A Fraternidade em São Francisco

Ards Friary  CC BY SA 2.0

     Na Festa de São Francisco de Assis, a 4 de Outubro, recordamos as palavras do Papa em honra deste Santo universal. A sua inspiração  permanece viva e atuante,  na época que o nosso mundo atravessa,  para uma amizade a descobrir e uma  fraternidade a renovar com todos os seres vivos:

     “Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e 
autenticidade… Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados.

    Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia comsimplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. 

    Tal como acontece a uma pessoa quando se enamora por outra, a reacção de Francisco, sempre que olhava o sol, a lua ou os minúsculos animais, era cantar, envolvendo no seu louvor todas as outras criaturas.

     O mundo é algo mais do que um problema a resolver; é um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor.

Excertos de “Fratelli Tutti” – Papa Francisco

A Aventura da Nova Escola

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   Hoje temos connosco, na Oficina, o jovem JB, do 5D, que vem estrear-se no CAD e partilha algumas das suas primeiras impressões: 

    Ainda não conheci assim tão bem a minha Turma, mas parece-me que vão ser bons alunos e sinto que são muito simpáticos.

   A nossa DT vai respondendo às nossas perguntas e está a explicar tudo o que é preciso.

   Esta Escola é maior que a antiga, é o triplo! 

   Quanto ao ambiente geral da Escola, vejo que tem muitas coisas, o espaço é muito bom, podem colocar-se vários materiais neste espaço.

   As disciplinas que gosto mais são Inglês, Português – que é a minha preferida – e HGP. Sinto alguma dificuldade a Matemática.

  No 4º ano fiz uma sessão de Filosofia para Crianças; fiz um “quantos queres” com perguntas: “Quem sou” “Que tipo de pessoa sou?” etc, muito interessante.

Conversas na Oficina – JB5D

Não a Quantidade, mas o Sentimento

      

overblog -Le Jardinier de Dieu

    Jesus estava sentado num banco a observar as pessoas que contribuem para as obras que iriam ser feitas na Instituição “o Século”. Viu que as pessoas mais ricas davam quantias mais altas. Estavam dois homens a dar as suas ofertas para as obras; esses homens eram os mais ricos da cidade, então estavam a dar quantias muito altas.

        Algum tempo se passou e entrou uma velhinha muito pobre. Ela começou a tirar do seu bolso um saco com duas moedas pretas. Colocou as moedas na caixa das ofertas. Jesus, ao ver tal coisa, chamou os discípulos e disse: 

        – Aquela velhinha deu mais que todos os outros homens!

        Os discípulos, supreendidos, questionaram:

        – Como?! É impossível!

     A quantia dada pelos homens era deveras maior que a da velhinha. Jesus explicou que o importante era o esforço que ela fez para juntar as moedas; foi um sacrifício; e que não se tratava de quantidade, mas sim de sentimento.

    Nós recontamos a Parábola e depois interpretamo-la para os dias de hoje: Jesus pede para a Igreja ser reconstruída, para se dar oportunidade aos mais pobres de trabalharem com os mais ricos. 

     Reconto e interpretação de uma Parábola por MA6A e SS6A                                                                     Conversas na Oficina

“Caminhos de Encontro”

Cadescrita.org

     Sob o signo da Fraternidade se estreia o novo Ano Letivo para a nossa Comunidade.

   O primeiro pórtico que transpomos pretende abrir para  caminhos incomuns, sob a aparente banalidade da sua qualificação: com efeito, estes caminhos que podem abrir-se para nós, são todos “de encontro”, o que nos pode parecer familiar, e onde nos sentimos com alguma competência, pela experiência acumulada de partilha viva.

    Mas que “caminhos” são estes? E a que “encontro” nos conduzem?

     Estes “caminhos” são livres, isto é, podemos não seguir por eles; só se tornam acessíveis se os quisermos seguir; de outro modo permanecem ocultos no  entrançado dos labirintos quotidianos em que nos cruzamos constantemente sem nos ver, e que, afinal, não são “caminhos” e onde, afinal, não acontece “encontro”.

     Estes “caminhos” são múltiplos, isto é, variados, diferentes, plurais. Vias distintas por onde circulam companheiros de viagem, mas todos irmanados na viagem comum. 

     Ah, dissemos “companheiros”. Aqui, sim, o “encontro”: a presença irrecusável dos outros que povoam estes  caminhos prometidos, a transbordar de movimento e vida, de desafio e encanto.

    Encontro único de “Fraternidade” através de caminhos multiplicados: o capítulo sétimo da Carta do Papa fala da “formação de uma sociedade” inteiramente “nova”; afirma que “o valor de estarmos juntos” como pessoas “é superior” a qualquer outro laço humano; que “os processos da paz” são o somatório de pequenas “transformações artesanais” que cada pessoa improvisa no seu quotidiano; e ainda que, quando “se trata de recomeçar”, tem de ser sempre “a partir dos últimos”.

    Cada um de nós está, assim, confiado às surpresas inventivas da boa-vontade dos outros; cada um de nós fica, deste modo, desafiado a criar iniciativas de transformação ou a corresponder com uma retribuição inesperada, numa troca de atos de bondade e de coragem, todos eles “artesanais”.

     Tais pequenos atos generosos e atrevidos, que passam pela lentidão da escuta, da firmeza paciente do diálogo,  que geram o sentido da pertença mútua e nos surpreendem no seu alcance poderoso para desarmar inimizades,  serão os que a nossa fraterna fantasia imaginar e que o nosso  incansável  palmilhar de “caminhos” há-de tornar reais.

OE – Partilha de Inspirações  

As Cores Verdes do Mundo

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Até agora, quem teve mais influência na tua vida?

    A minha Mãe e o meu Pai, desde que nasci. Se às vezes estou mal, ou se tive um dia horrível na Escola, os meus Pais ajudam-me imenso.

Quais os 3 Valores que escolhes para transmitir à próxima Geração?

    Escolho Coragem, Paciência e Otimismo.

Podes inventar uma “Regra de Vida” que te oriente?

    “Sê Saudável e que Nada te aconteça de mal.”

Se o mundo Fosse Perfeito…

   Não haveria doenças nem guerras e o Mundo estaria de Cores Verdes.

O que torna a Vida digna de ser vivida?

    Sermos felizes e combatermos as nossas dificuldades. As pessoas às vezes, pensam negativo, mas depois acontece uma coisa positiva e as pessoas sentem Alegria.

Um momento Único do 5º Ano

Acabaram os Testes!

2 Sugestões para a Escola ser um lugar de mais Liberdade e Vida

    Acho que a Escola está perfeita. O que é preciso é os Alunos mal comportados serem mais bem comportados.

Projetos Ousados para o Verão

     Os avós ajudam a fazer a viagem de sonho dos meus Pais. Fiz tudo para que isso acontecesse, como um agradecimento, por tudo o que têm feito até agora!

Outro “Obrigado”

     Obrigada aos Amigos que me ajudaram quando eu estava em sarilhos na Escola!

O Que é a Felicidade?

     É o que nos deixa fazer tudo o que nós gostamos: divertir-nos, deixar-nos VIVER!

Educação Positiva – Conversas na Oficina – SR5A

Decrescimento: A Opção por “Desviar o Destino” – III

   

Image par Gerd Altmann de Pixabay 

   Terminamos aqui a partilha de apontamentos sobre a nossa iniciação ao conceito de “Decrescimento, a qual irá, certamente, dar o seu fruto, ao longo do novo Ano Letivo, no CAD. 

    Surge “uma nova ideia de Desenvolvimento”, o crescimento do Produto Interno Bruto a todo o custo perde o seu significado, mas torna-se essencial que as atividades humanas nutram e protejam a Natureza ao invés de delapidar os seus recursos finitos.

   Segundo os relatórios Altri […] os países da Europa são “responsáveis por 71% das impurezas dos Combustíveis fósseis”, dado que estes representam 71% da nossa energia bruta.

    Os especialistas sabiam “que a temperatura ia aumentar, mas, ao mesmo tempo, adiavam o momento de avisar que a redução no uso dos combustíveis era inevitável”.

    Porquê este adiamento? Segundo o Economista Gael Giraud, os 11 maiores bancos do mundo têm os seus fundos de investimento comprometidos na exploração dos combustíveis fósseis e podem implodir se a retirada for súbita.

     Entretanto, surgem formas mais humanas de conduzir a vida das sociedades: a Helena sublinhou que “em 16º lugar no Happiness Report 2021, a Costa Rica apresenta “A maior reserva ecológica”; há mais de 70 anos que “tomaram a decisão de não investir dinheiro público em armas: eis um País com a coragem de não ter um exército.”

  No entanto, uma Colega partilhou que, num Projeto “com um colega do Brasil que trabalha em Geologia e Biologia pré-Universitárias, os alunos diziam que não iam deixar a Fast Food e os Shoppings. O motivo seria: a dimensão é tão grande que não vale a pena sair do conforto da nossa consciência.”

    Assim, reconhecemos que “as poucas coisas que fazemos nas aulas de Cidadania não estão alinhadas com a mensagem da Cultura Geral que as Escolas refletem. Como ter uma vida boa?”

   Como mudar a cultura? Será preciso “Abrir espaços em que as lógicas sejam diferentes, em que se vivencie a comunidade, o serviço mútuo.”

    Recentemente, experimentamos alterações significativas no nosso modo de consumir: “Por exemplo, durante os confinamentos, as pessoas começaram a explorar as redondezas.” “Descobrem que pode haver outras coisas que sejam mais apelativas” que os bens materiais imediatos.

    Ana Poças, a jovem doutoranda, a especializar-se em “Consumo Sustentável”, partilhou entaõ as suas sugestões de boas práticas; a elas acrescentamos uma constatação que mostra a mudança de mentalidade partindo do próprio mundo das empresas e ainda algumas propostas, na linha da transição ecológica, do economista Gael Giraud:

1 – “Para as empresas: mudar o que for preciso para que o objetivo final da empresa já não seja o lucro.”

   Segundo o relatório Business Roundtable Report 2021– “Os Americanos merecem uma economia que permita a cada pessoa ter sucesso através de trabalho exigente e criativo, bem como a viver uma vida com significado e dignidade”, de tal modo que o objetivo de alcançar lucro a todo o custo já não tem qualquer exclusividade.

2 – Para as Instituições que compram materiais: “Reutilizar e não seguir as regras-padrão”; fabricar para a durabilidade; relocalizar as empresas e reindustrializar os países do Ocidente.

3 – Para as comunidades: procurar “Recursos Ocultos”.

   Aqui Ana Poças partilhou a descoberta que fez “um Grupo de Artistas na Holanda, que têm em vista a redução da pegada carbónica”; visitando uma Universidade, viram que, no Campus, vivia um rebanho de ovelhas. Souberam que a lã era exportada para a China, com o fim de se fabricarem feltros baratos.

    “Então, o Grupo de Artistas desviou o destino da lã;  fizeram um Projeto com os Alunos: trabalharam a lã e descobriram que, entre outras aplicações locais, podiam sintetizar Vitamina D da própria lã.” 

     “Desviar o destino” é como um apelo da realidade que muitos já escutam e se apressam a pôr em prática, recriando o seu quotidiano, reinventando no nosso hoje a vocação originária de viver em comunidades criativas – sejam elas urbanas ou rurais – no cuidado da Terra que as sustenta. 

(Apontamentos da sessão Zoom da Cátedra Geral da Unesco para a Paz Global e Sustentável a 28/07 de 2021)

Bibliografia: L’Économie à Venir– Gael Giraud e Felwine Sarr   

Só o Comum salva a modernidade

Gael Giraud, il futuro deve essere low tech

https://ideas4development.org/en/growth-is-no-longer-a-panacea/

https://usbeketrica.com/fr

 Institut Momentum

https://www.decrescimento.pt/

Degrouth 2021

La maison commune de la décroissance