Introduzindo o Conceito de “Decrescimento”

Image par Gerd Altmann de Pixabay 

I

     A 26 de Julho,  a nossa Professora de Educação Positiva Helena Marujo, em conjunto com Ana Serrão,  investigadora em diversas áreas da Psicologia Positiva e responsável pela Cátedra da Unesco em Portugal, tiveram a gentileza de nos convidar para um Zoom patrocinado pela “Cátedra da Unesco para a Paz Global e Desenvolvimento Sustentável”, onde uma jovem doutoranda, Ana Poças Ribeiro, tinha sido convidada para nos falar sobre o atraente e enigmático conceito de “Decrescimento”.

    Este convite, que o Grupo de Educação Positiva aceitou com entusiasmo, não foi fortuito, mas, segundo a própria Prof. Helena, obedece a todo um projeto de “criar sinergias entre “Educação Positiva”, “Felicidade e Bem-Estar”, “Sustentabilidade e Paz Global”, todos eles viveiros de ideias e ações que se entrefecundam  e onde germinam os “Projetos de novos Modelos Económicos”.

    Ana Poças introduziu este conceito central como “um modelo a olhar e a atender, porque os nossos recursos são limitados. Nem sempre é o inverso do crescimento, mas também não é o não crescimento.”

    Convidando-nos a inscrever-nos no site Decrescimento.pt apresentou a metáfora que nos aproxima do conceito: “Um rio que transbordou e que regressa à sua forma original.”

wikiwand.pt Sustentabilidade

   No Diagrama que revela a área crítica de interseção entre Economia, Sociedade e Ambiente torna-se manifesta a centralidade e a urgência que afetam este tema delicado.

   Segundo Ana Poças, O Conceito de “Decrescimento inclui uma crítica do Crescimento, a oferta de Alternativas ao Consumo, formas criativas de Reduzir o Consumo e “Agência”, isto é, o que podemos fazer de concreto, individualmente, em Instituições e em comunidades.

    Ilustrou o caráter urgente da situação vivida por todos nós com uma imagem sobre a Crise Climática: como tem subido a temperatura desde 1850 a 2017.

  Em seguida recordou a extensão da Crise Ecológica: “Estamos no início da 6ª extinção em massa das espécies; 90% dos Peixes estão em perigo; em 2050 haverá mais plástico do que peixes.”

    “Os combustíveis fósseis formaram-se por processos naturais ao longo de milhões de anos; agora queimamo-los em poucas centenas de anos.”

     “Segundo o Acordo de Paris, em 2018, para limitar a 1,5º o aumento de temperatura, será preciso cortar quase completamente com os combustíveis fósseis”, apesar da dificuldade que representa o compromisso dos bancos mundiais, com seus investimentos profundos neste campo minado, ao mesmo tempo que tentam acelerar o investimento em energias alternativas.

By Thomasjam – This image is created based on free data from The World BankPreviously published: Not published elsewhere, CC0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=51473752

   E “Embora desde os anos 80 tenhamos essa noção, continua a aumentar o uso de carvão e de petróleo. Quem gasta mais? EU e US – gastam mais de 60%; a Ásia também gasta muito; a África – gasta muito pouco.”

   “1% das pessoas causa metade dos gases dos voos. 80% da População nunca andou de avião.”

  Os mais ricos são os mais poluidores: “há que mudar Estilos de Vida” – eis um dos conceitos centrais em torno de “O Decrescimento”.

    Também segundo esta abordagem da realidade que nós, seres humanos, criámos, o ideal de um “Crescimento perpétuo é um Erro”, pois “quanto mais aumenta o PIB, mais aumentam os materiais gastos; quanto mais aumenta o PIB, mais aumenta a hiper-competição e o individualismo.” 

    Ora, podemos hoje constatar cientificamente, através dos estudos lançados a nível mundial pela Psicologia Positiva, que “estes aumentos não são acompanhado por melhoria do Bem Estar da vida humana.”

   “Os 2153 bilionários do mundo possuem mais riqueza que 4,6 biliões ou 60% da População mundial.”

   Apesar desta extraordinária desigualdade de distribuição de recursos, a “Recessão” não é o “Decrescimento”; estamos como numa “bicicleta que não pode parar”.

    “Se reduzirmos o consumo, não podemos aumentar o PIB, no entanto há países onde o PIB per capita é inferior aos dos EUA,  mas com maior Esperança de Vida.”

   Assim, “O que está no cerne das crises é o Sistema Económico.”O Decrescimento” pretende diminuir “a produção e o consumo e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida“.

     Estamos, pois, perante uma tríplice e incontornável ligação: “DemocratizaçãoSustentabilidade EcológicaRedistribuição e Solidariedade“.

     Veremos, na II parte, como encontrar as vias concretas de acesso às Alternativas desafiadoras que a hipótese plausível e fundamentada do “Decrescimento”, aqui representada na intervenção da Ana Poças, nos propõe.

Bibliografia indicada:

Donella Meadows – “Os Limites do Crescimento”

Limites ao Crescimento, Porque não?”

Fim da I Parte

Rumo à Felicidade

Image par Jan Alexander de Pixabay 

   SS – O que torna as pessoas felizes é a Família reunida.

  M Convidado – Uma pessoa sente-se feliz quando ganha uma coisa que se andou meses e meses a pedir, o que, felizmente, nunca aconteceu comigo. 

  MF A Liberdade torna as pessoas felizes. Na nossa idade (11 anos) a maior parte das pessoas já pode sair e ir a casa de amigos.

  SS – O meu Pai é um pouco mais restrito que os outros pais; tenho de fazer imensas coisas: ficar quieta, portar-me bem… A primeira vez que fui para casa de amigos foi no 5º ano.

     MF – As crianças não devem ser obrigadas a fazer o que não gostam. Toda a gente tem que fazer, mas as crianças deviam fazer menos.

    Por exemplo, toda a gente jovem tem de estar numa sala de aula, fechados, a escrever, a andar carregados como há 100 anos e ser proibido o telemóvel dentro das aulas, quando o telemóvel é fonte de conhecimento?

   SS – Em 8h na net pode-se aprender mais do que em 5 aulas!

   M. Convidado – O que deixa as crianças felizes é quando, finalmente, são ADOTADAS, como eu !

Oficina ao Ar LivreMF6A  SS6A e M6A 

Escrever é Difícil?

Estoril, 27/11/18 – OE

Carta de Marciano, 2016

Imagem: Oficina de Escrita

      Marciano, escrever é Difícil?

    Escrever – pode ser difícil, mas poderá ser mais claro do que falar?

     Difícil, porque nos convoca ao parapeito do momento e ele não se deixa aceder só pela consciência que temos de nós próprios.

   O momento presente, para se manifestar em pleno, exige que reconheçamos um “sim” incondicional a toda a realidade.

     Ele implica o pôr a nu um vazio que se aninha por baixo do que se vive e ameaça roubar-lhe significado.

     Escrever pode tornar-se mais claro do que falar: primeiro, as ideias convocadas acotovelam-se na estreiteza da mente que as censura, mas logo encontram a passagem viva para o largo espaço onde se alinham quando a vaga do sentido as transportou.

     O falar pode tornar-se apenas mais rápido e obscuro, não comprometer o corpo como a escrita, e até pode ficar desligado da sua raiz no tempo, onde viceja tudo o que é genuíno.

Com SG 5A, Partilha de Inspirações 11/18 – OE

 Dedicado ao meu Afilhado Marciano Boua

71 Anos CAD – Escrever é Voar

Image par S. Hermann & F. Richter de Pixabay    

   Bem. Cá estou eu mais uma vez. E pelos vistos acho que vou-vos escrever algo.

   Bem. Desta vez é um pouco diferente; sim, diferente, talvez não seja alguma coisa muito boa, muito menos entusiasmante.

   Eu gosto de escrever, para mim não é algo de novo, mas alguma coisa que sempre gostarei de fazer; é como dar vida às palavras, mexer com as frases, talvez até seja uma arte.

   Como é bom escrever!

   É como contar e articular a nossa mensagem.

  Para mim, que vos estou a escrever agora, não é preciso ter estrutura, não é preciso arquitetar as palavras, mas sim voar.

   Voar nas poesias do horizonte, nas fantasias do mais além, nos contos de ontem, nas aventuras, nos mistérios longínquos.

    Voar, sim, voar.

   Uma coisa que é livre e não teórica. Eu gosto tanto, mas tanto, de escrever!

   É como… ter um divertimento novo, algo para brincar, divertir, criar!

    Agora não tenho muito tempo para comunicar, mas hei-de voltar. A qualquer dia, a qualquer hora, a qualquer momento.

   Como viram é tão simples escrever! Comunicar. Libertem-se nas asas da Literatura, nos caminhos da escrita, nos mapas do amor.

16 de Outubro de 1986  

Pedro João Mesquita – nº20 – 6ºB

Em 2021, nosso Professor de Educação Visual e Pai de uma Aluna no 6ºB.

Valores Admiráveis

Image par Dorota Kudyba de Pixabay 

 Na vida, quem foi mais importante? Como?

D.S. – O Pai e a Mãe. O pai, para transmitir o valor de não desistir dos meus sonhos. A mãe, para transmitir o valor de nos portarmos bem e sermos educados.

P. G. – A minha família que sempre está aqui, para ajudar e me transmite amizade, o deixar-me feliz e a lealdade.

P. C. – Os nossos pais estão sempre em cima de nós para não falharmos na vida e estão sempre a dar-nos apoio, portanto acho que a família transmite amizade, cooperação e generosidade.

Três valores para vir encorajar os próprios filhos?

P.C. – Dar sempre valor ao que temos, porque pode haver pessoas que nem um pão para comer têm; aproveitar cada momento em que vivem com um bom amigo ou familiar; ser sempre educados e respeitar a opinião de cada um.

P.G. – Aprender a dar valor ao que têm, aprender o que é educação e gostar do que fazem.

D.S. –  Sê educado; nunca desistirás do teu sonho; tenta vir a ser o que tu querias quando eras pequeno.

A regra única para orientar a Vida?

P. C. –  Ser feliz e trabalhar sempre ao máximo para cumprir os nossos objetivos.

P.G. –  Quando levei um recado e mostrei à minha mãe  ela levou a bem, mas se levasse o segundo, vinha “a chinela”. Este acontecimento fez-me criar uma regra para orientar a vida: ser educado nas aulas.

D. S. A regra é ser bem educado com as pessoas, e, se uma pessoa precisar de ajuda, eu vou ajudá-la.

 Num mundo perfeito…

P. C. – Acho que não haveria brigas, guerras ou bullying.

P. G. –  Não haveria racismo por se ser negro, de outro pais, por se ser pessoa com deficiências e etc… 

D.S. –  Não sei por que é que as pessoas fazem mal…

Se essas pessoas vivessem num mundo perfeito elas só faziam o bem. 

Educação Positiva – Reflexão a três mãos, orientada por questões de Maurice Elias

PG8B, DS8B, PC8B

Os Voos da Liberdade

Em 1991, a Prof Maria José Figueiroa Rego partilhou as nossas aulas de Português de 5º ano, continuando as suas sessões de Filosofia para Crianças em que já iniciara os nossos jovens Estudantes ao longo do 1º Ciclo. Aqui publicamos excertos de um animado debate sobre as possibilidades de viver a Liberdade: 

Image par Steve Bidmead de Pixabay 

A. L. – Eu vinha a voar para a escola, se tivesse o dom. Não posso, porque não consigo.

Prof Maria José – Mas és livre para voar?

A. L – Se pudesse, era livre.

Prof Maria José – Então, não és livre para voar.

A. L.  – Se pudesse, era livre. Não se põe essa opção.

Prof Maria José  – Se não se põe essa opção és livre para voar ou não?

T. – Se eu pudesse voar, era livre. Não se põe essa opção.

Prof Maria José – Então não és.

T. – Se pudesse, era. Não voo porque não posso. Mas, por exemplo, eu, um dia, apareço a voar; aí, tenho esse direito.

Prof Maria José – A tua liberdade não tem a ver com a tua possibilidade?

AM – Se eu fosse maluca, subia a uma montanha e atirava-me.

Prof Maria José – Qual é a diferença?

AM  – A T disse que não era livre para voar, se não voasse. 

T – A Stora perguntou se a liberdade tinha a ver com o que eu posso fazer e eu disse que não. 

Prof Maria José – Mesmo que não possas voar, continuas livre?

T – Sim.

AM – Então eu tinha percebido mal. Se eu me atirasse da montanha, eu passava um bocado a voar antes de chegar ao chão. 

L – Só se é livre quando se consegue. Se morre, não é livre. Se conseguisse voar, talvez fosse livre de voar. Se não pode, não é livre. Vi um filme de um surdo-mudo…

Prof Maria José – É livre para falar?

L – Sim, diz por gestos. 

AF – Quase ninguém é livre. Há sempre qualquer coisa… Por exemplo, queremos chocar com os carros e a polícia não nos deixa.

Prof Maria José – Ninguém é livre?

AF –  Há coisas em que somos livres. Por exemplo, em casa, se queremos, podemos fazer um bolo.

Prof Maria José – E uma liberdade total? Não há uma liberdade total?

Excertos de Sessão de Filosofia para Crianças na Aula de Português

Turma do 5C – 1991

A Família Mais Unida

   

Image par Michal Jarmoluk de Pixabay 

    Somos a Família B. família essa constituída por 4 pessoas, eu, a mminha irmã, a minha Mãe  e o meu Pai. 

     Depois, tenho os meus avós paternos e os meus avós maternos, os meus tios, os meus bisavós e o meu querido primo Miguel.

     Adoro a minha família tal como é, muito unida.

    Gostava de ter mais uma irmã, mas os meus Pais dizem que, por agora, é complicado.

    Gostaria de ser bióloga, assim faria o que gostava, sentia-me realizada e conseguia a minha independência financeira.

     Diariamente, tenho o privilégio de ter os meus dois pais, irmã e avós junto a mim.

   Gostaria de casar e ter filhos, confesso que uma filha faria as minhas delícias…

     A Família é tudo para mim, sem ela jamais conseguiria viver.

    A minha Família é a mais unida do mundo.

71 anos CAD – 2007 – MB5C

 

A Galope, Passamos pelas Flores…

Image par JuergenPM de Pixabay 

    A Natureza, para mim, é algo que me ajuda a refletir.

    Vivo intensamente a Natureza, quando vou à quinta do meu avô. Aí posso passear, andar de bicicleta.

  Passo por muitas árvores – ao sol é muito alegre – também pomares, campos, que aprecio na Primavera e no Verão.

    Com tempo nublado e com chuva, aquilo fica um bocadinho triste. Às vezes aparecem coelhos e gatos e ouvem-se cantar os pássaros.

     Para desenvolver a Natureza, não se pode deitar lixo, papéis, pois assim a Natureza fica limpa.

      Há flores que estão a ser ameaçadas.

   Quando vamos passear a galope nos campos, passamos pelas flores…

JM5A

SER DIFERENTE

Image par Gordon Johnson de Pixabay 

     Era uma vez uma menina chamada Cláudia. Ela tinha um problema de ser bastante pequena. Todos os dias gozavam com ela.

     Certo dia, Cláudia quis que todos parassem de gozar com ela. Então, ela pediu aos seus Pais para fazerem uma cirurgia para ela ficar maior. Só que os Pais disseram que não existia essa cirurgia.

    Cláudia ficou muito e muito espantada. Teve uma ideia: ser ela própria a criar uma cirurgia.

    Passaram anos e Cláudia, já médica, lá estava a tentar criar uma cirurgia para modificar o seu tamanho; ela estava a ter mais ou menos muitas dificuldades. Naquele dia, falou baixinho para si mesma: 

    – Concentra-te! Levanta as mangas da tua bata de cientista, abre bem esses olhos castanhos e começa a trabalhar!

     Um ano depois, Cláudia conseguiur fazer a cirurgia, que teve muito sucesso!

   Lembra-te: Só por seres DIFERENTE, isso é bom, isso faz-te seres quem ÉS!

E SER DIFERENTE é MAGNÍFICO!

CR5B

O Que Há num Nome

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     Num lindo dia de Sol, uma menina chamada Beringela, acordou e disse:

    – Hoje vai ser um lindo dia e vou fazer muitos amigos!

   Ela era simpática, divertida, tinha cabelo castanho, olhos roxos e usava uma bandelete laranja.

    Um dia, ela começou uma Escola nova.

   Quando chegou à Escola, o Professor começou a pedir aos Alunos para dizerem o seu nome, porque havia uma Aluna nova. Quando chegou a sua vez, disse: 

    – O meu nome é Beringela.

    Depois de dizer isto, um menino perguntou-lhe:

    – Por que é que o teu nome é Beringela?

  – Porque eu nasci na terra, mas depois fui amaldiçoada e transformaram-me numa menina.  – Explicou ela com vergonha.

   Quando foi a hora do intervalo, ela foi ter com uns colegas da Turma para pedir se podia brincar com eles, as quando eles a viram, foram logo brincar com outros. A Beringela começou a chorar.

    Mas, de repente, viu outra rapariga a chorar;  foi ter com ela e perguntou: 

    – Qual é o teu nome?

   – O meu nome é Sopa. E o teu?

   – Eu chamo-me Beringela.

   – Queres brincar comigo? – Convidou a Beringela com medo de ouvir um não.

    – Claro que sim!

  E nesse momento tornaram-se melhores amigas e criaram um grupo que se chamava “Sopa de Beringela”!!!

Os Meus Cães Fabulosos!

     

Image par cocoparisienne de Pixabay

    As minhas cadelas são Labradoras; o meu cão é um Pug chamado Scone.

      A Kika tem um ano, o pelo branco, meio beige; a Juju tem 10 anos e o pelo preto.

     A Kika tem uns olhos amarelados cor de mel, com uma expressão maluca, não se pode dar um brinquedo, que ela destrói tudo, e a comida, engole em dois segundos.

    A Juju tem os olhos castanhos escuros, está sempre a pedir miminhos; quando a Kika era pequenina, podia estar na cozinha; uma vez a minha Mãe estava a limpar a casa e deixou a porta aberta. Quando foi ver, estava a Kika na sala, no meio dos peluches.

    A Juju é muito querida, não quer brincar, só quer festinhas: receber e dar.

  Nos primeiros tempos, vomitava muito, teve de ir para o hospital e passou o Natal connosco, quando tinha 2 meses.

   Também tive a Camila, uma Rotweiler, esteve um bocadinho em casa, mas era muito nervosa, atacava a Juju e foi bom dar. A quem nós demos tinha outro Rotweiler, o Fox, e tiveram bebés.

  Quando era pequenina, a Juju vinha à janela, lambia o vidro do lado de fora e eu lambia o vidro do lado de dentro.

  O meu sonho é ter um Golden Retrivier; acho que são muito lindos e fofinhos. Queria um para estar aqui dentro de casa comigo.

MC5C

Momentos Felizes

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    A Felicidade… os momentos em que estamos felizes… não a sei descrever… talvez quando estou sem stress, 100 por cento relaxada. 

   O que nos torna felizes são as coisas boas, como quando trabalho,  – é uma maneira de dizer -, quando me esforço por alguma coisa e consigo concretizá-la, quando consigo concretizar os meus objetivos. 

   Em Filosofia foi o que me aconteceu, eu falo rápido e os meus pensamentos são o dobro da velocidade, por isso não consigo escrever o que estou a pensar… no teste final, os meus pensamentos estavam a mil e a minha escrita estava a cinco. Eu só falo rápido quando estou stressada, ainda não desanuviei cem por cento. 

   Quando estava em Tróia, falava tão lentamente, estava totalmente relaxada. Não devia ir à escola, porque faz mal à saúde. Antes dos testes, nas duas últimas semanas, tinha Físico-Química e Matemática: tinha imensas insónias…

   Por exemplo, estou feliz a partir do momento em que não tenho mais testes, mas só o sentiria se os resultados tivessem sido bons, como foram, por isso estou feliz, senão estaria “semifeliz”. 

   Quando me sinto feliz, depende da causa de estar feliz; se estou triste sorrio, estou sempre a sorrir e estou sempre a rir. Fico mais excitada, mas entusiasmada, fiquei mesmo chateada porque ia ter o segundo Ida de Matemática e o professor disse que eu tinha tido 14, 4! Não me importaria de fazer outra vez, porque eu compreendia essa matéria. Fico com vontade de voltar a fazer essas coisas, quando as faço bem.

   Os testes que tenho mais prazer em fazer são os de Português. Tenho muita sorte com os Profes. Na quarta estava mesmo cansada: ” – Eia, duas horas de Português!” –  Mas eu estava mesmo feliz. 

“ – Tenho pena que sejam só duas horas!”

   Na primeira hora, senti-me cansada, não me apetecia estar duas horas a falar do Camões. Na segunda hora fomos ao jardim: estava calorzinho, sabia-me mesmo bem estar ali a fazer exercícios. As aulas deviam ser todas ali. Até ficava a falar de Camões tranquilamente.

Conversas na Oficina, MB10

A Arte de Escutar

     

Image par Gerd Altmann de Pixabay

   Quando for grande, vou querer ser ou psicóloga ou psiquiatra. Gosto de cuidar das pessoas, de tentar entender o que se passa na cabeça delas. Gosto de ouvir o que as pessoas estão a pensar e não só pensar em mim mesma. 

    É bom, às vezes, saber que sou capaz de ter paciência para ouvir as pessoas;  em vez de pensar só na minha opinião porque não pensar na dos outros?

    Normalmente não tenho paciência para estar a ouvir as outras pessoas: sinto, às vezes, aquelas coisas que vêm à cabeça, de as pessoas poderem ficar “chatas”, de parecer que quando vou falar com elas, o que elas vão dizer não será importante, mas depois, porque não pensar positivo e pensar mais na opinião das outras pessoas?

    Tentar pensar o positivo daquela situação e não estar a pensar o negativo, como, por exemplo, em vez de só entender o meu lado, tentar entender o lado das pessoas e ter paciência para o fazer, já que ter paciência é muito importante e eu sei que toda a gente o pode conseguir.

    Ainda estou a tentar ter mais paciência do que já tenho, mas eu sei que um dia vou conseguir lá chegar. 

(Em parte escrito, em parte gravado e transcrito.)

SS7C

Valores em nossas Vidas

Image par Monsterkoi de Pixabay 

Qualidades Admiráveis

         D.S. –  Admiro o P.G. Ele tem muitas qualidades, como educação, amizade e saúde.

P.G. – Admiro o meu Pai. Como ele cuida dos filhos,  como ele tenta deixar felizes os outros e como ajuda os outros.

P.C. – Admiro os meus avós, pois eles procuram sempre arranjar tempo para estarem connosco e são muito amigáveis.

Lições de Vida

D. S. –  Choquei contra o banco do carro e aprendi a usar o cinto aos 5 anos. 

P. G. –  Quando eu era pequeno, eu sujava todo o lugar; depois a minha mãe deu um banho de água fria e umas palmadas, até chorar…

P. C. –  Os pais são sempre rígidos com as regras, por isso cada regra que eles dizem, eu aprendo logo para não levar com um “estalo”: olhar para os dois lados da estrada, não pintar as paredes…

Image par mohamed Hassan de Pixabay

 Tornar-se uma pessoa melhor

D. S. – Estudar mais e estar menos à frente do computador e  brincar mais com os irmãos.

 P. G. –  Tornar-me mais inteligente, mas tenho que estudar mais.

P. C. –  Focar-me mais nos estudos para tirar boas notas e passar mais tempo com a minha família.

PG8B, DS8B, PC8B

Educação Positiva – Reflexão a três mãos, orientada por questões de Maurice Elias