Peter Pan, um Destino Feliz

pintura de rosto de caozinho amareladoPixaBay PixaBay License

     Era uma vez um cãozinho que estava na rua  sem coleira.

    Vieram os homens do Canil e levaram o cãozinho para uma Associação de Animais Abandonados.

    Mais tarde, apareceu uma pessoa que estava hesitante na escolha entre o gato e o cãozinho. Finalmente, a pessoa escolheu o cãozinho para levar para sua casa, pois este era mais meigo e não deitava coisas ao chão.

     Era pequenino, de pelo amarelado, as orelhas caídas e olhar suave. Passou a chamar-lhe Peter Pan. O cãozinho gostou muito da casa nova e da sua Família humana.

    Depois de vários anos, ele chegou a aprender a andar de skate e a fazer de DJ com o dono, nas festas de Cães que davam na garagem!

OUF, OUF!

DS6B

O Gato Desaparecido

     cão e gato em carinho mútuo

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     Era uma vez uma menina chamada Matilde que tinha recebido, há algum tempo, um gato . O seu pelo era tão branco que parecia ser de neve. O gato chamava-se Pluffi; era muito brincalhão e adorava dormir :passava pelo menos algum do seu tempo a dormir.

     Matilde adorava brincar com o Pluffi, só que, uma tarde de inverno, quando estava a brincar com ele, no jardim nevado,  a mãe chamou-a.

      Ela foi ter com a mãe e ajudou-a a faze um lanche delicioso. Mas quando voltou, viu que o gato já não estava  no seu jardim. Perguntou a toda a gente da vizinhança  se tinham visto un gato branco e grande. Ninguém tinha visto!

      No meio da sua tristeza,  Matilde lembrou-se de um sítio. Ela foi ter com o seu vizinho Max e perguntou se tinha visto a sua gata. Max respondeu que sim,  que estava a brincar com o seu cão Pantufa na sala do vizinho.

     Matilde ficou muito contente, pulou de alegria e disse que nunca ia deixar o seu gato desaparecer.

     Pantufa e Pluffi brincaram e divertiram-se muito com bolinhas de neve a atirarem uns aos outros.

MC8C

A Estrela que Caiu do Céu – II

    estrelas sugeridas descendo num campo com borboletas

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     Era uma vez, num reino distante, uma linda estrela que era muito bonita, graciosa e muito, muito brilhante.

     Quando ela resplandecia, até explodiam  raios de luz em todas as direções.

     A linda estrela não conseguia descer da sua casinha, até que… uma estrela cadente a empurrou, quando ela ia saltar.

     Do nada,  a estrelinha acordou no meio de um campo de Futebol e veio uma criatura estranha que lhe perguntou:

     – Olá, quem és tu e porque estás aqui tão pálida?

    – Ah… estás a ver as lindas estrelas ali em cima? Eu sou uma delas. E, por acidente, caí aqui. Onde estou e quem és tu? 

 (continua)

CM5C                 

A Rapariga que Amava o Mar

     mermaid by the sea

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     Era uma vez uma menina chamada Mafalda: era alta, e os seus olhos eram azuis-porcelana.

      Mafalda era uma jovem que passava o seu tempo no mar, onde sentia paz e tranquilidade. 

      Ela ia sempre para o mar ver o pôr do sol brilhante. Até que um dia, viu um vulto  imóvel na prancha do paredão. Foi espreitar e viu um rapaz todo de preto a fugir.

     Mafalda queria saber quem era e, sempre, todas as noites voltava à  praia para ver se ele aparecia.

     Ficava horas e horas a olhar as estrelas, sentada numa rocha, com os pés mergulhados na água.  O ar do mar enchia-a de Esperança,  mas ele não aparecia.

      Ela ficava horas a pensar quem seria aquela pessoa .

    Mafalda, não desistiu: foi outra vez à praia, para ver se ele aparecia…  começou  a cantar e, a pouco e pouco, o seu corpo de rapariga tomou a forma de uma sereia verde-mar.

      Foi então que o jovem surgiu das profundezas do mar, viu-a, veio ao seu encontro e perguntou-.lhe o nome .

     Ela disse que se chamava  Mafalda e ela perguntou-lhe o nome:  era Manuel.

     Depois disso Manuel perguntou-lhe se ela queria ir numa aventura pelo mar e ela disse que sim.

      Descobriram o Mar em todo o seu esplendor.

MC8C

Um Pássaro com um Desejo


pássaros dourado e azul

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  Conta a lenda que  outrora existiram dois pássaros:  um azul como o oceano, com pequenos toques de céu e de noite; o outro, com o tronco cor de carvalho e as plumas douradas, esvoaçantes como pétalas ao vento.

       O pássaro azul, com contrastes da noite e do dia, tinha o desejo de transformar-se em humano. Achava que, se fosse humano, seria mais ouvido e livre. Ele era um pássaro com muita imaginação.

     Certo dia, os dois pássaros estavam a voar a favor do vento, quando, de repente, avistaram um pequeno poço de mármore. O pássaro azul, com a sua imensa sede, veio de cabeça até ao poço, mas tão depressa que acabou por cair.

       Quando saiu do poço, não queria acreditar: quando olhou para  baixo teve uma tontura, ao saber que estava tão alto e com pernas e pés a tocar no chão. O amigo olhou para ele e disse:

        – Piu, piu, piu.

     O Azul não compreendia o que o Dourado queria dizer, mas apercebeu-se logo que se tinha transformado num humano!

                                                                             MS8b, CC8b,                             

O Grifo Voador na Gruta dos Dinossauros

    gruta de fantasia com lago interior

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     Era uma vez um Grifo,muito colorido, com olhos azuis e rosa, de pelo prateado; as patas de trás eram de leão e as da frente, de ave. Tinha asas de anjo com muitos brilhantes, cauda de leão e cabeça de ave. Era muito querido, amigável e amoroso.

    Ele vivia numa floresta diferente, onde as árvores debruçadas sobre o lago eram mais reais no seu reflexo.

     As cores alternavam nas pétalas das flores conforme a luz do Sol lhes tocava. De noite, eram iridiscentes e podia-se caminhar em segurança pelos estreitos carreirinhos iluminados.

     Os animais partilhavam o mesmo ideal de fantasia e passavam a vida em Festas.

     O lago era miosótis e as águas sempre calmas e quentes: aí se ouviam gritinhos e gargalhadas, logo pela manhã, quando os seres da Floresta tomavam o seu banho matinal.

     O sonho do Grifo era, desde sempre, fazer canoagem, pois uma antiga lenda dizia que ao fundo do Lago existia uma Gruta inundada que guardava um segredo. Mas não havia canoas. E ele não sabia como fazer.

      Até que um dia, teve uma ideia: pedir ajuda à sua amiga Preguiça. Não correu muito bem, pois a Preguiça não conseguiu fazer nada de jeito e ainda para mais deixou cair a madeira e as ferramentas ao chão. 

      A seguir, foi pedir aos Castores. 

        O Grifo, com muita facilidade, chegou ao pé dos amigos e pediu-lhes:

       – Meus Amigos Castores, podem-me fazer uma canoa, por favor? 

       – Sim! – Exclamaram os castores! Nós vamos fazer com todo o carinho e amor.

       O Grifo respondeu:

    – Muito obrigado, malta! Vocês são os maiores.  –  todo feliz, com lágrimas nos olhos, mas estava triste, porque não sabia como usar a canoa. 

        Eles puseram-se logo a trabalhar, cortando, com os seus dentes afiados, as cascas dos troncos mais macios.

       Quando a canoa ficou pronta, ele começou a remar. Ao anoitecer, sentiu-se cansado e, sem querer, foi  parar à Gruta das magias incríveis que tanto procurava!                            

     A Gruta era quentinha, de chão macio e um pouco escorregadio. As estalactites brilhavam no escuro, com aquela luminosidade que tinham as flores da Floresta à noite.

     O Grifo, sem medo, foi explorar a Gruta. Assim que saiu da canoa, encontrou uma arca cheia de poderes, oferecida pelos belos dinossauros voadores. 

     Havia uma lenda sobre a Gruta, de que nela havia um portal que dava para um mundo de Dinossauros, onde ele queria ir, para ver se era verdade ou não. E foi então que:

     – Aaaaaaaaaah!

     Viu que a lenda era verdade! Havia uma passagem que levava aonde milhares de dinossauros de todas as espécies se divertiam a saltar de vulcão em vulcão, como em Jacuzzis. 

     Foi uma Festa incrível! Todos os seres da Floresta se tornaram capazes de voar! Por cima do lago multiplicavam -se as acrobacias: havia castores alados, raposas que davam mortais e caíam para cima, pequenos coelhos que trotavam sobre a água sem se molharem. 

Contos da Floresta, Texto a 3 Mãos – BF6A, CR6A, OE

A História dos Bombis – II

menina com asas num mundo mágicoPixaBay  PixaBay License

      Na cabeça de Flor só passavam maus pensamentos, não se via a sair daquele sítio misterioso e assustador. 

     Ouviu um barulho estranho e logo depois sentiu uma comichão nos pés. Flor pensou muitas vezes antes de abrir os olhos, mas, cheia de curiosidade, porém a tremer, finalmente abriu-os.

     Devagarinho, abriu os olhos e, muito espantada, deparou-se com imensas, mas muitas pequeninas criaturas, coloridas e nunca antes vistas.

     Esfregou os olhos com a esperança de que fosse um sonho ou alucinação, olhou para baixo e percebeu o que lhe estava a fazer comichão: nada mais era do que mais uma daquelas criaturas místicas coloridas.

     Cheia de medo, aproximou-se e tocou  o seu pelo vermelho e macio. A bolinha de pelo fez um som parecido ao dos gatos quando estão a gostar do carinho.

     Flor perdeu logo o medo e mudou o seu pensamento quanto às criaturas fofinhas e coloridas. Tentou comunicar com elas, mas parecia que tinham um dialecto próprio que mais ninguém percebia.

      As bolinhas explodiram e os seus membros foram para dentro: Flor percebeu que era assim que se movimentavam mais rapidamente. Seguiu-as…

(Continua)

CC8B

Carta do Reino Misterioso

árvores fotografadas de baixo para cima fundindo as copasPhoto by kazuend on Unsplash

  Reino Misterioso, 21 de Agosto de 2086

      Excelentíssimo Responsável pela Floresta Encantada,

      Queria informá-lo de que não está a cuidar bem da Floresta Encantada:

  •      Muitos animais estão feridos;
  •      As suas flores estão murchas;
  •      Está tudo arruinado.

     Gostaria que soubesse que, se continuar a tratar mal a maravilhosa Floresta Encantada, vai ser dispensado.

     Adeus.

    Reino Misterioso

    P.S. Espero que volte a cuidar bem da Floresta.

CG6B

 

O Peluche Encantado Que Reviveu

Ursinho de peluche e coraçãoPixaBay PixaBay License

       Era uma vez uma menina que tinha o sonho de ganhar um peluche. Ela viu o Peluche de Toysrus. Ele era brilhante, encantador… Ai, nem sei explicar… era um ursinho com pelo branco, olhos azuis e muito gordinho. Ai, era tão fofinho!

      Ela tinha-o pedido aos pais no Natal e, ainda para mais, o Peluche era maior do que a menina! No dia 24 à meia-noite, com a Família da menina reunida, ela tinha-se sentado no sofá, à espera da sua vez para abrir os presentes.

       Chegou a vez de a menina abrir os presentes. O Pai disse-lhe:

      – Filha, abre o teu presente.

       Ela respondeu:

       – Ah, Pai, isto é tão grande! – Abriu o presente e viu que era o ursinho que tanto queria, e caíram-lhe muitas lágrimas de tanta alegria. Ela só disse “muito obrigado” e só tinha olhado para cima e para baixo, com o espanto: “- Isto é verdade?” 

       No dia seguinte, ela ia passear e não o deixava para lado nenhum que ia.

       Agora que tem onze anos e ainda nunca o deixou, os pais dela a cada dia que passa, ficam ainda mais espantados. E dizem:

     – Como é possível ela ainda não ter deitado fora o ursinho?

CG6B     

Flor Vermelha – 1

rosa vermelha e abelhaPixaBay PixaBay License

     Num longo, colorido e belo jardim, vivia uma Rosa vermelha, mas ainda não desabrochada, como um botão. A Rosa tinha a Família e os amigos perto dela, mas já fortes, com seus tons de vermelho à vista, para encantar os olhos de quem lá passasse.

      A pequena Flor queria ser como os outros, queria crescer e que todos passassem por ela, sentissem o seu perfume. A Flor vermelha mostrava-se muito forte aos seus mais chegados e mesmo aos desconhecidos do jardim.

     O único ser que sabia do seu complexo era uma abelha chamada “Docinho de Mel” que, no início, nunca chegou perto da Rosa, pois queria tirar  o pólen das outras rosas. Como via aquela flor tão fechada, nunca tinha ido falar com ela. 

     Até um dia em que foi levada pelo vento como uma pena e aterrou, já fraca e sem poder voar, ao lado da Rosa fechada como um botão.

       Foi nesse momento que a Docinho de Mel percebeu que ser diferente não era feio, mas sim único. Descobriu isso após ver as suas asas rasgadas.

      Chamou a Rosa e falaram até as suas asas recuperarem: assim nasceu uma Amizade. A Flor vermelha contava tudo o que sentia á abelha renascida, que ficava a pensar que conselhos partilhar com a amiga. (continua)

CC8B 

O Coelho com Coragem

coelho castanho no prado

     Photo by Michael Roubos on Unsplash

      O coelho corajoso tinha um pelo castanho, de veludo,  o focinho muito branco, orelhas altas  e muito tortas.

     Ele vivia numa linda e grande floresta com os seus amigos. Eles são os coelhos mais divertidos e mais medricas de todos os coelhos que lá viviam, apesar de serem todos brancos, exceto o que era infeliz e tinha muita coragem, que era o castanho.

      Esse coelho de cor castanha era muitas vezes excluído para a recolha das cenouras.

     Um dia, o coelho infeliz e corajoso pensou: “- Estou farto de ser excluído por ser diferente. Eu vou-lhes mostrar como sou bom.”

     E lá foi ele buscar cenouras.

     Quando o coelho encontrou cenouras, teve dificuldades em pensar como é que ia pensar pelo urso que estava a tapar a entrada para o campo das cenouras.

     Então, como ele era muito inteligente e corajoso, utilizou ramos de uma árvore e um pouco de pelo e pôs à frente do urso, para quando o urso fosse atacar, o coelho ia buscar rapidamente o maior cultivo de cenouras que havia na Floresta.

     O plano dele resultou e foi para a sua toca. Ainda não estava nenhum coelho. Então decidiu fazer uma sopa de cenoura e até uma cadeira de cenouras, pois ainda iam sobrar muitas.

     Os outros coelhos chegaram e exclamaram:

    – Quem é que fez isto tudo e trouxe tanta cenoura?

    O coelho corajoso respondeu:

    – Fui eu, para vos provar como, apesar de ser diferente, posso ser bom e ajudar-vos.

     E acabou assim, com o coelho diferente a poder entrar na recolha de cenouras.

AF7B

Lua, a Cadela Maior do Mundo

cão setter com flor rosa na bocaPhoto by Celine Sayuri Tagami on Unsplash

     Era uma vez uma cadela que se chamava Lua; ela era muito grande, a cadela maior do mundo, e o seu dono chamava-se Zé.

     O Zé adorava ser como ela, porque era pequenino e a Lua era grande e o Zé gostava de ser imenso.

     Um dia, mesmo à tarde, o Zé desejou intensamente ser como ela.

      No dia seguinte, Zé apercebeu-se de que tinha patas enormes, viu-se ao espelho e assustou-se, mas, ao mesmo tempo, sorriu.

     Quando foi lá para fora, viu a Lua a brincar muito com ele e ficou muito assustado, porque nunca tinha visto a sua cadela tão brincalhona. Ela nunca tinha tido amigos e ficava só, a dormir sozinha.

      A partir desse dia, a Lua ficou muito mais brincalhona do que o normal.

    Entretanto, Zé apercebeu-se de que não podia ser um cão e, para a Lua não ficar sozinha, comprou-lhe um cão igual a ela. Viveram os dois felizes para sempre e fizeram uma criação de cachorrinhos.

ZG6B

A Princesa das 3 Maravilhas

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     Era uma vez um ser imaginário, muito feminino, que voava e só queria ser real. 

     Ela tinha um refúgio secreto dentro de uma nuvem que nunca chovia. Viajava pelo mundo inteiro ao sabor do vento, mas não podia baixar até ao chão da Terra, porque não tinha densidade.

     Conhecia muito bem a linguagem dos pássaros migrantes, como as andorinhas e os gansos selvagens, mas o que lhe interessava acima de tudo era aprender a língua dos humanos.

    Ela pensava: “- Se eu fosse real, eu era como uma Princesa, só gostava de usar acessórios rosa, uma coroa e de viver num castelo. Eu teria uns cabelos loiros compridos e olhos azuis, eu queria ser uma pessoa com muita alegria e muita graça.”

    Nesse castelo, ela plantaria um jardim maravilhoso onde as flores se empurravam para a ver passar. Ela teria aí um banquinho cor de rosa sobre o qual a nuvem amiga viria pairar dando-lhe sombra sem nunca chover.

    Também sonhava em galopar num cavalo branco no bosque do castelo, seguida pelos ventos que antes faziam viajar a sua nuvem.

     No dia do seu aniversário estava muito contente, mas, sem ela saber, houve uma fada que apareceu e disse:   

     – Já ouvi dizer que gostavas de ser uma Princesa. Mas só se fizeres estas três maravilhas:       

      1 – Tens que trazer uma maçã dourada que cresce nas montanhas para curar um menino doente.

      2 – Tens que tirar 3 pétalas de uma flor que só nasce ao pé de uma cascata distante e transmite o dom da Alegria.

     3 – Tens de ouvir as vozes dos ursinhos carinhosos e aprender com eles a falar.

     Depois de muitas tentativas, ela conseguiu fazer tudo. A Fada abriu um portal mágico: ela foi na sua nuvem até ao pé do chão, para ouvir as vozes das pessoas e ver como iria ser na vida da Princesa.

     Passado um tempo, ela transformou-se em Princesa: ela estava como tinha imaginado. Chegou ao castelo e começou a chorar de tanta alegria.

     Entrou num salão e descobriu uma Família muito grande, que não gostava de divertir-se, mas a Princesa pôs o dom da Alegria e ficaram muito contentes. 

Contos de Fantasia – Texto a 2 Mãos CG6B e OE

 

A Flor que se Transformava

jovem entre flores brancas e folhas verdes

     PixaBay Pixabay License

    Era uma vez uma jovem chamada Beatriz, que tinha cabelos loiros que pareciam estrelas de tanto brilhar e os seus olhos eram tão verdes que era uma sorte.

     Beatriz era uma menina que tinha muitos segredos; sempre que saía de casa, era misteriosa, pois saía de noite, com um vestido rodado, muito leve.

     Todos ficavam surpreendidos.

    Só que, uma vez, um rapaz chamado João, que fazia parte do seu grupo de amigos, viu uma pessoa a transformar-se. João foi dizer aos amigos que tinha visto algo muito estranho.

     Depois, viu de novo algo a a acontecer e disse aos companheiros que era uma rapariga com o cabelo louro, mas não lhe tinha visto o rosto. 

    Beatriz ficou muito assustada quando soube que alguém a tinha visto. 

     João contou que a jovem se tinha transformado numa flor. Então, Beatriz contou a verdade aos companheiros do seu grupo: ela não era uma pessoa humana mas sim uma flor.

     Era uma flor vermelha, de pétalas longas e curvas, aveludadas, e só um colibri lhe retirava o pólen.

     A Flor transformava-se numa jovem pois tinha uma Missão na Terra. Ela devia transformar-se pois se soubessem que uma Flor falava, seria um pouco estranho.

     A sua Missão era recolher todas as flores da Terra como convidadas para um banquete no País das Verdadeiras Pétalas.

MC8C

Os Pássaros Azuis e a Bola de Fogo

dois ovos azuis no ninho

     Photo by Landon Martin on Unsplash

     Logo ao amanhecer, no início da Primavera, os pequenos ovos estremeciam no seu ninho fofo.

     A Mãe estava deslumbrada e esperava, com impaciência, que as estreitas fendas se alargassem, dando aqui e ali, suaves bicadas, nas cascas sarapintadas.

     Por fim nasceram! E, no preciso instante em que as três cabecinhas azuis se esticaram para fora dos seus ovos quebrados, lá longe,  no horizonte rosado, a maravilha do Sol inundou o horizonte com a sua luz vivíssima.

      A Mãe saudou os seus filhinhos recém-nascidos com um trinado maravilhoso e eles voltaram as cabecinhas penugentas para ela.

    Abriam os bicos pequeninos, a imitá-la, descobrindo, pela primeira vez, que podiam ouvir e criar sons.

      Na sua intuição, ela entendeu que a saudavam com alegria e que estavam espantados com aquele irmão distante, a Bola de Fogo que nascera ao mesmo tempo. 

Com CC8B e MS8B, Partilha de Inspirações – OE

A Estrela que Caiu do Céu

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     Era uma vez uma estrela chamada Pingo. Ela vivia lá no Céu muito, muito alto, com o seu pai e com a sua amiga, a Violeta.

     A casa dela era ao pé de uma cintura de meteoritos. De noite, elas vinham brincar cá para fora e o pai da Pingo dizia para se afastarem dos meteoritos.

     Uma vez, em que já era de noite, a Pingo e a Violeta vieram brincar lá para fora. Estavam a brincar à apanhada e, de repente, a Pingo aproximou-se muito de um meteorito e…BUM!

     Ela começou a cair para a Terra, muito rapidamente e, de repente, um menino chamado João, apanhou-a e perguntou:

     – Quem és tu?

     Muito confusa, respondeu:

     – Eu sou uma estrela lá dos Céus. Chamo-me Pingo. E tu, como te chamas? 

     – Eu chamo-me João. Passadas umas semanas, eles eram os melhores amigos.

     A Pingo adorava Matemática, então ajudava-o nos seus testes de Matemática. Entretanto, o pai da Pingo e a sua amiga Violeta andavam a procurá-la na Terra.

     Num dia muito chuvoso, a Violeta viu a Pingo na janela e gritou:

    – Pingo, Pingo! Tio, é a Pingo!

    – Pingo, Pingo! – juntou-se o Pai à Violeta, a gritar. (Continua)

CA7A

Três Lições para uma Cantora

rouxinol, canário e piriquito sobre fundo verde

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     Era uma vez uma menina que se chamava Carlota. O seu cabelo era louro como o Sol, os olhos azuis, a boca rosa, o nariz perfeito. Era imensamente simpática e muito bonita.

     A Carlota era sempre fiel, mas irritava-se um bocadinho algumas vezes. Gostava muito de tocar viola. Tinha um sonho desde pequenina: ser cantora.

     A Carlota tinha muitos amigos, mas tinha três melhores amigos: o Piriquito Piu, o Rouxinol Kai e o Canário Vé.

    A Carlota pediu aos amigos para lhe darem aulas de canto para realizar o seu sonho.

      O Piu ensinou-lhe as notas mais graves, as agudas, as curtas e as longas. O Kai ensinou-lhe o “Hino da Alegria” e o “Olha para Mim”, duas canções clássicas, uma em clave de sol e a outra em clave de fá.

     Todos os dias ela ia para três árvores diferentes, pois adorava trepar.

      O Piu ensinava-a no carvalho: subiam até lá acima para verem o pôr do sol.

    O Kai brincava no Pinheiro Manso, porque desde pequeno brincava ali e queria partilhar.

     O Vé gostava muito de ir para os sobreiros, porque tinham bolotas lindíssimas.

       Assim, a Carlota tornou-se numa maravilhosa cantora.

CT5A

O Cavalo Voador

  cavalo voador em pintura

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     Era uma vez uma menina chamada Ana que desejava ter um cavalo com os olhos azuis e crina com as cores do arco-íris.

     A mãe perguntou à filha que tipo de cavalo queria.

     A Ana disse que queria um que voasse, só que era muito difícil de arranjar neste mundo conhecido.

    Ela, profundamente desiludida, insistiu com a Mãe para lhe dar um cavalo voador.

     A Mãe foi procurar se havia numa quinta de criação de cavalos. Todos disseram que não havia, só num mundo mágico.

     Então, a sua Mãe conseguiu mudar de mundo, até encontrar um cavalo com essas características. Ana ficou entusiasmada com o cavalo, porque o seu sonho mais apaixonante era cavalgar um cavalo voador!

     O cavalo estava disponível no mundo mágico, mas, para se entrar, tinha-se que responder a 3 perguntas. Ana respondeu e acertou.

      O seu cavalo de sonho avançou, os seus olhares cruzaram-se e os dois sentiram um aperto no peito: era uma felicidade sem limites, infinita e perfeita!

MC8C

O Enigma

casa assombradaPixaBay PixaBay License

     Era uma vez dois meninos que se chamavam João e José.

     Um dia, com outros amigos que eram muito malucos, decididram todos ir a uma casa assombrada. 

     Resolveram entrar na cave e encontraram um mapa. Esse mapa mostrava a casa assombrada onde estavam; viram uma cruz no mapa; carregaram na cruz e caíram por um alçapão. Foram dar a um sítio que continha vários enigmas e emboscadas.

     Eles passaram por muitas armadilhas. Viram sereias que os encantavam, cães com 3 cabeças e um feiticeiro mau. Até que já estavam muito cansados e o último enigma era… um Ciclope!

    Demoraram 10 anos para derrotar o Ciclope! Derrotaram-no finalmente e voltaram para casa.

     Os seus pais estavam muito preocupados com eles porque tinham demorado dez anos naquela casa assombrada. Nem os estavam a reconhecer porque eles estavam com barba!

      E viveram barbudos para sempre.

ZG6B

A Menina que Escavava Túneis

túnel de luz

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     Era uma vez uma menina que, em todas as férias de Verão, escavava buracos: um no seu quarto e outros espalhados pelo quintal e pela cidade.

     Essas escavações eram todas ligadas por túneis subterrâneos.

    Ela tinha sempre de tapar os buracos com um pano e, por cima, pôr os diferentes tipos de chão, para que ninguém pudesse entrar nos túneis, mas só ela, pois sabia onde cada abertura ficava.

    Passados muitos anos, conseguiu terminar o seu trabalho duro.

    Para celebrar, convidou algumas das suas próximas e confiáveis amigas, para não haver nem um risco de alguém desconhecido entrar na sua obra-prima.

     Os túneis eram muito compridos: passavam por toda a cidade, por baixo da terra e, para as amigas não se perderem, punham pedras no caminho, para voltarem.

    Todos os dias, depois da escola, a menina, chamada Inês, e as suas amigas entravam num dos buracos da cidade e encontravam-se para estudar, trocar ideias e brincar só com jogos de tabuleiro ou jogos do género, pois o espaço era muito pequeno e nem dava para ficar em pé.

     Um certo dia, Inês estava no túnel e viu uma sua amiga e algumas crianças a entrar por um buraco ao pé da escola.

     A Inês ficou muito aborrecida com a amiga, pois achava que podia confiar nela, mas afinal não era o que parecia.

     No dia seguinte, Inês foi falar com a amiga sobre o que tinha acontecido no dia anterior, mas nem conseguiu dar um passo com a quantidade de Jornalistas a perguntarem sobre o túnel.

      Inês começou a correr e foi para casa. Ligou a televisão e estava a dar uma entrevista com a amiga: estava a dizer que ela é que tinha feito o túnel.

      Inês ficou tão triste com ela e foi chorar para o túnel. Aí viu um guia e turistas, como se aquilo fosse um museu ou assim…

     Inês arranjou uma maneira de impedir a amiga, chamando as Autoridades e dizendo que a amiga estava a mentir.

     As Autoridades não acreditaram á primeira, mas depois de ela ter mostrado a planta dos túneis e ter indicado todo o caminho subterrâneo, os polícias acreditaram.

     A partir daí, as pessoas começaram a pagar uma visita aos túneis. Ela conseguiu ajudar a Mãe a pagar as contas.

       A amiga arrependeu-se, a Inês perdoou-a e ficaram felizes para sempre!

CC8B

A História dos Bombis – I

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      Numa cidade grande e com muita população, habitava uma menina do campo que não estava habituada à poluição, aos carros, às tecnologias e até mesmo ao pensamento das pessoas.

       A menina, chamada Flor, ia à Escola, mas não conseguia acompanhar as conversas das meninas da cidade! Então, Flor era uma menina muito reservada e falava com uma só amiga, a Fada chamada “Asas de Mel”, que era imaginária e vivia na sua fantasia.

     As recordações de infância da Flor passavam-se todas no campo a brincar na relva, o que era muito diferente das meninas da cidade que passavam o tempo todo nas redes sociais.

      Flor, para relembrar os velhos tempos, um dia em que saía da Escola, em vez de ir para casa, foi a uma Floresta onde havia relva e assim poderia brincar como dantes. Pelo menos foi o que ela pensou.

      Caminhou,  correu e brincou  com as Asas de Mel, até que viu a Árvore maior da sua vida! Ficou espantada por ter encontrado uma Árvore tão invulgar e única como aquela na cidade. Espreitou, observou e até tentou escalar a Obra de Arte da Natureza.

      E reparou… Reparou que a Árvore mais bela do mundo tinha um buraco que se abria em túnel numa das suas diversas raízes, e com um olhar de aventureira, Flor olhou para “Asas de Mel” e entraram no túnel.

      Depois de alguns minutos a escorregar no túnel, Flor e Asas de Mel puseram os pés no chão, estava coberto de folhas secas e começaram a explorar as paredes de madeira e o ambiente escuro e sombrio.

     Ouviram o barulho e… viram uma mini-explosão de cor vermelha e depois dessa, mini-bombinhas, uma de cada cor, rebentaram!

     Flor, assustada, começou a gritar, olhou para o lado e Asas de Mel já não estava lá. Viu-se em perigo, e o único que conseguiu fazer foi fechar os olhos e permanecer imóvel…

(Continua)

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O Dia em que as Cores surgiram nas Flores

flores coloridas de diferentes espécies dispostas em círculo

     Commons Wikimedia Atribuição: CC0 Share Alike 4.0 International

      A Floresta, antes de ser encantada, não era monótona, pois todas as tonalidades de verde e de castanho enfeitavam a espessura dos arbustos e a folhagem dos ramos sussurrantes. Mas faltava-lhe a magia do Arco-Íris, a beleza misteriosa que, com sete cores simples, multiplica os tons da Vida até ao infinito.

     Numa noite com muitas estrelas, nas clareiras junto da Floresta, havia muitas flores, só que as flores eram brancas, não tinham cor. Nessa noite aconteceu um milagre: caiu um pozinho estelar sobre umas flores e, de repente, ficaram todas coloridas.

     Pela noite estrelada, um bando de renas apareceu perto de uma clareira da Floresta, a ver se já tinha brotado algo para comer.

    Quando se aproximaram das flores, um estranho milagre tinha acontecido:

     Algumas flores ficaram com as pétalas enroladas e ganharam uma cor rosa: o nome da flor tornou-se ROSA. Umas ficaram como arco-íris e azul-marinho  em forma de onda e chamou-se MAR. Uma tulipa em forma de sino lilás, tornou-se o SININHO; o malmequer, em forma de abelha amarela, tão gira, tornou-se a ABELHINHA.

     As renas viram, pela primeira vez, as Rosas, que eram cor de rosa, de pétalas enroladas; as Margaridas, que eram brancas e laranja, tinham a forma das saias das bailarinas quando estão a fazer piruetas; as Begónias rosadas, brancas e vermelhas, lindas, com a forma de um coração.

      As renas adoraram o cheiro das flores: as Rosas cheiravam a chupa-chupa; as Margaridas cheiravam a laranja e as Begónias a chocolate.

       As renas ficaram espantadas com todas aquelas cores fantásticas e brilhantes. A partir daí, todos os seres da Floresta Encantada começaram a irradiar alegria.

CG6B, LM6A, OE

    

O Canto dos Toribas

jovem contemplando o céu estrelado

     Photo by Greg Rakozy on Unsplash

     Master tinha cabeça e corpo de lince, asas de águia e patas de chita. Geralmente estava a voar, mas quando vinha para terra, as suas patas transformavam-se em patas de ganso, para aterrar na água, ao pé  de terra.

      Ele morava numa Floresta antiga, onde todos os animais ainda conheciam a linguagem das diversas espécies e as próprias árvores pareciam transmitir mensagens, aproveitando a música do vento ressoando por entre os seus ramos.

     De noite havia silêncio: não uma simples ausência de ruído, pois num habitat vivo há sempre sinais de movimento; era antes um silêncio espesso, que parecia descer diretamente das estrelas e aconchegava todos os seres vivos da Floresta como num manto protetor.

    O sonho de Master era era um dia encontrar um Planeta novo ainda por descobrir onde vivessem Toribas como ele. Mas era muito pequeno para poder ver os planetas que giravam à volta da Floresta.

    Master também tinha propriedades nunca ouvidas: cantava à noite, para chamar alguém que estivesse perto, mas o seu objetivo era encontrar os pais, que lhe tinham dado poderes, tais como, cantar para se ouvir ao longe, localizar humanos para não o descobrirem e tele-transportar-se por todo o Universo.

           Com o seu melhor amigo, ficava horas e horas a cantar, à procura dos Pais que ele tinha perdido em pequenino.

      Como ele tinha perdido os pais quando era muito novo, não sabia bem como utilizar os seus poderes.  Para sobreviver, precisava de comer peixe e javali, mas como não conseguia pescar, teve de pedir aos crocodilos que lhe diziam “-Bom Dia” cada vez que ele aterrava perto de terra.

      Master passeava sempre com o seu melhor amigo crocodilo, por essas noites claras,  fascinado pelos planetas longínquos que brilhavam lá no alto. 

     – Parecem inacessíveis, não achas? – perguntava o amigo deslumbrado. 

     – Nem tanto… – respondia Master num tom sonhador. 

     – Deve haver uma maneira de alcançar esses reinos de luz. Oh, que bela aventura seria visitá-los!                     

       O grande amigo de Master tentava tudo, com ele, para recuperar os seus poderes. Todos os dias treinavam os poderes, mas não conseguiam.

      Houve um dia em que Master sugeriu:

        – E se nós fecharmos os olhos, dermos as mãos e pensarmos como é que tudo isto aconteceu aqui entre nós?

      Eles assim fizeram, pensaram e chegaram à conclusão de que era a Amizade e gritaram ao mesmo tempo: 

      – É a Amizade!

        Assim, Master e o amigo conseguiram realizar os poderes e não só, o amigo também ficou com eles. 

      Então, no dia seguinte, prepararam as malas com comida e champô e partiram para um planeta chamado “Maravilhas” – pois tinham ouvido falar que lá aconteciam maravilhas.  E que havia uma imensa floresta com várias espécies de animais nunca vistos.

     Já com os seus poderes e com o seu amigo, o Master teletransportou-se a si e ao amigo para o espaço, à procura dum Planeta muito verde.

     Eles foram à noite, a cantar, mas desta vez cantavam mais alto e então, mais animais vinham com eles. Passaram duas noites e chegaram ao Planeta. 

      Viram que era todo coberto de árvores verdejantes, altíssimas, onde moravam seres da mesma espécie de Master.  Aproximaram-se, voando, do lago miosótis e prepararam as patas de ganso para aterrar. 

     Mas ele não encontrava os Pais. Na terceira noite, eles estavam a cantar tão alto, com tanta esperança, que, passados 7 minutos, apareceram animais Toribas, da mesma espécie do Master.

      Master viu dois Toribas iguais a ele que repararam nele também. Então, Master ficou tão surpreendido que nem se conseguia mexer:

     – Pais!

    – Master!

    E adotaram o amigo, passando a viver no Planeta “Maravilhas”.

CA7A AF7D e OE  

A Gruta Secreta

rapaz explorando caverna imensa com uma simples tocha

   Photo by Jeremy Bishop on Unsplash

     Luí era um ser imaginário, com poderes fascinantes, que vivia numa Floresta Encantada, rodeado de amigos fiéis.

     Luí era muito alto e magro; o seu cabelo era louro como o sol, os olhos castanhos como as folhas de Outono. E o seu maior sonho era vir a ser um belo aventureiro como a sua Família. 

     A Floresta era espessa mas salpicada de clareiras. As copas das árvores permaneciam verdejantes todo o ano, e deixavam passar uma luz alegre que inundava os trilhos estreitinhos, onde cresciam  violetas bravas.

     Todos os animais colaboravam para o desenvolvimento daquele habitat singular.

     Havia esconderijos que pareciam tocas de raposa e que comunicavam uns com os outros através de túneis cuidadosamente escavados por toupeiras.

       No lago, os castores erguiam diques precisamente onde desaguavam os ribeiros que nasciam no coração da floresta.

        Um dia, um beija-flor foi falar com o Luí e disse-lhe que, na floresta, havia um tesouro. Como é que ele soube o que o pássaro disse? O Luí tinha o poder de falar  com os animais. Então foi logo a correr para a Floresta…

     Luí convocou uma assembleia de emergência na clareira central; acorreram todos: o chefe dos veados, com a sua manada de gazelas; o guia da alcateia com os seus lobos cinzentos; a velha raposa, com as mais jovens e suas crias; as lebres saltitantes; as perdizes esvoaçando; os esquilos aos saltos.

     Luí explicou aos amigos a extraordinária notícia do Colibri e pediu que todos agissem como batedores, palmilhando a floresta em busca da Gruta secreta. 

      A Gruta ficava numa pequena colina entre os carvalhos. Dos seus ramos retorcidos pendiam heras sempre verdes do lado em que o sol batia, mas uma capa de musgo cobria os troncos do lado mais sombrio.

    Mal se percebia a entrada, entre as raízes dos carvalhos, mas elas formavam logo um túnel que se alargava e descia quase a pique para as entranhas da Terra.

      Durante semanas, nenhum ser vivo teve sossego, até que encontraram o tesouro.

    Mas havia um problema: como iam levar aquela enorme riqueza e como iam gastar o dinheiro da venda de tanta preciosidade?

     Então chamaram os javalis e os veados para transportarem o tesouro até às portas da cidade, em carroças rústicas, feitas de troncos da Floresta.

      E já sabiam onde gastar o dinheiro do lucro: num Instituto de Caridade que estava a ser construído – AFE – Associação da Floresta Encantada.

Texto construído em comum além de ser a Duas Mãos.

AV6A e OE

O Muro Vermelho – I

     muro de tiojolos vermelhos rodeados de linha verde

     Public Domain Pictures Net

     Era uma vez um ratinho que vivia num aldeia normal rodeada por um muro vermelho.

      Esse muro era gigante e o ratinho tinha “muuuita” curiosidade em saber o que estava para lá do muro vermelho.

      O ratinho perguntou ao gato Roger que vivia na rua a seguir, se o gato também tinha curiosidade em saber o que estava para lá do muro.

     O gato fez uma cara de assustado e disse que o que estava para lá do muro era muito assustador.

     O ratinho, não muito convencido, foi perguntar a outro morador da Aldeia, e, desta vez, foi ao seu vizinho do lado, o Senhor Coelho; perguntou-lhe o mesmo, mas a resposta foi diferente.

      Desta vez, foi que, para lá do muro, não havia nada.

     O ratinho, ainda sem estar convencido, não parava de pensar no muro vermelho… (Continua)

CC8B 

Um Desejo

  menino que puxa o mapa de áfrica como se fosse um papagaio

     Pixabay Atribuição CC0

      Era uma vez, um menino chamado Ricardo.

   Certo dia ele teve uma ideia. Como era filho do rei de Castelian achava que podia fazer tudo o que queria.

    Então ele teve a ideia de demolir a casa de um pobre. Esse pobre era tão pobre que não tinha dinheiro para sustentar a sua casa.

      Mal o pai descobriu que seu filho tinha demolido a casa do velho habitante, pô-lo de castigo. O menino ficou tão triste que decidiu recompensar o velho senhor.

    O príncipe deu-lhe uma casa com: água, energia, etc, mas por conta do príncipe.

    Moral da história: 

“Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti.”

TB5

A Bailarina do Sol

bailarina na floresta

     Era uma vez uns meninos que acreditavam numa lenda que se chamava “A Bailarina do Sol”.

     Os meninos pensavam que ela dormia na Floresta, por isso, organizaram  os seus sacos-cama e até um mini frigorífico.

      Pensaram sobre todas as possibilidades  de a bailarina acordar, incluindo a de ela se tornar um monstro.

      Mas quando o tempo chegou, não souberam como, mas o Sol parecia ter caído numa Floresta que era conhecida por ter muita atividade estranha.

       Os miúdos, todos confusos, foram ver nas notícias o que tinha acontecido e viram que o Sol tinha mesmo caído!

      Então prepararam-se e foram para a Floresta. Mal entraram lá dentro ouviram: “- Ajuuuuuda!”.

     Foram a correr e encontraram o que parecia o Sol e só viram uma Bailarina gigante, de ferro, em cima do solo estragado e aberto.

     Quando olharam para a Bailarina, ela olhou-os de volta com um sorriso aterrorizante. Só a gozar, eles encontraram-na e ajudaram-na.

JPA6C

O Crocodilo Estudioso

crocodilo sorridente

   Pixabay Atribuição CC0

      Havia um crocodilo chamado Fluffy. Ele tinha escamas verdes e duras, os dentes muito afiados e um olhar que metia medo a toda a gente. Um dos seus maiores sonhos era ir para a Universidade, a fim de aumentar a sua inteligência e experimentar novas e diversas realidades.

    Fluffy vivia numa ilha exótica, rodeada por um mar de esmeralda, onde os dias se alongavam até o sol traçar um sulco dourado no horizonte.

     Os amigos de Fluffy não lhe davam descanso: os macacos peludos pregavam-lhe partidas todo o dia: atavam-lhe latas à cauda ou atiravam-lhe cascas de manga para a boca ,sempre que o apanhavam a dormir ao Sol com a bocarra escancarada.

     Os Tucanos de bico alaranjado deliciavam-se a catar pequenos insetos por entre as suas escamas, quando ele boiava, de manhã, no riacho da ilha.

     Porém, o perigo fatal que a todos ameaçava, era a presença de caçadores furtivos que infestavam a ilha.

     Eles moravam a bordo de um barco pirata que estava atracado ao largo da ilha.

     Fugiam sempre para lá depois de armar emboscadas e os animais não se conseguiam defender.

     Porém, um dos caçadores, o Roberto, acabou por sucumbir ao encanto da Floresta tropical que cobria toda a ilha. 

      O seu coração começou a pulsar ao ritmo da Natureza e encheu-se de amor pelos animais. 

       Entretanto, Fluffy nunca chegou a realizar o seu sonho pois não tinha notas nem dinheiro para isso. 

     Mas o barco pirata acabou por tornar-se numa escola flutuante: os piratas caçadores tornaram-se vegetarianos e passaram a dedicar-se a compreender as mensagens com que os animais comunicavam entre si.

     O crocodilo entrou em depressão. O caçador Roberto foi ajudá-lo, pagando-lhe aulas particulares de Matemática e de Surf.

PC7B e OE

A Menina que Roubava

colar de pedras preciosas

    WikiMedia Commons  – Atribuição:  CC Share Alike 3.0

     Era uma vez uma menina chamada Beatriz, que adorava roubar coisas. Sempre que via algo, roubava-o, não aguentava sem roubar.

       Beatriz tinha os cabelos castanhos compridos e os olhos de um castanho claro macio que pareciam cheirar a maçã. Ela estudava no 8º ano de uma Escola rígida e tradicional.

     Uma vez, na Escola, Beatriz roubou um colar muito precioso e toda a gente andou à procura dele.

      Ninguém o encontrou, até que viram uma pista: a pessoa que roubou tinha de ser da sala da Beatriz, porque o colar tinha estado na mesa da Professora.

     A Diretora de Turma investigou toda a gente; revistou a sala toda e encontrou-o na mochila da Beatriz.

       Todos disseram:

     – Foste tu que roubaste o meu colar!

      Beatriz respondeu que tinha gostado daquele colar, só que, como não tinha dinheiro, então, roubou.

      Todos desculparam e todos perdoaram.

      A partir daí a Beatriz começou um longo tratamento e conseguiu deixar de ser cleptomaníaca.

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A História de Pi

os saltimbancos de gustave doré

     Wikimedia.Org Atribuição Public Domain 

      Olá, chamo-me Pierrot, mas os meus amigos chamam-me Pi.

      Quando nasci , eu era um menino muito abastado, mas os meus pais sempre rígidos e nunca estavam comigo. Isso ainda piorou quando a minha irmã nasceu: aqueles olhares frios e nunca se importarem comigo.

    Então, com apenas os meus 12 anos de idade, decidi fugir, só com uma mochila cheia de lápis e folhas. Ai, ai, onde tinha eu a cabeça nessa altura?

     A minha sorte foi ter sido acolhido por um Grupo de Artistas de rua: eles passaram a ser a minha única e verdadeira Família.

     Bem, mas todos lá faziam alguma coisa e, mesmo não sendo obrigado, eu peguei nos lápis e comecei a desenhar as pessoas que iam passando.

     Nesse exato momento, eu descobri o meu grande dom do desenho!

      Passaram-se anos e anos desde essa altura. A Mãe Rosita e o tio Lasco diziam que eu era cada vez mais um homenzinho…

     Esperem, ainda não vos falei da minha Família de Artistas de Rua: a minha Mãe Rosita era a mais alta e a mais magrinha; ela tinha cabelos curtos, de cor preta e uns olhos verdes como a relva; vestia um vestido cheio de remendos e tinha uma voz de veludo que se ouvia nos quatro cantos do mundo.

      Já  o meu Tio Lasco era o maior ilusionista de todos os tempos. O meu número favorito era quando ele fazia surgir,de dentro da sua longa cartola, o nosso coelho albino.

      Também havia a Margarita, irmã da Mãe; era uma violinista estupenda. Já os meus irmãos adoptivos, Gas e Louslu, eram os maiores palhaços de todo o Globo: eles faziam desde acrobacias, malabarismos, e palhaçadas.

     Enquanto eles faziam todos os seus incríveis números, eu ia treinando…

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De Castigo…

visão em ângulo picado uma menina corre numa clareira junto á floresta onde estão adultosFlickr.com   Atribuição:  Domaine Public  

     Aaaaah! – exclamou a Luz, quando acordou. Saiu da cama, vestiu-se e foi tomar o pequeno-almoço.

     A Mãe aproximou-se dela com uma cara “chateada” e começou a gritar com ela, a dizer que, depois de sair da rua, limpasse os sapatos no tapete da entrada!

      Luz não percebia o que a Mãe estava a tentar dizer, mas depois lembrou-se  e viu as pegadas de lama.

     Ficou muito aflita, pois não sabia como explicar aquilo.

     Mal ia dizer qualquer coisa, a Mãe interrompeu, dizendo que ela ia ficar de castigo.

     A Luz, muito triste e contrariada, foi, sentou-se numa cadeira e ficou a olhar para a parede, a pensar como a sua vida era injusta.

     Ficou imenso tempo no castigo e até tentou fugir. Mas foi logo apanhada.

     Percebeu que não podia sair do castigo, mas perguntava-se o que ia fazer.

     Então, ficou a pensar na vida, a olhar pela janela, até que percebeu que estava a refletir.

     Chamou a Mãe e perguntou se podia explicar-lhe o que era refletir.

     A Mãe, já com um sorriso no rosto, respondeu:

    – Conseguiste!

     Luz não percebeu o que a Mãe lhe havia dito, mas tentou entender. 

     – Conseguiste – continuou a Mãe – Passaste no meu teste. A razão por estares de castigo, não foi só por teres sujado o tapete, também foi para refletires sobre os teus erros e pensares o que tinhas de mudar. 

     – Então isso é que é refletir.  – Concluiu a Luz. 

     – Sim, e agora que já sabes o que é, podes sair do castigo.

     – A sério? – exclamou Luz.

     – Sim – sorriu a Mãe – mas só depois de limpares o tapete!

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Uma Lição “Luxuosa”

4 amigos saltam à beira-mar

     Pixabay Atribuição CC0

      Era uma vez um rapaz rico chamado Sebastião; ele não cumprimentava ninguém: nem um “Bom Dia”, “Olá, “Boa Tarde” – nada.

       Então, quando era Natal, quase que se isolava.

      Ele vivia em  Itália, em Veneza, uma cidade com muitos canais. Na sua mansão, tinha um lago. Sim, um lago! Ele tinha uma data de barcos, onde se deitava todo o dia, com uma palha na boca, um caderno na mão – ele devia estar a pensar:

     – Os meus pais morreram e deram-me cem mil milhões de Liras. É muito dinheiro para mim. Não consigo fazer um texto, estou gordo e horrível, tenho de melhorar… (1) Ei, estão ali pessoas, vou falar com elas:

     – Olá!

     – Olá!

     – Eu não sabia que ele sabia dizer “Olá” – comentou alguém. 

     – Oh, ele, se calhar, não é assim tão mau – respondeu o amigo.

    – Será que eles me acharam melhor?  – Perguntou-se o Sebastião.   

     – A partir do dia de Natal, em que ele nos cumprimentou, ficou muito melhor – reconheceram todos. 

      – “Bora” falar com ele.

     – Olá, estou a convidar para virem ao meu lago. Querem vir?

    – “Bora, vamos lá”.

    A partir daí, ele tornou-se uma pessoa desperta e atenta aos outros. Agora, ele e nós podemos viver felizes!

SG5B

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(1) Nos dois sentidos, ser mais boa pessoa e melhorar o seu físico.

A Menina das Estrelas – Um Conto de Natal

PixBay Atribuição CC0

     Na noite de 24 de Dezembro – véspera de Natal – à frente da minha janela, apareceu uma rapariga de pele roxa, cabelos azul turquesa, olhos cor de esmeralda. Ela parecia assustada.

     Depois de esfregar os meus olhos, perguntei: 

        – Estás bem?

      Ela respirou fundo e disse com uma voz estranha: 

     – Não, eu não sei o que se passa. Estava a passear pelos planetas, até que vi o vosso e vim por curiosidade. Por que há tantos brilhos, luzes, árvores enfeitadas e música?

      Eu, a tentar acalmá-la, expliquei: 

      – Porque hoje é Natal. 

      – O que é o Natal?  – perguntou a menina.

       Eu, espantada, exclamei: 

       – Tu não sabes o que é o Natal? O Natal é a Festa de que eu mais gosto no ano. É o dia em que tu juntas a tua Família e Amigos e fazem uma Festa cheia de risos, magia, canções e convívio: celebramos o nascimento de Jesus!

      Além disso, vocês trocam presentes com a vossa Família.

      A menina, depois de ouvir o que eu disse, falou:

     – Ah, Ok. Obrigada! Agora vou voltar para minha casa e contar isto tudo no “Jantar da Liberdade”. É parecido com o vosso Jantar de Natal.

     E lá foi ela, a voltar para casa, voando por entre as estrelas.

     Ela até me deu a morada, mas eu disse que só podia ir visitar em 2072. Espero que, quando chegar esse dia, já existam carros voadores que me levem tão longe.

LM6A