Informações para Evitar o SARSCOV -19 –

     sarscov-19   Flickr.com  Domínio Público

    Já houve outros SARS em 2006, 2012 e 2019; por exemplo, o SARS dos camelos, de 2006, é transmitido pelo camelo.

    Durante a aparição do SARS, em 2012, na China, fizeram uma procura de outros SARSCOV em animais; por exemplo, o morcego, o tamanduá, a cobra e outros animais.

    Os morcegos que têm o SARS não ficam doentes, porque os vírus não suportam altas temperaturas a mais de 50 graus;  os morcegos não ficam doentes, porque o voo aumenta a sua temperatura.

     Os sintomas do SARSCOV-19 são,  em pessoas saudáveis, só uma pequena febre;  as pessoas  com o modo de vida mais sedentário, têm febre, náuseas, tonturas e vómitos, e, em alguns casos, diarreia.

    As pessoas mais velhas e com o sistema imonológico fraco ou com doenças terminais vão ter febres altas, náuseas, vómitos, diarreia, pneumonia e, infelizmente, a morte.

   A transmissão dá-se pelas gotículas da saliva, que podem ir até mais de 1 metro de distância, e pelo espirro que vai até mais de 5 metros.

    Nós apanhamos, se tocarmos em alguma coisa que foi infetada pelo vírus e, se, depois, nós tocarmos na boca, nariz, olhos, cortes e borbulhas.

    A forma de tartamento faz-se com antibióticos fortes e soros de outros SARS. 

     A melhor cura é a quarentena para não ser contaminado, usar alcóol em gel e lavar as mãos com sabão. 

   Se tivermos de sair, quando nós entramos, devemos lavar as superfícies, como as maçanetas de fora, com uma toalha com alcóol e pôr um spray de álcool nas solas dos sapatos. Depois de voltar a casa, um banho. 

CAD em isolamento – ZH6D

As Várias Dimensões da Realidade

hipercuboImagem: Wikipedia

     Ultimamente tenho estado interessado na Quarta Dimensão.  

    Descobri este assunto num vídeo que eu estava a ver, sobre jogos. Os jogadores costumam falar muitas vezes sobre temas que não têm a ver com os jogos. Um começou a falar com o outro sobre a Quarta Dimensão. 

     Sei que  tem a ver com a primeira, segunda e terceira dimensões, como por exemplo: 

      • Um ser vivo que exista na primeira dimensão só se consegue deslocar e ver de um lado para o outro, da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda, sem ir para a frente, embora vá para a frente na sua visão, mas basicamente só pode mover-se numa linha reta.
      • Na segunda dimensão, além disto, o ser também consegue deslocar-se para cima e para baixo;
      • Na terceira dimensão, tem as mesmas características mas também se tem a noção da distância, da perspetiva.
      • Finalmente, na quarta dimensão, alcança-se uma visão que vai mais além do que a nossa.

    Por exemplo, imaginem uma linha:  já é  a primeira dimensão, em que se consegue deslocar de um lado para o outro; depois, na segunda dimensão, já pode existir um quadrado, pois pode-se ir de um lado para o outro, de cima para baixo.

    Na terceira dimensão, basicamente um quadrado atrás desse primeiro quadrado, conectam-se as pontas, formando um cubo, que corresponde aproximadamente à nossa visão.

     Na quarta dimensão, no cubo da terceira dimensão, imagina-se um cubo mais pequeno dentro daquele, conectam-se de novo as pontas do cubo mais pequeno para o maior.

    Isto faz com que surja uma certa realidade que o ser humano não consegue interpretar. Essa figura de um cubo dentro do cubo chama-se “hipercubo”. Se uma pessoa pesquisar, encontrará uma figura que o cérebro humano não consegue interpretar facilemente. 

   Não sei explicar porque acho este assunto  tão interessante; abre-me uma visão para além do que nós vemos. 

   Gostaria de aprofundar o mesmo que muitas pessoas que estudam isto gostariam de aprofundar,  que seria saber mais exemplos da quarta dimensão, e também aprofundar melhor como funciona; também o facto de haver mais dimensões, para saber o que são, como são e mais exemplos.

   O estudo foi começado por um grupo de 4 pessoas que se apresentaram a um concurso de Ciências.

CAD em Isolamento – VE7C

A Vida E Os Seus Segredos

mundoImage par Lars_Nissen de Pixabay 

     Pensando bem, os humanos estão a pensar só no lado negativo do Corona Vírus, mas também um muito bom.

    Na minha Escola, nós andávamos a fazer trabalhos sobre como ajudar o planeta e acho que esta vai ser a melhor forma para o fazermos, porque, assim, o planeta não vai ter tanta poluição nem tantos pés em cima da Terra.

    Agora ela vai poder respirar e perceber o lado bom da Vida.

    Acho que Deus, tal como ajudou os humanos, estes anos todos, agora está a ajudar os animais.

    Além de ter ajudado os animais, também nos ajudou a ter uma ideia de como ajudarmos o Planeta.

    Esta situação só nos está a enriquecer de força pois era dela que precisávamos.  Para nos erguermos, para nos levantarmos, para nos pormos de pé, para nós percebermos os erros da vida.

    Nós precisávamos deste tempo para refletirmos sobre o que a Vida nos dá.

    Acabei me apercebendo que todos os dias em que eu passava no paredão, ao pé da minha casa, havia pássaros a cantar belissimamente.

    Antigamente, não me apercebia, porque os carros passavam com ruído, todas as vezes em que eu caminhava no paredão.

   Por causa das ações dos seres humanos, acabamos por não nos aperceber de certas coisas lindas que ainda há para ver e ouvir.

Com o CAD em Isolamento  – SS6D

70 Anos do CAD – “A Minha Bisavó” – 2007

bisavóImage by Oberholster Venita from Pixabay 

     A minha Bisavó brincava muito comigo, porque gostava muito de mim e eu dela.

     Eu vi-a muitas vezes, só que, quando chegava a casa dela, estava a dormir, porque ia do Porto para casa dela, mas depois eu acordava.

      Uma vez, fiquei muito contente, porque, no Natal, deu-me muitas prendas e até me deu uma moto-quatro.

      Depois, quando ela morreu, fiquei muito triste, e eu, os meus Pais e os meus Irmãos choramos muito.

    Quando ia dormir, estava sempre a sonhar, quer dizer, a pensar nela. Às vezes os sonhos eram bons, estava-me a lembrar das brincadeiras que fazia com a minha Bisavó. 

    A minha Bisavó foi uma amiga muito especial para mim e para a minha Família. 

    Gosto muito de ti, Bisavó.

70 Anos do CAD FV5C 2007

70 Anos – CAD -” 40 Anos da Vida de uma Escola” I- (1990)

Colégio no Monte EstorilImagem: Google Street View

     I 

     Fazer a história do colégio do Amor de Deus é quase fazer a história da minha vida de professora – (já vai no vigésimo sexto ano). 

     2 de Outubro de 1950 – nascia uma Comunidade Educativa no Monte Estoril, num chalé  antigo, o número um da Avenida Faial, hoje ainda existente. 

    Eram apenas quatro irmãs que, com todo o carinho e com a ajuda de alguns professores leigos, iniciavam o seu apostolado junto de um pequeno grupo de alunas: apenas 22. 

     Filhas espirituais do Padre Usera, fiéis seguidoras do Mestre, movia-as o desejo de encetar uma obra num recanto do país que lhes oferecia um potencial enorme de ação educativa junto da infância e juventude. 

      Este era um dos campos de ação que o Padre Usera privilegiava. Ele acreditava que “a clarificação da mente, a capacidade de discernir eram condições essenciais para o bem-fazer”. A abertura do Colégio Amor de Deus era, pois, a concretização dos seus desejos. 

    E éramos uma família, uma família pequena, mas muito unida.

     Desde o primeiro instante, a formação integral das alunas foi objetivo pedagógico do Colégio do Amor de Deus e as Irmãs e Professores externos zelavam pelo enriquecimento, não só cultural, mas também espiritual e afetivo das suas alunas.

     Nem mesmo o aspeto lúdico era descurado. Antigas alunas desse tempo não esquecem a gincana que anualmente se realizava, com pompa e ciscunstância, no dia da “Menina Maria” em 21 de Novembro, em comas festas no Teatro  dos Salesianos, cujas instalações nos eram habitual eamavelmente cedidas. 

     Fiquei tão ligada ao Colégio que, enquanto Universitária continuei a frequentá-lo e, durante alguns anos, participei na sua Festa Anual. 

    Acabado o curso, logo as Irmãs me convidaram para ingressar no corpo doecento do Colégio. Era uma consequência lógica: o Colégio nunca deixara de ser meu e tinha agora a oportunidade de transmitir aos meus Alunos a vivência de Escolaque me fora dado experimentar. 

      Haveria tantas mais coisas a recordar…

Professora Maria Helena Pinheiro – 1990

In “Boletim Informativo Do Colégio Amor de Deus”

Celebração dos 40 Anos do CAD

(Fim da I Parte )

“- Como se Atrevem?”

     greta thunberg

     Imagem de Tibor Janosi Mozes por Pixabay 

       No Parlamento Europeu , Gretha THunberg disse:

     “– Estamos no início de uma extinção em massa e tudo o que vocês falam gira em torno de dinheiro e um conto de fadas de crescimento económico eterno. Como Assim?”

     Por um lado, tomemos, como exemplo, o caso dos icebergs nos Polos Norte e Sul estarem a derreter, o que pode originar uma extinção dos ursos polares e uma elevação das águas nos oceanos.

    Isto leva a um completo desinteresse, da parte de alguns Governos, no caso da extinção de algumas espécies animais e no caso de se acabar com algumas ilhas.

     Por outro lado, o crescimento económico é muito importante para o país e para o mesmo se desenvolver, mas isso não pode desvalorizar ou destruir o ambiente.

    Tomemos como exemplo os países que destroem florestas ou retiram animais das mesmas, para pôr em Zoológicos ou para venderem a Empresas e, assim, praticarem o Comércio.

    Em suma, é importante haver uma mudança de atitude para o bem dos países e repensar de forma generalizada, rever o futuro e não  focar apenas no presente.

CAD em Isolamento – Trabalho de  Aula – VL10

70 Anos CAD – Ao Professor -1 – 2002

   Ao professor

   Image by Gerd Altmann from Pixabay 

     Professor,

    Ensina-me o que sabes, quero ficar esperto, quero ser como tu, quero saber, quero aprender, para ter uma boa profissão, uma que eu goste de fazer.

    Para isso preciso de ti, Professor.

    Diz-me o que eu preciso de comprar, que eu compro; eu só quero é aprender. Se me puseres de castigo, tens que ser justo. 

    Eu gosto de ter um professor, gosto também dos intervalos, mas quando mudo de ano, fico cheio de curiosidde sobre qual o professor que me vai calhar!

   Eu queria um Professor um bocadinho severo e um bocadinho brincalhão.

    Que fosse alto, para todos o verem; que fosse justo para todos os alunos, mesmo que um dos alunos fosse seu filho.

   Bem, agora quero dizer:  – OBRIGADA, Professor!

70 ANOS do CAD – JM5B nº16 – 2002

A Revolta das Guitarras

guitarrasImagem: Piqsels.com

     Era uma vez uma Escola de Música onde só havia 27 Alunos. Quando os alunos iam tocar, tocavam sempre desafinados.

    Houve um dia  em que as guitarras tentaram afinar-se umas às outras, porque pensavam que tocavam mal, pois nunca mais tinham sido afinadas.

    Mas quando os alunos voltaram a tocar, ainda tocavam mal. E cada vez mais desafinados.

    Então, chegou um certo dia em que as Guitarras se fartaram. Foi aí que aconteceu a revolta. A revolta começou com elas a desafinarem-se e as cordas a rebentarem.

   A seguir, nas pautas dos cadernos dos Alunos, começaram a trocar-se as notas: os “Mis” trocavam-se por Dós” agudos, os Rés por “Fás”, os Fás por “Soles”, os Fás sustenidos por Rés sustenidos!

    Quando os Alunos chegaram, não notaram nada; quando foram tocar nos Xilofones, as Guitarras esconderam-se. O professor começou a ralhar com os Alunos por estarem a tocar tudo mal.

   No fim das aulas, os Xilofones foram ter com as Guitarras e perguntaram:

       – Por que é que foram trocar as notas? 

     – Porque já estávamos fartas de os ouvir a tocar mal. Por isso agora chegou a hora da nossa Revolta! – Exclamaram as Guitarras.

  As Guitarras deixaram as notas como elas tinham posto e esconderam gravadores pela sala; assim, quando os Alunos fossem tocar, os gravadores iam gravar.

   Quando os alunos chegaram à sala, começaram a tocar e os gravadores puseram-se a gravar.

   No fim da Aula, as Guitarras puseram, como alarme e toque nos telemóveis dos Alunos, a gravação deles a tocarem. E foi assim que os Alunos resolveram tocar melhor.

Com o CAD –  em Isolamento – BB5B

70 Anos – CAD – 44 Anos no “Amor de Deus”

     

  Imagem: Oficina de Escrita 

     O Colégio do Amor de Deus faz 70 anos e eu sinto que faço parte desta sua longa história. 

    Primeiro, porque fui aluna do colégio no Monte Estoril, durante 5 anos, tinha ele acabado de nascer, onde tive  uma grande proximidade com as Irmãs.
Bé alunaImagem: Gentileza da Autora
     Depois porque, mal acabei o curso da faculdade fui convidada, pelas Irmãs, aos 22 anos, para fazer parte do corpo docente do colégio, onde permaneci como professora de Inglês durante 39 anos.
   Não foi um percurso qualquer, foi sim uma longa experiência de vida, de enriquecimento humano, como pessoa e como profissional.
 
    O Colégio foi, sem dúvida, para mim, uma segunda casa, onde cada dia de trabalho representava a alegria do encontro, da entrega, da partilha e do convívio, com alunos, Irmãs, colegas de trabalho e funcionários. 
Bé ProfessoraImagem: Gentileza da Autora
   Foram anos muito felizes e de grande realização pessoal e profissional. 
   Desejo que muitos anos ainda venham, em que cada professor possa testemunhar a mesma alegria e o mesmo prazer que eu tive em fazer parte da Comunidade Educativa deste Colégio.
Professora Helena Pinheiro 44 anos de CAD

A Benção Urbi et Orbi

imagem: cadescrita.org

     “É preciso encontrar a coragem de abrir espaços onde todos se sintam amados, permitir novas formas de hospitalidade, fraternidade e solidariedade. É preciso abraçar o Senhor, para abraçar a esperança”

Texto completo do Papa Francisco partilhado pelo Professor Bento: Imissio

Papa Francisco – 27/03/2020

Que os Santos Apóstolos Pedro e Paulo,  dos quais no poder e julgamento confiamos, estes intercedam por nós até o Senhor.

R / Amém.

Que por meio das orações e dos méritos da Santíssima Sempre-Virgem Maria, de São Miguel Arcanjo, de São João Batista, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os santos, o Deus omnipotente mostre compaixão à vós, e (quando) perdoados todos os vossos pecados, Jesus Cristo vos conduza à vida eterna.

R / Amém.

Que o Senhor Todo Poderoso e misericordioso vos conceda indulgênciaabsolvição, e remissão de todos os vossos pecados, espaço para um verdadeiro e frutuoso arrependimento, (mesmo) o coração arrependendo(-se) sempre, e a benção da vida, a graça, a consolação do Espírito Santo e perseverança final nas boas obras.

R / Amém.

E que a bênção de Deus Todo Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça sempre.

R / Amém.

70 Anos – CAD – “VERBUM CARO” – 1998

Verbum CaroImagem: Oficina de Escrita Autor: Alexandre Estevão

    Em Lisboa, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, pode contemplar-se um quadro fulgurante e inesquecível, visitando o templo pelas 17h de uma tarde de sol: o famoso vitral de 100 metros quadrados, do genial Almada Negreiros, virado a poente, incendeia-se, criando no interior da nave uma luminosidade sobrenatural.

    Mas o vitral que ontem foi colocado numa rasgada janela, virada a poente, de minha residência, é também uma obra de génio!

    Alexandre F. Estevão é um notável artista, de Cascais, na arte de conceber e concretizar mensagem através de um vitral. Ele soube descobrir e combinar os princípios utilizados pelos artífices da Idade Média, com uma nova arte de preparação dos vidros. […]

      Não se trata de arte abstrata, trata-se de arte, neste vitral que, pelas formas e cores, exprime as irradiações das bençãos sobre a Virgem, vindas do alto, onde paira um estilizado par de asas brancas.

     A silhueta azul da Virgem impressiona pela postura de recolhimento, de graciosíssima leveza a que os raios luminosos, formando um conjunto de harmonia cromática que define e releva com perfeita nitidez a sua primordial finalidade.

     A mensagem do início no inefável mistério: o Criador vai tomar a forma humana no seio da Santíssima Virgem!

   No meu lar existe agora um foco de inspiração, para todos meditarmos o mistério da Encarnação do Verbo, na sublime humildade de Maria. 

12 de Abril de 1998 – Artur Alves Pinto

(Os pais dos Professores também pertencem à Família “alargada” do Amor de Deus.)

70 ANOS-CAD – Um Fiel Companheiro- 1992

     Momentos de conforto e paz

     Photo by British Library on Unsplash

     Está a anoitecer. Estou sentada na minha cama e, ao meu lado, uma caneca com chocolate quente. Virando-me para trás, vejo as portas castanhas do meu armário, um poster muito especial e cativante, onde dois elefantes olham o céu estrelado com uma eterna felicidade.

    Entre a minha cama e a do meu irmão, ambas amigas dos nossos sonos, está um tapete branco no chão e uma mesa de cabeceira escura com quatro gavetas. Em cima, um candeeiro que ilumina as minhas leituras, à noite, na cama, um despertador que chama para cumprir os meus deveres e alguns bibelôs.

    Ao meu lado esquerdo está um móvel castanho, com três prateleiras, onde estáo bonecos de peluche que desde há muito me fazem companhia, livros da minha infância que tanto me divertiram, livros de Aventuras onde encontro o mistério e a excitação.

      Ao seu lado, fica uma mesa redonda coberta poruma colcha rosa, em cima desta um rádio que dá um som ótimo, alguns pequenos bonecos de criança a quem me afeiçoei, perfumes com aromas frescos; um palhaço de olhos azuis, nariz vermelho, vestido com um fato-macaco às riscas vermelhas e laranja, com um grande sorriso nos lábios; este recorda-me de todas as gargalhadas e gritos de alegria que dei até hoje e uma bolsa de remendos feita pela minha bisavó.

    Quando os cortinados, brancos e delicados, estão abertos, a luz do sol ilumina o meu quarto com vaidade e os seus raios penetram até ao mais íntimo.

    À noite, em frente de uma imagem de Cristo, que fica por cima da mesa de cabeceira, rezo com confiança e fé.

    No meu quarto vivo momentos de pleno conforto e paz. Seu ambiente é agradável e sereno.

    É nele que leio, ouço música, brinco, durmo e converso sozinha; por vezes interrogo-me, procuro desafios e sinto que sou escutada.

    O meu quarto é um verdadeiro espelho onde a minha personalidade e maneira de viver estão refletidas. Ele combina com aquilo que sou. Eu adaptei-o a mim, para que tudo se torne mais sintonizado.

    O meu quarto é um fiel companheiro. 

70 Anos do CAD – JRP -nº20 – 6ºB – 1992

70 ANOS – CAD – “O Meu Quarto Acolhedor” – 1992

   

 Photo by Vidar Nordli-Mathisen on Unsplash

     Quando se entra, o nosso olhar é logo atingido pelos pequenos ramos de flores estampados no branco limpo do papel que forra as paredes, tornando o meu quarto confortável e acolhedor.

     Logo depois, a nossa atenção é chamada pelo leve tic-tac que vem da mesa de cabeceira, onde um pequeno e antigo despertador verde dá um ar misterioso ao quarto, fazendo-nos pensar que este está a meditar.

    Também nesta mesinha está um pequeno naperon que, com suas cores claras condiz perfeitamente com um pequeno candeeiro de pé de madeira que à noite ilumina uma imagem de Nossa Senhora, que, tão simples, mas tão bela, parece incendiar-se com a luz.

     No meio do quarto, uma mesa de madeira muito lisa e brilhante, faz-nos convencer que pertence a um grande armário, onde, do lado direito, bonecos diferentes parecem representar uma peça de teatro.

     Em cima da cómoda estão vários livros, uns em cima dos outros, prontos para serem lidos e cujos títulos variados despertam curiosidade.

    A grande janela, que dá para uma pequena varanda, alegra muito o quarto, principalmente quando os cortinados estão fechados e a luz passa através do amarelo vivo destes.

    Tudo isto serve para sonhar e talvez, em toda as gavetas e até atrás dos ponteiros do antigo despertador, estejam pequenos sonhos à espera de serem realizados.

C R 6º, 1992

70 ANOS do CAD

(Texto escolhido para a Prova Global de 1992)

70 ANOs – CAD – “Um Poder Novo” – 2010

lerPhoto by Nong Vang on Unsplash

      O meu livro preferido são as “Aventuras de Teodora” e gosto muito de o ler, porque é muito entusiasmante e desperta-nos a atenção, o que nos faz ficar agarrados ao livro.

     Eu adoro ler, é uma das minhas atividadesfavoritas. Faz-me aprender, mas não sei explicar porque gosto de ler, só digo que adoro, porque é mesmo.

     Os meus tipos preferidos de livros são os de aventura e mistério. O livro que eu li e de que não gostei nada foi “A Bruxinha Lili e a Cidade Submersa”, pois não me despertou muito a atenção, não era bem o meu género de livro e tinha palavras demasiado fáceis, pouco implícitas e eu gosto muito de explorar livros com palavras difíceis, pois é um desafio para mim.

     O primeiro livro que eu li foi um livro para pequeninos, mas o meu primeiro livro a sério foi no final do primeiro ano, “Geronimo Stilton e o grande Segredo do Conde”.

      Quando eu não sabia ler, antes de ir para a cama, obrigava os meus Pais ou a minha Avó a ler, nem que fosse só uma página. Desde pequenina que aprecio muito lerem para mim e ler também sozinha. Quando comecei a ler, senti um poder novo, um poder de viver aventuras sentada ou deitada, a ver letras a passar.

IB5A – nº18 – 2010

70 ANOS – CAD

Imagem: Oficina de Escrita    

     O nosso amado Colégio faz 70 anos. À exceção do pequeno oásis das Irmãs, a situação inédita que vivemos parece ter reduzido a nossa segunda casa a uma casca vazia: corredores escuros, salas desertas, janelas fechadas.

     Mas não é assim: tal como a Igreja não é formada pelos seus templos, mas pelas “pedras vivas” que são as Pessoas, assim também o verdadeiro Colégio não é o edifício sito na Avenida de Sintra, mas a Comunidade Viva que formam as nossas Irmãs, os nossos Alunos, as nossas Assistentes Educativas, os nossos Pais, os nossos Professores.

    O Colégio Amor de Deus é também, como cada Pessoa, a totalidade da sua História. O Colégio inclui o trajeto completo, de comunhão vivida entre tantos,  desde a remota origem no Monte Estoril, em 1950, depois o percurso pela  espessura dos seus 70 anos de vida partilhada, e ainda a clareira iluminada do nosso “Hoje” em que celebramos o caminho andado.

    O Colégio Amor de Deus está ainda misteriosamente voltado para a abertura de um Futuro desconhecido, que faz parte da sua essência e que – aconteça o que acontecer – sabemos estar “destinado à lei do Amor”, nas palavras do nosso Padre Usera.

   A Oficina de Escrita une-se à celebração de todos estes elementos que pulsam no coração da Escola, passando a publicar algumas vozes juvenis do passado, que conservam a frescura e a energia da primeira manhã.

     São as vozes preciosas dos nossos inesquecíveis Alunos, que com tantos outros, foram tecendo, passo a passo, na interminável paciência do trabalho vivido nas aulas, a alma vibrante do nosso Colégio.

70 Anos – CAD  OE

A Vida com Salazar

mãos, arame farpadoImage par Gerd Altmann de Pixabay 

Salazar e o Estado Novo

Quem era? Um professor de economia que participava ativamente na vida política. 

Óscar Carmona – convidou-o para ministro das Finanças, em 1928. 

Milagre Financeiro – Reduziu os gastos, e aumentou os lucros.

1932 – Convidado para Presidente do Conselho ou 1º Ministro. Imitava a imagem de heróis nacionais.

Medidas para equilibrar a balança: 

        • Reduziu as despesas com a saúde e educação e os apoios sociais.
        • Aumentou os impostos e as taxas das alfândegas. 

Condições de vida do Povo: não melhoraram.

Cofres do Banco de Portugal: reservas de ouro, aumentou a riqueza nacional.

Dívida Pública: os empréstimos ao estrangeiro foram pagos. 

O que foi o Estado Novo?

    Segundo a Constituição de 1933, o poder executivo é mais forte do que os poderes legislativo e judicial.

    O poder do Presidente do Conselho e seus Ministros era maior do que o do Presidente da República.

    Este, passou a ser escolhido por um Colégio Eleitoral que era nomeado pelo Presidente do Conselho.

Difusão dos Ideais do Estado Novo 

      • Difundiam os Ideais do Regime e impediam ideias contrárias nos Manuais Escolares;
      • Os rapazes e raparigas dos 7 aos 14 frequentavam a Mocidade Portuguesa.

 Meios de Repressão

  • Imprensa, Rádio, Televisão, Cinema e Teatros eram usados para transmitir os valores do Regime.
  • Eram controlados pela Censura prévia que cortava tudo o que fosse contra o Regime.
  • União Nacional era o partido único que vencia sempre as eleições. Salazar era quem escolhia o único candidato. Em caso de eleições não havia liberdade de escolha. 

Cad em Isolamento – Tertúlia de HGPSS6D

O Bom e o Mau do Coronavírus?

parque

     Image par Ana Gic de Pixabay 

     Quais são aspetos bons e maus do Coronavírus para mim?

    O lado bom pode ser que eu posso ficar de quarentena em casa e assim posso até ter mais tempo para descansar e brincar.

    O lado muito mau é que eu vou fazer anos durante a Quarentena e, por isso, não posso fazer como nos outros anos, em que convidava a minha Família mesmo no dia do meu Aniversário para a minha Festa.

    Assim, vou ter de passar o dia do meu Aniversário fechada em casa, fazendo as mesmas coisas que nos dias normais de Quarentena.

     Nos meus anos, eu queria ver um filme com a minha Mãe, Pai e Irmão. Mas, se não estivesses de Quarentena, gostava de ir ao cinema muto mais radical, comer fora, ao meu sítio favorito – o Mac Donalds ou Burguer King, ir ao Parque em Tires, em que se pode andar nuns carros em que nós pedalamos e eles andam.

      Desejo que fiquem todos bem e, se acontecer algo, sejam fortes e tenham paciência vai correr tudo bem no final das contas.

Em Isolamento – SS6D

Um Crepitar de Luz

     pássaro em ramo florido

Image par dewdrop157 de Pixabay 

     As nossas mãos teceram a interminável tapeçaria do Dia, que vem sendo trabalhada por inúmeras mãos no desenrolar dos tempos.

   Um trabalho fraterno, a perder de vista, uma comunhão ativa de vida que configura a Família mesmo de quem não a tem e torna a Humanidade do presente mais real.

   Um passarinho explorou o labirinto dos ramos num incansável saltitar de curiosidade.

   Ele foi o grande companheiro na manhã dos salmos, o silencioso ouvinte de um crepitar de luz que eles acendiam.

Em isolamento, com o CAD – Partilha de Inspirações  – OE

O Dom da Paixão

       casal em bicicleta

  Image par Pexels de Pixabay 

      A Paixão é um sentimento e um sentimento não pode ser forçado.

     Algumas paixões desaparecem, porque, na realidade, nunca chegaram a ser paixões profundas; se tivessem sido, nunca teriam desaparecido, mas sim, aumentado.

     Uma paixão pode começar com um simples “Olá”, mas como tudo o que é importante, a Paixão tem de ser alimentada e trabalhada. 

    A  Paixão deve-se desenvolver, caso contrário essa Paixão nunca se vai transformar em Amor.

   Assim, devem- se aproveitar os pontos comuns um do outro; por exemplo, se ambos gostarem de andar de bicicleta, podem criar uma rotina de criar uma rotina de andar de bicileta todas as semanas.

   Isto cria não só bons momentos, como também razões para continuarem juntos.

IM7B