As Quatro Casas

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    Temos quatro casas: uma é o Planeta, onde vivemos, a segunda é a nossa própria casa, com a nossa Família,  a terceira é a nossa Escola e a última é a casa Dentro de Nós.

     Na casa  da Família, nós nascemos, comemos; aprendemos a receber e a agradecer; também aprendemos a amar a Família que nos ajuda nas dificuldades.

      A Casa da Escola é importante, porque aprendemos muitas coisas, e onde também não aprendemos só os estudos: aprendemos sobre a Vida. Para mim é mais importante sabermos como é a Vida do que os estudos.

        A Casa da Família é um lugar que nos mantém seguros; também aprendemos as coisas básicas, como falar corretamente, ser bem educado, isto para mim é muito importante, porque estamos a aprender sempre mais.

(Continua) Texto a Duas Mãos – SR6A e JS6A

Tema inspirado em Ecologia Emocional para Crianças de Jaume Soler y Mercé Conangla

Ser Feliz É Ter Gosto na VIDA

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    VS –   O que me torna feliz é ver a minha Família feliz; que ninguém da Família se sinta mal; não me sinto feliz com isto que vou dizer, mas como gosto muito de video jogos, às vezes, no meio das aulas, penso nisso. Até ponho em post its e desenho o que estou a pensar.

JB – Estás a dar criatividade ao que estás a fazer. Não devemos fazer isso quando é preciso muita atenção na aula.

VS – Torno-me feliz estando com os Amigos todos. E almoçando com eles. E quanto às outras pessoas, toda a gente vai ficar feliz com o término do Covid-19.

JB – Há 3 séculos, Portugal era muito melhor que agora, antes de existir TV, telefones, Consolas, não havia tanta gente a roubar casas. Agora há muita ganância.

VS – A maior influência na minha vida foram os meus Pais. Eles transmitiram-me o ser amigo. Por exemplo, nos intervalos, quase não estou contigo, mas vejo-te como um amigo. Se te acontecer alguma coisa, eu vou logo, porque vejo-te como um amigo. 

JB – A maior influência na minha vida até hoje foram os meus Pais, a minha Família, os que me querem ver bem. Por exemplo, os meus Amigos. Os meus Pais ensinaram-me a ter educação, a falar bem coma as pessoas, a não dizer asneiras.

VS – Vou dizer a verdade, assim, de vez em quando, entre amigos, eu solto-me um bocado.

JB – Entre amigos não é importante.

VS – Transmitiram-me o ser educado. Por exemplo, dão-me um prato de comida, por mais que eu não goste, não digo, é falta de respeito.

JB – Faltar ao respeito é normal no ser humano. “O Perdão evita-se”. Diz-se isso, porque, por exemplo, a professora I está a falar numa coisa, mas eu não estou a gostar nada disso e posso dizer: ” – Não gosto que me fale assim, professora I. Entendo tudo o que está a dizer, vou passar a fazer assim, mas não estou a gostar do que a professora está a dizer”.  

VS – Temos de pensar antes de dizer e as desculpas…Percebemos que fizemos algo de mal e queremos desculpar-nos.

JB – Todos os dias tenho ajudado muitas pessoas e adoro ajudar os outros. Eu também ajudo os meus Pais a fazer a comida, a pôr  a mesa e a lavar a loiça Na minha escola chamam-me “Pessoa Querida” e adoro esse nome.

Conversas na Oficina (Em parte Escrito) VS5D e JB5D

Fraternidade é Ajudar Alguém que Precise

     

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     Esconderijos da Felicidade:

        • Brincar com o Scone, a Quica e a Juju;
        • Ir passear com a Mãe;
        • Dançar Hip hop com a minha prima;

    Nestes momentos sentimos mais Alegria e Esperança.

     O que gostei mais de fazer estas férias: estive a pintar desenhos de paisagens; A Quica fez dois anos no dia 1 de Agosto, eu estava no estoril, em casa da Avó; tive uma aula de Equitação: montei o Baccarat, um cavalo castanho claro, de crinas escuras.

     Em casa da minha Avó, gosto muito da horta, de ver os tomates e a salsa; também há uma laranjeira em que as laranjas estão todas verdes, mas , lá no alto, onde nem sequer se chega de escadote, há uma laranja madura, sozinha!

    Quem me influenciou mais na vida foi a minha Mãe: transmitiu-me Amor e Carinho. Aos meus filhos gostava de transmitir aos meus filhos, Coragem, Confiança e Alegria, Se o mundo fosse perfeito, não haveria zangas entre adultos, nem entre crianças, nem entre amigos.

     Para mim, a Fraternidade é ajudar alguém que precise, ajudar o  próximo. O meu próximo é, por exemplo, a Mãe: eu ajudo-a a pôr a mesa; eu dou sempre de comer à Quica e à Juju.

Conversas na Oficina MC6C

A Aventura da Nova Escola

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   Hoje temos connosco, na Oficina, o jovem JB, do 5D, que vem estrear-se no CAD e partilha algumas das suas primeiras impressões: 

    Ainda não conheci assim tão bem a minha Turma, mas parece-me que vão ser bons alunos e sinto que são muito simpáticos.

   A nossa DT vai respondendo às nossas perguntas e está a explicar tudo o que é preciso.

   Esta Escola é maior que a antiga, é o triplo! 

   Quanto ao ambiente geral da Escola, vejo que tem muitas coisas, o espaço é muito bom, podem colocar-se vários materiais neste espaço.

   As disciplinas que gosto mais são Inglês, Português – que é a minha preferida – e HGP. Sinto alguma dificuldade a Matemática.

  No 4º ano fiz uma sessão de Filosofia para Crianças; fiz um “quantos queres” com perguntas: “Quem sou” “Que tipo de pessoa sou?” etc, muito interessante.

Conversas na Oficina – JB5D

Caminhos de Encontro no 7ºAno

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     Sinto-me bem, porque as professoras dão muitas revisões do ano passado, tinha esquecido um pouco os assuntos, mas estou-me a relembrar: foram muito queridas!

    Também me estou a sentir ansiosa e um pouco “velha”: parece que há pouco estava no 5º ano, a jogar ao mata!

   Agora posso usar a roupa que quiser! Este Verão experimentei vários cortes de cabelo com a minha mãe. Experimentei coisas novas. Agora é melhor deixar crescer para fazer rabo de cavalo, sem cair o cabelo para a frente. 

  Melhorei muito nas técnicas do meu desnho, consegui mais realismo: é preciso olhar muito para imagens, observar o corpo humano, temos de conhecer os ossos, saber como se situam.

  Li o livro “O Gato que ensinou a Gaivota a voar”. Leio sempre, antes de dormir, histórias da bruxa Mimi. Tentei desenhá-la, mas ainda não estou habituada a desenhar “Cartoons”. 

  Das 3 disciplinas novas, estou  a adorar Físico-Química: era mesmo o que eu queria! Sinto muita curiosidade sobre o Universo. O ser humano tem sempre a ideia de que algo fica sempre dentro de outra coisa. Então, o Universo vai muito além. Temos a curiosidade sobre o Universo estar sempre a crescer. Fico com curisosidade também sobre o que fica para além da expansão do próprio Universo! Os cientistas não o seriam se não tivessem curiosidade. 

  Também gosto muito de Matemática, porque a Professora é superquerida, é a minha preferida, diz-nos: “- Não deixem passar nada, não tenham dúvidas, ponham todas, mesmo as que vos parecerem estranhas!” Ano passado tinha receio de pôr dúvidas. Como agora vi que todas as pessoas punham dúvidas estranhas, também pus. 

  Na Turma, fiquei com toda a gente que pedi, mas foi uma ilusáo imensa, porque tinha o T da pré, a I e a sombra da I e eu, sempre juntos na Escola antiga. Agora, um deles está nesta Escola, mas não ficou na minha Turma. As Turmas ainda não se comunicam entre si, os colegas convivem bem, mas dentro da mesma Turma.

Conversas na Oficina – SS7B

Caminhos de Encontro no 5º Ano

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    Acho o 5º ano fixe, mas é “chato” com máscara. Nasci em S. Paulo, tenho um irmão que toca guitarra baixo e pensa ter numa banda, no futuro.

   A minha Turma é gira, gosto muito da DT, é muito simpática. Atrás de mim tenho uma amiga, a B. e mais alguns amigos que ficaram na turma:  G., M., Jo., que toca bateria de Jazz e Guitarra e Je. que toca bateria de Rock e são os melhores amigos entre si.

   Ajudo o meu irmão a cantar quando ele precisa de uma segunda voz. Canto em inglês, com uma voz mais fina. Ele está a ensinar-me a tocar Baixo.

    O meu sonho é ser policial, para ajudar e proteger pessoas;  hoje em dia é muito importante. No Algarve, este verão, estava tão quente, eu fiquei num lugar, parada, á espera dos meus pais; havia dois policiais a cavalo, perto da praia e eles falaram comigo.

   Desde os 4 anos que quero ser salva vidas, policial ou artista. A minha Mãe diz que eu desenho bem. Os desenhos do meu irmão e os meus, da primária, iam para o Cascais Shopping.

    O meu Bisavô era músico e o meu avô também. A família do meu Pai são todos da vida da música. O meu avô conheceu a minha avó numa discoteca! O meu avô ensina-me os nomes dos instrumentos. Gosto de tocar violino em virtual; se eu tirar boas notas, o meu Pai dá-me um.

    O Mano já tirou a carta de condução e na 2ª já sabe se entra na Faculdade!

Conversas na Oficina – CB5D

Caminhos de Encontro no 5ºAno – 2

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    São muito boas as relações na Turma.

     Os meus Pontos fortes são HGP e Português; o ponto a desenvolver é a Matemática.

    A Janinha e a Ruby – que foi encontrada na Escola são as Gatinhas de casa.

    Objetivos para 40 dias:

      • Tornar-se o ser mais famoso da Galáxia;
      • Ter um maravilhoso aniversário a 7 de Outubro;
      • Tirar Excelentes a HGP e a Português;
      • Chegar a um 70% em Matemática.

  Uma Estratégia de Estudo eficaz:

      •  Leio um livro, mas não em silêncio;
      • Música baixinho a acompanhar;
      • Pauso para respirar;
      • Um desafio incrível: estudar com água na boca.

Conversas na Oficina – GS5D

Não a Quantidade, mas o Sentimento

      

overblog -Le Jardinier de Dieu

    Jesus estava sentado num banco a observar as pessoas que contribuem para as obras que iriam ser feitas na Instituição “o Século”. Viu que as pessoas mais ricas davam quantias mais altas. Estavam dois homens a dar as suas ofertas para as obras; esses homens eram os mais ricos da cidade, então estavam a dar quantias muito altas.

        Algum tempo se passou e entrou uma velhinha muito pobre. Ela começou a tirar do seu bolso um saco com duas moedas pretas. Colocou as moedas na caixa das ofertas. Jesus, ao ver tal coisa, chamou os discípulos e disse: 

        – Aquela velhinha deu mais que todos os outros homens!

        Os discípulos, supreendidos, questionaram:

        – Como?! É impossível!

     A quantia dada pelos homens era deveras maior que a da velhinha. Jesus explicou que o importante era o esforço que ela fez para juntar as moedas; foi um sacrifício; e que não se tratava de quantidade, mas sim de sentimento.

    Nós recontamos a Parábola e depois interpretamo-la para os dias de hoje: Jesus pede para a Igreja ser reconstruída, para se dar oportunidade aos mais pobres de trabalharem com os mais ricos. 

     Reconto e interpretação de uma Parábola por MA6A e SS6A                                                                     Conversas na Oficina

Levar os Amigos Connosco…

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Pontos Fortes     

    Gosto de Matemática, mas não é só a Matemática em si, gosto das aulas: o Professor deixa-nos estudar, quando há testes; no dia da Criança, deixa jogar jogos de Matemática. Eu também gosto muito do Professor. Também gosto muito de Inglês e de Educação Física, são os meus dois pontos fortes; já utilizei o Inglês, quando fui aos Estados Unidos; na net, jogo em Inglês, e na netflix, vejo filmes em Inglês, com legendas, mas vou ouvindo em Inglês.

     Verão 2021

    A maior vantagem das férias é podermos passar uns dias em casa dos Amigos; podemos levar Amigos connosco para sítios diferentes; posso ficar mais tempo a dormir. 

Amizade

     As maiores qualidades num Amigo são ter confiança, ter autoestima nele, ser engraçado, saber brincar, mas ao mesmo tempo, saber ser sério e não ofender.

Sondando o  Futuro

      – Como vai ser a minha casa? Qual vai ser a minha profissão? Tenho em vista algumas profissões: ser futebolista, ser golfista, ser tenista… estou em todo o lado, não tenho a certeza se vai ser uma delas. Já fiz ténis no CAD durante 8 anos, mas saí e voltei a entrar para a Quinta da Marinha, onde às vezes vou com o meu Pai.

Transmitir Felicidade

      Transmitir Felicidade é fazer uma pessoa rir; dizer elogios à pessoa; brincar a uma coisa que a outra pessoa gosta de fazer.

Conversas na Oficina – MC5B

As Cores Verdes do Mundo

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Até agora, quem teve mais influência na tua vida?

    A minha Mãe e o meu Pai, desde que nasci. Se às vezes estou mal, ou se tive um dia horrível na Escola, os meus Pais ajudam-me imenso.

Quais os 3 Valores que escolhes para transmitir à próxima Geração?

    Escolho Coragem, Paciência e Otimismo.

Podes inventar uma “Regra de Vida” que te oriente?

    “Sê Saudável e que Nada te aconteça de mal.”

Se o mundo Fosse Perfeito…

   Não haveria doenças nem guerras e o Mundo estaria de Cores Verdes.

O que torna a Vida digna de ser vivida?

    Sermos felizes e combatermos as nossas dificuldades. As pessoas às vezes, pensam negativo, mas depois acontece uma coisa positiva e as pessoas sentem Alegria.

Um momento Único do 5º Ano

Acabaram os Testes!

2 Sugestões para a Escola ser um lugar de mais Liberdade e Vida

    Acho que a Escola está perfeita. O que é preciso é os Alunos mal comportados serem mais bem comportados.

Projetos Ousados para o Verão

     Os avós ajudam a fazer a viagem de sonho dos meus Pais. Fiz tudo para que isso acontecesse, como um agradecimento, por tudo o que têm feito até agora!

Outro “Obrigado”

     Obrigada aos Amigos que me ajudaram quando eu estava em sarilhos na Escola!

O Que é a Felicidade?

     É o que nos deixa fazer tudo o que nós gostamos: divertir-nos, deixar-nos VIVER!

Educação Positiva – Conversas na Oficina – SR5A

Decrescimento: A Opção por “Desviar o Destino” – III

   

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   Terminamos aqui a partilha de apontamentos sobre a nossa iniciação ao conceito de “Decrescimento, a qual irá, certamente, dar o seu fruto, ao longo do novo Ano Letivo, no CAD. 

    Surge “uma nova ideia de Desenvolvimento”, o crescimento do Produto Interno Bruto a todo o custo perde o seu significado, mas torna-se essencial que as atividades humanas nutram e protejam a Natureza ao invés de delapidar os seus recursos finitos.

   Segundo os relatórios Altri […] os países da Europa são “responsáveis por 71% das impurezas dos Combustíveis fósseis”, dado que estes representam 71% da nossa energia bruta.

    Os especialistas sabiam “que a temperatura ia aumentar, mas, ao mesmo tempo, adiavam o momento de avisar que a redução no uso dos combustíveis era inevitável”.

    Porquê este adiamento? Segundo o Economista Gael Giraud, os 11 maiores bancos do mundo têm os seus fundos de investimento comprometidos na exploração dos combustíveis fósseis e podem implodir se a retirada for súbita.

     Entretanto, surgem formas mais humanas de conduzir a vida das sociedades: a Helena sublinhou que “em 16º lugar no Happiness Report 2021, a Costa Rica apresenta “A maior reserva ecológica”; há mais de 70 anos que “tomaram a decisão de não investir dinheiro público em armas: eis um País com a coragem de não ter um exército.”

  No entanto, uma Colega partilhou que, num Projeto “com um colega do Brasil que trabalha em Geologia e Biologia pré-Universitárias, os alunos diziam que não iam deixar a Fast Food e os Shoppings. O motivo seria: a dimensão é tão grande que não vale a pena sair do conforto da nossa consciência.”

    Assim, reconhecemos que “as poucas coisas que fazemos nas aulas de Cidadania não estão alinhadas com a mensagem da Cultura Geral que as Escolas refletem. Como ter uma vida boa?”

   Como mudar a cultura? Será preciso “Abrir espaços em que as lógicas sejam diferentes, em que se vivencie a comunidade, o serviço mútuo.”

    Recentemente, experimentamos alterações significativas no nosso modo de consumir: “Por exemplo, durante os confinamentos, as pessoas começaram a explorar as redondezas.” “Descobrem que pode haver outras coisas que sejam mais apelativas” que os bens materiais imediatos.

    Ana Poças, a jovem doutoranda, a especializar-se em “Consumo Sustentável”, partilhou entaõ as suas sugestões de boas práticas; a elas acrescentamos uma constatação que mostra a mudança de mentalidade partindo do próprio mundo das empresas e ainda algumas propostas, na linha da transição ecológica, do economista Gael Giraud:

1 – “Para as empresas: mudar o que for preciso para que o objetivo final da empresa já não seja o lucro.”

   Segundo o relatório Business Roundtable Report 2021– “Os Americanos merecem uma economia que permita a cada pessoa ter sucesso através de trabalho exigente e criativo, bem como a viver uma vida com significado e dignidade”, de tal modo que o objetivo de alcançar lucro a todo o custo já não tem qualquer exclusividade.

2 – Para as Instituições que compram materiais: “Reutilizar e não seguir as regras-padrão”; fabricar para a durabilidade; relocalizar as empresas e reindustrializar os países do Ocidente.

3 – Para as comunidades: procurar “Recursos Ocultos”.

   Aqui Ana Poças partilhou a descoberta que fez “um Grupo de Artistas na Holanda, que têm em vista a redução da pegada carbónica”; visitando uma Universidade, viram que, no Campus, vivia um rebanho de ovelhas. Souberam que a lã era exportada para a China, com o fim de se fabricarem feltros baratos.

    “Então, o Grupo de Artistas desviou o destino da lã;  fizeram um Projeto com os Alunos: trabalharam a lã e descobriram que, entre outras aplicações locais, podiam sintetizar Vitamina D da própria lã.” 

     “Desviar o destino” é como um apelo da realidade que muitos já escutam e se apressam a pôr em prática, recriando o seu quotidiano, reinventando no nosso hoje a vocação originária de viver em comunidades criativas – sejam elas urbanas ou rurais – no cuidado da Terra que as sustenta. 

(Apontamentos da sessão Zoom da Cátedra Geral da Unesco para a Paz Global e Sustentável a 28/07 de 2021)

Bibliografia: L’Économie à Venir– Gael Giraud e Felwine Sarr   

Só o Comum salva a modernidade

Gael Giraud, il futuro deve essere low tech

https://ideas4development.org/en/growth-is-no-longer-a-panacea/

https://usbeketrica.com/fr

 Institut Momentum

https://www.decrescimento.pt/

Degrouth 2021

La maison commune de la décroissance

Reinventando a Escola

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Sugestões para uma Escola Fantástica: 

      • Criar um elevador só para crianças.
      • Instalar câmaras nas salas e na bibilioteca para se saber o que está a acontecer. Por exemplo, se alguém empurrar alguém ou tentar roubar algo.
      • Arranjar um sítio no Parque dos Pequenos onde possam jogar Basket. 
      • Dois dias por semana ter um tempo limitado de telemóvel. 
      • Nos almoços, haver verdadeiramente distanciamento social.
      • Estamos a compor uma música sobre igualdade e inclusão. Há pessoas que não se sentem seguras cá na Escola, pois há pessoas que fazem troça delas, ou por gostarem de rapazes ou raparigas, ou por terem nomes que se podem associar a palavras desagradáveis.
      • Fizemos 6m e 40 segundos na Milha. Os Alunos que saem cansados da Milha deviam ter um local com bombas de asma virgens para quem precisasse. Estar uma pessoa que perceba de asma, sentada, disponível, no canto das raquettes, o mais pequeno.
      • Pode haver uma aula em que se façam jogos sobre os conteúdos de estudo.
      • Deviam intercalar-se aulas teóricas com aulas para a vida: Defesa, Culinária, Costura, Relações Humanas… Há pessoas que querem ser polícias (como eu) ou cozinheiros e, assim, começavam já as suas carreiras aqui na Escola.
      • Devia haver uma aula em que os Professores ensinassem o que se deveria fazer em situações de terramoto, tsunami, ou apocalipse zoombie.
      • Devia haver mais tempo de intervalo: 5m não dá para comer, para brincar, para ir à casa de banho. “Tortura Para Crianças” não devia haver, até para os Professores pouparem o trabalho de os corrigir. Assim teríamos tempo de ver as nossas séries na Netflix como “Walking Deads”, Tic Toc, Youtube, “A Saga” de Filipe Neto, ou simplesmente Desenhar…

Conversas na Oficina – MF6B e LS6B

Amigos em Despedida

Image par Jeon Sang-O de Pixabay 

Verão Aventuroso: Desejo e Recordação

DB – Gostava de ir ao Algarve, que o Covid acabasse, de ir à praia, ir até Espanha – é perto, posso ir com a minha Avó.

MP – Eu gostava de jogar Fortnite e de ir à praia do Guincho. No Algarve tive um problema: saltei numa onde em que me enrolei e saí da água quase desmaiado. 

DB – E eu estava a fazer Surf e caí. A prancha voou para cima e quando eu vim ao de cima, levei com a prancha na cabeça.

Para uma Escola mais Viva

DB – Alguns Colegas devem ter mais respeito por todos.

MP – Em relação ao Covid, eles tiram as máscaras e não nos ouvem. ” – Cala-te! Queres que eu morra?” – Dizem que não conseguem respirar.

Momentos Únicos no 5º Ano

MP – Os recreios e as aulas de EF são os melhores momentos! No recreio, posso brincar com os meus Amigos, posso fazer novos Amigos, podemos jogar aos jogos de que gostamos…

DB – Podemos andar por todo o lado do Colégio!

Pessoas Felizes

DB As Pessoas são felizes quando são respeitadas. Também termos uma Casa, Amigos e Família.

MP – As Pessoas são felizes mostrando respeito pelo que são, a mostrar o seu valor, a amar os que amam ele próprio.

Valores a Transmitir à próxima Geração

DB – Ter Carácter, Coragem e Solidariedade.

MP – Coragem, mostrar a eles o que é o Amor, o que são os Amigos, ensinar como se fazem as coisas, como se derrubam todos os “Trinturantes”  – os malvados.

Conversas na Oficina – DB5A e MP5A

Desafios da Alegria

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     Quando tenho uma aula ou lição de Equitação, sinto-me feliz. Sinto alegria, motivação, entusiasmo. Quando estamos felizes, até inventamos novos desafios.

   Admiro muito a L. D. Admiro esta pessoa porque ela salta um metro e sessenta a cavalo; tem cavalos muito bons e muito amor.

   Há pessoas que montam a cavalo sem Toc e um dia podem cair e aprendem a lição que se deve estar sempre com Toc.

   A minha Mãe transmitiu-me o amor pelos cavalos. Um dia, gostaria que os meus filhos montassem a cavalo, e, talvez, que jogassem futebol;  gostaria de transmitir-lhes a coragem, ter muitos amigos. É preciso ter amigos. Por isso, se calhar, é que somos diferentes.

     Os momentos únicos do meu 5º ano foram os furos entre as aulas! Só tive dois: a Inglês, que a Professora teve de ir ao médico, e a Cidadania.

    Este verão gostava de ir à praia “Verde”, no Algarve, para mergulhar nas ondas e ir jogar ténis em Vila Real de Sto António. Claro, também vou montar a cavalo, na Charneca, com o XS.

    Na Escola de Arte Equestre, os cavalos, nas boxes, têm tranças nas crinas, estão todos limpinhos a cheirar bem, tratam muito bem dos cavalos.

Conversas na Oficina – Verão 2021 – JM5A

“Uma Visão Outra do Mundo”

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O que torna as pessoas Felizes?

FV – O que torna as pessoas felizes é fazerem o que gostam.

L. R. – A Família e os Amigos tornam as pessoas Felizes.

Quem nos influencia? Como?

F.V. –  Quem mais me influencia é a minha Mãe e o meu Pai. Transmitem-me, conhecimentos de massagens, como se tratam as águas que vão para os rios, a ser educado, a ter um visão outra do mundo. Como estou a aprender música, todas as noites tenho uma pulsação: binário, ternário e quaternário. 

L.R. – Quem mais me influenciou foi a minha Mãe. Transmite-me inteligência, conhecimentos que eu não tinha, ser educada, paciente…

3 Valores a Transmitir aos Futuros Filhos

F.V. – Nunca desistir das coisas, ver como é o mundo por fora, ter conhecimentos, ser criativo.

L.R. – Ser criativo, ajudar os outros, ser amoroso.

Se vivêssemos num mundo perfeito…

LR As pessoas não seriam racistas, não poluiriam o planeta.

FV – As pessoas não seriam mal educadas, quando temos alguma doença pelo mundo, no habitat de todos os animais e nos nossos: estes conhecimentos todos são do meu Pai.

Conversas na Oficina – Educação Positiva – LR5B e FV5B

Felicidade e Admiração

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      C.R. Estar com os Amigos e com a Família faz-me sentir feliz e viva. Quando estou feliz sinto Paz, Saúde…sinto-me forte. Fico com energia, força e isso faz-me ser uma boa pessoa.

    V.G. – O que me torna feliz é montar, estar com os amigos, estar com o meu cão. Quando estou feliz sinto nervos,  entusiasmo e energia. 

    C.R.  – Admiro muito a minha Mãe. Ela conseguiu ter 5 Filhos, com dor e muito mais. Só que ela não desistiu. Mesmo quando ela está zangada ainda faz comidas ótimas e tudo o que ela faz, ela faz no seu máximo!

    V.G. – Admiro a minha Irmã, porque ela é esperta, tem muitos amigos e, principalmente, ensina-me muito. É muito Amiga e uma ótima Irmã.

C. R. – Aos meus filhos, quero passar-lhes um bom futuro, uma Boa vida, Amor, Força e Paz.

Educação Positiva – VG5B e CR5B

Consumo: o Efeito de “Passadeira Rolante”

Image par Gerd Altmann de Pixabay 

II

   Antes de escutarmos as sugestões que apontam as vias concretas de acesso às Alternativas desafiadoras escondidas no conceito de “Decrescimento”, cada um dos elementos do Grupo pôde deixar também o testemunho  do seu contributo para uma vivência comum mais responsável, mais cuidadora e mais compassiva, para além do horizonte estreito de uma “Cidadania” simplesmente correta.    

   Seguiu-se uma saborosa partilha, colorindo-se as sugestões com histórias de vida, nas quais se vem concretizando um consumo sensato e sóbrio, dentro do contexto real que ainda é o nosso.

    Como exemplo, para a Olga, trata-se de partilhar algo sempre que há uma nova aquisição e de conter o teor da oferta no âmbito do que é necessário: “damos os brinquedos; ao recebermos uma coisa nova, oferecemos uma antiga”; e os próximos “presentes” vão ser um cabaz de “coisas úteis”.

    Na mesma linha de sobriedade respeitadora dos outros e do ambiente, também a Ana insistiu sempre em levar “o carrinho velhinho pelas tournées na Península Ibérica em espetáculos musicais.”

   Além desta preocupação de equilíbrio no orçamento doméstico, reconhecemos também que “a pandemia, os confinamentos e as restrições de circulação nos trouxeram oportunidades de descobrir o que nos é essencial, materialmente.”

   “As pessoas têm dinheiro à ordem como nunca tiveram.  Ter de ficar em casa fez-nos perceber que podemos só comprar aquilo de que verdadeiramente precisamos.”

   Mas a Ana Poças veio recordar-nos que “é preciso levantar questões para além do nível em que pode evoluir um consumo individual consciente”,  pois “há ainda o consumo como produto de um sistema capitalista: que questões estruturais, por detrás, teremos de modificar?”

    A Prof Helena esclareceu-nos sobre o impacto da corrida ilimitada à aquisição de bens não essenciais: “Nas áreas do Bem-Estar, descobre-se que as pessoas mais materialistas são mais infelizes. Adaptamo-nos muito depressa ao que adquirimos de material: faz-nos o efeito de uma passadeira rolante.”

   E não apenas “os objetos sonhados dão um bem-estar transitório”, como ainda “a comparação social é detrimental para o nosso bem estar. O acesso aos bens é muito visível pelas redes sociais: mais um fator limitativo do bem-estar. Ao comparar, fazemos a experiência de andarmos na passadeira rolante.”

   Existe, assim, toda uma aprendizagem de um estilo de vida, afinal mais fiel ao humano, a fazer, e que a Prof Helena caracterizou: 

“Trata-se de preenchermos necessidades reais, não materiais: sentido de Comunidade, Autoestima, Alegria, Amor – uma Sociedade que encontra formas não materiais para saciar estas necessidades reais que identificou.”

“Estamos perante uma nova ideia de Desenvolvimento, há que pensar em outros termos estruturais.”

 Assim, podemos deixar-nos surpreender com o poder  transformador das investigações da  Psicologia Positiva, no sentido de ajudar a discernir os fins últimos que uma Economia humanizada deve servir: 

     “Um estudo a nível mundial hierarquizou a felicidade. Um Tink Tank do Reino Unido criou um índice novo que inclui a pegada ecológica; aí, a Costa Rica passa a ser o país com maior Bem Estar e Felicidade.”

Fim da II Parte

(Apontamentos da sessão Zoom da Cátedra Geral da Unesco para a Paz Global e Sustentável a 28/07 de 2021)

71 Anos CAD – Escrever é Voar

Image par S. Hermann & F. Richter de Pixabay    

   Bem. Cá estou eu mais uma vez. E pelos vistos acho que vou-vos escrever algo.

   Bem. Desta vez é um pouco diferente; sim, diferente, talvez não seja alguma coisa muito boa, muito menos entusiasmante.

   Eu gosto de escrever, para mim não é algo de novo, mas alguma coisa que sempre gostarei de fazer; é como dar vida às palavras, mexer com as frases, talvez até seja uma arte.

   Como é bom escrever!

   É como contar e articular a nossa mensagem.

  Para mim, que vos estou a escrever agora, não é preciso ter estrutura, não é preciso arquitetar as palavras, mas sim voar.

   Voar nas poesias do horizonte, nas fantasias do mais além, nos contos de ontem, nas aventuras, nos mistérios longínquos.

    Voar, sim, voar.

   Uma coisa que é livre e não teórica. Eu gosto tanto, mas tanto, de escrever!

   É como… ter um divertimento novo, algo para brincar, divertir, criar!

    Agora não tenho muito tempo para comunicar, mas hei-de voltar. A qualquer dia, a qualquer hora, a qualquer momento.

   Como viram é tão simples escrever! Comunicar. Libertem-se nas asas da Literatura, nos caminhos da escrita, nos mapas do amor.

16 de Outubro de 1986  

Pedro João Mesquita – nº20 – 6ºB

Em 2021, nosso Professor de Educação Visual e Pai de uma Aluna no 6ºB.

Valores Admiráveis

Image par Dorota Kudyba de Pixabay 

 Na vida, quem foi mais importante? Como?

D.S. – O Pai e a Mãe. O pai, para transmitir o valor de não desistir dos meus sonhos. A mãe, para transmitir o valor de nos portarmos bem e sermos educados.

P. G. – A minha família que sempre está aqui, para ajudar e me transmite amizade, o deixar-me feliz e a lealdade.

P. C. – Os nossos pais estão sempre em cima de nós para não falharmos na vida e estão sempre a dar-nos apoio, portanto acho que a família transmite amizade, cooperação e generosidade.

Três valores para vir encorajar os próprios filhos?

P.C. – Dar sempre valor ao que temos, porque pode haver pessoas que nem um pão para comer têm; aproveitar cada momento em que vivem com um bom amigo ou familiar; ser sempre educados e respeitar a opinião de cada um.

P.G. – Aprender a dar valor ao que têm, aprender o que é educação e gostar do que fazem.

D.S. –  Sê educado; nunca desistirás do teu sonho; tenta vir a ser o que tu querias quando eras pequeno.

A regra única para orientar a Vida?

P. C. –  Ser feliz e trabalhar sempre ao máximo para cumprir os nossos objetivos.

P.G. –  Quando levei um recado e mostrei à minha mãe  ela levou a bem, mas se levasse o segundo, vinha “a chinela”. Este acontecimento fez-me criar uma regra para orientar a vida: ser educado nas aulas.

D. S. A regra é ser bem educado com as pessoas, e, se uma pessoa precisar de ajuda, eu vou ajudá-la.

 Num mundo perfeito…

P. C. – Acho que não haveria brigas, guerras ou bullying.

P. G. –  Não haveria racismo por se ser negro, de outro pais, por se ser pessoa com deficiências e etc… 

D.S. –  Não sei por que é que as pessoas fazem mal…

Se essas pessoas vivessem num mundo perfeito elas só faziam o bem. 

Educação Positiva – Reflexão a três mãos, orientada por questões de Maurice Elias

PG8B, DS8B, PC8B

Os Voos da Liberdade

Em 1991, a Prof Maria José Figueiroa Rego partilhou as nossas aulas de Português de 5º ano, continuando as suas sessões de Filosofia para Crianças em que já iniciara os nossos jovens Estudantes ao longo do 1º Ciclo. Aqui publicamos excertos de um animado debate sobre as possibilidades de viver a Liberdade: 

Image par Steve Bidmead de Pixabay 

A. L. – Eu vinha a voar para a escola, se tivesse o dom. Não posso, porque não consigo.

Prof Maria José – Mas és livre para voar?

A. L – Se pudesse, era livre.

Prof Maria José – Então, não és livre para voar.

A. L.  – Se pudesse, era livre. Não se põe essa opção.

Prof Maria José  – Se não se põe essa opção és livre para voar ou não?

T. – Se eu pudesse voar, era livre. Não se põe essa opção.

Prof Maria José – Então não és.

T. – Se pudesse, era. Não voo porque não posso. Mas, por exemplo, eu, um dia, apareço a voar; aí, tenho esse direito.

Prof Maria José – A tua liberdade não tem a ver com a tua possibilidade?

AM – Se eu fosse maluca, subia a uma montanha e atirava-me.

Prof Maria José – Qual é a diferença?

AM  – A T disse que não era livre para voar, se não voasse. 

T – A Stora perguntou se a liberdade tinha a ver com o que eu posso fazer e eu disse que não. 

Prof Maria José – Mesmo que não possas voar, continuas livre?

T – Sim.

AM – Então eu tinha percebido mal. Se eu me atirasse da montanha, eu passava um bocado a voar antes de chegar ao chão. 

L – Só se é livre quando se consegue. Se morre, não é livre. Se conseguisse voar, talvez fosse livre de voar. Se não pode, não é livre. Vi um filme de um surdo-mudo…

Prof Maria José – É livre para falar?

L – Sim, diz por gestos. 

AF – Quase ninguém é livre. Há sempre qualquer coisa… Por exemplo, queremos chocar com os carros e a polícia não nos deixa.

Prof Maria José – Ninguém é livre?

AF –  Há coisas em que somos livres. Por exemplo, em casa, se queremos, podemos fazer um bolo.

Prof Maria José – E uma liberdade total? Não há uma liberdade total?

Excertos de Sessão de Filosofia para Crianças na Aula de Português

Turma do 5C – 1991