Um Desejo

  menino que puxa o mapa de áfrica como se fosse um papagaio

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      Era uma vez, um menino chamado Ricardo.

   Certo dia ele teve uma ideia. Como era filho do rei de Castelian achava que podia fazer tudo o que queria.

    Então ele teve a ideia de demolir a casa de um pobre. Esse pobre era tão pobre que não tinha dinheiro para sustentar a sua casa.

      Mal o pai descobriu que seu filho tinha demolido a casa do velho habitante, pô-lo de castigo. O menino ficou tão triste que decidiu recompensar o velho senhor.

    O príncipe deu-lhe uma casa com: água, energia, etc, mas por conta do príncipe.

    Moral da história: 

“Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti.”

TB5

O Crocodilo Estudioso

crocodilo sorridente

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      Havia um crocodilo chamado Fluffy. Ele tinha escamas verdes e duras, os dentes muito afiados e um olhar que metia medo a toda a gente. Um dos seus maiores sonhos era ir para a Universidade, a fim de aumentar a sua inteligência e experimentar novas e diversas realidades.

    Fluffy vivia numa ilha exótica, rodeada por um mar de esmeralda, onde os dias se alongavam até o sol traçar um sulco dourado no horizonte.

     Os amigos de Fluffy não lhe davam descanso: os macacos peludos pregavam-lhe partidas todo o dia: atavam-lhe latas à cauda ou atiravam-lhe cascas de manga para a boca ,sempre que o apanhavam a dormir ao Sol com a bocarra escancarada.

     Os Tucanos de bico alaranjado deliciavam-se a catar pequenos insetos por entre as suas escamas, quando ele boiava, de manhã, no riacho da ilha.

     Porém, o perigo fatal que a todos ameaçava, era a presença de caçadores furtivos que infestavam a ilha.

     Eles moravam a bordo de um barco pirata que estava atracado ao largo da ilha.

     Fugiam sempre para lá depois de armar emboscadas e os animais não se conseguiam defender.

     Porém, um dos caçadores, o Roberto, acabou por sucumbir ao encanto da Floresta tropical que cobria toda a ilha. 

      O seu coração começou a pulsar ao ritmo da Natureza e encheu-se de amor pelos animais. 

       Entretanto, Fluffy nunca chegou a realizar o seu sonho pois não tinha notas nem dinheiro para isso. 

     Mas o barco pirata acabou por tornar-se numa escola flutuante: os piratas caçadores tornaram-se vegetarianos e passaram a dedicar-se a compreender as mensagens com que os animais comunicavam entre si.

     O crocodilo entrou em depressão. O caçador Roberto foi ajudá-lo, pagando-lhe aulas particulares de Matemática e de Surf.

PC7B e OE

A Menina que Roubava

colar de pedras preciosas

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     Era uma vez uma menina chamada Beatriz, que adorava roubar coisas. Sempre que via algo, roubava-o, não aguentava sem roubar.

       Beatriz tinha os cabelos castanhos compridos e os olhos de um castanho claro macio que pareciam cheirar a maçã. Ela estudava no 8º ano de uma Escola rígida e tradicional.

     Uma vez, na Escola, Beatriz roubou um colar muito precioso e toda a gente andou à procura dele.

      Ninguém o encontrou, até que viram uma pista: a pessoa que roubou tinha de ser da sala da Beatriz, porque o colar tinha estado na mesa da Professora.

     A Diretora de Turma investigou toda a gente; revistou a sala toda e encontrou-o na mochila da Beatriz.

       Todos disseram:

     – Foste tu que roubaste o meu colar!

      Beatriz respondeu que tinha gostado daquele colar, só que, como não tinha dinheiro, então, roubou.

      Todos desculparam e todos perdoaram.

      A partir daí a Beatriz começou um longo tratamento e conseguiu deixar de ser cleptomaníaca.

MC8C

A História de Pi

os saltimbancos de gustave doré

     Wikimedia.Org Atribuição Public Domain 

      Olá, chamo-me Pierrot, mas os meus amigos chamam-me Pi.

      Quando nasci , eu era um menino muito abastado, mas os meus pais sempre rígidos e nunca estavam comigo. Isso ainda piorou quando a minha irmã nasceu: aqueles olhares frios e nunca se importarem comigo.

    Então, com apenas os meus 12 anos de idade, decidi fugir, só com uma mochila cheia de lápis e folhas. Ai, ai, onde tinha eu a cabeça nessa altura?

     A minha sorte foi ter sido acolhido por um Grupo de Artistas de rua: eles passaram a ser a minha única e verdadeira Família.

     Bem, mas todos lá faziam alguma coisa e, mesmo não sendo obrigado, eu peguei nos lápis e comecei a desenhar as pessoas que iam passando.

     Nesse exato momento, eu descobri o meu grande dom do desenho!

      Passaram-se anos e anos desde essa altura. A Mãe Rosita e o tio Lasco diziam que eu era cada vez mais um homenzinho…

     Esperem, ainda não vos falei da minha Família de Artistas de Rua: a minha Mãe Rosita era a mais alta e a mais magrinha; ela tinha cabelos curtos, de cor preta e uns olhos verdes como a relva; vestia um vestido cheio de remendos e tinha uma voz de veludo que se ouvia nos quatro cantos do mundo.

      Já  o meu Tio Lasco era o maior ilusionista de todos os tempos. O meu número favorito era quando ele fazia surgir,de dentro da sua longa cartola, o nosso coelho albino.

      Também havia a Margarita, irmã da Mãe; era uma violinista estupenda. Já os meus irmãos adoptivos, Gas e Louslu, eram os maiores palhaços de todo o Globo: eles faziam desde acrobacias, malabarismos, e palhaçadas.

     Enquanto eles faziam todos os seus incríveis números, eu ia treinando…

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De Castigo…

visão em ângulo picado uma menina corre numa clareira junto á floresta onde estão adultosFlickr.com   Atribuição:  Domaine Public  

     Aaaaah! – exclamou a Luz, quando acordou. Saiu da cama, vestiu-se e foi tomar o pequeno-almoço.

     A Mãe aproximou-se dela com uma cara “chateada” e começou a gritar com ela, a dizer que, depois de sair da rua, limpasse os sapatos no tapete da entrada!

      Luz não percebia o que a Mãe estava a tentar dizer, mas depois lembrou-se  e viu as pegadas de lama.

     Ficou muito aflita, pois não sabia como explicar aquilo.

     Mal ia dizer qualquer coisa, a Mãe interrompeu, dizendo que ela ia ficar de castigo.

     A Luz, muito triste e contrariada, foi, sentou-se numa cadeira e ficou a olhar para a parede, a pensar como a sua vida era injusta.

     Ficou imenso tempo no castigo e até tentou fugir. Mas foi logo apanhada.

     Percebeu que não podia sair do castigo, mas perguntava-se o que ia fazer.

     Então, ficou a pensar na vida, a olhar pela janela, até que percebeu que estava a refletir.

     Chamou a Mãe e perguntou se podia explicar-lhe o que era refletir.

     A Mãe, já com um sorriso no rosto, respondeu:

    – Conseguiste!

     Luz não percebeu o que a Mãe lhe havia dito, mas tentou entender. 

     – Conseguiste – continuou a Mãe – Passaste no meu teste. A razão por estares de castigo, não foi só por teres sujado o tapete, também foi para refletires sobre os teus erros e pensares o que tinhas de mudar. 

     – Então isso é que é refletir.  – Concluiu a Luz. 

     – Sim, e agora que já sabes o que é, podes sair do castigo.

     – A sério? – exclamou Luz.

     – Sim – sorriu a Mãe – mas só depois de limpares o tapete!

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Uma Lição “Luxuosa”

4 amigos saltam à beira-mar

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      Era uma vez um rapaz rico chamado Sebastião; ele não cumprimentava ninguém: nem um “Bom Dia”, “Olá, “Boa Tarde” – nada.

       Então, quando era Natal, quase que se isolava.

      Ele vivia em  Itália, em Veneza, uma cidade com muitos canais. Na sua mansão, tinha um lago. Sim, um lago! Ele tinha uma data de barcos, onde se deitava todo o dia, com uma palha na boca, um caderno na mão – ele devia estar a pensar:

     – Os meus pais morreram e deram-me cem mil milhões de Liras. É muito dinheiro para mim. Não consigo fazer um texto, estou gordo e horrível, tenho de melhorar… (1) Ei, estão ali pessoas, vou falar com elas:

     – Olá!

     – Olá!

     – Eu não sabia que ele sabia dizer “Olá” – comentou alguém. 

     – Oh, ele, se calhar, não é assim tão mau – respondeu o amigo.

    – Será que eles me acharam melhor?  – Perguntou-se o Sebastião.   

     – A partir do dia de Natal, em que ele nos cumprimentou, ficou muito melhor – reconheceram todos. 

      – “Bora” falar com ele.

     – Olá, estou a convidar para virem ao meu lago. Querem vir?

    – “Bora, vamos lá”.

    A partir daí, ele tornou-se uma pessoa desperta e atenta aos outros. Agora, ele e nós podemos viver felizes!

SG5B

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(1) Nos dois sentidos, ser mais boa pessoa e melhorar o seu físico.

Os Amigos Que Olhavam Para Deus

um menino e menina

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     Num certo dia, duas crianças foram para a sua casa.

    O Afonso e a Maria eram dois amigos; os seus pais conheciam-se desde que eles eram pequenos.

    A Maria era loira, com cabelos reluzentes, os olhos azuis como água e estatura alta.

    O Afonso tinha o cabelo preto, com os olhos castanhos como uma árvore.

    Eram muito místicos, isto é, eram pessoas que olhavam para Deus.

   Todos os anos, os meninos oravam a Deus, todos as noites da véspera de Natal.

   Também, todas as vezes que ganhavam um presente, diziam “Obrigado” a Deus, por dentro.

   Mas os pais de Maria tinham de ir até ao Brasil, porque não havia trabalho em Portugal.

    O Afonso ficou muito triste porque a Maria ia-se mudar para o Brasil. Eles não acharam nenhuma solução, sem ser mandar cartas, naquela época ainda não havia telefone.

     Cada mês, eles recebiam uma carta, mas depois de vinte anos, eles puderam encontrar-se de novo em Roma.

     Eles sentiram-se muito felizes!

    HZ5D