Pseudo-Estratégias – 1: “Estilos”

Imagem: Oficina de Escrita

     Neste momento de viragem para a nossa Comunidade Educativa, tentamos recolher pistas orientadoras a partir da experiência preciosa daqueles que vão à nossa frente no caminho da Inovação da Escola.

   Os resultados validados cientificamente no âmbito das Ciências da Aprendizagem alertam-nos para o facto de se deverem evitar algumas formas de ensinar que se revelaram ser ineficazes para uma real aprendizagem dos alunos.

      Uma das abordagens de ensino mais intuitivas e, por isso, mais divulgadas, cujos efeitos na aprendizagem efetiva não tem resultados consistentes:

     Ensinar segundo os “Estilos de Aprendizagem” preferidos por cada aluno.

Recursos 

    1 – Artigos de Divulgação –

1.1. No excelente siteThe Learning Scientists”  – uma página de títulos de artigos que explicam, em detalhe e em linguagem acessível,  por que motivo a ideia dos “Estilos de Aprendizagem” não se traduz em práticas pedagógicas eficazes.

Página de Resumos de Artigos

1.2.  The Effortful Educator: Aprender Mitos versus Aprender Factos

1.3. Ted Talk sobre este assunto

1.4.   The Atlantic O Mito dos “Estilos de Aprendizagem

   2 –  Artigos Académicos –  fundamentação científica que denuncia a inconsistência desta abordagem.

2.1. Frontiers in Psychology– Site de psicologia educacional:

2.2. O Mito dos “Estilos de Aprendizagem” no Ensino Superior

2.3. Relatório Científico: O efeito na compreensão após a aplicação de “Estilos de Aprendizagem” no Ensino.

  OE

Faíscas Aleatórias

   faísca aleatória

     Image parFree-Photos de Pixabay 

     No seu livro “Build your Business on Ideas” a autora, Jodie Newman, ensina a interromper bruscamente a sequência linear do pensamento lógico, quando este se esforça laboriosamente para enfrentar um desafio ou resolver uma questão difícil.

     Esta interrupção intencional visa infletir subitamente a linha do pensamento sequencial e gerar um fluxo de ideias inesperadas, capazes de encontrar uma solução imprevisível.

    A este elemento disruptivo, o autor chama a”Faísca Aleatória”

      O instrumento que provoca a ruptura pode ser uma palavra ou  frase, um som, uma imagem, um objeto, desde que não tenha nenhuma relação aparente com o assunto em debate.

     Dá-se um salto na forma de pensar sobre um assunto se for possível provocar uma associação imprevisível com  ele. 

    Esta adoção de um novo ângulo de visão quebra o molde antigo que aprisionava a mente; descentra cada um de nós dos nossos pontos de vista pessoais; as “faíscas” tornam-se ferramentas de um pensamento criativo.

    As três etapas deste processo são:

      1. Deflagração da “faísca” ou “ruptura inaugural”;

    2. A descoberta de uma relação inesperada com o assunto em questão;

    3. A configuração inédita que assume aquilo que se pretendia solucionar, aperfeiçoar ou recriar.

Fonte:Build Your Business On Ideas” 

Exemplo de aplicação de “Faíscas Aleatórias” no seu site, com o Gerador de Faíscas: http://thebusinessallotment.co.uk/spark

OE

Um Diário de Trabalho

Imagem – Aluno do CAD 7º ano

     Michele Martin é especialista em acompanhar pessoas que transitam entre “dois mundos”, afastando-se da margem de um trabalho bem conhecido, para partir em demanda de um outro, mais conforme ao seu sonho, às suas competências, aos  valores que as orientam.

     Depois, resta ainda adaptar-se e abrir-se aos novos desafios de um trabalho mais livre e, por isso mesmo, mais exigente.

      Em múltiplos artigos do seu “The Bamboo Project”, a autora vem confirmar, com testemunhos de seus clientes e amigos,  os benefícios vitais que resultam da adesão à prática de acompanhar as transições e novas descobertas, com um Diário de Trabalho

     Na nossa última Reunião de Professores, partilhamos as preocupações inerentes ao iminente processo de transformação e mudança.

    Elas podem ser outros tantos tópicos de um “Diário de Trabalho” que dê corpo à reflexão que a “Viagem da Inovação” suscita em todos nós:

      • Cativar  e envolver os Alunos no processo da Mudança.
      • Os diversos modos de contribuir para a Realização Pessoal dos Alunos.
      • A adequação de novas Estratégias à estruturação do ano em semestres.
      • A disposição dos espaços físicos em consonância com novas formas de trabalho comum.
      • A cooperação com os Pais.
      • Formas de proporcionar a melhoria das Aprendizagens.
      • Necessidade de estarmos atualizados em relação às inovações que já deram provas da sua eficiência noutras Escolas.

     Elaborar e manter, com perseverança, um “Diário de Trabalho” pode revelar-se um apoio estimulante, para esclarecer hesitações, afinar decisões e registar surpresas, numa etapa de alterações em profundidade, como aquela em que já principiamos a navegar na nossa Escola.

OE