71 Anos CAD – Escrever é Voar

Image par S. Hermann & F. Richter de Pixabay    

   Bem. Cá estou eu mais uma vez. E pelos vistos acho que vou-vos escrever algo.

   Bem. Desta vez é um pouco diferente; sim, diferente, talvez não seja alguma coisa muito boa, muito menos entusiasmante.

   Eu gosto de escrever, para mim não é algo de novo, mas alguma coisa que sempre gostarei de fazer; é como dar vida às palavras, mexer com as frases, talvez até seja uma arte.

   Como é bom escrever!

   É como contar e articular a nossa mensagem.

  Para mim, que vos estou a escrever agora, não é preciso ter estrutura, não é preciso arquitetar as palavras, mas sim voar.

   Voar nas poesias do horizonte, nas fantasias do mais além, nos contos de ontem, nas aventuras, nos mistérios longínquos.

    Voar, sim, voar.

   Uma coisa que é livre e não teórica. Eu gosto tanto, mas tanto, de escrever!

   É como… ter um divertimento novo, algo para brincar, divertir, criar!

    Agora não tenho muito tempo para comunicar, mas hei-de voltar. A qualquer dia, a qualquer hora, a qualquer momento.

   Como viram é tão simples escrever! Comunicar. Libertem-se nas asas da Literatura, nos caminhos da escrita, nos mapas do amor.

16 de Outubro de 1986  

Pedro João Mesquita – nº20 – 6ºB

Em 2021, nosso Professor de Educação Visual e Pai de uma Aluna no 6ºB.

A Cor dos Sonhos

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    Quando eu era pequena, eu dizia que a minha cor favorita era roxo, porque era a mistura de preto e rosa, uma mistura super estranha! Na fase dos ganchinhos, eu gostava mais de rosa; na fase mais gótica, gostava mais de preto e o roxo é a mistura dos dois: então, era o roxo, o meio termo.

   A minha mãe, quando eu era pequenina, deu-me uma saia violeta cheia de folhos,  linda; uma vez, eu tive um sonho com essa saia, na salinha da pré-escolar, no tapete dos pequeninos que parece água, ao pé do poste, que tem uma almofada para os pequeninos não baterem com a cabeça.

     Eu acho que só me lembro de certos sonhos ou de parte deles, quando eu começo ou continuo a sonhar, quando já estou meio consciente e o meu corpo já quer acordar, mas eu, como sou curiosa, faço aquela tentativa de apanhar o desfecho do sonho.

  Mas quem é que não quer ficar a dormir para acabar o sonho ou até um pesadelo, se gostares de filmes de terror?

  Eu tento ter um mecanismo de não ter sonhos interessantes nos dias de semana, porque eu fico sempre a meio e nunca consigo terminá-los.

  Ninguém quer ter um sonho cheio de ação, em que estás na Floresta a lutar contra vilões ou a galopar num cavalo e, de repente, teres de parar! Ou ter um sonho de uma história romântica, mas não ficas o tempo suficiente para descobrir se as personagens ficam juntas no final.

   Se calhar, todos os sonhos que eu tenho nos dias da semana têm o mesmo final, que é alguém a dizer:

     – Acordem, já são horas de ir para a escola !

CA6A

No Perigo, Invencíveis

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    Vimos de muito longe, até  onde brotam as fontes de Água Viva.

   Compomos canções pelo caminho, como quem colhe flores bravas, para oferecer à chegada.

  Treinamo-nos para a liberdade futura, tratando-nos, desde já, como livres.

    Por isso o vento do nosso deserto arrasta consigo um perfume de maçãs e espalha adiante de nós trinados de rouxinol.

Com MA6A e SS6A  – Partilha de Inspirações – OE

70 Anos CAD – A Vida Real Somos Nós – (2013)

Nota prévia da Oficina de Escrita: Esta breve e poética reflexão resultou da junção de dois exercícios de Escrita Criativa, propostos no livro de Margarida Fonseca Santos e  inventados de improviso, pelo Autor, em Setembro de 2013.

O nosso  inesquecível Aluno, filho de outra inesquecível Aluna, vive atualmente na Irlanda, com a sua Família,  tendo feito 18 anos ontem, 18 de Abril.

PARABÉNS DUARTE!

só o corajoso é rebeldeImage par Oberholster Venita de Pixabay 

    A Beleza é uma parte da pessoa ou de uma  coisa e que define se ela “É” mais ou não.

   A Beleza está em tudo de formas diferentes.

   Tem inúmeros sentidos, sendo impossível determinar algo profundo, de forma a, talvez, desvendarmos outro algo, que não é a vida real.

    Porque a Vida Real somos Nós, não o que os outros dizem.

   A Partilha é algo que põe os outros felizes, com a Ajuda, que nos vai marcar para a Vida, e nos dará Alegria, pela qual nós queremos estar lá – na Liberdade da Vida  –  que permite também a tristeza, quando nos sentimos sozinhos.

   Mas a Rebeldia é a Ajuda que nos protege, porque só o Corajoso é Rebelde.

70 Anos CAD – Duarte P –  6ºC – 2013

Em Viagem

 veleiros no mar

Pixabay License   Image parDenis Azarenko de Pixabay

   Em Viagem…

  Somos nós próprios – o sonho antigo, a intuição profunda, os traços de um rosto interior – tecidos com o mesmo fio que a naveta traz e leva na urdidura das Viagens?

   Que há em nós tão familiar do que é longínquo que lhe pressente o acenar com insistência, sabendo que nos atrai?

  Quem não percorreu as arestas do distante com os dedos adivinhos de um desejo ainda sem nome?

   Quem não palmilhou, com o olhar caminhante, a vastidão do céu imóvel, quando o dia cumprido se resume numa linha ardente?

   Podemos nomear o rumo que traçamos? Como se torna legível a rota que escolhemos?

   Ao nosso lado, o marulhar da vida contra os flancos dos pequenos veleiros dos Amigos…

    Rápidos, sulcamos o azul puro: vamos juntos.

    A toda a nossa volta, o Infinito.

Visita a 6A e 6C – Partilha de Inspirações – OE

Escrita Livre

escrita livre

    Image parMediamodifier de Pixabay 

    This Article is the Authorized Translation of the original Free Writing for All   by the author, Teacher, Behaviour and Education Specialist Adele Bates. Este Artigo é a Tradução Autorizada do Original Free Writing for All  da autora, Professora e Educadora Especialista em Comportamento Adele Bates.

       Em mais de uma ocasião tive de justificar o facto de trazer a Escrita Livre para uma aula de Inglês.[1] Tenho tanta convicção, experiência e provas dos inumeráveis benefícios da Escrita Livre em sala de aula, que alterei regras, arquitetei planos de aula e menti abertamente a responsáveis para conseguir manter esta prática na minha sala de aula.

     Em tão alta conta a tenho.

    O que é a Escrita Livre?

Corrente de consciência. Escrita em fluxo livre. Tempo de pausa. Tempo criativo. Rabiscos. Alunos a escrever muitas palavras. Silêncio. Concentração. Aborrecimento. Aprendizagem inconsciente. Tempo de digestão. Reflexão. Tempo não estruturado. Pensamento no limite. Vazios. Escrever sem restrições de gramática, de precisão, de audiência. Espaço. Sim, espaço.

  • A abordagem mais bem-sucedida que encontrei até agora (existem outras) é marcar 10 minutos no início de uma aula uma vez por semana. Num mundo ideal, fá-lo-ia todos os dias, mas isso fica para a minha Escola Futura.
  • Apresente o conceito primeiro, dê exemplos. Alguns alunos vão achá-lo desafiador, precisam de saber que só lhes está a exigir que NÃO PAREM DE ESCREVER.
  • Agora leio sempre as primeiras duas páginas de “Writing without Teachers” de Peter Elbow, que explica o conceito e dá um exemplo. Geralmente, isto é suficiente.
  • Deixe bem claro que isto não é “trabalho”, não é para nota – contudo deve ser lido de tempos a tempos. Sim, é o caderno de Escrita Livre deles, mas mesmo assim é um caderno de escola.
  • Como tal, a minha regra sobre o uso de calão é sempre usar um *. Geralmente, os alunos acham espantoso ser-lhes permitido escrever palavras em calão – B*las, R*s – num caderno de escola; levam os primeiros 5 minutos sem fazer outra coisa, aborrecem-se e nunca mais fazem.
  • Coloque o cronómetro num sítio amplo e facilmente visível para todos.
  • Disponha de cadernos especificamente para Escrita Livre, tendo escrito na capa: NÃO É PARA NOTA (os alunos gostam imenso disso e esses cadernos “indisciplinados” podem ser escondidos de observações indiscretas.)
  • Insista num completo silêncio durante o tempo marcado.
  • Saia da secretária, sente-se no lugar vazio de um aluno, no parapeito da janela, no chão.
  • FAÇA VOCÊ MESMO O EXERCÍCIO – A Escrita Livre NÃO tem a ver com ensino consciente de professor para aluno, tem a ver com construir um espaço seguro em que os alunos possam aprender. Você não tem nada a ver com o processo deles no momento em que ele ocorre – tenha o seu próprio, seja o modelo da prática – este é o ensino mais poderoso para os alunos.
  • Se entrarem visitantes, ignore-os. Ficarão profundamente impressionados por toda a sua turma de 9º ano estar sentada em silêncio absoluto, a escrever, nos primeiros 2 minutos da aula (uma exigência para algumas escolas).
  • Inclua quaisquer outros membros da comunidade educativa na sala – qualquer pessoa presente na sua sala durante o tempo de Escrita Livre deve estar a fazer Escrita Livre.
  • No final do exercício, dê um minuto para cada um partilhar o quiser com alguém sentado ao lado. Não é obrigatório partilhar, mas, muitas vezes, os alunos descobrem muita coisa que vão querer expressar. Ocasionalmente, abro espaço para partilhas de trabalho mais longas, para aqueles que assim o desejarem.

A organização pode demorar um bocadinho a estabilizar – tanto para os alunos como para os professores. Geralmente, levo cerca de 3 sessões até os alunos entrarem na onda e pararem de colocar questões. Vamos falar de benefícios:

Benefícios que as escolas/ os mentores/os observadores/Terapeutas da Fala [2] gostam de ouvir:

  • A Escrita Livre intensifica a energia dos alunos para escrever. Alguns exames nacionais de 11º ano [3] duram 2h e 45m – de escrita sólida. Mantenha-os a escrever durante 10 minutos, de forma consistente, ao longo do 7º ano, uma vez por semana, e isso poderá tornar-se facilmente numa disciplina pessoal interiorizada.
  • O exercício repetido regularmente promove rotinas, autodisciplina e concentração da atenção logo no início de cada aula. 
  • Torna-se uma ferramenta positiva e preventiva para a boa gestão do comportamento.
  • Alunos com Habilidades pouco desenvolvidas, que podem ter dificuldades para escrever extensivamente (sendo a escrita extensiva um ponto comum transversal a todas as disciplinas, atualmente), escrevem páginas neste exercício, com regularidade. Isto constrói a confiança na sua habilidade para serem capazes de escrever, a partir da qual pode progredir para uma escrita mais formal.
  • Alunos com Habilidades mais desenvolvidas sentem-se muitas vezes desafiados por esta tarefa, uma vez que se sentem perdidos, sem direção ou alvo definidos; têm de construir o seu próprio alvo – o que constitui uma competência final mais elevada na Taxonomia de Bloom.
  • O exercício é adequado para todas as habilidades, Necessidades Educativas Especiais,  [4], Inglês Língua Não Materna [5] – destaca-se por si mesmo. (Ver abaixo em “E se…?”)
  • Com uma turma nova, torna-se um meio simples para criar relações rapidamente com os alunos – quando ler o primeiro maço de textos, vai descobrir muito mais sobre cada aluno do que teria tido tempo para descobrir nessa primeira lição de 50 minutos.
  • Com o tempo, os alunos ganham confiança nas suas próprias capacidades para, simplesmente, escrever. Tive vários alunos que, no final das sessões, declararam que tinham escrito uma história pela primeira vez, desde a Primária, ou que se tinham surpreendido ao escrever um poema – quando, afinal, nem gostavam de poesia.
  • Com o tempo, os alunos muitas vezes revelam informação sensível – o que se torna uma ferramenta de apoio para você conceber medidas apropriadas de ajuda.
  • Constitui um método altamente considerado entre autores publicados, através dos tempos.

E se…?

  • Os alunos falarem/se portarem mal

Se são apenas um ou dois, a atitude mais eficaz que encontrei foi simplesmente sentar-me ao lado deles para fazer a minha própria Escrita Livre. Não digo uma palavra, nem sequer olho para eles, apenas dou o exemplo sobre o que é preciso fazer. A estranheza desta atitude geralmente fá-los concentrar rapidamente. Se são vários alunos, então, muitas vezes, trata-se de um problema com os lugares atribuídos no plano da sala que devem ser repensados.

  • Se eu tiver alunos com Necessidades Educativas Especiais (SEND [4]) que não conseguem escrever?

Descubra o equivalente que seja adequado às suas necessidades – em geral, você já sabe, ou, se não, o seu departamento de Coordenação da Educação Especial [6] há de saber. Tive alunos a escrever em chromebooks e a usar o teclado. Alguns alunos gostam de saltar uma linha de vez em quando (como podiam e eram encorajados a fazer na Primária), outros preferem papel liso, sem linhas – adapte-se ao que eles preferem.

  • Se eu tiver alunos de Inglês Língua Não Materna [5]?
    Encorajo vivamente que seja permitido aos alunos escreverem em qualquer língua em que se sintam confortáveis (o que, tal como o escrever em calão significa, durante os primeiros 5 minutos, os seus falantes de Inglês vão tentar regurgitar as aulas de Alemão que tiveram em dois anos – ótimo! Revisão de Alemão automotivada! – Não se esqueça de dizer ao Departamento de Línguas Estrangeiras [7]).

A melhor prática pedagógica para os alunos de Língua Inglesa Não-Materna é utilizarem a nova língua tanto quanto possível, claro. Contudo, na sua Escrita Livre, isto dá-lhes uma oportunidade para refletir e trabalhar, através da aprendizagem, numa língua em que se sentem peritos. O que também é importante. Tive um aluno de Língua Inglesa Não-Materna, com elevadas qualificações, que teve de mudar para Inglaterra inesperadamente no 10º ano. Pude constatar, que, ao longo de semanas e meses, ele estava a tornar-se cada vez mais desencorajado, por sentir que se tinha tornado um pior aluno na escola – apenas devido à barreira da língua, mais do que devido às suas Habilidades. Uma vez por semana, era libertador, para ele, poder comunicar livremente. Na realidade, os alunos de Língua Inglesa Não-Materna com quem trabalhei, geralmente, fazem uma mistura de línguas em Escrita Livre, provavelmente refletindo de perto o modo como estão a aprender nas nossas escolas.

  • Os alunos recusam-se a participar.
    Em primeiro lugar, descubra porquê. Uma vez tive um aluno que vivia em circunstâncias difíceis e tinha várias necessidades relativas a saúde mental, que simplesmente não era capaz de elaborar ou não tinha a confiança necessária para escrever. Durante algumas semanas, eu sentei-me a seu lado e escrevi alternadamente, como num jogo do género de associação de palavras. Por exemplo, “Morangos, Futebol, Frio, Chuva, Sapatos…” Algumas semanas depois, só precisava de fazer isto no início, depois ele já conseguia ser capaz de desenvolver, durante a sessão inteira, por si mesmo.

Para outros, sublinhe que a tarefa consiste apenas em escrever; se não o conseguem fazer, então não estão a cumprir com um trabalho previsto, e os procedimentos normais da Escola sobre o comportamento devem ser aplicados.

  • Não ensino Inglês.
    A Escrita Livre é livre para todos. Lute por ela.

Para ir mais longe…

Depois de um longo período de prática de Escrita Livre é possível utilizar a ferramenta para apresentar um tópico. Um exemplo com muito êxito é o de quando perguntei a uma turma de oitavo ano o que sabiam sobre a I Guerra Mundial, para lhes apresentar a nova unidade de poesia. Tivemos um diálogo de turma com algumas respostas muito básicas: cavalos, a primeira vez que se usou o gás como arma, 1914- 1917.

Então, convidei esta turma a fazer 10 minutos de Escrita Livre sobre o tópico. Encorajei-os a manter o tópico em mente, mas, ao mesmo tempo, a continuar a escrever apenas o que lhes surgisse. Por exemplo: “I Guerra Mundial, o que é que eu sei ? Não demos isto no 6º ano, com a Professora Patel? Ah sim, fomos àquele bunker, não foi? Ou isso foi na II Guerra Mundial? Qual é a diferença? Espera aí, não estávamos com os Alemães nessa altura e depois contra eles na II Guerra? A Emma está a escrever imenso – como é que ela sabe tanto? Talvez ela esteja só a escrever sobre o seu cabelo, afinal. Afinal, sim. Que mais? Oh, cantamos aquelas canções – Embrulha os teus problemas no teu velho saco e sorri, sorri, sorri… Isso foi no quarto ano. Não tinha ideia sobre o que era, nessa altura, mas creio que é o género de canção que pode animar as tropas?”

Seguindo a mesma inspiração da teoria por trás de “Pensar, formar um Par, Partilhar”, o facto de dar aos alunos tempo para refletir sobre o tópico trouxe muito mais conhecimento reconhecido para a discussão. Os estudantes tornavam-se mais empenhados à medida que se iam dando conta de quanto já sabiam e de algumas das memórias de fundo sobre o que tinham aprendido antes (especialmente as canções).

Depois, repeti o exercício no final da unidade. Eles puderam comparar as duas Escritas Livres e facilmente constataram o seu próprio progresso.

Os meus Destaques sobre Escrita Livre:

  • Ao fim de 10 minutos, é habitual ter mais alunos do que tempo disponível a sentir-se entusiasmados para partilhar o seu trabalho.
  • Na sessão 3, li, num texto de Escrita Livre de uma aluna muito  tímida, que ela ia ter uma competição de dança no fim de semana. Lembrei-me e perguntei-lhe na Segunda-feira. Ela ficou muito impressionada por eu ter lido, ter-me preocupado e ter-lhe perguntado – depois disso ela começou a participar nas conversas na aula.
  • Um aluno surpreendeu-se ao escrever um poema acerca das suas opiniões sobre a educação – quando ele achava que detestava poesia.
  • Um aluno de oitavo ano, com habilidades em grau elevado , que até então tinha considerado fáceis todas as tarefas que eu tinha dado, encontrou, na Escrita Livre, pela primeira vez, um desafio e teve de se esforçar para conseguir enfrentá-lo.
  • Um aluno confidenciou-me as suas reflexões sobre género e as possibilidades de transição. Na Escola, em Escrita Livre, os alunos sabem que existe a hipótese de o seu texto ser lido, pelo que pude ter uma conversa com ele, começando com: “Notei, na tua Escrita Livre… Gostavas de conversar sobre isto?” Isto fez com que eu tivesse sido o primeiro adulto com quem se abriu, e fui capaz de o apoiar na escola e junto dos pais, durante a sua transição.
  • Muitos, muitos alunos vêm ter comigo no ano seguinte – quando já não têm as minhas aulas – pedindo para terem Escrita Livre com o professor atual.
  • Alguns Alunos pedem para levar os seus cadernos de Escrita Livre para casa, a fim de escreverem mais.

13 de Agosto 2018

Adele Bates

[1] – Inglês é a Língua Materna da Autora. Para leitores Portugueses aplica-se o Português.

[2] – SLT – Acrónimo de ”Speech Language Therapeut”; corresponde a Terapia da Fala.

[3] GCSE  – Acrónimo de “General Certificate of Secondary Education”. Corresponde aos Exames Nacionais de 11º ano.

 [4] SEND – Acrónimo de “Special Educational Needs and Disability”. Corresponde a necessidades educativas especiais.

[5] EAL – Acrónimo de “English as an Additional Language”. Corresponde a Inglês Língua Não Materna.

[6] SENCO – Acrónimo de “ Special Educational Needs Coordinator”. Corresponde a Coordenador de Educação Especial.

[7] MFL Department – Acrónimo de “Modern Foreign Language Department”. Corresponde a Departamento de Línguas Estrangeiras.