos do que muitos pensam.

     Tritões e Sereias:  Ao contrário do que se conta, eles não possuíam caudas, mas ainda assim conseguiam respirar debaixo de água e eram mais rápidos dentro do Oceano do que qualquer outro ser; possuíam uma madeixa diferente de cabelo, eram conhecidos por conseguirem controlar a água e, com ela, curar os habitantes de Edicorax inteiro.

     Mestres dos Ferros: eram eles que tinham as construções mais poderosas, incluindo as suas armas; com apenas um movimento eram capazes de erguer inúmeras construções de chumbo, prata, bronze, metano e muitos outros.

(Fim da Parte I)

MS8C

Uma Fada Curiosa – I

Reino Mágico    Imagem de cocoparisienne por Pixabay 

     Era uma vez, na colmeia das fadas do Reino do Pó Mágico, uma fadinha chamada Cintila. Era a irmã do meio numa família de sete irmãs.

     Os pais de Cintila eram os Imperadores do Reino do Pó Mágico e tinham muita responsabilidade, pois nos últimos meses tinham ocorrido muitos ataques de humanos.

     A Família de Cintila vivia numa colmeia: é como se fosse o castelo ou fortaleza no Reino das Fadas.

    Cintila ficava a observar da janela do seu quarto, o povo e as casinhas feitas de cogumelos do Reino do Pó Mágico.

     E desejava um dia sair do Reino e conhecer os humanos e novas culturas.

     A Fada já sabia que nunca poderia sair do seu Reino, ainda por cima com os ataques recentes, os seus pais estavam superprotetores e nem a deixavam sair da colmeia.

     Mesmo assim, a Fadinha não parava de sonhar que um dia poderia sair, visitar o mundo e ser livre.

    Contou à sua irmã mais velha, em quem confiava bastante, sobre o seu sonho de conhecer novos reinos; a sua irmã, chamada Pétala, compreendeu-a e apoiou a sua ideia.

     A Pétala contou á Cintila que conhecia uma Feiticeira do Bem, chamada Milana, que a podia ajudar a sair do Reino sem ninguém se aperceber.

    Cintila ficou muito entusiasmada com o que a sua irmã lhe tinha contado; fez uma mala pequena e foi de , madrugada a casa da Milana, com as indicações de Pétala e sem que ninguém soubesse.

     Depois de algum tempo de viagem, finalmente chegou  a uma casinha coberta de trepadeiras com rosas brotadas.

     Entrou, depois de bater á porta e Milana apareceu com um traje largo e comprido, e, sem que Cintila dissesse uma palavra, a Feiticeira já sabia o que ela queria e deu-lhe uma capa da invisibilidade, para que, na sua fuga, ninguém a visse.

(Fim da I Parte)

CCv8B

A Estrela que Caiu do Céu – 2

   PixaBay PixaBay License

      Então o João teve de dar abrigo a 3 Estrelas: a casa estava muito iluminada.

     Os dias iam passando e a Pingo, a Violeta e o Pai da Pingo estavam a ficar cada vez mais sem luz.

     – O que está a acontecer? – perguntou, assustada, Violeta.

     – Não  sei…- hesitou a Pingo.

    – Nós temos de voltar para o Céu. – Alertou o Pai da Pingo.

    Então, o João interveio e perguntou:

   – Por que é que têm de ir para o Céu?

   – Porque é onde estão as outras estrelas e temos de ir para lá para ganhar mais luz.  – Explicou o Pai da Pingo.

    No dia seguinte, eles saltaram para o Céu, já de noite, no jardim da casa do João, só que a Pingo não conseguia novamente.

     Então, o João pegou na Pingo  e estendeu os braços o mais alto que conseguia e depois a Pingo saltou – desta vez com sucesso.

     Aí, o Pai e a Violeta foram atrás dela e, num abrir e fechar de olhos, já estavam no Céu.

      Logo que chegaram, os Pais da Violeta abraçaram-na, cheios de Alegria e Saudade. O Pai e a Pingo também se abraçaram e ficaram outra vez cheios de luz.

     Agora, a luz era diferente: a luz era a da Alegria de estar outra vez no Céu e de ter percorrido esta Aventura.

CA7A

Peter Pan, um Destino Feliz

pintura de rosto de caozinho amareladoPixaBay PixaBay License

     Era uma vez um cãozinho que estava na rua  sem coleira.

    Vieram os homens do Canil e levaram o cãozinho para uma Associação de Animais Abandonados.

    Mais tarde, apareceu uma pessoa que estava hesitante na escolha entre o gato e o cãozinho. Finalmente, a pessoa escolheu o cãozinho para levar para sua casa, pois este era mais meigo e não deitava coisas ao chão.

     Era pequenino, de pelo amarelado, as orelhas caídas e olhar suave. Passou a chamar-lhe Peter Pan. O cãozinho gostou muito da casa nova e da sua Família humana.

    Depois de vários anos, ele chegou a aprender a andar de skate e a fazer de DJ com o dono, nas festas de Cães que davam na garagem!

OUF, OUF!

DS6B