Pacto para uma Nova Economia – Assis – 2022

 

The Economy of Francesco

     Nós, jovens economistas, empreendedores e indutores de mudança, convocados para Assis, de todas as partes do mundo, conscientes da responsabilidade que pende sobre a nossa geração, comprometemo-nos hoje, individual e coletivamente, a empenhar as nossas vidas de modo a que a economia de hoje e de amanhã se torne uma economia do Evangelho, e portanto:

        • Uma Economia de Paz e não de guerra,

Uma economia que se opõe à proliferação de armas, especialmente das mais destrutivas, uma economia que cuida da criação e não a utiliza mal.

      • Uma economia ao serviço da pessoa humana, da família e da vida, respeitadora de cada mulher, homem e criança, dos idosos e especialmente dos mais frágeis e vulneráveis.
      • Uma economia onde o cuidado substitua a rejeição e a indiferença.
      • Uma economia que não deixe ninguém para trás, de modo a construir uma sociedade na qual as pedras rejeitadas pela mentalidade dominante se tornem pedras angulares.
      • Uma economia que reconheça e proteja o trabalho seguro e digno para todos.
      • Uma economia onde a finança é um amigo e um aliado da economia real e do trabalho real e não contra eles.
      • Uma economia que valoriza e salvaguarda as culturas e tradições de povos, todas as coisas vivas e os recursos naturais da Terra. 
      • Uma economia que combate a pobreza em todas as suas formas, reduz a desigualdade e sabe como dizer com Jesus e Francisco, “Felizes os pobres”.
      • Uma economia guiada por uma ética da pessoa humana e aberta à transcendência;
      • Uma economia que crie riqueza para todos, que engendre alegria e não apenas bens, porque a felicidade que não se partilha permanece incompleta;

     Acreditamos nesta economia. Não é uma utopia, porque já estamos a construi-la. E alguns de nós, em manhãs especialmente luminosas, já tivemos um vislumbre do início da terra prometida.

Assis, 24 de Setembro, 2022

Os Economistas, Empreendedores, Indutores de Mudança,

Estudantes e Trabalhadores.

Pacto Global para a Educação 6 – Pacto para uma Nova Economia

(Tradução Livre – OE)

O Sentido de ser Herói

Image by Harish Sharma from Pixabay

     Os homens e mulheres do nosso tempo devem tornar-se heróis, no sentido de ajudarem os que mais precisam.

   Devem existir heróis na vida, porque, no mundo, a maioria das pessoas são pobres, não têm condições de vida, pois não tiveram oportunidade de estudar, os seus pais não tinham condições para pagar a escola.

   A eles deve ser dada uma oportunidade, recebendo ajuda.

2021 – MF6C

À Conquista de uma Língua – II

Image by Vicki Hamilton from Pixabay 

          O exame parecia ser realmente duro, mas eu tinha de ser ainda mais duro, para permanecer um candidato com mérito no Centro de Línguas. Comecei as aulas como um iniciado, visto ter falhado redondamente no exame de entrada. Dei o meu melhor, só me ofereceram 5 meses para dominar o Inglês, tanto falado como escrito.

    Inglês tem uma estrutura muito diferente da língua Portuguesa, que é a minha língua oficial. Assim, tive de “reiniciar” a minha memória, a fim de criar espaço para a nova estrutura do Inglês.

   O primeiro mês foi um inferno. De facto, a certa altura, senti vontade de desistir e voltar para o meu país. O fator motivante foi estar em discernimento para ser um missionário da Consolata, e ter consciência de que, a certa altura, seria obrigatório aprender uma nova língua.
 Portanto, eu tinha de a aprender a bem ou “à lei da bala”.

  No segundo mês, comecei a agarrar as estruturas básicas e consegui expressar-me e falar um pouco de Inglês com fluência. Isto deu-me um forte desejo de continuar a esforçar-me mais e a pesquisar vocabulário para enriquecer a minha gramática.

   Fiz isto dia e noite, e agora já não tinha receio de comunicar com os meus confrades, independentemente da fragilidade da minha expressão oral. Eles riam-se da estrutura pobre das minhas frases, mas também me corrigiam e me guiavam muito bem.

    Certamente serei para sempre devedor aos muitos amigos que
estiveram a meu lado nesta jornada da língua, bem como aos meus
professores – Que Deus vos abençoe sempre…!

   Dizem que o homem mais forte é o que enfrenta o desafio em vez
de fugir. Apesar de todos os desafios mencionados, consegui aprenderInglês e agora até consegui fazer uma licenciatura em Filosofia, totalmente em Inglês.

     Tento, dia após dia, aperfeiçoar o meu Inglês. Também estou a
tentar aprender Kiswahili, o que me ajudará no trabalho pastoral com os Cristãos.

Deus abençoe o Quénia e o seu Grande Povo!!!

Marciano Abam Na Salu,

Noviço no Seminário da Consolata em Nairobi, Kenya

“Pelo Sonho É Que Vamos”

Image by David Mark from Pixabay 

“Pelo Sonho é que vamos, comovidos e mudos.”
Sebastião da Gama

     É inegável que, a partir de certo momento da vida de cada um de nós, constatamos que a história humana, ao longo dos séculos, é continuamente interrompida, a cada geração, pela irrupção da morte; esta descoberta poderia, à partida, votar a um niilismo resignado todo o esforço humano de dar sentido à sua condição.

    Com efeito, quando o ser humano atinge a lúcida sensatez da maturidade, reconhece também o caráter vão e talvez até arrogante, das sempre renovadas tentativas  para conquistar, a favor do pequeno ilhéu humano batido pela ondas de todos os fatalismos, a possibilidade sequer de um sentido capaz de resgatar a sua condição.

    Contudo, pode ser precisamente a partir do novo enquadramento que advém com a consciência desta situação limite, humanamente sem salvação, que a afirmação do poeta – “Pelo Sonho é que vamos” –  ganha, por contraste, uma ressonância nova e um poder de atração decisivo.

   Com efeito, é a partir do momento em que, tendo tomado consciência de já ter dado o seu melhor no esforço de atribuir um sentido à existência e, mesmo assim, o ser humano reconhece que continua confrontado com a insuperável hostilidade de circunstâncias que ele não domina; é a partir desse momento fundante, dessa tomada de consciência radical, que ele pode ganhar acesso, com a decisão autêntica da sua liberdade, a um novo horizonte de sentido.

    “Pelo Sonho é que Vamos”, pela resolução de permanecer fiel a um “apelo do ser” a que não podemos corresponder pelas nossas próprias forças, mas cuja vertiginosa possibilidade real permanece como fonte inesgotável de inspiração, mobilizando o melhor da coragem humana para prosseguir a aventura da existência. 

Partilha de Inspirações – com Diogo Ventura – OE

O Tempo Não Volta – II

Image by Pete Linforth from Pixabay 

    Nós entregamos de mão beijada, para pessoas, para coisas, para situações que não merecem um segundo do nosso Tempo.

     Eu vou ver mesmo este filme? É a sério que eu vou ver sete temporadas desta série? Esta série vai-me tornar alguém melhor? Ou esta série vai-me incentivar a trair os meus Amigos, a trair a minha Namorada? A ser uma pessoa de menos caráter?

      Então é a sério que eu vou – imagina uma série que tem cinquenta minutos; há séries em que cada temporada tem catorze episódios; e há séries em que há oito temporadas de catorze episódios. Faz a conta: Tu perdeste uns três meses. Sem dormir. Tu simplesmente riscaste do teu calendário três meses. Literalmente, tu fizeste: ” – Eu não quero ter vivido Agosto, Setembro nem Outubro. Arranca da minha vida esses meses.” E depois, quando chega o final, tu dizes: “Ah, eu queria ter mais uma semana!” Mas tu tiveste! Só que rasgaste esse tempo, que hoje, é o minuto zero na nova vida!

O Tempo não dá para escolher de trás para a frente!

       Não dá para escolher viver o minuto zero. No minuto final, não há como. Quando chegar o minuto final, já era; acabou o fazer só mais um bocadinho de tempo, é impossível. Quando o ponteiro aponta ali, acabou. Não dá mais “vou voltar”.

   Esse tem que ser o nosso foco diário. Nós temos que abrir o olho, essa tem que ser a primeira pergunta do dia: “Onde vou investir o meu tempo?”

Escrita Livre MD6D

O Lançar de uma Sonda

cadescrita.org

     Podemos ler para compreender o que é, onde estamos todos, o que, nesta caminhada de tempo, vamos sendo. Assim também, podemos escrever para tentar configurar o que compreendemos, para descrever onde nos situamos, para narrar o processo que somos.

    Escrever imita, assim, o próprio movimento da vida, expressa-o e serve-o. Movimento, por vezes imperceptível, onde se vai desenhando a nossa experiência de ser, a qual participa do mesmo dinamismo e pujança inerentes a toda a realidade.

   Não se trata, portanto, de mero exercício académico, desprovido de raízes no húmus do real vivido, sem mordente sobre a nossa relação primordial com a aventura de dar sentido ao existir.

   Escrever é também o lançar de uma sonda para fora da segurança de estar a bordo, na ousadia, em aparência insensata, de interpretar um oceano que não tem fim.

   Como se cada um de nós fosse “uma palavra a dizer”, tarefa de uma vida, que não pode ser delegada nem adiada, mas que só se articula em conjunção com toda a realidade, em relação com todos os outros, no íntimo espaço aberto para o horizonte que tudo supera e onde apenas pode germinar uma comunhão verdadeira.

Razões para Escrever – OE

À Conquista de uma Língua – I

Image by Vicki Hamilton from Pixabay      

    Sou Marciano Abam Na Salu da Guiné-Bissau. Sou um seminarista da Consolata, que aspira vir a ser Sacerdote num futuro próximo, pela vontade de Deus.
     Estou no Quénia há cerca de quatros anos. Devo confessar que
aprendi muitas coisas da cultura Queniana e do seu povo fantástico.
     Quando vim para o Quénia, estava completamente verde em Inglês, por isso, comunicar e interagir com os outros foi uma tarefa íngreme.
   Como diz Martin Heidegger, “a linguagem é a casa do ser”. O homem não pode relacionar-se com o outro sem o conhecimento da da sua língua.
    O modo como o ser humano pensa, o modo como ele ou ela se
comporta é fortemente determinado pela sua cultura e, especificamente, pela sua língua.
     A linguagem humana é convencional e usa signos e símbolos que
devem ser aprendidos. Assim, a língua é especificamente um assunto humano!
     O meu principal objetivo, ao estudar a língua Inglesa, foi ajudar-me na minha jornada filosófica, dado que aspiro a ser um Sacerdote da Consolata.
      Tenho de deixar claro que, no Centro de Línguas, as coisas não
foram propriamente um passeio. A minha primeira experiência, num país estrangeiro, com uma língua completamente diferente da minha, foi uma verdadeira lição de estar em terra alheia.
      As únicas possibilidades viáveis ao meu alcance eram ou ajustar-me e aprender Inglês, ou voltar para o meu país como um perdedor.
   Lembro-me muito bem do meu primeiro dia no Centro de Línguas.
Fui acolhido com um exame, feito pela professora Lucy Kavivi, a fim de determinar que nível era suposto eu integrar.
     O exame parecia ser realmente duro, mas eu tinha de ser ainda
mais duro, para permanecer um candidato com mérito no Centro de
Línguas.

(Continua)

Marciano Abam Na Salu,

Noviço no Seminário da Consolata em Nairobi, Kenya

O Tempo Não Volta – I

Image by Pete Linforth from Pixabay 

     I

    O Tempo só anda para a frente, o relógio só anda para a frente: o tempo que passou, ficou para trás. Por isso nós não podemos perder tempo e temos que usar esse tempo com criatividade.

   O Tempo não volta nunca mais. Em que vamos nós investir a moeda mais preciosa do mundo?

   Muita gente, neste exato momento, pagaria biliões e talvez triliões de euros, para ter um segundo a mais e… queres saber? Toda a gente aqui não tem apenas um segundo: nós temos anos pela frente.

     A vida é uma só e o Tempo não volta.

    O Tempo é muito valioso, e sabes porquê? Imagina o homem mais rico do mundo, já com cancro, em estado terminal. Quanto dinheiro achas que ele pagaria para ter mais cinco anos de vida?

     Todo o dinheiro do mundo. Mas tu queres saber: todo o dinheiro do mundo não compra um dia sequer a mais; porque nós nem vendemos, nós damos o nosso Tempo.

Escrita Livre – MD6D

Carta ao Sr. Presidente

 

    Image by OpenClipart-Vectors from Pixabay  

         Lisboa, 19 de Dezembro de 2063

         Olá Senhor Presidente da Câmara, 

     Quero fazer-lhe uma proposta sobre aquele tal hotel de 4 estrelas. Não tenho bem a certeza, mas acho que o dono é o C.G..

     As divisórias dos quartos, parecem de casa de banho, com flores verdes, não parecem quartos; a minha proposta é que destruam o prédio, porque aquilo não merece uma estrela.

    Também o queria convidar para um sítio lindo, com uma piscina vulcânica: é vermelha, as escadas são azuis. Quando você entra na água, tem uma sensação brutal, só consegue pensar em coisas boas!

     Obrigada pela sua Atenção,

S.M.

Treino de carta informal  –   SM5B

Horizontes da Família

Image by Gerd Altmann from Pixabay

           A Família protege e ajuda os Filhos e transmite-lhes valores.

     A Família tem uma função de psicólogo: ajuda a resolver problemas, apoia a expressar sentimentos, injeta confiança, leva a ultrapassar os medos.

      Os Pais servem os filhos; nenhuma barreira consegue furar o amor dos Filhos e dos Pais.

      Os Filhos ajudam os Pais a pôr a mesa. Quando a Mãe está muito cansada, também a ajudo no trabalho de casa para ela não se cansar. 

     Os Filhos abrem o horizonte de vida dos Pais.  Os Filhos transmitem amor, gratidão, admiração, confiança e alegria aos Pais.

     A Família é um ambiente de  interagir e de colaboração. Em Família aprende-se a viver momentos difíceis que nos interrompem e atrapalham.

    Os Filhos são os pequenos mestres que levam os pais a refletir e a auxiliá-los nos seus problemas na vida. 

MC6A

Carta para Matilde

Image by Frank Nürnberger from Pixabay  

          Olá Amiga Matilde!

          Como tens passado e o que tens feito? 

          Eu fui viajar à Madeira, que é muito linda.  A paisagem era incrível, com uma montanha verde e grande. Havia pinheiros e o rio azul á volta, bem limpo, com um barco grande e branquinho. No céu havia pássaros a cantar, muito alegres, e também se ouviam as ondas do rio, bem azulinho.

        Matilde, sabes de que me mascarei para o Carnaval? De médica, pois gosto muito de salvar vidas.

          As minhas férias foram muito boas, com um sol quente e bem confortável. 

         Matilde, por estarmos em escolas diferentes, quero saber como é lá a tua vida e se gostas. A minha escola é muito grande, divertida e arranjo muitos amigos facilmente. Gosto muito de estar lá; tem parques e comida muito boa.

     Matilde, como foram as tuas férias? Estou curiosa, amiga.

     Ontem, fui levar a vacina dos dez anos; quase não doeu, mas pode doer dois ou três dias. Foi surpresa, eu não sabia que a ia levar. 

     Adeus, amiga Matilde. Espero ver-te um dia destes.

TS de Português – LS5C

    PS – O meu animal de estimação está ótimo.

Entre Altas Ondas

 

Image by Jensen Art Co from Pixabay 

    A Coragem é viver entre altas ondas: podem ser adversas ou amigas. As primeiras levam-nos mais longe, mas à força, ensinam a não resistir e a entregar os sonhos à corrente. As seguintes atiram-nos para o alto e fazem-nos cair onde há muitos companheiros a desbravar caminhos secretos por entre as águas peregrinas.

      A Coragem é sair sempre, obedientes à chamada do vento que sopra onde quer, para um treino de liberdade que nunca termina, antes nos surpreende, sempre, com desafios inéditos.  A Coragem não se exerce apenas no perigo iminente, mas constantemente se afina na paciência do esforço que exigem as tarefas repetidas no amor de cada dia.

       A Coragem pode vir embrulhada na escolha das palavras que voam como setas afiadas e montam guarda ao generoso coração da Vida.

Partilha de Inspirações  – OE e 5D

Só os Dois no Mundo

Fnac – 10/2016

E se ficássemos só os dois no mundo, tinhas medo?

Noite Estrelada, Jimmy Liao

      Não tinha medo; contigo, não haveria solidão, não seria difícil dar sentido ao existir; pelo contrário, para nós, ele seria como um mistério atraente.

     O que faríamos num planeta tão grande? Oh, ele ter-se-ia tornado pequeno, pois teríamos voltado a viver no campo, outra vez. O nosso lar seria a pequena casa dos avós,  com o seu jardim iluminado pelas flores,  a horta para plantarmos e colhermos a delícia dos vegetais. Os nossos aparelhos domésticos deixariam de funcionar, os nossos veículos sem combustível poderiam abrigar os coelhos do bosque. 

     Contigo, celebraria os Amigos e as Famílias ausentes, não nos pareceria terrível que todos tivessem desaparecido do nosso presente, porque eles continuariam vivos na nossa celebração aberta sobre um Futuro absoluto. 

     Só os Dois” é uma fórmula pacificadora para o mundo tumultuoso em que vivemos. Não somos poucos demais, porque nós os dois permanecemos expectantes em relação ao infinito.

    Há uma abertura no diálogo entre Amigos que o torna inesgotável. Entre os dois podemos fazer isso mesmo: criar, desenvolver uma conversa que nunca terá fim. 

Partilha de Inspirações – OE e 5ºA

 

Sobre a Finitude

 

     

    Image by Karin Henseler from Pixabay  

     A finitude é o contingente, o caráter limitado da existência humana, marcada pela aspiração ao infinito, mas que é sujeita à morte, à fragilidade, ao risco, à ignorância e à angústia.

      O ser humano é conduzido pela experiência de finitude, em que o medo é habitado e atraído pelo mistério, por uma abertura à transcendência, ou seja, uma abertura ao absoluto, a uma realidade superior que o possa proteger e reconfortar. 

MB11 05/2022

Animais Felizes em Casa

Image by Layers from Pixabay    

     Em relação aos animais poderem ser felizes em casa, considero que é possível dentro de certas condições.

    Por um lado, os animais, para serem felizes em casa, precisam de água, comida, brinquedos e carinho dos seres humanos.

    Por exemplo, a Ricota, a minha gatinha, vem roçar-se por nós quando estamos sentados no sofá ou no chão, a fazer festas, pois sente-se feliz.

   Por outro lado, se os donos forem de férias ou passarem muitas horas fora de casa, os animais têm que ir para outro lugar acolhedor, para não se sentirem sozinhos. 

    Por exemplo, quando nós vamos de férias, a Ricota fica em casa da minha Avó, para não se sentir tão triste.

    Por estas razões, vemos que os animais podem ser felizes em casa, mas com certas condições.

MM6D

O Direito de Agir Livremente

Image by dgchpy0 from Pixabay

   Em relação ao direito das crianças terem o direito de agir livremente durante um dia por mês, penso que deve ser aplicado.

     Em primeiro lugar, as crianças, tal como os adultos, têm o direito de agir livremente, mas as crianças têm de dar tempo aos seus deveres, como também aos seus direitos.

    Além disso, penso que as crianças devem deixar mais tempo para os seus direitos, por exemplo, guardar um dia por mês para fazerem o que mais gostam, deixando os deveres para trás.

   Para concluir, penso que devemos dar mais tempo aos direitos, mas sem abandonar os deveres.

MF6C

50 Anos CAD – O Sonho – 1988

 

Image by renategranade0 from Pixabay 

     Todos nós, as crianças, sonhamos com alguma coisa que desejamos ter.

    O meu sonho era ter uma bicicleta.

    Um dia, esse sonho realizou-se; os meus Pais ofereceram-me uma bicicleta com as cores que eu desejava. 

    Com ela faço grandes aventuras: tenho feito corridas com os meus amigos, tenho ido à praia com ela e vou, aos fins de semana, a casa dos meus avós e, às vezes, até como lá.

75 Anos CAD – Joaquim – 5ºAno – 1988

A Escrita ao Serviço da Vida

Oficina de Escrita – Prof Paula Xavier                                                   

          “A tua oração é o grito do teu desejo. Redige essa oração por escrito: esse primeiro esforço criador fará com que cresça em ti a coragem.”                           

Sto. Agostinho, sec. V

     

     O exercício da expressão escrita –  seja na sua vertente expressiva, reflexiva, criativa, ou outra –  é sempre  uma experiência de liberdade.

    Com efeito,  tal exercício só pode aceder a uma forma única e pessoal se, para lá da circunstância de um dever académico, for também voluntário;  se, para lá da utilidade dos objetivos  curriculares, se colocar, também, desinteressadamente,  ao serviço da Vida.

     Quem fez, ainda que de passagem e a intervalos muito irregulares, essa experiência vital de autenticidade, sabe que só ela tem o potencial de libertar energias que, de outro modo,  permaneceriam compactadas  e inúteis, nos meandros subterrâneos do nosso viver apressado.

    São  energias do mais puro quilate, as mais próximas da Fonte de onde brota, misteriosamente, a cada momento, a nossa própria Vida;  elas ascendem,  por assim dizer,  ao apelo da escrita – que tem o dom de as convocar  – e ficam disponíveis para a nossa  vontade.

   São elas que tornam possível “o golpe de alma” necessário  a uma tomada de decisao;  são puras forças de coragem que o exercício da escrita drenou para a luz da consciência.

     Certamente, há outras descobertas essenciais a realizar neste exercício  tão rente ao chão do vivido. Hoje queríamos apenas destacar aqui esta virtualidade,  tantas vezes suposta em silêncio,  mas repleta de possibilidades de Vida,  que o exercício da expressão escrita pode oferecer aos nossos Alunos. 

Agenda 22-23 Instrumentos de Vida – OE

50 Anos CAD – Diário – 1988

Image by Stefan Keller from Pixabay 

     Querido Diário,

     Tu nem sabes o que aconteceu há um tempo atrás; eu fui à casa do Francisco, nós queríamos ver um campo de futebol e tivemos de passar por um lugar em que tínhamos de ir juntinho às pedras, porque, se nós caíssemos, partíamos uma perna.

    Eu escorreguei, caí, mas por sorte, segurei-me; nós fomos buscar plantas para as nossas mães: eram rosas.

   Nós conseguimos passar e fomos buscar as plantas e alguns bonecos caídos. O portão abriu e nós safamo-nos com tudo.

     Foi uma aventura bestial, não achas Diário?

75 Anos CAD – Luís Freitas, 9 anos –  5º ano1988