Projeto Educativo e nossos “Como”e “Porquê”

o círuclo dourado de sinekFlickr.com Atribution: CC 2.0 Generic Author: Sticker Giant

     O nosso “Porquê” é a referência decisiva que orienta o agir de cada um no meio vital que é a Comunidade Educativa e que se ajusta, em harmonia com a diversidade de todos os outros “Porquês”, ao núcleo do nosso Projeto Educativo.

     Para o jovem autor Simon Sinek, é no interior de “O Círculo Dourado“, a camada interna do cérebro que não tem acesso a uma linguagem articulada, que pulsa o nosso “Porquê”.

     No íntimo desse coração símbólico, sede de convicções profundas e de intuições vitais, as experiências mais marcantes da nossa vida foram configurando o esboço de um sentido último que preside, frequentemente oculto, às grandes tomadas de decisão que modelam a existência e a tornam significativa.

    As nossas razões finais devem tornar-se explícitas, a fim de iluminarem o nosso modo único de agir que, por sua vez, se aplica, com o selo de um estilo inconfundível, àquilo que fazemos.

    Assim, o “Porquê” – a fonte inesgotável de sentido, o “Como” – o que nos torna únicos no agir – e o “O Quê” – aquilo com que realmente contribuímos e onde tocamos o concreto da vida a desenvolver em comum – são as 3 dimensões hierarquica e intimamente ligadas que estruturam a Pessoa, a Comunidade, a Organização.

    Como relacionar o “Porquê” e o “Como” de cada um, bem como os de cada equipa colaborativa dentro da Comunidade, com o “Porquê” e o “Como” do nosso Projeto Educativo? 

OE

Fontes: Simon Sinek Start with Why; “Find your Why

Refletir sobre a Aprendizagem

   pequena árvore invertida com seu reflexo

   Photo by Faye Cornish on Unsplash

    Quais as vantagens de se refletir sobre algo que se aprendeu?

     Ao refletir, o aluno pretende compreender as ideias por si próprio,  re-elaborar o trajeto de um raciocínio e assim conquistar o significado da sua conclusão.

    A reflexão sobre conteúdos aprendidos permite ir mais além dos níveis superficiais de aprendizagem,  podendo visar o seu nível mais elaborado,  a aprendizagem transformante. 

    Esta reflexão consiste em elaborar respostas para questões precisas, tais como:

  • Posso relacionar esta aprendizagem com algum conhecimento prévio? Quanto mais antigo for esse conhecimento, mais fácil será consolidar a nova aprendizagem.
  • A aprendizagem pode ligar-se ainda, eventualmente, não apenas a um conhecimento prévio, mas a uma aspiração, algo visado como um objetivo a alcançar.
  • Posso relacionar esta aprendizagem com alguma experiência relevante? Esta experiência pode ser, ela própria, de natureza imaginária; pode permanecer limitada ao âmbito escolar; pode superá-los em direção ao campo mais largo de “experiência de vida”.
  • A  aprendizagem pode não estar ligada a uma experiência passada, mas à possibilidade de uma experiência futura, cujos contornos, a aprendizagem em  curso pretende, precisamente, configurar, para lhe criar as condições de possibilidade.
  • Posso aplicar esta aprendizagem em alguma prática que tenha sentido para mim?

    A Aprendizagem, assim refletida, torna-se significativa. Por isso fica também retida, na memória a longo prazo, durante mais tempo e é mais facilmente mobilizável.

Fontes: Sheila Cameron MBA HandBook

OE

A Prática de Recordar – 1

A prática de recordar, aqui com suporte escritoImagem: Oficina de Escrita

     A eficiência da “Prática de Recordar“, enquanto  estratégia de estudo, está  amplamente validada por estudos científicos levados a cabo pelas Ciências da Aprendizagem, de forma sistemática e exaustiva.

    Esta estratégia consiste na simples evocação, concentrada e regular, de assuntos previamente memorizados –  podendo assumir uma expressão oral ou escrita – na ausência de qualquer apoio externo de consulta, fazendo regressar os conteúdos de uma aprendizagem prévia, desde a memória a longo prazo de volta para a memória de trabalho.

    Este ato  de recordar voluntária e regularmente, modela a própria memória a longo prazo; esta é ativa e reage ao esforço  de devolver os conteúdos memorizados, reconfigurando-se sempre que a mobilizamos.

    Para mobilizá-la, exige-se concentração e silêncio. Constitui uma prática mais eficiente do que reler ou refazer apontamentos consultando suportes externos. É uma etapa essencial na construção de cada aprendizagem e não deve ser reduzida às suas virtualidades como meio de avaliação.

     Exige um agendamento rigoroso e uma fidelidade paciente na regularidade da sua ativação:diferentes especialistas em Ciências da Aprendizagem sugerem que a recordação ativa deva exercer-se, no mínimo, em 5 etapas: no próprio dia da primeira aquisição de uma nova aprendizagem; algumas horas depois; no dia seguinte; na semana seguinte; um mês depois; seis meses depois.

    Para ser possível aos alunos aplicar esta estratégia de forma consistente, deveriam ser sujeitos a menos “in put” de informação, a fim de libertarem força e espaço de trabalho para mais “out put”, apoderando-se, como sujeitos ativos, do seu próprio processo de aprender.

    Aos testes, questionários, questões abertas, etc,  poderia ser retirada a característica de avaliação sumativa, para passarem a desempenhar a função de ferramentas de autoavaliação formativa para os próprios alunos, uma vez que podem ser pontos de apoio concretos para exercer a “Prática de Recordar”.

    Neste caso, os itens de resposta longa têm prioridade sobre os itens de resposta curta, uma vez que a recordação se torna muito mais viva e consistente se o conteúdo a recordar tiver de ser reconstituído de raiz e não apenas reconhecido a partir de questões de escolha múltipla ou de verdadeiro e falso.

     A efetiva dificuldade de cada ato voluntário de recordar é proporcional ao sucesso e duração da aprendizagem: quanto mais difícil a evocação, mais consistentes e duradouros serão, não só o seu armazenamento organizado, como também a rapidez e a facilidade com que as futuras mobilizações tornarão a aprendizagem disponível ao exercício da inteligência, sempre que esta necessitar dos respetivos conteúdos.

     A progressiva disponibilização dos conteúdos de aprendizagem na memória de trabalho, sempre que forem precisos, permite à inteligência refletir, abre a via a níveis de trabalho mais profundos, como a Aprendizagem Transformante“.

       Para iniciar os alunos nesta estratégia de estudo recorreremos à experiência que outros colegas partilham online.

      Fontes: The Learning Scientists; The Effortful Educator; Xavier Bénitez Blog

Um Diário de Trabalho

Imagem – Aluno do CAD 7º ano

     Michele Martin é especialista em acompanhar pessoas que transitam entre “dois mundos”, afastando-se da margem de um trabalho bem conhecido, para partir em demanda de um outro, mais conforme ao seu sonho, às suas competências, aos  valores que as orientam.

     Depois, resta ainda adaptar-se e abrir-se aos novos desafios de um trabalho mais livre e, por isso mesmo, mais exigente.

      Em múltiplos artigos do seu “The Bamboo Project”, a autora vem confirmar, com testemunhos de seus clientes e amigos,  os benefícios vitais que resultam da adesão à prática de acompanhar as transições e novas descobertas, com um Diário de Trabalho

     Na nossa última Reunião de Professores, partilhamos as preocupações inerentes ao iminente processo de transformação e mudança.

    Elas podem ser outros tantos tópicos de um “Diário de Trabalho” que dê corpo à reflexão que a “Viagem da Inovação” suscita em todos nós:

      • Cativar  e envolver os Alunos no processo da Mudança.
      • Os diversos modos de contribuir para a Realização Pessoal dos Alunos.
      • A adequação de novas Estratégias à estruturação do ano em semestres.
      • A disposição dos espaços físicos em consonância com novas formas de trabalho comum.
      • A cooperação com os Pais.
      • Formas de proporcionar a melhoria das Aprendizagens.
      • Necessidade de estarmos atualizados em relação às inovações que já deram provas da sua eficiência noutras Escolas.

     Elaborar e manter, com perseverança, um “Diário de Trabalho” pode revelar-se um apoio estimulante, para esclarecer hesitações, afinar decisões e registar surpresas, numa etapa de alterações em profundidade, como aquela em que já principiamos a navegar na nossa Escola.

OE

Estrelas do Mar entre as Rochas

Havia estrelas do mar entre as rochasImagem: Gentileza de HZ5D

     Vi duas estrelas do mar. Algumas espécies têm veneno. Vi as duas estrelas do mar na praia que fica ao fundo da rotunda, quando se vai sempre em frente.

     Quase não havia água: só havia poças entre rochas, muitas rochas, cobertas de limo. Fui saltando de pedra em pedra com a minha Mãe.

     Pequei numa estrela e achei que a minha mão estava muito fria. Depois, meti-a de novo na poça.

     Saltei de pedra em pedra com os chinelos e ia escorregando sem querer. Então, deixei-os perto da areia e fui descalço.

    Havia rochas instáveis, cheias de musgo, que escorregavam, mas outras eram mais planas. Achei que não devia haver tantas pedras, que o Mar devia estar mais para trás do que o normal.

    Fiz umas fotos no Instagram da minha Mãe: uma estrela do mar, um sítio esburacado cheio de poças, com bordas redondas, como a dos recifes de corais.

Conversas na Oficina – HZ5D

Enquanto Nado, Penso no Futuro

   quando nado penso no futuro

   Imagem de David Mark por Pixabay 

     Em EV participei num Projeto de um Animal: Era um gato – como a gata Ticha,  preta. Tem de se pôr a cabeça do animal ligada com o nosso corpo. Eu pus-me numa pose de Judo, embora eu não goste muito de Judo.

     Gosto muito de Natação, porque nos tornamos mais rápidos e porque gosto de mudar de elemento. 

       Estava a fazer uma prova de costas, cheguei em primeiro lugar, mas não sei se toquei numa corda;  alguns começaram a fazer “Buuu” e o Professor disse que ia reiniciar a contagem do tempo.

       Enquanto nado, penso no Futuro.

     Espero que no Futuro haja uns carros e umas motas menos poluentes, ou que andem sozinhos, sem o condutor.

    Espero que não haja guerras. A Paz é um processo difícil: obriga a que as pessoas não morram, a que os animais não se extingam. 

     A minha Bisavó e o meu Bisavô morreram, mas a Páscoa, que é quando Jesus morreu – significa que eles estão lá no Céu. Creio que nos acompanham e inspiram.

     Eu acho maravilhoso as plantas, as nuvens e o Sol…

Conversas na Oficina – DR5C

Aventuras de Onze Amigos – I

    a floresta húmida e sombria

    Image parSasin Tipchai de Pixabay 

     Num belo dia de sol, os onze amigos – Tiago, Martins, Martins 2, Sebastião, Filipe, Duarte, Tomás, Francisco, Laura, Teresa, Miguel – iam para o aeroporto apanhar o avião para dar a volta ao mundo.

     Esta viagem custou ao todo 900.00 euros. Quando os 11 amigos estavam já no avião, o piloto quis ir à casa de banho, mas esqueceu-se de pôr o piloto automático.

    O Tiago teve um pressentimento estranho e foi ver o que se passava com o copiloto. Mas não estava ninguém na cabine. Então gritou:

    – Piloto estúpido!

     Enquanto o avião estava a cair, o Tiago e o Martim continuavam a gritar. Passados uns momentos, o piloto decidiu aterrar na água e todos ficaram traumatizados.

    Quando o Martim e o Tiago souberam desta notícia, como eles estavam histéricos, gritaram:

     – Ooooohhh!

       E desataram a saltar e a sair do avião.

     Na selva onde caíram, havia seres maravilhosos, como por exemplo:

       Um riacho com peixes raros, umas cascatas limpinhas, animais incríveis e outras estranhas criaturas…

     Na selva passeavam animais fabulosos, como, por exemplo, um leão, uma chita, muitos antílopes.

     Os onze amigos ficaram superfelizes por estarem todos juntos na selva.

(Fim da I Parte)

TF5B

A Fada da Agricultura

colheita de maçãsImagem de lumix2004 por Pixabay 

     Um rapaz chamado Tomás, todo alegre, chegou a casa e foi para a cama. Imaginou uma fada: muito pequenina, com asas giras e velozes, com uma saia vermelha. Ela cantava e o Tomás ouviu-a pela primeira vez: 

     – Olá, Rapazinho! Chamo-me Susana e sou a Fada da Agricultura.

     Tomás deu um salto na cama. Nem queria acreditar!

      – Olá, Fada! Por que é que não te consigo ver? Porquê?

    – Porque sou discreta. De todos os seres vivos, só me veem aqueles em quem posso confiar. É que só falo com os Agricultores. É por isso que falo muito com a Família Siopa.

      O Tomás perguntou-lhe:

     – Qual é a tua Missão na Agricultura?

     A Fada respondeu:

    – É tratar do gado, lavrar as terras, trazer a farinha e espalhar as sementes. Tomás, espantado, disse que, com a Susana, ia continuar a “Tradição Siopa”, pois essa era a sua Missão.

   E acabou a praga preta e branca, a poluição desapareceu e o agricultor enriqueceu. 

TS5D

Memórias e Projetos

horta na escola

     Imagem de congerdesign por Pixabay 

       Os meus projetos de Férias são ir dormir em casa de um Amigo;  estar uma semana com o meu Pai num hotel de 5 estrelas no Algarve. E ficar em casa dos meus avós a ajudar na Agricultura.  

     Os melhores momentos do 5º ano foram quando fiz novos amigos; só tive duas negativas e tirei só 4 e 3. Gostei muito do passeio ao Zoo e de ter esta explicação ás quartas. 

       Gostava de protestar para que haja brinquedos em bom estado nas rifas da Festa da Comunidade. E às vezes perdemos bocados da aula por causa de alguns alunos. 

      Um contributo para inovar a Escola seria fazermos uma quinta pequenina. Aí podíamos ter atividades agrícolas de manhã e, à tarde, havia aulas.  Plantávamos uma horta, com tomateiros, batatas e batatas doces, limoeiros, laranjeiras, vinha, feijão branco e preto, salsa, coentros e marmeleiros.

      Como votos de férias, desejo aos Amigos que viajem sem trabalhos de férias;  aos Habitantes do planeta que não trabalhem durante o verão; às Famílias, que descansem em paz sem os filhos a arreliar.

TS5D

Sugerir Inovações

lápis de corImagem de JL G por Pixabay 

       Gostava que pudéssemos mudar de lugar no refeitório: os alunos que precisam da estufa poderem comer com os amigos. 

     Também poderia haver uma esplanada no telhado do refeitório.

     No recreio, devem separar-se as crianças dos mais crescidos, pois alguns deles têm má influência.

     O sistema dos esgotos pode ser melhorado; gostaria que houvesse ar condicionado onde fosse preciso.

      As professoras de substituição também poderiam ser substituídas, para não se cansarem.

     Nas férias, poderíamos ter atividades, como fazer pintura, barro, práticas em que aprendêssemos a fazer objetos, como por exemplo, pulseiras, porta-chaves.

HZ5D

Os Desafios da Dança

jovem dança na praiaImagem de inno kurnia por Pixabay

      Era uma vez uma jovem chamada Matilde; era uma rapariga alta e corajosa, de olhos verdes. Gostava muito de dançar e passava todo o seu tempo livre a dançar no seu quarto. 

     Preferia dançar Hiphop, Kizomba e Samba, mas o que a fazia mais feliz era mesmo o Hiphop.

     Em breve ia participar num concurso onde teria de dançar para muita gente. Pensava sempre que alguma coisa poderia correr mal, sentia-se muito nervosa.

    O local do concurso era uma sala de espetáculo enorme, com muita gente a assistir. O ambiente era louco e o público estava aos gritos, a aplaudir.

     Matilde começou a dançar e tudo corria bem, até que se enganou num passo e achou que toda a gente ficou a olhar para ela. Sentiu-se triste por se ter enganado, mas concentrou-se e continuou a dançar, mesmo com toda a gente a olhar. 

     Nesse instante ela compreendeu que podia aceitar o seu passo em falso e atirar-se com confiança aos desafios da dança.

MC8C

A Internet em Perigo

hacker da netImage parPete Linforth de Pixabay 

     A internet pode acabar qualquer dia, porque se os hackers fizerem dinheiro com os seus vírus, podem depois vir a acabar com os jogos e até com a própria internet.

       Se o fizerem, ficam cada vez mais fortes e ninguém os consegue parar; eles tornariam a internet insegura. As pessoas poderiam recomeçar a escrever em papéis e haveria mais roubos com chantagem como há agora online. As pessoas teriam de comprar alarmes e cofres para esconderem os seus documentos.

      Se acabarem com a segurança na internet, vão começar a haver mas roubos, até pessoas que se matam – por estarem sob chantagem.

     A internet é importante porque os ficheiros guardados nos bancos valem alguns milhares de euros. Se forem roubados, os ladrões ficam mais fortes, e o mundo entra em loucura, começa a haver mais suicídios.

     Já houve aviões que chocaram:  um bateu numa asa do outro e caiu em parafuso, até ao mar, e todos morreram.

    Desde quando caíram as torres que a Casa Branca está em perigo.

     Gostava de ser “ácaro” de uma empresa, como a GNR – tentar entrar em ficheiros que não se podem ler, mas se trabalhamos para a NASA ou para a Polícia Judiciária, ou para o Exército, não é crime.

     Os EUA foram atacados por um hacker; onde a minha mãe trabalha, parece-me que foram atacados; a minha mãe desconfiava que um ácaro entrou nos ficheiros da Central de Táxi.

Conversas na Oficina –  LJ6A

És a Arte do Amor

   Mulher parando os mundos

     Image parcocoparisienne de Pixabay

     Querida Mãe,

     O teu rosto oval tem um tom de pele como o início do pôr-do-sol.

     Costuma-se dizer que os olhos são a janela da alma; sempre que tenho medo, a tua alma transmite-me coragem, através dos teus olhos vivos.

    És uma Mãe muito simpática, és querida, estás sempre presente para mim.

   Também me compras brinquedos e outras coisas. Fazes-me Carinho. Algum dia destes podemos andar de bicicleta até ao Guincho e depois podemos ir à praia?

     Tu paras tudo para me agradar.

     Pões-me sempre em primeiro lugar, arriscas a tua vida por     mim.

     Tu és a Mãe mais fabulosa e incrível, tu és a melhor Mãe do mundo.

      Mãe, és a Arte do Amor, és uma Arte que não cabe no quadro porque o teu Amor é tão grande por mim que não consegue caber em nada.

     Eu gostava de te agradecer o Amor e o Carinho que tu me dás.

   Quando tu fores velhinha, eu vou cuidar de ti como cuidavas de mim: vamos fazer viagens, vamos ao cinema, podemos fazer o que quiseres, como tu fazes comigo.

      Mãe, agora vou-te pôr um desafio: numa página branca, vais escrever o que pensas de mim.

TF5B

Entre Estrelas Cintilantes

   astronauta flutuando frente a planeta

    Image parpizar almaulidina de Pixabay 

     Era uma vez uma astronauta que se chamava Kai. Ela era muito criativa. Tinha estudado os astros e queria conhecer outro planeta.

    Certo dia, ela foi para a NASA.

     Quando chegou, tinha um foguetão enorme, pintado de azul escuro, decorado com estrelas amarelas.

     Entrou e, por dentro, era moderno e rosa,com os motores já a funcionar.

      Quando descolou, foi tão rápido, que caiu de pernas para o ar. Durante o voo, ela comia pão, gelatina e salada de alface.

      Na sua equipa, iam a Matilda, Karina, Lua e o Céu. Eles gostavam muito de contar tudo o que passava por eles; enquanto contavam, escreviam os nomes dos planetas, dos asteroides e estrelas.

     Eles atravessaram uma chuva de estrelas cadentes muito luminosas e cintilantes.

     Viram um extraterrestre que tinha os olhos muito pequeninos, a boca muito grande, não tinha nariz; era verde, muito magro e comprido, com umas mãos médias e brilhantes.

      Estes seres foram vistos em Júpiter e a flutuar ao pé de Urano.

CT5A

A Menina que Comia Bolachas

cookies de amêndoaPhoto by Olenka Kotyk on Unsplash

     Era uma vez uma menina chamada Cláudia; tinha  o cabelo castanho e ondulado, os olhos cor de mel e usava sempre um vestido de fundo azul com bolachas desenhadas.

      Ela gostava de ler livros de aventuras e contos de fadas, gostava de desenhar pessoas, animais, mas também adorava desenhar bolachas e cozinhá-las.

     Um dia, a Mãe foi trabalhar e deixou a Cláudia sozinha em casa. Como estava sozinha, a Cláudia aproveitou para fazer as suas bolachas favoritas – as cookies – só que ela não tinha os ingredientes; então começou a inventar umas bolachas novas.

     Pegou em amêndoas e começou a triturá-las; em seguida, pegou em pepitas de chocolate branco, juntou tudo com farinha, açúcar, manteiga e foram para o forno.

     Entretanto, enquanto esperava pelas bolachas, foi ler um livro de aventuras. De repente, ouviu-se um toque: era o forno!

     A Cláudia foi ver: as deliciosas bolachas estavam prontas. Tirou-as do forno e provou uma:

      – Hum, é ótimo! Vou fazer mais.

     Quando abriu o armário, não tinha mais amêndoas nem pepitas de chocolate.

     Então a Cláudia foi para a rua, fazer uma venda de bolachas, a fim de ganhar dinheiro para comprar os ingredientes.

 (Fim da I Parte)

CA7A

Flippy, o Campeão

cão a nadarImagem de Prachya Singhto por Pixabay 

     Era uma vez um cão chamado Flippy, de raça pastor alemão, que era muito fofo e tinha um dono muito simpático.

     O Flippy sofria de uns problemas nos ossos e o dono queria ajudá-lo. 

     Um dia, ele encontrou um lago verde, onde viviam pequenos peixes. Desde esse dia, o dono ajudou sempre o seu cão a ir para a água, para o cão relaxar e os seus problemas passarem.

     Com todo este treino dentro de água, o cão tornou-se um grande nadador.

     Então, quando ele já estava bem, o dono quis inscrever o Flippy na natação.

     Mais tarde, ele chegou a ser chamado para as Aqualimpíadas. E aí, entre os melhores cães nadadores do mundo, ganhou um honroso primeiro lugar!

DJ5D

O Jovem que Ouvia uma Fada

     escutando as fadas

     Image parLarisa Koshkina de Pixabay 

     Era uma vez uma Fada que tinha a missão de proteger os rapazes que andavam no liceu: ajudar nos tpc, a preparar os testes…

     Era loira, com caracóis, tinha os olhos verdes, usava um vestido até aos joelhos, de cor rosa; a sua varinha era um pauzinho com uma estrela pequenina…

     Ela fez amizade com um adolescente de 13 anos, chamado João; ele tinha o cabelo castanho, o tom de pele claro e os olhos castanhos; era magro, pouco musculado e usava óculos.

    Ele gostava imenso de jogar futebol com os amigos.

     Um dia, o João estava com muitas dificuldades a estudar para o teste de Ciências, porque ele ficava, nas aulas, muito distraído  com o som dos pássaros e então não aprendia nada.

    Quando chegou a casa, da escola, a Mãe perguntou como tinha corrido o dia.

– Correu muito mal – queixou-se ele. – Porque não consigo resistir ao canto dos pássaros, eles cantam maravilhosamente e depois acabo por não ouvir os professores.

     Nessa noite, o João estava no seu quarto a estudar, quando começou a escutar um canto irresistível: era como se estivesse a ouvir o céu cheio de estrelas a cantar.

     Levantou-se, vestiu o casaco e as galochas e saiu para o jardim; quanto mais perto estava, melhor ouvia. E começou a escutar uma voz muito fininha que era de uma menina.

     Pôs-se debaixo de uma árvore, na ponta dos pés, para ver, mas não via nada. Entretanto ouviu uma gargalhada suave, e, de repente, ficou sem dúvidas a Ciências.

     Sentiu-se mais aliviado para o teste e teve a certeza que essa sabedoria e esse alívio vinham da voz que estava a escutar.

     – Olá, quem está aí?  – Perguntou o João à Fada.

   – Olá João, já não tens dúvidas?  – respondeu a Fada com ironia.

     – Não, é extraordinário, já não tenho. Mas quem és tu que eu oiço e não vejo? E como é que me encheste com tanta sabedoria? – perguntou novamente o João.

    – Eu sou a tua Fada. Ajudo os rapazes que têm problemas na Escola.

     E ele, espantado:

    – Por que é que eu não te vejo?

  – Tu não me vês porque tu só “abriste mais o ouvido”, graças à tua atitude que te torna capaz de encontrar o desconhecido. – respondeu a Fada com alegria.

     – Queres ser minha Amiga?  – Perguntou o João com grande desejo.

     Sim! – respondeu a Fada, super alegre.

      Um mês depois, o João e a Fada eram os dois melhores amigos.

      Para a Fada, o João tornou-se o amigo mais especial, que ela nunca tinha tido, e passaram sempre a ajudar-se um ao outro.

CA7A

   

Quem? Como? Porquê?

jovem a saltar na rua com calças encarnadas e segurando um tecido igual sobre a cabeça com os braços estendidosImage parMyriam Zilles de Pixabay 

    Querido Deus, 

     Às vezes fico a pensar em tantas perguntas que tenho para Te fazer…

     Como surgiram as Estrelas? Quando é que a Terra se formou? Por que é que as girafas são assim, com aquele pescoço comprido? Foi um acidente ou não?  Quem criou as cores?  Por que necessitamos de ar, água e comida? Por que é que o Sol traz calor? Quantas pessoas existem em todos os tempos juntos? Quando foi que a Terra se tornou habitável? E por que antes não era? Há vida em Marte? Foi Maria que criou os animais? Por que é que nós somos nós?

     Onde é que estás? Como és? Como celebras o Natal? 

     Por que há pessoas ruivas, brancas, morenas … pessoas altas, médias, baixas… mas, finalmente, por que há pessoas boas e pessoas más?

   Por que nos criaste? Por que temos de morrer e por que têm de nascer novas pessoas? Quando é que vamos descobrir o segredo para a Felicidade?

     Espero que, um dia, leias esta carta.

     Obrigada e Beijinhos

LM6A

PS – Se leres esta carta, escreve-me outra.